Mauricio Coelho — texto do programa sobre Habitação e cidades (Governador — MT, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 17 blocos do programa de Mauricio Coelho, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/110017118730). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/mt/tema-habitacao-cidades).

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[b305] (moradia_cidades) O aluguel é o maior desconto automático no contracheque de muitas famílias. Ele sobe todos os anos, leva o trabalhador para longe do emprego e transforma a moradia em uma ameaça permanente.

[b306] (moradia_cidades) Quem não consegue comprar um imóvel também não pode ser abandonado à especulação.

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[b309] (moradia_cidades) A política habitacional tradicional concentra-se em entregar a casa própria. Essa política é necessária, mas não alcança todas as famílias. Há trabalhadores que ganham acima da faixa dos programas sociais e abaixo da renda necessária para comprar um imóvel. Eles não são pobres o bastante para receber a chave nem ricos o bastante para financiar a casa onde vivem. Permanecem presos ao aluguel.

[b310] (moradia_cidades) Vamos criar uma Empresa Pública de Habitação para construir e administrar um estoque público de moradias de qualidade. A primeira etapa terá 10 mil unidades, localizadas nas cidades-polo de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Cáceres. → habitacao-cidades/p2, habitacao-cidades/p18

[b311] (moradia_cidades) O foco inicial serão as famílias que vivem de aluguel e estão fora tanto da política habitacional subsidiada quanto do crédito imobiliário suficiente. → habitacao-cidades/p18

[b312] (moradia_cidades) Os aluguéis públicos poderão chegar a 60% abaixo do preço de imóveis equivalentes. Não se trata de construir conjuntos isolados, longe de tudo. As unidades integrarão → habitacao-cidades/p18

[b313] (moradia_cidades) Bairros-Modelo, com comércio, serviços, áreas de convivência, segurança, saneamento, iluminação, energia e fibra óptica. Moradia barata não é apenas uma parede. É uma casa que não rouba horas de vida no deslocamento. → habitacao-cidades/p19

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[b316] (moradia_cidades) A força do programa não estará apenas nas famílias que receberão um imóvel público. Estará no efeito sobre todo o mercado. Quando uma família puder morar com qualidade por R$1.000 em um apartamento que custaria

[b317] (moradia_cidades) R$2.500 no mercado privado, o proprietário terá duas opções: reduzir o aluguel ou aceitar a vacância. Dez mil unidades bem localizadas não resolvem sozinhas todo o déficit habitacional. Mas podem redefinir a referência de preço de uma cidade.

[b319] (moradia_cidades) Estado não deve concorrer com o mercado privado confunde o problema. O mercado já concorre com as famílias todos os meses. Quando o preço do aluguel expulsa o trabalhador para a periferia, o Estado paga depois, em transporte mais caro, trânsito maior, segregação urbana e perda de produtividade. A oferta pública usará o mercado a favor de quem mora nele.

[b320] (moradia_cidades) O programa também não será financiado apenas pela venda de imóveis públicos. → habitacao-cidades/p20

[b321] (moradia_cidades) O Estado construirá infraestrutura e capturará parte da valorização que essa infraestrutura produzir. Nas áreas atendidas por novas avenidas e bairros planejados, serão criados ativos comerciais — lojas, escritórios, centros de serviços e áreas de lazer — para venda ou locação. A receita desses ativos financiará a construção e a manutenção dos ativos → habitacao-cidades/p20

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[b324] (moradia_cidades) O modelo será implantado por etapas. Cada projeto terá estudo de demanda, custo de construção, valor dos terrenos, previsão de ocupação, receita comercial, manutenção e impacto sobre os preços locais. → habitacao-cidades/p21

[b325] (moradia_cidades) O autofinanciamento será uma meta de engenharia pública, não uma frase usada para esconder uma conta ainda não calculada. → habitacao-cidades/p21

[b326] (moradia_cidades) A casa própria continuará sendo um sonho legítimo.

[b327] (moradia_cidades) Mas ninguém precisa esperar vinte anos para viver com dignidade. O Estado construirá estoque, reduzirá o aluguel e devolverá ao trabalhador o dinheiro que hoje desaparece antes mesmo de chegar ao fim do mês. → habitacao-cidades/p18

[b328] (moradia_cidades) O resultado é simples: moradia pública de qualidade para quem precisa, referência de preço para quem aluga e cidades planejadas para que o trabalhador não precise escolher entre pagar o aluguel e viver perto da própria vida.

FIM — 17 blocos neste arquivo.