Romeu Zema — texto do programa sobre Economia (Presidente, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 56 blocos do programa de Romeu Zema, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280016919931). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-economia).

[p. 14]

[b178] (fiscal) O Brasil entrou em 2026 com a maior carga tributária da sua história, em torno de 32,4% do PIB, déficit nas contas públicas e uma dívida que já ultrapassa os R$10 trilhões, próximo de 80% do PIB. O problema não é só o tamanho do rombo, mas a trajetória da dívida, que era de 71% do PIB em 2023 e segue crescendo sem controle.

[b179] (fiscal) Em virtude desse cenário, a SELIC está próxima a 15% e, com isso, o pagamento de juros consome cerca de R$1 trilhão por ano, drenando recursos que deveriam estar financiando investimentos, infraestrutura e serviços essenciais.

[b180] (fiscal) Além disso, convivemos com um orçamento capturado por despesas obrigatórias, o que deixa cada vez menos espaço para decidir prioridades, investir e corrigir rumos.

[b181] (fiscal) O resultado é um país sufocado por impostos, travado por juros altos e empurrado para mais endividamento. Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas. Por isso, defendemos um plano de ação dividido em três eixos principais: → economia/p71

[b186] (fiscal) Desengessar o orçamento público, contendo os gastos que crescem no piloto automático: → economia/p3, economia/p71, economia/p80

[b187] (fiscal) Revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e das regras que fazem o gasto público se expandir sozinho, inclusive as emendas parlamentares, ampliando o espaço do orçamento destinado a investimento e devolvendo ao país a capacidade de realizar obras, equipar hospitais e melhorar escolas. → economia/p3, economia/p9, economia/p59, economia/p80

[p. 15]

[b195] (fiscal) Privatizar todas as empresas estatais: → economia/p53

[b196] (fiscal) Privatizar todas as empresas estatais para que o governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira. → economia/p53

[b197] (fiscal) Ampliar as parcerias público-privadas em todos os serviços públicos, inclusive saúde e educação: → economia/p54, economia/p124

[b198] (fiscal) Aumentar o investimento privado no país por meio da ampliação das parcerias público-privadas em todos os setores da administração pública, inclusive em projetos que geram impacto direto na qualidade dos serviços e na vida da população, como saúde e educação. → economia/p44, economia/p54, economia/p124

[b199] (fiscal) Vender os imóveis e ativos públicos sem uso ou não essenciais: → economia/p55

[b200] (fiscal) Mapear o patrimônio imobiliário federal e vender, por venda direta ao ocupante ou leilão, os imóveis desocupados, subutilizados ou sem função pública, com metas anuais de arrecadação e destinação dos recursos para investimentos públicos. → economia/p55

[p. 16]

[b204] (tributos) Definir metas de redução de impostos que forcem o corte efetivo de gastos: → economia/p19, economia/p20, economia/p71

[b205] (tributos) Fixar metas progressivas de redução da carga tributária que imponham os cortes de gastos necessários para atingi-las, invertendo a lógica atual em que o gasto define o imposto. → economia/p19, economia/p20

[p. 17]

[b208] (economia) Em 1960, o Brasil era mais rico que a Coreia do Sul. Hoje um país com um quarto da nossa população produz tanto quanto o Brasil inteiro, e o coreano ganha três vezes mais que o brasileiro. Não ficamos para trás por falta de talento: o brasileiro luta, cria e arrisca. Nosso ativo mais estratégico é a nossa gente, trabalhadora e empreendedora. O problema é o sistema que nos cerca.

[b209] (economia) Esse sistema tem nome: Custo Brasil. É o peso invisível que encarece tudo no país e custa R$1,7 trilhão por ano, dinheiro que poderia virar emprego e renda, mas se perde em ineficiência. Antes de vender o primeiro produto ou contratar o primeiro funcionário, o empreendedor brasileiro já esbarra em um dos juros mais altos do mundo, impostos incompreensíveis, infraestrutura ruim, insegurança jurídica e uma das economias mais fechadas do planeta. Cada uma dessas barreiras é um pedaço de riqueza que o Brasil destrói antes mesmo de gerar.

[b210] (economia) Desatar esse nó nunca foi tão urgente. O mundo vive uma das maiores ondas de investimento da nossa geração. Só em inteligência artificial, as maiores empresas do planeta devem investir cerca de US$750 bilhões em 2026 na construção de data centers e infraestrutura digital, e a corrida por energia limpa, minerais críticos e novas tecnologias movimenta trilhões mundo afora. A boa notícia é que aquilo que esse dinheiro procura, o Brasil tem de sobra.

[b211] (economia) Temos 88% da nossa matriz elétrica vinda de fontes renováveis. Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, além de liderança em nióbio e reservas relevantes de lítio. Somos um país neutro e confiável em meio à disputa entre Estados Unidos e China. Temos um mercado de 200 milhões de consumidores conectados, que adotou o Pix mais rapidamente do que quase qualquer país adotou qualquer inovação. No entanto, sem as condições certas, esse capital irá para outro lugar.

[b212] (economia) Para os grandes e para os pequenos negócios, precisamos ser um país de oportunidades. O brasileiro acredita que o empreendedorismo é a principal forma de mudar sua realidade e uma prova disso é que empreender é o maior sonho dos moradores de favelas para 2026. O caminho para o Brasil transformar esse sonho em realidade está à nossa frente: derrubar os juros, libertar as famílias das dívidas, simplificar os impostos, destravar a infraestrutura, dar segurança a quem empreende e abrir o país ao mundo

[b213] (economia) Assim, o Brasil terá as condições para atrair os investimentos das novas tecnologias e transformar nossas vantagens em riqueza. Para trilhá-lo, apresentamos soluções em sete eixos centrais:

[p. 18]

[b217] (economia) Criar condições para a queda da taxa de juros: → economia/p30, economia/p114

[b218] (economia) Garantir a queda da curva de juros por meio de um choque fiscal para estabilizar a relação dívida/PIB, promovendo reformas e mantendo superávits primários que permitam o pagamento da dívida. → economia/p8, economia/p30, economia/p71, economia/p114

[b219] (tributos) Reduzir os impostos dos empréstimos: → economia/p37

[b220] (tributos) Reduzir os custos diretos das operações financeiras começando pela redução do IOF, alinhando o Brasil às práticas dos países desenvolvidos. → economia/p37

[b221] (economia) Ampliar a concorrência entre bancos, reduzindo o direcionamento político do crédito a setores e programas específicos: → economia/p33

[b222] (economia) Reduzir gradualmente os programas de crédito direcionado, incluindo linhas subsidiadas do BNDES, para setores escolhidos politicamente, visando ampliar a concorrência entre bancos e baratear o crédito no Brasil. → economia/p33

[b223] (economia) AJUDAR AS FAMÍLIAS ENDIVIDADAS

[b225] (economia) Facilitar a renegociação e a portabilidade de dívidas, gerando novas oportunidades de refinanciamento: → economia/p34

[b226] (economia) Facilitar a portabilidade do crédito com o uso do Open Finance, para que o cliente possa comparar propostas com mais facilidade e levar sua dívida para bancos com juros menores. → economia/p34

[b227] (economia) Aumentar a segurança jurídica e a concorrência entre instituições financeiras para forçar a queda dos juros ao consumidor: → economia/p32

[b228] (economia) Aumentar a concorrência no mercado e modernizar o sistema de garantias, alienação fiduciária e recuperação de crédito em casos de inadimplência, permitindo que o mercado opere com menos riscos e abrindo espaço para redução dos juros finais ao consumidor. → economia/p32, economia/p35

[b229] (economia) Criar uma cultura de educação financeira na sociedade brasileira a partir do programa Sócios do Brasil: → economia/p38

[b230] (economia) Depositar R$1.000 para cada brasileiro ao nascer, com o valor aplicado em fundos de ações e saque permitido apenas aos 18 anos, para estimular desde cedo a formação de patrimônio e a educação financeira. → economia/p38

[p. 19]

[b232] (tributos) SIMPLIFICAR O EMPREENDEDORISMO

[b234] (tributos) Reduzir o imposto de renda das empresas para o nível dos países desenvolvidos: → economia/p23

[b235] (tributos) Reduzir gradualmente o imposto de renda das empresas para aproximar o Brasil das economias desenvolvidas e permitir que mais recursos fiquem na atividade produtiva impulsinando investimento, expansão e geração de empregos. → economia/p23

[b236] (tributos) Assegurar uma implementação eficaz da Reforma Tributária: → economia/p21

[b237] (tributos) Evitar que a regulamentação da Reforma Tributária replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos, garantindo monitoramento técnico, transparência sobre impactos setoriais e compromisso verificável de neutralidade da carga tributária. → economia/p21

[b238] (tributos) Reformar o IRPJ e simplificar de vez o pagamento de impostos das empresas: → economia/p16, economia/p24, economia/p104

[b239] (tributos) Reformar a tributação das empresas, em especial os impostos diretos como o IRPJ, partindo do princípio de que é o Estado, e não o contribuinte, que deve calcular o imposto, com a Receita apurando o valor automaticamente a partir da nota fiscal eletrônica e eliminando anexos, faixas e obrigações acessórias, para que o empreendedor troque tempo e dinheiro gastos com burocracia por investimento, crescimento e geração de empregos. → economia/p16, economia/p24, economia/p104

[b240] (economia) Facilitar a abertura, operação e o fechamento de empresas: → economia/p47

[b241] (economia) Promover o diálogo com o setor produtivo por meio de mesas executivas com vários atores nas principais cadeias de suprimentos para eliminar todas as barreiras no Brasil e avançar com a integração dos municípios brasileiros à REDESIM, além de incentivar que todos os estados e municípios regulamentem a Lei de Liberdade → economia/p47

[b242] (economia) Econômica, nos moldes da Lei Federal. → economia/p47

[p. 20]

[b252] (economia) DAR PREVISIBILIDADE A QUEM INVESTE

[b254] (economia) Garantir segurança, previsibilidade e eficiência dos sistemas jurídico e regulatório: → economia/p119

[b255] (economia) Reduzir a insegurança jurídica e regulatória, uniformizando regras, padronizando funções, prazos e procedimentos e dando mais previsibilidade a decisões tributárias, administrativas, regulatórias e de licenciamento em todos os níveis de governo. → economia/p119

[p. 22]

[b278] (economia) Fortalecer a concorrência na economia brasileira para fomentar a inovação: → economia/p48, economia/p122

[b279] (economia) Reduzir as barreiras à entrada e ampliar a inserção comercial em todos os setores, garantindo juros baixos e segurança jurídica para as empresas e usando a concorrência como principal motor de inovação e ganho de eficiência para o consumidor. → economia/p48, economia/p122

[b280] (economia) Aprimorar o mercado de capitais brasileiro para facilitar investimentos de risco: → economia/p36, economia/p116

[b281] (economia) Aperfeiçoar os mecanismos do mercado de capitais brasileiro, como regras de venture capital, estruturação de fundos, garantias de investimento e segurança jurídica para vesting e equity, a fim de atrair capital nacional e estrangeiro para os setores estratégicos da economia do futuro. → economia/p36, economia/p116

[p. 75]

[b918] (fiscal) Racionalizar o uso das emendas parlamentares: → economia/p59, economia/p60

[b919] (fiscal) Limitar as emendas parlamentares a um percentual reduzido do orçamento discricionário e condicionar sua destinação ao cumprimento de critérios objetivos de interesse público e transparência, evitando a fragmentação do orçamento em projetos de baixo impacto ou com finalidade meramente eleitoral. → economia/p59, economia/p60

[p. 76]

[b921] (fiscal) Reduzir os gastos com publicidade estatal, acabando com a promoção do governo na imprensa e mantendo apenas campanhas de interesse público: → economia/p15

[b922] (fiscal) Restringir a publicidade do governo apenas às campanhas essenciais de interesse público, como as de educação, saúde e segurança, para que o dinheiro do contribuinte deixe de financiar a autopromoção de quem governa. → economia/p15

[b923] (fiscal) Conter os gastos excessivos do legislativo e do judiciário: → economia/p14, economia/p85

[b924] (fiscal) Enxugar o custo do Legislativo e do Judiciário, atacando o excesso de pessoal e os salários acima da média que sustentam essas estruturas, além de moralizar despesas como verba de gabinete e cota parlamentar, devolvendo ao contribuinte recursos hoje gastos com o conforto dos ocupantes dos cargos. → economia/p14, economia/p85

FIM — 56 blocos neste arquivo.