Felipe Camarão — texto do programa sobre Educação (Governador — MA, 2026)
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[b131] (educacao) Educação. O Escola Digna foi criado em 2015 para substituir as escolas de taipa e madeira que ainda existiam no estado. A rede do IEMA nasceu da transformação da UNIVIMA em instituto estadual de educação profissional.
[b132] (educacao) As duas políticas formam a base sobre a qual o programa Maranhão Que Aprende propõe enfrentar o gargalo do Ensino Médio e ampliar a educação em tempo integral e profissionalizante. → educacao/p1, educacao/p9, educacao/p75
[b133] (educacao) IEMA em todas as cidades (ensino profissionalizante para a juventude). → educacao/p1, educacao/p2, educacao/p67, educacao/p75
[b134] (educacao) A rede do IEMA foi a face mais inovadora da educação no ciclo, e o programa de 2018 já previa cem unidades com ensino médio técnico em tempo integral em todas as regiões. A nova etapa retoma e amplia essa meta, levando o ensino profissionalizante a todas as cidades, ligado às vocações de cada lugar e à geração de emprego para a juventude. → educacao/p2, educacao/p67
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[b219] (educacao) O capital humano: o gargalo educacional que trava a transformação produtiva
[b220] (educacao) A transição de uma economia de matéria-prima bruta para uma economia de agregação de valor e conhecimento (as novas matrizes 1 e 4) depende de escolaridade, e é aí que o diagnóstico encontra seu maior gargalo social. A alfabetização na idade certa avançou de forma expressiva. Medido pelo Indicador
[b221] (educacao) Criança Alfabetizada, do MEC e do Inep, o percentual de crianças alfabetizadas até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental passou de 60% em 2024 para 69% em 2025. O salto de nove pontos percentuais superou a meta pactuada pelo estado, de 64%, e também a média nacional, de 66%. Com isso, o Maranhão passou da 23ª posição em 2023 para a 10ª no ranking nacional. Mas o passivo permanece grande: cerca de 595 mil maranhenses de 15 anos ou mais ainda
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[b223] (educacao) não sabem ler e escrever, taxa de 10,9% que corresponde a aproximadamente o dobro da média nacional (PNAD Contínua Educação/IBGE, 2025, divulgada em junho de 2026). O indicador vem caindo de forma consistente, de 15,7% em 2016 para os atuais 10,9%, a segunda maior redução entre as unidades da federação no período. O Ensino Médio é o elo mais frágil, com Ideb de 3,8 em 2023, abaixo da meta, e mais de 30% dos jovens de 18 a 24 anos sem concluir essa etapa (GT de Juventudes). A base científica e digital, pré-requisito da matriz do conhecimento, é ainda mais precária: menos de 5% das escolas têm laboratório de ciências, apenas 3,5% dos estudantes têm proficiência adequada em Matemática e o estado tem o segundo pior acesso à internet do país (GT de Educação). Sem enfrentar esse gargalo, a economia do conhecimento não encontra quem a produza, e as juventudes qualificadas seguem sem horizonte local.
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[b300] (educacao) Eixo transversal 3 — Educação, inovação e inclusão socioeconômica
[b301] (educacao) O terceiro eixo transversal responde à pergunta que os dois primeiros deixam em aberto: quem produzirá as novas matrizes e com que capacidades. Nenhuma transição de uma economia de matéria-prima bruta para uma economia de agregação de valor, bioeconomia e conhecimento se realiza sem elevar a escolaridade, a capacidade de inovar e a inclusão produtiva das pessoas. Por isso a educação, a ciência e a inovação, e a inclusão socioeconômica não são um setor entre outros, mas a base de capital humano que atravessa todas as matrizes.
[b302] (educacao) O Plano Nacional é explícito ao afirmar que fortalecer o sistema educacional é condição indispensável para reduzir desigualdades socioeconômicas, ampliar oportunidades e construir uma economia baseada em conhecimento e inovação, tratando a educação como o investimento coletivo de maior retorno que uma sociedade pode fazer.
[b303] (educacao) Educação: a base que reduz desigualdade e sustenta a economia do conhecimento
[b304] (educacao) O GT de Educação adota como conceito a educação pública como motor de desenvolvimento econômico, redução das desigualdades, inclusão e justiça social, presente onde vivem as pessoas, da creche à pós-graduação. É a tradução estadual da diretriz nacional que liga formação sólida em leitura, matemática e ciências ao desenvolvimento de capacidades individuais e à construção de uma sociedade mais produtiva e inovadora. O eixo enfrenta os gargalos já descritos
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[b309] (educacao) no quadro social, sobretudo o Ensino Médio, elo mais frágil do sistema, e o analfabetismo ainda elevado, apoiando-se em instrumentos que o Plano Nacional consolidou, como o Pé-de-Meia, a Escola em Tempo Integral, a expansão do ensino técnico-profissionalizante e a conectividade das escolas. Ligar a escola à transição para o trabalho, com itinerários formativos sintonizados às vocações econômicas regionais, é o que conecta diretamente a educação às novas matrizes. → educacao/p67
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[b325] (educacao) DESTAQUE — Como a educação e a inovação atravessam as matrizes
[b326] (educacao) Este eixo alimenta todas as matrizes com capital humano. Fornece à industrialização e à economia do conhecimento a mão de obra qualificada e a inovação de que precisam. Fornece à bioeconomia e à transição energética a ciência aplicada e a assistência técnica. E fornece aos dois vetores de distribuição a qualificação, a incubação e o crédito que convertem formação em trabalho e renda. Sem ele, as demais matrizes carecem de quem as produza. Com ele, a redução das desigualdades ganha o instrumento que a torna duradoura, que é a capacidade das próprias pessoas.
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[b331] (educacao) Cenário 3 — Transição educacional inacabada e trava de produtividade
[b332] (educacao) Evidência convergente dos GTs. O avanço da alfabetização não se estende ao Ensino Médio nem à base científica e digital, o que mantém a força de trabalho em baixa escolaridade e o estado no papel de fornecedor de matéria-prima bruta.
[b333] (educacao) O que a matriz responde. A matriz do conhecimento, do cuidado e da cultura, ancorada na educação e na ciência dos territórios, como condição de subir na cadeia de valor.
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[b633] (educacao) 6. Formar quem vai produzir o novo Maranhão
[b634] (educacao) Não há economia do conhecimento sem escola forte. O estado avançou na alfabetização, saindo de 60% em 2024 para 69% em 2025, e passou da
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[b636] (educacao) vigésima terceira para a décima posição no país. Falta enfrentar o Ensino Médio, o analfabetismo adulto, a falta de laboratório e de internet, e ligar a formação ao trabalho.
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[b644] (educacao) Bloco 1. GARANTIR direitos fundamentais a todas e todos
[b645] (educacao) São os serviços que o Estado deve a toda a população, sem distinção. Escola, saúde, segurança, comida na mesa, água, casa, obra, cultura e esporte.
FIM — 24 blocos neste arquivo.