Coronel Busnello — texto do programa sobre Infraestrutura, transporte e mobilidade (Governador — RJ, 2026)
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Este arquivo tem 33 blocos do programa de Coronel Busnello, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/190017031845). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/rj/tema-infraestrutura-mobilidade).
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[b704] (mobilidade) TREM METROPOLITANO RJ: REESTRUTURAÇÃO E PADRÃO DE METRÔ DE SUPERFÍCIE
[b706] (infraestrutura) ANEL LOGÍSTICO MULTIMODAL DA BAÍA DE GUANABARA
[b707] (mobilidade) PACOTE DE PROGRAMAS DE MOBILIDADE DA REGIÃO METROPOLITANA
[b708] (infraestrutura) RECUPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS VIAS ESTRUTURANTES ESTADUAIS
[b712] (mobilidade) INTEGRAÇÃO DE BILHETAGEM E HARMONIZAÇÃO DE HORÁRIOS → infraestrutura-mobilidade/p92
[b714] (mobilidade) PARCERIA COM O CONDERLAGOS: DO FERRY BOAT À AGENDA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL
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[b719] (mobilidade) A Região Metropolitana do Rio de Janeiro registra o pior tempo médio de deslocamento do país:
[b720] (mobilidade) 58 minutos por sentido, segundo levantamento do aplicativo Moovit em 50 regiões metropolitanas de 17 países, contra 48 minutos em Porto Alegre, a mais rápida entre as capitais brasileiras pesquisadas. Onze por cento dos usuários de transporte público do Grande Rio gastam duas horas ou mais em cada trajeto, e a soma de ida e volta pode superar quatro horas diárias.
[b721] (mobilidade) O trem metropolitano é o único transporte de massa que penetra nos municípios mais populosos da Baixada Fluminense, onde mais de 4 milhões de pessoas dependem do transporte público coletivo. A concessionária SuperVia, que administrou o sistema por quase 30 anos, encerrou suas atividades em maio de 2026 após crise financeira e recuperação judicial, sendo substituída pelo Consórcio Nova Via Mobilidade — operando sob a marca Trens RJ —, vencedor de leilão judicial realizado em fevereiro de 2026. A rede foi herdada em estado precário: de 104 estações, apenas 23 são consideradas acessíveis, e só 40% das escadas rolantes funcionam. A malha metroviária subterrânea, por sua vez, tem apenas 58 km e 41 estações, sem conexão direta entre a capital e Niterói.
[b722] (mobilidade) A Baía de Guanabara, maior ativo logístico da região, permanece subutilizada: o sistema de barcas transporta cerca de 46 mil passageiros por dia, enquanto a Ponte Rio-Niterói opera acima da capacidade com fluxo superior a 150 mil veículos diários, e São Gonçalo — segundo maior município do Estado, com quase 900 mil habitantes — não tem conexão aquaviária direta com a capital. A Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano, por sua vez, dependem quase exclusivamente do transporte rodoviário para deslocamentos intermunicipais, sem corredores estruturados de média ou alta capacidade.
[b727] (mobilidade) O trem metropolitano será tratado como a espinha dorsal do sistema de transporte da Região Metropolitana, com investimento físico e mudança de padrão operacional executados de forma inseparável — não basta recuperar trilhos sem também mudar o modelo de gestão que produziu décadas de degradação. → infraestrutura-mobilidade/p2, infraestrutura-mobilidade/p90, infraestrutura-mobilidade/p111
[b728] (mobilidade) A Baía de Guanabara será aproveitada como ativo logístico, com transporte aquaviário misto de passageiros e carga, reduzindo a dependência da Ponte Rio-Niterói e dos corredores rodoviários saturados. → infraestrutura-mobilidade/p72, infraestrutura-mobilidade/p73
[b729] (mobilidade) A expansão da malha metroferroviária e dos corredores de superfície na Baixada Fluminense e no Leste Metropolitano seguirá estudos técnicos prévios e modelagem financeira que mobilize capital privado, com metas contratuais de desempenho auditáveis publicamente. → infraestrutura-mobilidade/p69
[b731] (mobilidade) As propostas deste capítulo correspondem às competências do Estado sobre os sistemas de trens, metrô, barcas e rodovias estaduais concedidos, nos termos do art. 25, §3º, da Constituição Federal e do Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015).
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[b734] (mobilidade) TREM METROPOLITANO RJ: REESTRUTURAÇÃO E
[b737] (mobilidade) A malha ferroviária metropolitana — cerca de 300 km — é hoje administrada pelo Consórcio Nova Via Mobilidade, sob a marca Trens RJ, que assumiu o sistema em maio de 2026 após a saída da SuperVia por insolvência, em contrato de cinco anos remunerado por quilômetro rodado. A rede foi herdada em estado precário — apenas 23 das 104 estações são acessíveis, e só 40% das escadas rolantes funcionam —, e a SETRAM já elaborou, em 2024, plano de recuperação orçado em R$ 2,1 bilhões; falta execução.
[b738] (mobilidade) Antes de qualquer nova ampliação, o Governo do Estado priorizará a conclusão de obras interrompidas de grande relevância — as estações da Carioca, Praça XV (Linha 2 a partir do Estácio), Gávea e Morro de São João (Rio Sul) — e executará o plano de recuperação física em cinco componentes: renovação de frota (55 novos trens, priorizando a Baixada Fluminense), modernização da sinalização (intervalos de 6 minutos no pico), recuperação da via permanente, atualização elétrica e requalificação das 104 estações. → infraestrutura-mobilidade/p2, infraestrutura-mobilidade/p3, infraestrutura-mobilidade/p4, infraestrutura-mobilidade/p5, infraestrutura-mobilidade/p90, infraestrutura-mobilidade/p94, infraestrutura-mobilidade/p111
[b739] (mobilidade) Como o contrato de operação já foi definido por leilão judicial, caberá o nosso governo fiscalizar rigorosamente, pela SETRAM, o cumprimento das metas do novo contrato e preparar, desde já, os estudos técnicos para o ciclo seguinte, com metas mais exigentes de integração ao padrão de metrô de superfície. → infraestrutura-mobilidade/p43, infraestrutura-mobilidade/p105
[b744] (mobilidade) ANEL LOGÍSTICO MULTIMODAL DA BAÍA DE GUANABARA
[b745] (mobilidade) A Baía de Guanabara, maior hidrovia natural da Região Metropolitana, permanece subutilizada: o sistema de barcas transporta cerca de 46 mil passageiros por dia, a Ponte Rio-Niterói opera acima da capacidade com mais de 150 mil veículos diários, e São Gonçalo não tem conexão aquaviária direta com a capital, obrigando trabalhadores a horas de trânsito rodoviário e caminhões a atravessar a Linha Vermelha e a Ponte para ligar a Baixada Fluminense ao Leste Fluminense.
[b746] (mobilidade) O Governo do Estado implantará novas rotas aquaviárias mistas — ferry-boats para carga e passageiros e catamarãs de alta frequência —, com terminais em Gradim (São Gonçalo), Duque de Caxias, Magé e Ilha do Governador, e integração física e tarifária, com meta de retirar cerca de 15 mil caminhões por mês das rodovias e transportar 50 mil passageiros por dia. O investimento inicial, estimado entre R$ 400 e R$ 550 milhões, será viabilizado por concessão ou parceria público-privada, com o Estado financiando os terminais e o operador privado a frota, e incentivo de ICMS sobre o óleo diesel marítimo condicionado ao cumprimento de metas de pontualidade. → infraestrutura-mobilidade/p69, infraestrutura-mobilidade/p72, infraestrutura-mobilidade/p73, infraestrutura-mobilidade/p74
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[b750] (mobilidade) PACOTE DE PROGRAMAS DE MOBILIDADE DA REGIÃO
[b753] (mobilidade) A Baixada Fluminense e o eixo São Gonçalo–Maricá dependem quase exclusivamente de sistemas rodoviários saturados para deslocamentos intermunicipais, sem transporte estruturado de média ou alta capacidade, apesar de projetos técnicos já elaborados pelo Governo do Estado e pelo Instituto Rio Metrópole — e a ligação entre a capital, Niterói e São Gonçalo carece de conexão metroviária direta, dependendo do sistema viário e das barcas.
[b754] (mobilidade) O Governo do Estado retomará, em duas fases, o eixo metroviário do Leste Metropolitano — extensão da Linha 2 até a Estação Arariboia, em Niterói, seguida do Programa Linha 03, ligando Niterói a São Gonçalo —, após auditoria do processo licitatório hoje suspenso pelo TCE-RJ; implantará o Programa VLT Baixada entre Pavuna e Nova Iguaçu, aproveitando leito ferroviário desativado ao longo de 12,6 km; e complementará com dois corredores BRT — um ligando Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita e Nilópolis, outro ao longo da RJ-106 entre São Gonçalo e Maricá —, todos por concessão ou parceria público-privada com integração tarifária à rede metropolitana. → infraestrutura-mobilidade/p1, infraestrutura-mobilidade/p6, infraestrutura-mobilidade/p9, infraestrutura-mobilidade/p33, infraestrutura-mobilidade/p34, infraestrutura-mobilidade/p35, infraestrutura-mobilidade/p69, infraestrutura-mobilidade/p96
[b759] (infraestrutura) RECUPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS VIAS
[b761] (infraestrutura) As principais rodovias estaduais não contam com programa técnico permanente de manutenção, o que compromete o escoamento logístico de produtos, o acesso a polos industriais e turísticos e a segurança viária, com trechos que se deterioram até exigir obra de grande porte por falta de manutenção preventiva.
[b762] (infraestrutura) A RJ-106 — Rodovia Ernani do Amaral Peixoto —, maior rodovia estadual do Rio de Janeiro, com aproximadamente 210 quilômetros de extensão, liga a Região Metropolitana à Região dos Lagos e ao Norte Fluminense, concentrando tráfego de carga, turismo e deslocamento pendular sem programa de manutenção compatível com sua importância.
[b763] (infraestrutura) O Governo do Estado recuperará e ampliará a capacidade das principais ligações estruturantes das rodovias estaduais, com prioridade para a RJ-106, e instituirá programa permanente de obras públicas, técnico e com reserva orçamentária própria, para manutenção preventiva de rodovias, pontes e demais equipamentos de transporte público estaduais, substituindo a lógica reativa de intervenção emergencial por planejamento plurianual auditável. → infraestrutura-mobilidade/p19, infraestrutura-mobilidade/p21, infraestrutura-mobilidade/p29, infraestrutura-mobilidade/p103
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[b767] (mobilidade) INTEGRAÇÃO DE BILHETAGEM E HARMONIZAÇÃO DE
[b770] (mobilidade) O usuário da Região Metropolitana ainda precisa alternar entre sistemas de bilhetagem distintos — o RioCard, de uso intermunicipal, e o sistema Jaé, de responsabilidade do Município do Rio de Janeiro —, sem integração tarifária plena nem harmonização de horários entre trens, metrô, BRT, VLT e ônibus, o que eleva o custo percebido do transporte público e desestimula o uso combinado dos modais. → infraestrutura-mobilidade/p92, infraestrutura-mobilidade/p114
[b771] (mobilidade) O Governo do Estado promoverá a integração da bilhetagem e a harmonização de horários entre os diferentes sistemas de transporte da Região Metropolitana, em cooperação com os municípios envolvidos, por meio de convênio que estabeleça regras únicas de transferência tarifária e sincronização dos quadros de horários entre os modais estaduais e municipais, com prioridade para os terminais de maior fluxo de integração intermodal. → infraestrutura-mobilidade/p51, infraestrutura-mobilidade/p60, infraestrutura-mobilidade/p92, infraestrutura-mobilidade/p114
[b779] (mobilidade) A Lagoa de Araruama, maior lagoa hipersalina do planeta, banha seis municípios da Região dos Lagos com mais de 600 mil habitantes e recebe mais de 3 milhões de turistas por ano, mas não tem rede intermunicipal de transporte aquaviário que conecte esses municípios. O deslocamento entre eles depende exclusivamente da RJ-106 e da Via Lagos, rodovias que entram em colapso na alta temporada, quando uma viagem de 30 minutos pela lagoa pode significar de 2 a 3 horas de congestionamento na rodovia. Araruama já demonstrou a viabilidade do modal com ferry boat municipal em operação desde 2020, mas essa iniciativa segue isolada, sem conexão com os demais municípios.
[b780] (mobilidade) O Ferry Boat da Lagoa criará rede aquaviária intermunicipal permanente conectando as cidades ao redor da Lagoa de Araruama, com integração tarifária ao transporte terrestre regional. Estudo conjunto com o Conderlagos definirá as prioridades de cada fase de implantação. Esse será apenas o primeiro projeto de uma parceria estrutural entre o Governo do Estado e o consórcio, formalizada por Protocolo de Intenções nos primeiros 90 dias de mandato, com agenda que inclui o destravamento de obras estaduais paralisadas na região, a revitalização da RJ-106, o saneamento do entorno da lagoa e um plano regional de turismo. → infraestrutura-mobilidade/p29, infraestrutura-mobilidade/p71, infraestrutura-mobilidade/p75
FIM — 33 blocos neste arquivo.