Felipe Camarão — texto do programa sobre Saneamento e recursos hídricos (Governador — MA, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 9 blocos do programa de Felipe Camarão, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/100017016099). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ma/tema-saneamento-agua).

[p. 23]

[b233] (saneamento_agua) O passivo sanitário e habitacional: infraestrutura de vida como base da produção

[b234] (saneamento_agua) A economia territorial da agricultura familiar e dos pequenos negócios só se realiza sobre uma base material de vida digna, que hoje é deficitária. O abastecimento de água alcança cerca de 53,7% da população, contra média nacional superior a 83%, e o esgotamento sanitário atinge apenas 27,4%, ante cerca de 60% no país, segundo os dados consolidados pelo GT de Recursos Hídricos e Saneamento a partir do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).

[b235] (saneamento_agua) Os percentuais estaduais variam ligeiramente conforme a base e o ano de referência, entre 53,7% e 53,9% para água e entre 27,4% e 29,9% para esgoto, e por isso devem ser fixados junto à CAEMA. A ordem de grandeza e a posição do estado entre as piores do país, porém, são inequívocas em todas as séries.

[b236] (saneamento_agua) Nas áreas urbanas, aproximadamente 60% da população tem água tratada, mas a coleta de esgoto fica abaixo de 40% (GT de Infraestrutura). O déficit se concentra exatamente nos territórios que sustentam a economia territorial, com áreas rurais, periferias, comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas. Água e esgoto não são apenas questão de saúde pública. São condição de segurança alimentar, de permanência no campo e de agregação de valor à produção. Por isso o eixo ambiental, hídrico e alimentar tratado a seguir é também um eixo social.

[p. 26]

[b258] (saneamento_agua) Pilar 2 — Segurança hídrica e a água como direito

[b259] (saneamento_agua) O GT de Recursos Hídricos e Saneamento e o de Segurança Alimentar tratam a água como fator primordial da alimentação, da saúde e da produção. A agenda reúne a proteção de nascentes e bacias, a universalização do abastecimento (com prioridade aos territórios rurais, quilombolas, indígenas e ribeirinhos), a adaptação às secas e enchentes que afetam a produção de alimentos e os preços, e a recusa da mercantilização da água — em sintonia com o Plano Nacional, que trata a água como direito humano e bem público, com gestão democrática e proteção de nascentes, bacias e aquíferos. → saneamento-agua/p1, saneamento-agua/p2, saneamento-agua/p9, saneamento-agua/p23, saneamento-agua/p26, saneamento-agua/p27, saneamento-agua/p35

[p. 34]

[b338] (saneamento_agua) Cenário 5 — Passivo sanitário e habitacional

[b339] (saneamento_agua) Evidência convergente dos GTs. O abastecimento de água (53,7%) e o esgotamento sanitário (27,4%) muito abaixo das médias nacionais atingem sobretudo áreas rurais, periferias e comunidades tradicionais, comprometendo saúde, segurança alimentar e permanência no território.

[b340] (saneamento_agua) O que a matriz responde. A integração entre saneamento, saúde e economia territorial no eixo ambiental, hídrico e alimentar, tratando a infraestrutura de vida como base produtiva. → saneamento-agua/p1, saneamento-agua/p23, saneamento-agua/p35

FIM — 9 blocos neste arquivo.