Alexandre Kalil — texto do programa sobre Educação (Governador — MG, 2026)
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[b1274] (educacao) Educação para transformar pessoas e desenvolver Minas Gerais. Minas Gerais precisa recuperar a educação pública como uma de suas principais forças de transformação social e desenvolvimento. A escola deve ensinar. Mas precisa fazer mais do que isso.
[b1275] (educacao) Precisa despertar curiosidade, criar oportunidades, desenvolver cidadania, aproximar crianças e jovens do conhecimento e oferecer às famílias a confiança de que seus filhos estão em um ambiente preparado para acolher, ensinar e contribuir para seu desenvolvimento. A educação mineira não pode ser administrada apenas a partir de índices, avaliações e metas burocráticas.
[b1276] (educacao) Avaliar é necessário. Indicadores são importantes. Mas qualidade da educação não pode ser confundida com o resultado de uma prova. Qualidade educacional também é qualidade social. É professor valorizado e preparado. É estudante que aprende e quer permanecer na escola. É biblioteca com livros. É laboratório de ciências funcionando. É quadra esportiva. É espaço de convivência. É acesso à cultura. É prédio adequado. É uma equipe capaz de compreender a realidade da comunidade e trabalhar para que cada estudante tenha oportunidade de construir seu futuro.
[b1277] (educacao) O Estado precisa voltar a cuidar da escola como unidade central da política educacional. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) deverá recuperar sua capacidade de apoiar escolas, profissionais e Superintendências Regionais de Ensino na solução dos problemas concretos enfrentados em cada território. → educacao/p59
[b1278] (educacao) A relação com os MUNICÍPIOS será parte permanente dessa estratégia. As redes públicas atendem etapas diferentes da trajetória educacional, mas a criança não pertence a uma rede e depois passa a pertencer a outra. Ela possui uma única trajetória de formação. Por isso, Estado e MUNICÍPIOS precisarão trabalhar de forma integrada, especialmente na alfabetização, transição entre Ensino Fundamental e Ensino Médio, transporte escolar, busca ativa, educação inclusiva, formação de professores e compartilhamento de informações. → educacao/p30, educacao/p34, educacao/p56, educacao/p93, educacao/p108
[b1279] (educacao) A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação — Undime, especialmente sua representação em Minas Gerais — será uma parceira permanente desse diálogo, fortalecendo a construção conjunta das políticas entre Estado e MUNICÍPIOS. O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG), universidades, institutos federais, profissionais da educação, famílias, estudantes e instituições da sociedade também participarão da construção de uma educação mais próxima das necessidades reais de Minas. → educacao/p30, educacao/p74, educacao/p93
[b1280] (educacao) Nosso compromisso será reconstruir uma escola pública com qualidade social, professores valorizados, infraestrutura adequada, gestão próxima das pessoas e oportunidades para crianças e jovens em todas as regiões.
[b1282] (educacao) 4.1. Primeira infância: reduzir desigualdades desde o começo
[b1283] (educacao) A capacidade de aprender começa a ser construída muito antes da entrada no Ensino Fundamental. Alimentação, saúde, desenvolvimento, convivência familiar, acesso à educação infantil e condições do ambiente em que a criança cresce influenciam sua trajetória educacional e as oportunidades que encontrará ao longo da vida. Por isso, Minas Gerais tratará a primeira infância como uma agenda integrada de desenvolvimento humano. A educação infantil é responsabilidade prioritária dos MUNICÍPIOS, mas o Governo Estadual pode contribuir para fortalecer a capacidade municipal, apoiar a formação dos profissionais e aproximar educação, saúde e proteção social. → educacao/p73
[b1284] (educacao) O Estado atuará em cooperação com os MUNICÍPIOS para: → educacao/p73
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[b1285] (educacao) ● apoiar a formação dos profissionais que atuam na primeira infância; → educacao/p73
[b1286] (educacao) ● fortalecer a integração entre educação, saúde e assistência social; → educacao/p73
[b1287] (educacao) ● compartilhar informações e diagnósticos que permitam identificar desigualdades territoriais; → educacao/p34, educacao/p60
[b1288] (educacao) ● apoiar MUNICÍPIOS com menor capacidade técnica; → educacao/p73
[b1289] (educacao) ● melhorar a transição da educação infantil para o Ensino Fundamental; → educacao/p34
[b1290] (educacao) ● estimular práticas voltadas ao desenvolvimento integral da criança; → educacao/p73
[b1291] (educacao) ● articular a rede educacional às políticas de proteção à infância. → educacao/p75
[b1292] (educacao) A entrada no Ensino Fundamental também receberá atenção especial. Informações pedagógicas relevantes e acompanhamento adequado deverão ajudar a escola a conhecer melhor a criança que recebe, sem criar barreiras, rótulos ou processos burocráticos desnecessários. A política educacional dialogará com a estratégia de primeira infância prevista no capítulo de Desenvolvimento Social e com as políticas de saúde da criança. Reduzir desigualdades educacionais exige agir antes que elas estejam consolidadas. O começo da vida também precisa fazer parte do projeto educacional de Minas Gerais. → educacao/p34
[b1294] (educacao) 4.2. Valorização dos profissionais da educação
[b1295] (educacao) Não existe educação de qualidade sem professor valorizado. Minas precisa recuperar a capacidade de atrair pessoas para a carreira docente, manter bons profissionais na rede e reconhecer quem investe em formação e dedica sua vida à educação pública.
[b1296] (educacao) O Governo adotará uma política de valorização dos profissionais da educação, considerando carreira, formação, condições de trabalho, reconhecimento profissional e as necessidades de pessoal da rede. A gestão de pessoas será orientada pela realidade das escolas e das diferentes regiões, buscando reduzir situações que prejudiquem a continuidade das equipes e a qualidade do trabalho pedagógico. → educacao/p16
[b1297] (educacao) A elevada rotatividade e a precariedade prolongada de vínculos dificultam a criação de equipes, prejudicam a continuidade pedagógica e tornam mais difícil construir relações duradouras entre professores, estudantes e comunidade. A política de formação continuada será reorganizada. Em vez de ações isoladas e padronizadas para toda a rede, a formação deverá dialogar com as necessidades dos professores e com os desafios encontrados nos diferentes territórios.
[b1298] (educacao) UEMG, Unimontes, universidades federais, institutos federais e outras instituições públicas de ensino e pesquisa serão parceiros prioritários. Serão estimuladas redes de formação capazes de aproximar professores da Educação Básica, estudantes de licenciatura, docentes universitários e pesquisadores. Experiências baseadas em aproximação entre universidades e escolas, formação em serviço, bolsas e acompanhamento permanente poderão inspirar novos programas estaduais. → educacao/p19
[b1299] (educacao) O Estado também buscará ampliar a participação de estudantes de licenciatura nas escolas públicas, ajudando a formar novas gerações de professores e aproximando sua formação da realidade cotidiana da educação. → educacao/p24
[b1300] (educacao) Diretores, supervisores, coordenadores pedagógicos, especialistas, psicólogos, assistentes sociais e demais trabalhadores da educação também serão reconhecidos como integrantes fundamentais das equipes escolares. A escola precisa de professores. Mas professor também precisa de uma escola que cuide de quem trabalha nela. → educacao/p16
[b1302] (educacao) 4.3. Condições de trabalho e escola com qualidade social
[p. 39]
[b1303] (educacao) Valorizar profissionais exige oferecer condições para que possam trabalhar. Por isso, o Governo estabelecerá um programa permanente de recuperação, manutenção e qualificação da infraestrutura das escolas estaduais. A prioridade será garantir aquilo que uma escola precisa para ensinar bem. → educacao/p53
[b1304] (educacao) Isso inclui: ● salas de aula adequadas; ● manutenção preventiva dos prédios; ● acessibilidade; ● bibliotecas com livros didáticos, literatura e espaços para leitura; ● laboratórios de ciências; ● materiais para atividades experimentais; ● quadras esportivas; ● espaços para esporte e atividade física; ● áreas de convivência; ● espaços para atividades culturais e artísticas; ● brinquedos e áreas lúdicas adequadas às etapas atendidas; ● refeitórios e cozinhas em boas condições; ● instalações sanitárias adequadas; ● conforto térmico; ● segurança da infraestrutura; ● equipamentos necessários ao trabalho dos profissionais. → educacao/p53, educacao/p54
[b1305] (educacao) A escola deve ser um lugar onde crianças e adolescentes possam aprender, conviver e se desenvolver com tranquilidade. A família precisa confiar que, durante o período em que seu filho está na escola, existe uma equipe preparada para ensinar, observar, acolher e agir quando alguma situação exigir atenção. Isso exige integração entre educação, saúde e assistência social, especialmente nos territórios de maior vulnerabilidade.
[b1306] (educacao) As equipes interdisciplinares, com presença de psicólogos e assistentes sociais, deverão contar com apoio para enfrentar situações que ultrapassam a sala de aula e interferem diretamente na aprendizagem. A infraestrutura será acompanhada regionalmente, permitindo identificar escolas com maiores necessidades e orientar investimentos segundo critérios transparentes. A realidade de uma escola rural, indígena ou localizada em uma região remota não pode ser avaliada pelos mesmos critérios de uma unidade localizada em um grande centro urbano.
[b1307] (educacao) Qualidade social também significa reconhecer essas diferenças.
[b1309] (educacao) 4.4. Aprendizagem, avaliação e acompanhamento dos estudantes
[b1310] (educacao) Minas Gerais precisa recuperar sua capacidade de ensinar e garantir aprendizagem. Indicadores educacionais serão utilizados para identificar problemas e orientar decisões, não como finalidade da educação. A avaliação deve ajudar o professor. Não substituir o professor. O Governo estruturará uma política de acompanhamento da aprendizagem desde os primeiros anos, em cooperação com os MUNICÍPIOS. → educacao/p1, educacao/p3, educacao/p31
[b1311] (educacao) As prioridades serão: ● alfabetização na idade adequada; ● recuperação das aprendizagens; ● fortalecimento da leitura e da escrita; ● aprendizagem de matemática; → educacao/p1, educacao/p31
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[b1312] (educacao) ● fortalecimento da educação científica; ● redução da evasão e do abandono; ● acompanhamento da frequência; ● redução das desigualdades educacionais; ● identificação precoce de dificuldades; ● apoio às escolas que enfrentam maiores desafios; ● acompanhamento da trajetória individual dos estudantes. → educacao/p1
[b1313] (educacao) Avaliações diagnósticas permitirão compreender quais conteúdos precisam ser retomados e quais estudantes demandam maior acompanhamento. Essas informações serão analisadas juntamente com as condições sociais do território, infraestrutura da escola, composição das equipes, frequência e outras dimensões relevantes. → educacao/p3
[b1314] (educacao) Nenhuma escola será reduzida a uma nota. Resultados de aprendizagem continuarão importantes, mas precisam ser interpretados dentro da realidade em que cada comunidade escolar está inserida.O objetivo será melhorar a educação. A melhoria dos indicadores deverá ser consequência.
[b1316] (educacao) 4.5. Ensino Médio e juventude: recuperar o vínculo com a escola
[b1317] (educacao) O Ensino Médio será uma das prioridades da política educacional estadual. É nessa etapa que muitos jovens começam a questionar a relação entre escola, trabalho, autonomia e projeto de vida. Em regiões de maior vulnerabilidade, parte dos jovens precisa conciliar estudo e trabalho ou enfrenta pressões econômicas que aumentam o risco de abandono.
[b1318] (educacao) A escola precisa voltar a fazer sentido para esses estudantes. O Governo organizará uma estratégia estadual de permanência no Ensino Médio, combinando aprendizagem, formação cidadã, esporte, cultura, ciência, orientação profissional e oportunidades de qualificação. Será fortalecida a busca ativa de adolescentes, jovens e adultos que deixaram a escola sem concluir a Educação Básica. → educacao/p2, educacao/p49
[b1319] (educacao) Estado e MUNICÍPIOS compartilharão informações e estratégias para localizar essas pessoas e criar caminhos para seu retorno aos estudos, inclusive por meio da Educação de Jovens e Adultos e da educação profissional. → educacao/p49
[b1320] (educacao) O Ensino Médio em tempo integral poderá ser ampliado onde houver estrutura, demanda e projeto pedagógico capaz de justificar a ampliação da jornada. Tempo integral não pode significar simplesmente aumentar o número de horas dentro da escola. A jornada ampliada precisa oferecer mais oportunidades de aprendizagem, esporte, cultura, ciência, formação profissional e convivência. O projeto deverá dialogar com as características do território e com as perspectivas dos jovens. Educação precisa ajudar cada estudante a enxergar possibilidades para o próprio futuro. → educacao/p35
[b1322] (educacao) 4.6. Tecnologia para apoiar professores e melhorar a gestão
[b1323] (educacao) Tecnologia será utilizada na educação, mas precisa ocupar o lugar correto. Ela será prioritariamente ferramenta para o trabalho dos professores, das equipes pedagógicas e da gestão escolar. Professores poderão utilizar recursos digitais para preparar aulas, desenvolver materiais, acessar conteúdos, compartilhar experiências, acompanhar estudantes e identificar dificuldades de aprendizagem. → educacao/p104
[p. 41]
[b1324] (educacao) A inteligência artificial poderá apoiar o planejamento pedagógico, organização das atividades, produção de materiais e análise de informações educacionais. Essas ferramentas deverão funcionar como apoio ao trabalho profissional. Nunca como substituição do professor. → educacao/p48
[b1325] (educacao) O Estado investirá na formação dos profissionais para que saibam utilizar essas tecnologias de maneira crítica, ética e produtiva. Para os estudantes, tecnologia será uma ferramenta entre outras. → educacao/p47, educacao/p106
[b1326] (educacao) A prioridade continuará sendo garantir aquilo que constrói uma experiência educacional completa: professores, livros, bibliotecas, laboratórios de ciências, experiências práticas, quadras, esporte, cultura, arte, convivência e contato com o mundo real. A escola não será transformada em uma sala de telas. Tecnologia deve ampliar possibilidades, e não substituir relações humanas, experiências, descobertas e convivência.
[b1328] (educacao) 4.7. Educação científica, cultura, esporte e formação integral
[b1329] (educacao) Aprender não acontece apenas diante de um quadro. A escola precisa permitir que o estudante experimente, investigue, leia, escreva, crie, pratique esportes, participe de atividades culturais e descubra novos interesses. O ensino de ciências será fortalecido com laboratórios, equipamentos, atividades experimentais e aproximação com universidades, museus, centros de ciência e instituições de pesquisa. Bibliotecas deverão voltar a ser espaços ativos da vida escolar. Esporte e atividade física serão incorporados à formação integral, com recuperação de quadras, equipamentos e espaços adequados. Arte, música, literatura, audiovisual e manifestações culturais regionais também deverão ocupar espaço na experiência educacional. → educacao/p54, educacao/p71
[b1330] (educacao) O estudante precisa conhecer o mundo. E também precisa conhecer Minas Gerais. A diversidade histórica, cultural e regional do Estado poderá ser utilizada como fonte de aprendizagem e identidade. A educação integral será construída a partir dessa visão ampla de formação. → educacao/p71
[b1332] (educacao) 4.8. Educação técnica conectada ao desenvolvimento regional
[b1333] (educacao) A educação profissional precisa oferecer oportunidade real. Não basta abrir cursos. É necessário saber se existe demanda, se a formação possui qualidade e se os estudantes encontram oportunidades após a conclusão. A política estadual de educação profissional será planejada de acordo com as vocações econômicas, demandas regionais e oportunidades existentes em cada região. Cursos e vagas serão definidos a partir de diagnósticos territoriais, diálogo com empresas, cooperativas, universidades, institutos federais, Sistema S, organizações de trabalhadores, arranjos produtivos e MUNICÍPIOS. → educacao/p7
[b1334] (educacao) A política não será limitada às profissões tecnológicas. Minas precisa formar pessoas para diferentes atividades de sua economia. Isso inclui indústria, agricultura, agroindústria, saúde, logística, turismo, comércio, serviços, cultura, tecnologia, mineração, energia, manutenção, economia criativa e novas atividades ligadas à economia do conhecimento. → educacao/p7
[b1335] (educacao) Cada território poderá possuir uma estratégia própria. O objetivo será aproximar educação, desenvolvimento regional e oportunidades para os jovens. → educacao/p7
[b1337] (educacao) 4.9. Uma rede mineira de educação, universidades e conhecimento
[p. 42]
[b1338] (educacao) Minas Gerais possui uma vantagem que precisa ser melhor utilizada: uma ampla rede de universidades, institutos federais, centros de pesquisa e instituições formadoras distribuída pelo território. A Educação Básica não pode permanecer distante dessa capacidade. O Governo estimulará a formação de uma rede de cooperação entre escolas estaduais, MUNICÍPIOS, UEMG, Unimontes, universidades federais, institutos federais e demais instituições públicas de ensino. A Fundação Helena Antipoff (FHA) também integrará essa rede de educação e formação, contribuindo, dentro de suas atribuições, para ações educacionais, formação e desenvolvimento de experiências conectadas às necessidades dos estudantes e dos territórios onde atua. → educacao/p43, educacao/p66, educacao/p115
[b1339] (educacao) UEMG e Unimontes possuem presença regional especialmente importante e deverão participar de projetos conectados às necessidades dos territórios em que estão inseridas. A universidade precisa estar mais perto da escola de Educação Básica. E a escola precisa perceber a universidade como uma possibilidade concreta para seus estudantes. → educacao/p38, educacao/p100
[b1341] (educacao) 4.10. Conhecimento público a serviço da educação pública
[b1342] (educacao) Minas possui universidades, pesquisadores, professores e instituições com capacidade para produzir conhecimento de alto nível. Essa capacidade será melhor utilizada na política educacional estadual. → educacao/p43
[b1343] (educacao) Antes de contratar externamente serviços de formação, produção de material pedagógico, pesquisa ou desenvolvimento de soluções educacionais, o Estado avaliará a capacidade existente nas universidades e instituições públicas mineiras. UEMG, Unimontes, universidades federais, institutos federais, FAPEMIG, fundações de apoio e outras instituições poderão participar da elaboração e avaliação de políticas, formação de professores e desenvolvimento de materiais. → educacao/p19, educacao/p44
[b1344] (educacao) O objetivo não será eliminar a participação de organizações privadas quando ela for necessária.
[b1345] (educacao) Será evitar terceirizações desnecessárias quando o conhecimento já existir nas instituições públicas e puder ser mobilizado com qualidade. Recursos utilizados em educação também podem fortalecer a capacidade científica e educacional de Minas Gerais. → educacao/p44
[b1348] (educacao) Formação, pesquisa e bolsas para transformar a educação
[b1349] (educacao) Projetos que aproximem escolas e instituições de ensino superior poderão utilizar bolsas como instrumento de participação e permanência. O Estado estruturará programas que permitam a participação de professores da Educação Básica, estudantes, docentes universitários e pesquisadores em projetos de formação, pesquisa e extensão ligados às necessidades das escolas. FAPEMIG, universidades e fundações de apoio poderão participar da estruturação e gestão dessas iniciativas, respeitadas suas atribuições. → educacao/p24
[b1350] (educacao) Experiências brasileiras que aproximaram formação docente e escola pública mostram que redes de cooperação, acompanhamento e bolsas podem produzir resultados importantes. Minas possui experiência histórica nessa área e poderá utilizar esse conhecimento para construir novos programas. A prioridade será gerar vínculos permanentes entre quem pesquisa educação e quem trabalha todos os dias dentro das escolas.
[b1352] (educacao) 4.12. Educação alinhada às diferentes regiões de Minas Gerais
[p. 43]
[b1353] (educacao) A educação estadual será planejada territorialmente. Cada região possui características demográficas, sociais, culturais e econômicas próprias. Essas diferenças precisam aparecer nas políticas educacionais. Regiões com maiores índices de abandono escolar precisarão de estratégias específicas de permanência e busca ativa. Áreas rurais e territórios com grandes distâncias exigem atenção ao transporte escolar, oferta de professores e organização das escolas. → educacao/p28, educacao/p56, educacao/p60, educacao/p89, educacao/p108
[b1354] (educacao) Regiões economicamente dinâmicas poderão demandar maior integração entre Ensino Médio, educação profissional e setor produtivo. Territórios com maior vulnerabilidade social precisarão de equipes escolares mais preparadas para lidar com situações que interferem na trajetória dos estudantes.
[b1355] (educacao) As 47 Superintendências Regionais de Ensino terão papel relevante no diagnóstico, acompanhamento e apoio às escolas de cada território. → educacao/p59
[b1356] (educacao) No Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, serão ampliados programas voltados à permanência dos estudantes na escola, ampliação da educação profissional, formação de professores, inclusão digital e qualificação para atividades ligadas à agropecuária, mineração, energias renováveis e atividades econômicas da região. → educacao/p12, educacao/p60
[b1357] (educacao) No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a formação técnica priorizará logística, agronegócio, tecnologia, gestão, automação e indústria. → educacao/p12
[b1358] (educacao) No Sul de Minas, serão estimulados cursos ligados à tecnologia, indústria, café, tecnologia da informação, turismo e serviços especializados. → educacao/p12
[b1359] (educacao) Na Zona da Mata e no Centro-Oeste, a educação profissional dialogará com a indústria, a saúde, a pesquisa aplicada, a economia criativa e os serviços de maior valor agregado. → educacao/p12
[b1360] (educacao) Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o foco será ampliar oportunidades nas áreas de tecnologia, tecnologia digital, indústria criativa, serviços avançados, inovação, empreendedorismo e formação para as novas profissões. → educacao/p12
[b1361] (educacao) O objetivo será garantir a mesma qualidade de direito por caminhos adequados às diferentes realidades de Minas.
[b1363] (educacao) 4.13. Educação inclusiva e respeito às diferenças
[b1364] (educacao) Toda criança e todo jovem têm direito à educação. O Governo fortalecerá a educação inclusiva, garantindo apoio adequado aos estudantes com deficiência e às escolas responsáveis por seu atendimento. As decisões deverão considerar as necessidades dos estudantes, das famílias, das equipes escolares e as diferentes possibilidades de atendimento existentes no território. → educacao/p26
[b1365] (educacao) A inclusão precisa ocorrer com suporte. Isso significa acessibilidade, profissionais preparados, recursos pedagógicos, tecnologias assistivas e articulação com saúde e assistência social quando necessário. A educação indígena terá atenção específica, respeitando línguas, culturas, calendários e organização das comunidades. Escolas indígenas precisam ter infraestrutura, professores preparados e condições efetivas de funcionamento. → educacao/p26, educacao/p27, educacao/p120
[b1366] (educacao) Também serão consideradas as necessidades de comunidades quilombolas, populações tradicionais, estudantes do campo e outras comunidades com características territoriais próprias. → educacao/p27, educacao/p28, educacao/p121
[b1367] (educacao) As políticas de permanência e proteção deverão reconhecer ainda situações de discriminação relacionadas a raça, gênero, deficiência, orientação sexual ou condição social. A escola pública precisa ser um espaço onde diferenças sejam respeitadas e onde nenhum estudante deixe de aprender por aquilo que é. → educacao/p29
[p. 44]
[b1369] (educacao) 4.14. Educação para jovens e adultos
[b1370] (educacao) Minas ainda possui pessoas que chegaram à juventude ou à vida adulta sem concluir a Educação Básica. O Governo fortalecerá a Educação de Jovens e Adultos (EJA), articulando sua oferta com educação profissional e oportunidades de trabalho quando isso fizer sentido. A busca ativa será realizada em parceria com MUNICÍPIOS e outras políticas públicas. → educacao/p49, educacao/p68
[b1371] (educacao) O modelo de atendimento deverá considerar as necessidades de quem trabalha, cuida da família ou possui dificuldades de deslocamento. O objetivo será criar caminhos possíveis para que essas pessoas retornem à escola e concluam sua formação. → educacao/p68
[b1373] (educacao) 4.15. Educação nos sistemas socioeducativo e prisional
[b1374] (educacao) A educação também precisa chegar a quem está privado de liberdade. O Estado garantirá oferta educacional adequada aos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo e às pessoas privadas de liberdade no sistema prisional. Educação, qualificação profissional e acesso ao conhecimento são instrumentos importantes para criar novas perspectivas de vida. → educacao/p69
[b1375] (educacao) Essas políticas serão desenvolvidas em articulação com as áreas de segurança pública, desenvolvimento social, trabalho e direitos humanos. A escola precisa chegar também onde reconstruir trajetórias é mais difícil. → educacao/p69
[b1377] (educacao) 4.16. Escola próxima da comunidade
[b1378] (educacao) A escola possui conhecimento acumulado sobre seus estudantes e sobre o território em que atua.
[b1379] (educacao) As equipes técnicas e pedagógicas terão condições para desenvolver soluções adequadas às realidades de suas comunidades dentro das diretrizes da política estadual. O projeto pedagógico da escola deverá refletir sua realidade, seus desafios e suas prioridades. → educacao/p61, educacao/p113
[b1380] (educacao) Conselhos de classe e equipes pedagógicas precisam ter espaço para analisar a trajetória dos estudantes de forma ampla, considerando aprendizagem, frequência, participação e circunstâncias que possam afetar seu desenvolvimento. → educacao/p76
[b1381] (educacao) Gestão não significa impor a mesma resposta para todas as escolas. Significa criar condições para que cada unidade resolva problemas com responsabilidade, apoio técnico e compromisso com os estudantes. Famílias e comunidade também deverão encontrar canais permanentes de diálogo com as escolas. Uma escola integrada à comunidade compreende melhor seus estudantes. → educacao/p61, educacao/p113
[b1383] (educacao) 4.17. Gestão educacional orientada pelas necessidades das escolas
[b1384] (educacao) A Secretaria de Estado de Educação utilizará dados sobre aprendizagem, permanência, estrutura das escolas e realidade dos territórios para orientar suas decisões. A escola que apresentar dificuldades deverá receber apoio para compreender suas causas e encontrar soluções. A atuação das Superintendências Regionais de Ensino será fortalecida para aproximar a Secretaria das unidades escolares. → educacao/p59
[b1385] (educacao) A relação com os MUNICÍPIOS, por meio da Undime e de outros espaços de cooperação, permitirá organizar melhor a trajetória dos estudantes entre as diferentes redes. → educacao/p30, educacao/p93
[p. 45]
[b1386] (educacao) Gestão educacional precisa começar pela pergunta: o que esta escola precisa para ensinar melhor?
[b1388] (educacao) 4.18. Um projeto de educação para Minas Gerais
[b1389] (educacao) Educação é uma política de longo prazo. O Governo trabalhará para construir uma agenda que ultrapasse programas isolados e mudanças administrativas de curto prazo. Professores, estudantes, escolas, universidades, MUNICÍPIOS e instituições públicas precisam compartilhar uma visão de futuro. → educacao/p63
[b1390] (educacao) Queremos uma escola em que o professor tenha vontade de ensinar. Uma escola em que o estudante tenha vontade de aprender. Uma escola com livro, laboratório, ciência, esporte, cultura, convivência e oportunidades. Uma escola capaz de reconhecer dificuldades antes que elas se transformem em abandono. Uma escola próxima das famílias e integrada à comunidade.
[b1391] (educacao) Uma escola que prepare para o trabalho sem reduzir a formação humana a uma profissão. Uma escola que desenvolva conhecimento, cidadania, pensamento crítico e capacidade de construir o próprio futuro.
[b1392] (educacao) Minas Gerais já foi reconhecida pela qualidade de sua educação pública. Nosso compromisso será criar as condições para que volte a ser referência. Não apenas pelos indicadores que alcançar. Mas pela qualidade das escolas que oferecer às pessoas.
[p. 142]
[b2956] (educacao) 14.15. Educação para uma vida de aprendizagem permanente
[b2957] (educacao) A educação de 2040 não terminará quando uma pessoa deixa a escola ou a universidade. As transformações no trabalho tornarão aprendizagem permanente uma necessidade. Educação Básica continuará responsável por conhecimento, formação humana e cidadania. Mas o Estado precisará criar um ambiente em que adultos também possam retornar à formação ao longo da vida. Universidades, escolas técnicas, empresas e plataformas de educação poderão formar uma rede de atualização de competências. → educacao/p70
[b2958] (educacao) O professor continuará sendo central. Tecnologia deverá ajudá-lo a ensinar melhor, não substituir a relação humana que sustenta a aprendizagem. Laboratórios, ciência, esporte, cultura, convivência e qualidade social da escola continuarão essenciais, mesmo em uma sociedade mais digital.
FIM — 103 blocos neste arquivo.