Flávio Roscoe — texto do programa sobre Educação (Governador — MG, 2026)
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Este arquivo tem 25 blocos do programa de Flávio Roscoe, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/130017092515). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/mg/tema-educacao).
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[b102] (educacao) Alfabetização aos 7 anos, ranking nacional
[b105] (educacao) Investimento em educação, 2024
[b106] (educacao) R$ 19,2 bi — recorde histórico
[b108] (educacao) Ideb Anos Iniciais, rede pública, 2019→2023 estagnado em 5,7 — entre os que pioraram
[b110] (educacao) Ideb Ensino Médio, rede estadual, 2019→2023
[b111] (educacao) 3,9→4,1 no fluxo, mas 4,54→4,45 na aprendizagem
[b113] (educacao) Proficiência Simave 2025, 1ª série do EM — Português
[b114] (educacao) 252,3 pontos; 67,3% abaixo do nível recomendado
[b116] (educacao) Proficiência Simave 2025, 1ª série do EM — Matemática
[b117] (educacao) 244,9 pontos; 90,1% abaixo do nível recomendado
[b119] (educacao) Minas alfabetiza bem as crianças de 7 anos — é hoje referência nacional nisso — e, ainda assim, está entre os estados que pioraram no indicador de aprendizagem do Ideb, tanto nos anos iniciais quanto no ensino médio, no mesmo período. Isso quer dizer uma coisa simples: o ganho na alfabetização inicial não está se sustentando ao longo da trajetória escolar. É esse hiato — entre alfabetizar bem no início e formar bem no fim — que o Eixo 4 deste plano se propõe a enfrentar.
[b120] (educacao) O Simave 2025 confirma esse hiato com números concretos: na 1ª série do Ensino Médio, 67,3% dos estudantes ficam abaixo do nível recomendado em Língua Portuguesa e 90,1% ficam abaixo do
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[b121] (educacao) recomendado em Matemática — apenas 3,1% e 1,3%, respectivamente, alcançam o nível avançado. Os mapas por regional do Simave 2025 mostram ainda que essa defasagem não se distribui de forma uniforme pelo estado: as regionais do Norte de Minas, do Jequitinhonha e do Mucuri concentram as piores proficiências em Português e Matemática, tanto no 7º ano quanto na 1ª série do Ensino Médio, no mesmo recorte territorial já identificado como o de maior desigualdade de renda na seção 1.6 — o que confirma que a desigualdade educacional e a desigualdade regional mineira são, em boa medida, o mesmo problema visto por ângulos diferentes.
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[b232] (educacao) Minas subiu da sétima para a terceira posição no ranking nacional de alfabetização aos 7 anos e, no mesmo período, está entre os estados que pioraram no Ideb dos anos iniciais e do ensino médio (seção 1.5). O Simave 2025 dá a medida exata desse hiato na 1ª série do Ensino Médio: 67,3% dos estudantes abaixo do recomendado em Português e 90,1% abaixo do recomendado em Matemática, com as piores proficiências concentradas justamente nas regionais do Norte, do Jequitinhonha e do Mucuri — o mesmo recorte da desigualdade regional tratada na seção 1.6.
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[b233] (educacao) Um diagnóstico de causas dessa baixa aprendizagem, elaborado com apoio técnico da Fundação da Cide (FDG), organiza o problema em quatro frentes que se retroalimentam: fragilidade no regime de colaboração entre estado e municípios; falhas de organização e planejamento na rede, com excesso de programas paralelos e formação deficitária de gestores escolares; problemas de qualidade da educação em sala de aula, da oferta insuficiente de tempo integral à estrutura física inadequada de muitas escolas; e uma política de valorização docente que ainda falha na formação inicial e no plano de cargos e salários.
[b234] (educacao) Este eixo responde a cada uma dessas quatro frentes.
[b236] (educacao) O objetivo é melhorar a aprendizagem com equidade em todas as etapas, com prioridade para o Ensino Fundamental 2 e o Ensino Médio, fortalecendo a orientação para o projeto de vida e ampliando a educação empreendedora e em tempo integral. O principal instrumento de gestão para isso é a Gestão para Resultados Pedagógicos (GRP): um modelo que identifica e ataca as causas de cada problema de aprendizagem, com metas claras, planos de ação, monitoramento contínuo, correção de rota e registro das práticas que funcionam, sempre com participação da comunidade escolar. É a partir da GRP que se torna possível identificar, escola por escola, onde recompor aprendizagem é mais urgente — com foco declarado na redução das desigualdades — e fortalecer especificamente o ensino de Língua Portuguesa e Matemática no Ensino Fundamental 2, etapa em que a defasagem começa a se consolidar. → educacao/p1, educacao/p2, educacao/p5, educacao/p35, educacao/p60, educacao/p61, educacao/p80
[b237] (educacao) Dentro dessa mesma frente, três compromissos complementam o modelo de gestão: fortalecer a educação em tempo integral, hoje insuficiente diante da demanda; fortalecer a educação inclusiva, para estudantes com deficiência e necessidades específicas; e ampliar a rede de ensino profissionalizante, priorizando municípios de baixo IDH e forte presença industrial, com trilhas formativas flexíveis — do curso rápido à formação técnica completa — construídas em parceria com sindicatos patronais e arranjos produtivos locais, e com oferta híbrida para alcançar municípios mais distantes dos grandes centros. → educacao/p7, educacao/p10, educacao/p26, educacao/p35, educacao/p60, educacao/p87
[b238] (educacao) Valorização dos profissionais da educação
[b239] (educacao) Fortalecer a carreira docente passa por valorização profissional, formação continuada e melhores condições de trabalho — não como discurso, mas como política de bem-estar do educador que se reflete diretamente na qualidade da aprendizagem. As linhas de ação são a formação continuada de docentes pela Academia Cide; a ampliação de programas de desenvolvimento de lideranças escolares, com gestão de competências voltada especificamente para liderança; a ampliação da formação de mestres e doutores dentro da rede, de forma equitativa e inclusiva e com foco na solução de problemas reais da escola; o fortalecimento do processo de seleção de diretores, para que a direção escolar deixe de ser cargo apenas político e passe a exigir competência de gestão comprovada; a atualização do plano de carreira docente; e o fortalecimento de programas de saúde e bem-estar dos profissionais da educação, área historicamente negligenciada nas políticas de valorização docente. → educacao/p16, educacao/p18, educacao/p20, educacao/p21, educacao/p22
[b241] (educacao) A transformação digital da educação mineira ainda é desigual: parte da rede tem acesso pleno a plataformas e equipamentos, e parte segue com baixo letramento tecnológico, tanto de estudantes quanto de professores. O objetivo é universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas estaduais, ampliar o uso de plataformas digitais de aprendizagem, disponibilizar recursos tecnológicos a estudantes e professores e formar os profissionais da rede em metodologias ativas e tecnologias → educacao/p45, educacao/p47
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[b242] (educacao) educacionais, também através da Academia Cide — de modo que a tecnologia deixe de ser vantagem de quem já tinha estrutura e passe a reduzir, e não a ampliar, a desigualdade entre regionais. → educacao/p20, educacao/p45, educacao/p47
[b243] (educacao) Regime de colaboração com os municípios
[b244] (educacao) Boa parte da defasagem educacional mineira nasce fora da governança direta do estado: municípios pequenos, sem orçamento e sem corpo técnico próprio, carregam responsabilidades educacionais que não conseguem cumprir sozinhos. Fortalecer o regime de colaboração significa assistência técnica permanente, formação continuada, compartilhamento de boas práticas entre redes e apoio direto à gestão educacional municipal, com dois compromissos objetivos: implementar um programa de cooperação técnica que insira os municípios nos próprios sistemas de avaliação e gestão do estado — em vez de deixá-los de fora dos indicadores que orientam a política estadual — e dar continuidade ao apoio a políticas de alfabetização já em curso, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), sem descontinuidade a cada troca de gestão. ● → educacao/p30, educacao/p31, educacao/p32, educacao/p114
[b245] (educacao) Criar um índice mineiro de continuidade da aprendizagem, medido a cada dois anos, que acompanhe a mesma coorte de estudantes da alfabetização ao nono ano — hoje o Ideb mede pontos fixos da trajetória escolar, mas não acompanha a mesma turma ao longo do tempo, o que impede saber se o ganho na alfabetização de fato se sustenta para os mesmos alunos mais adiante. → educacao/p6
FIM — 25 blocos neste arquivo.