Paula Belmonte — texto do programa sobre Infraestrutura, transporte e mobilidade (Governador — DF, 2026)
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[b92] (mobilidade) TRANSPORTE PÚBLICO EFICIENTE: Modernizar e ampliar o sistema de transporte coletivo, integrar a bilhetagem entre ônibus e metrô, revisar contratos de concessão e adotar soluções tecnológicas para oferecer um serviço mais acessível, confiável e de melhor qualidade. → infraestrutura-mobilidade/p11, infraestrutura-mobilidade/p31
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[b566] (mobilidade) Mobilidade é parte da vida das pessoas. O tempo gasto para chegar ao trabalho, levar os filhos à escola, acessar um serviço de saúde ou voltar para casa é tempo que deixa de ser vivido com a família, dedicado ao descanso, ao estudo ou a outras atividades. Cuidar da mobilidade é cuidar do tempo, da segurança e da qualidade de vida das pessoas.
[b567] (mobilidade) A mobilidade do Distrito Federal foi marcada, no último governo, pelo investimento em obras rodoviárias que priorizaram, em sua maioria, o transporte individual. Ao mesmo tempo, não houve investimento significativo na expansão do metrô, que vem se deteriorando e perdendo passageiros.
[b568] (mobilidade) A política de priorização do carro contribuiu para que, nos últimos dez anos, a frota de veículos crescesse em ritmo muito superior ao da população. Com esse crescimento, congestionamentos tornam-se inevitáveis, porque não há ampliação da rede viária capaz de absorver continuamente o aumento do número de veículos.
[b569] (mobilidade) A principal resposta para esse cenário passa pelo investimento em um transporte público de qualidade, integrado e capaz de oferecer dignidade nos deslocamentos diários. Uma mobilidade melhor impacta não apenas o tempo de cada pessoa, mas também o desenvolvimento econômico, a saúde, a educação, a segurança e o meio ambiente.
[b570] (mobilidade) Outro problema grave está no atual modelo de contratação das empresas de ônibus.
[b571] (mobilidade) Hoje, o usuário paga o equivalente a 30% do custo do transporte e o governo assume os outros 70%. O problema não está nas gratuidades, mas em um contrato que transferiu ao poder público o risco da demanda: perder passageiros não reduz a receita das empresas e aumenta o custo para o governo. Com isso, enfraqueceu-se um princípio fundamental da concessão: a qualidade do serviço precisa fazer parte dos incentivos do sistema.
[b572] (mobilidade) Ao mesmo tempo, os ônibus representam cerca de 90% da demanda do transporte público. Sem ônibus, a cidade para. Por isso, qualquer política de mobilidade precisa reconhecer esse modal como parte central do sistema. A solução não é apenas colocar mais ônibus nas ruas, mas aperfeiçoar o modelo que define quanto o
[b573] (mobilidade) TODO CIDADÃO TEM O DIREITO DE IR E VIR EM
[b574] (mobilidade) SEGURANÇA, DIGNIDADE E DE FORMA EFICIENTE.
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[b576] (mobilidade) Estado paga, o que exige em troca e como são distribuídas as responsabilidades quando o serviço não funciona adequadamente.
[b577] (mobilidade) Cuidar da mobilidade exige contratos bem desenhados, alternativas reais ao ônibus, investimento em transporte de maior capacidade e obras que priorizem quem utiliza o transporte coletivo. Acima de tudo, exige olhar para a viagem pela perspectiva de quem a faz todos os dias: da porta de casa até o destino e de volta para casa.
[b579] (mobilidade) A mobilidade urbana influencia diretamente a qualidade de vida da população. O acesso ao trabalho, à educação, à saúde e aos serviços públicos depende de um sistema de transporte eficiente, integrado e acessível. Reduzir o tempo de deslocamento significa ampliar oportunidades, aumentar a produtividade e devolver às pessoas tempo para viver.
[b580] (mobilidade) Uma política pública de mobilidade deve priorizar o cidadão, promovendo um sistema de transporte coletivo confiável, seguro e sustentável, articulado ao planejamento urbano e apoiado pelo uso de tecnologia para ampliar a eficiência operacional e a qualidade do serviço.
[b581] (mobilidade) O compromisso é fazer da mobilidade um instrumento de cuidado: menos tempo esperando, menos tempo no trânsito e mais tempo para a vida.
[b583] (mobilidade) 1. EXPANDIR O METRÔ E FORTALECER CORREDORES ESTRUTURANTES
[b584] (mobilidade) Investir no sistema ferroviário é fundamental para transportar grandes volumes de passageiros e atender às longas distâncias percorridas diariamente pela população.
[b585] (mobilidade) O Metrô precisa voltar a ser uma alternativa real, eficiente e confiável para quem se desloca pelo Distrito Federal.
[b586] (mobilidade) Para fortalecer os corredores estruturantes da cidade, serão consideradas as seguintes expansões: → infraestrutura-mobilidade/p1
[b587] (mobilidade) Criação da linha do metrô na Asa Norte, com expansão para atender Taquari, Grande Colorado, Sobradinho, Mestre d’Armas e Planaltina; → infraestrutura-mobilidade/p4
[b588] (mobilidade) Expansão da linha de Ceilândia, chegando ao Setor O, Sol Nascente e à região próxima à divisa com Águas Lindas (GO); → infraestrutura-mobilidade/p2
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[b590] (mobilidade) Derivação de uma linha a partir da Estação Asa Sul, atendendo Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Gama e Santa Maria, seguindo em direção à BR040 e à região próxima à divisa com Valparaíso (GO). → infraestrutura-mobilidade/p3
[b591] (mobilidade) Expandir o metrô também significa cuidar do sistema que já existe. Será necessário adquirir novos trens para substituir aqueles que chegaram ao fim da vida útil e recuperar os que ainda podem ser revitalizados. Com isso, será possível reduzir o intervalo entre os trens e ampliar a capacidade de atendimento enquanto as novas expansões são executadas. → infraestrutura-mobilidade/p5
[b592] (mobilidade) 2. INTEGRAR DE VERDADE O SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO
[b593] (mobilidade) Um sistema fragmentado não resolve o problema da mobilidade do Distrito Federal.
[b594] (mobilidade) As pessoas não utilizam modais isolados: elas precisam completar uma viagem. Por isso, ônibus, BRT, metrô e outros modais precisam funcionar de maneira integrada.
[b595] (mobilidade) O primeiro passo será unificar o sistema de bilhetagem de todo o transporte público. → infraestrutura-mobilidade/p12
[b596] (mobilidade) Ônibus, BRT, metrô e qualquer novo modal deverão fazer parte do mesmo sistema. A integração facilitará a utilização pelo passageiro e permitirá maior transparência sobre contratos, tarifas e concessionários envolvidos na operação. → infraestrutura-mobilidade/p12
[b597] (mobilidade) O cidadão não utiliza um modal isolado. Ele precisa de uma viagem completa, da porta de casa até o destino. Isso significa pensar o deslocamento como uma jornada única, com integração física, tarifária e operacional entre ônibus, BRT, metrô e demais modais, reduzindo o tempo de espera, as conexões desnecessárias e o tempo total de deslocamento. → infraestrutura-mobilidade/p11
[b598] (mobilidade) 3.PLANEJAR A MOBILIDADE A PARTIR DA JORNADA DAS PESSOAS
[b599] (mobilidade) Cuidar da mobilidade é cuidar da jornada inteira do usuário: do momento em que a pessoa sai de casa até chegar ao destino, com segurança, previsibilidade e dignidade. Isso passa por cuidar da malha viária, das calçadas e travessias, garantir acessibilidade, iluminação e segurança nos caminhos, melhorar pontos de ônibus e terminais, conectar ciclovias e organizar a integração entre ônibus, BRT, metrô, táxis, transporte por aplicativo e outros meios de deslocamento. Cada parte precisa funcionar e estar conectada à seguinte. → infraestrutura-mobilidade/p25, infraestrutura-mobilidade/p28, infraestrutura-mobilidade/p48, infraestrutura-mobilidade/p89
[b601] (mobilidade) A viagem não termina quando a pessoa desce do ônibus, do BRT ou do metrô.
[b602] (mobilidade) Muitas vezes, ainda existe um trecho entre a estação, o terminal ou a parada e o destino final. É o chamado último quilômetro, uma etapa que precisa fazer parte do planejamento da mobilidade.
[b603] (mobilidade) Facilitar esse trecho significa ampliar as possibilidades de conexão com outros meios de deslocamento, como bicicletas, patinetes, táxis e transporte por aplicativo, além de garantir calçadas acessíveis e caminhos seguros para quem segue a pé. → infraestrutura-mobilidade/p16
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[b605] (mobilidade) Estações e terminais precisam funcionar como pontos de conexão entre diferentes modais, com infraestrutura adequada para embarque e desembarque, bicicletários e integração com bicicletas e patinetes compartilhados. A tecnologia também poderá ajudar o cidadão a planejar essas conexões e escolher a melhor forma de completar a viagem. → infraestrutura-mobilidade/p16, infraestrutura-mobilidade/p25, infraestrutura-mobilidade/p27
[b606] (mobilidade) Cuidar do último quilômetro é garantir que a pessoa não tenha apenas como chegar perto do seu destino, mas consiga completar sua jornada com segurança, facilidade e menos tempo perdido.
[b607] (mobilidade) 5. INTEGRAR O TRANSPORTE POR APLICATIVO À MOBILIDADE URBANA
[b608] (mobilidade) Autorizar o uso das faixas exclusivas por veículos de transporte por aplicativo, com regras de circulação e monitoramento que preservem a prioridade do transporte coletivo. → infraestrutura-mobilidade/p66
[b609] (mobilidade) 6. MODERNIZAR A EXPERIÊNCIA DE QUEM UTILIZA O TRANSPORTE PÚBLICO
[b610] (mobilidade) Utilizar a tecnologia para facilitar a vida do usuário será uma premissa da gestão. → infraestrutura-mobilidade/p40
[b611] (mobilidade) Ampliar a disponibilidade de internet e garantir informações em tempo real sobre rotas, horários e linhas, além de oferecer ferramentas digitais capazes de calcular melhores trajetos considerando tempo e custo. → infraestrutura-mobilidade/p40
[b612] (mobilidade) 7. PLANEJAR A MOBILIDADE OLHANDO PARA A REGIÃO INTEGRADA
[b613] (mobilidade) A mobilidade não termina nos limites administrativos do Distrito Federal. O Entorno possui cerca de 1,2 milhão de habitantes e, segundo os dados utilizados pela equipe, aproximadamente 250 mil pessoas se deslocam diariamente para o DF. Essa realidade precisa ser considerada no planejamento da mobilidade.
[b614] (mobilidade) Embora as linhas interestaduais não sejam de responsabilidade direta do Governo do Distrito Federal, as pessoas que atravessam diariamente essa fronteira fazem parte da dinâmica da cidade. O planejamento do sistema precisa considerar esses deslocamentos e sua relação com os demais modais e corredores de transporte.
[b615] (mobilidade) 8. REVISAR A GESTÃO DO SISTEMA E FORTALECER A TRANSPARÊNCIA
[b616] (mobilidade) Promover uma revisão responsável da concessão da Rodoviária do Plano Piloto, por meio de auditoria independente completa, avaliando aspectos operacionais, financeiros e contratuais. O objetivo é garantir transparência, qualidade dos serviços e cumprimento das obrigações assumidas pelos concessionários, fazendo com que a gestão do sistema esteja a serviço de quem o utiliza todos os dias e fortalecendo a confiança da população no transporte público. → infraestrutura-mobilidade/p32, infraestrutura-mobilidade/p91
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[b618] (mobilidade) Revisar os contratos das empresas de ônibus e a tarifa técnica paga às operadoras das bacias do sistema de transporte público do DF, garantindo mais transparência, equilíbrio dos contratos e controle dos gastos públicos. → infraestrutura-mobilidade/p31
[b620] (mobilidade) Uma mobilidade mais integrada, eficiente e pensada a partir da jornada das pessoas, reduzindo o tempo perdido nos deslocamentos e garantindo mais segurança, previsibilidade e qualidade de vida.
[b621] (mobilidade) Redução do tempo total de deslocamento, com uma rede mais integrada e menos tempo de espera e de conexão entre os diferentes meios de transporte.
[b622] (mobilidade) Transporte público mais confiável e eficiente, com metrô fortalecido, integração entre ônibus, BRT e demais modais e maior previsibilidade para quem depende do sistema todos os dias. → infraestrutura-mobilidade/p11
[b623] (mobilidade) Ampliação da capacidade e do alcance do metrô, com expansão para novas regiões, renovação dos trens e redução dos intervalos entre as viagens. → infraestrutura-mobilidade/p1, infraestrutura-mobilidade/p5
[b624] (mobilidade) Melhores condições para toda a jornada, com atenção à malha viária, calçadas, travessias, acessibilidade, iluminação, pontos de ônibus, terminais e ciclovias. → infraestrutura-mobilidade/p25, infraestrutura-mobilidade/p27, infraestrutura-mobilidade/p28, infraestrutura-mobilidade/p48, infraestrutura-mobilidade/p89
[b625] (mobilidade) Mais alternativas para completar o último quilômetro, conectando estações, terminais e paradas a bicicletas, patinetes, táxis, transporte por aplicativo e deslocamentos a pé. → infraestrutura-mobilidade/p16, infraestrutura-mobilidade/p27
[b626] (mobilidade) Mais agilidade para o transporte por aplicativo, com utilização regulamentada das faixas exclusivas, preservando a prioridade do transporte coletivo. → infraestrutura-mobilidade/p66
[b627] (mobilidade) Mais informação e previsibilidade para o usuário, com acesso a rotas, horários, linhas e melhores trajetos em tempo real. → infraestrutura-mobilidade/p40
[b628] (mobilidade) Planejamento da mobilidade integrado ao Entorno, considerando os deslocamentos diários entre a região metropolitana e o Distrito Federal. → infraestrutura-mobilidade/p35, infraestrutura-mobilidade/p92
[b629] (mobilidade) Mais transparência, eficiência e controle dos gastos com o transporte público, com auditoria, revisão dos contratos das empresas de ônibus e da tarifa técnica e maior cobrança pela qualidade dos serviços prestados. → infraestrutura-mobilidade/p31, infraestrutura-mobilidade/p91
FIM — 57 blocos neste arquivo.