Augusto Cury — texto do programa sobre Educação (Presidente, 2026)

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[b65] (educacao) A dor dos professores e das professoras, que perderam a autoridade em sala de aula e que não foram devidamente treinados nem valorizados, inclusive com melhores salários, também não tem viés partidário.

[b66] (educacao) A dor dos jovens desesperançados também não. Aqui destaco que, em 2025, quase

[b67] (educacao) 8 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, nem trabalham nem estudam, segundo dados do IBGE. Trata-se de uma realidade tão grave e cruel que precisa ser enfrentada com urgência. Mais uma vez, essa não é uma questão de direita, de

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[b70] (educacao) esquerda ou de centro, mas de uma política de Estado comprometida em revolucionar a educação.

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[b181] (educacao) Pessoas que crescem sem oportunidades frequentemente desenvolvem sentimento de inferioridade silenciosa. Crianças privadas de educação de qualidade têm sua criatividade mutilada antes mesmo de florescer.

[b184] (educacao) A esquerda também destacou a importância da educação pública. Educação não é apenas transmissão de conteúdo. É ferramenta de emancipação humana. Quando uma criança aprende a pensar, amplia suas possibilidades existenciais. Quando um jovem desenvolve pensamento crítico, reduz sua vulnerabilidade à manipulação. A educação pode romper ciclos históricos de pobreza. Pode transformar filhos de trabalhadores humildes em cientistas, médicos, artistas e líderes. Negligenciar a educação é destruir o futuro antes que ele nasça.

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[b220] (educacao) Precisamos urgentemente reconstruir seres humanos capazes de refletir. → educacao/p79

[b221] (educacao) Precisamos ensinar crianças e jovens a duvidar, analisar, contemplar e dialogar. → educacao/p79

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[b291] (educacao) A educação moderna produziu uma tragédia silenciosa. Formamos profissionais, mas frequentemente não formamos pensadores. Ensinamos jovens a decorar informações, mas raramente os ensinamos a interpretar emoções. Desenvolvemos habilidades técnicas, mas negligenciamos a arte de pensar. Criamos alunos capazes de resolver fórmulas matemáticas complexas, mas incapazes de administrar frustrações mínimas.

[b292] (educacao) A escola tradicional frequentemente transforma estudantes em espectadores passivos do conhecimento. O professor fala. O aluno anota. O sistema cobra repetição. Poucos aprendem a questionar. Poucos aprendem a contemplar. Poucos desenvolvem pensamento crítico verdadeiro. A inteligência humana, entretanto, não cresce apenas acumulando dados. Cresce aprendendo a refletir sobre a vida, sobre si mesmo e sobre o mundo.

[b293] (educacao) Sempre defendi que o professor deve deixar de ser mero expositor cartesiano para se tornar provocador da arte de pensar. O grande educador não apenas transmite conteúdo. Desperta consciência. Estimula perguntas. Forma seres humanos capazes de duvidar, criar e interpretar. Uma criança treinada apenas para competir pode alcançar sucesso financeiro e fracassar emocionalmente.

[b294] (educacao) As escolas precisam ensinar gestão da emoção. Crianças precisam aprender desde cedo que emoções não podem ser eliminadas, mas administradas. O medo existe. → educacao/p57

[b295] (educacao) A ansiedade existe. A frustração existe. O problema não é sentir emoções difíceis. O

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[b298] (educacao) problema é não aprender a gerenciá-las. Jovens emocionalmente despreparados tornam-se vulneráveis ao desespero diante das inevitáveis dores da vida.

[b299] (educacao) A sociedade moderna também produziu excesso de estímulos. Muitos jovens nunca aprenderam a contemplar. Nunca desaceleraram a mente. Nunca experimentaram silêncio interior. Vivem hiperconectados externamente e profundamente desconectados de si mesmos. Sem interiorização, a identidade enfraquece. E indivíduos sem identidade sólida tornam-se facilmente manipuláveis por grupos ideológicos, modismos e pressões sociais.

[b300] (educacao) Outro desafio educacional é ensinar tolerância intelectual. Discordar não é odiar.

[b301] (educacao) Pensar diferente não transforma ninguém em inimigo moral. Escolas precisam formar jovens capazes de dialogar respeitosamente. A democracia depende dessa habilidade. Quando estudantes crescem acreditando que opositores devem ser silenciados, a sociedade começa a adoecer perigosamente. → educacao/p79

[b302] (educacao) A educação também precisa estimular criatividade. Muitos sistemas educacionais sufocam imaginação. Punem erros excessivamente. Criam medo de fracassar. Mas quem tem medo permanente de errar raramente ousa inovar. Grandes cientistas, artistas e empreendedores falharam inúmeras vezes antes de alcançar descobertas extraordinárias. O erro, quando bem administrado, pode ser poderoso professor. → educacao/p80

[b303] (educacao) Precisamos ainda ensinar jovens a lidar com frustrações. A geração hiperprotegida frequentemente desenvolve baixa tolerância emocional. Pequenas críticas tornamse devastadoras. Pequenos fracassos parecem catástrofes. Sem resiliência emocional, qualquer turbulência da vida pode produzir sofrimento intenso. Educar não é apenas proteger. É preparar para enfrentar desafios com inteligência e gestão emocional. → educacao/p57

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[b307] (educacao) O futuro da humanidade, do nosso país, dependerá profundamente da educação.

[b308] (educacao) Não apenas educação técnica, mas educação emocional, filosófica e humanista.

[b309] (educacao) Precisamos formar seres humanos capazes de pensar antes de reagir. Precisamos formar cidadãos livres intelectualmente. Precisamos construir escolas que produzam autores da própria história e não meros repetidores de narrativas coletivas. → educacao/p79

[b310] (educacao) Educar para pensar é educar para existir. A escola do futuro não pode ser apenas uma fábrica de notas. Precisa ser uma academia de formação do Eu. O aluno precisa aprender matemática, língua, ciências e história, mas também precisa aprender a lidar com perdas, críticas, frustrações, rejeições, medos e pressões. → educacao/p57, educacao/p79

[b311] (educacao) As ferramentas fundamentais são: proteger a emoção, pensar antes de reagir, expor e não impor ideias, elogiar antes de criticar, ensinar a arte da dúvida, treinar a empatia e desenvolver a contemplação do belo. O professor do futuro não será apenas transmissor de conteúdo, mas jardineiro da inteligência. → educacao/p32

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[b344] (educacao) Também precisamos investir profundamente em educação emocional. O Brasil enfrenta crescimento alarmante da ansiedade, da automutilação e da desesperança juvenil. Não basta construir escolas fisicamente. Precisamos construir seres humanos emocionalmente saudáveis. Precisamos ensinar crianças e jovens a administrar frustrações, perdas, medos e pressões sociais. → educacao/p57

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[b354] (educacao) O Brasil da pacificação não será construído apenas com reformas econômicas ou políticas. Precisará de uma reforma emocional. Precisaremos treinar líderes, professores, famílias, jovens, empresários e servidores públicos para administrar conflitos sem destruir pessoas. → educacao/p81

[b356] (educacao) As ferramentas práticas para o Brasil dos nossos sonhos são: gestão da emoção nas escolas, programas de prevenção da ansiedade, formação de professores como provocadores da arte de pensar, círculos de diálogo comunitário, cultura de elogio à participação, treinamento de líderes para pacificação e combate sistemático à intoxicação digital. O Brasil não precisa apenas crescer. Precisa amadurecer. → educacao/p61

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[b385] (educacao) Precisamos ensinar desde cedo que a emoção não pode ser eliminada, mas gerenciada. A raiva existe. O medo existe. A tristeza existe. A ansiedade existe. O problema não é sentir emoções difíceis. O problema é permitir que elas controlem completamente o pensamento. O “Eu” precisa voltar a ser piloto da aeronave mental. → educacao/p57

[b388] (educacao) As futuras gerações precisarão desenvolver algo muito mais sofisticado que competência técnica. Precisarão desenvolver autocontrole, capacidade de diálogo e maturidade para lidar com diferenças. O mundo globalizado exige cooperação entre culturas, religiões, ideologias e nações. Quem não aprender a conviver com divergências ficará emocionalmente incapacitado para o século XXI.

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[b510] (educacao) a) 10 mil Escolas de Empreendedorismo

[b511] (educacao) Implantaremos uma ampla rede nacional de Escolas de Empreendedorismo, formando milhões de jovens e adultos para criar empresas, inovar, administrar recursos e gerar empregos. O empreendedorismo deixará de ser um privilégio para tornar-se uma cultura nacional. → educacao/p12

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[b568] (educacao) 5. EDUCAÇÃO PARA O BRASIL DO FUTURO

[b569] (educacao) a) Prioridade absoluta para a educação básica

[b570] (educacao) A educação será a principal política de transformação nacional. Investiremos na alfabetização na idade certa, na melhoria da aprendizagem, na valorização dos professores e na redução das desigualdades educacionais. Nenhum país alcançou elevado desenvolvimento econômico sem colocar a educação básica como prioridade absoluta. → educacao/p1, educacao/p51, educacao/p114

[b572] (educacao) b) Expansão do ensino técnico e profissionalizante

[b573] (educacao) O Brasil precisa formar profissionais preparados para a economia moderna. → educacao/p73, educacao/p120

[b574] (educacao) Ampliaremos significativamente a oferta de ensino técnico integrado ao ensino médio, aproximando escolas e empresas, formando jovens com competências práticas e aumentando sua empregabilidade. → educacao/p9, educacao/p73, educacao/p120

[b576] (educacao) c) Universidades conectadas ao desenvolvimento nacional

[b577] (educacao) As universidades brasileiras deverão aproximar-se ainda mais da sociedade e do setor produtivo. Incentivaremos a pesquisa aplicada, o empreendedorismo universitário, a inovação tecnológica e a criação de startups, transformando o conhecimento científico em riqueza, empregos e desenvolvimento. → educacao/p15, saude/p37, industria-ciencia/p14

[b579] (educacao) d) Valorização dos professores

[b580] (educacao) Nenhuma transformação educacional será possível sem professores valorizados.

[b581] (educacao) Investiremos em formação continuada, melhoria das condições de trabalho, remuneração baseada também em qualificação e incentivo permanente ao aperfeiçoamento profissional. → educacao/p105

[b583] (educacao) e) Gestão da emoção nas escolas

[b584] (educacao) A educação precisa cuidar também da saúde emocional. Implantaremos programas permanentes de gestão da emoção, prevenção da ansiedade, depressão, → educacao/p57

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[b587] (educacao) automutilação, bullying e violência escolar. Professores, gestores, alunos e famílias receberão formação para construir ambientes escolares mais saudáveis, cooperativos e preparados para os desafios da sociedade contemporânea. → educacao/p57

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[b774] (educacao) A prevenção da violência começa na formação das novas gerações.

[b775] (educacao) Desenvolveremos programas educacionais que promovam respeito mútuo, cultura de paz, resolução pacífica de conflitos, igualdade de oportunidades e valorização da dignidade humana, contribuindo para uma sociedade mais justa e segura. → educacao/p58

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[b798] (educacao) a) Educação conectada ao mundo real

[b799] (educacao) A juventude brasileira precisa de uma educação que dialogue com o presente e prepare para o futuro. Reformaremos os currículos para aproximar o ensino das demandas do mercado de trabalho, da inovação tecnológica, do empreendedorismo e das competências socioemocionais, sem perder a base humanística e científica. → educacao/p10, educacao/p48, educacao/p113

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[b827] (educacao) c) Universidades como centros de inovação

[b828] (educacao) As universidades brasileiras serão fortalecidas como polos de inovação, com maior integração entre academia, setor produtivo e governo. Estimularemos a criação de startups universitárias, laboratórios avançados e centros de pesquisa aplicada. → educacao/p15, saude/p37, industria-ciencia/p14

[b829] (educacao) Estimularemos milhares de profissionais a fazerem mestrado e doutorado em inteligência artificial aplicada a produtos inovadores em todas as áreas do ecossistema econômico, tais como biotecnologia, medicamentos, química fina, drones, materiais resistentes, energia renovável, produtos derivados de terras raras, eletromecânica, robótica etc.. → educacao/p16, educacao/p102, educacao/p130

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[b1038] (educacao) PROJETO 1 - A REVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO

[b1039] (educacao) Educar a mente, formar pensadores e reconstruir o futuro do Brasil

[b1040] (educacao) 1. A EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL

[b1041] (educacao) Não existe nação desenvolvida sem educação de excelência em tempo integral. As maiores transformações econômicas, sociais, científicas e culturais da história começaram dentro das salas de aula, pelas mãos de professores que acreditaram que era possível formar pessoas capazes de pensar, criar, inovar e transformar a realidade.

[b1042] (educacao) Tenho convicção de que a educação deve ser a maior prioridade estratégica do Estado brasileiro. Nenhuma política pública produz efeitos tão profundos e duradouros quanto aquela que investe na formação das novas gerações. Países que decidiram colocar a educação no centro de seus projetos nacionais reduziram desigualdades, impulsionaram a inovação, fortaleceram suas economias e construíram sociedades mais justas e mais prósperas.

[b1043] (educacao) Para mim, os professores são os profissionais mais importantes do teatro social.

[b1044] (educacao) Sem eles, nossos céus sociais não teriam estrelas. São eles que ajudam a escrever, todos os dias, os capítulos invisíveis da história de uma nação. Cada criança alfabetizada, cada jovem que descobre um talento, cada cidadão que aprende a pensar criticamente carrega, em algum momento da sua trajetória, a marca silenciosa de um professor.

[b1045] (educacao) Entretanto, precisamos reconhecer uma realidade que não pode mais ser ignorada.

[b1046] (educacao) Durante décadas, atribuímos à escola responsabilidades cada vez maiores, mas não oferecemos aos educadores as condições necessárias para cumprir essa missão.

[b1047] (educacao) Exigimos resultados extraordinários de profissionais que frequentemente trabalham sob intensa pressão, enfrentam sobrecarga emocional, lidam com estruturas precárias e convivem diariamente com uma geração profundamente impactada pelas transformações tecnológicas e pelos desafios da saúde mental.

[b1048] (educacao) Vivemos uma mudança de época. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil despertar o prazer de aprender. Muitos professores tornaram-se, sem perceber, cozinheiros do conhecimento, preparando diariamente um alimento precioso para uma plateia que perdeu o apetite pelo saber.

[b1049] (educacao) O problema não está apenas na qualidade do ensino, mas também na condição

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[b1052] (educacao) emocional dos alunos. Milhões de crianças e jovens encontram-se intoxicados pelo excesso de estímulos digitais, ansiosos, desesperançosos, com dificuldade de concentração e, muitas vezes, sem sonhos pelos quais valha a pena lutar.

[b1053] (educacao) Uma existência sem sonhos é uma história sem aventuras. Quando um jovem deixa de acreditar no futuro, perde também o entusiasmo para aprender. O conhecimento deixa de ser uma ferramenta de transformação e passa a ser visto apenas como uma obrigação escolar. Essa é uma das maiores tragédias silenciosas da nossa geração.

[b1054] (educacao) Por isso, defender uma revolução na educação não significa apenas melhorar indicadores, reformar currículos ou ampliar investimentos. Significa compreender que educar é formar seres humanos completos. É desenvolver a inteligência, mas também a consciência crítica; fortalecer a capacidade técnica, mas também a saúde emocional; ensinar conteúdos, mas, sobretudo, ensinar a pensar, a dialogar, a sonhar e a enfrentar os desafios da vida.

[b1055] (educacao) A escola do século XXI não pode limitar-se à transmissão de informações. As informações estão disponíveis em qualquer dispositivo conectado à internet. O verdadeiro papel da educação será formar pensadores, estimular a curiosidade, desenvolver a criatividade, promover o pensamento crítico e preparar cidadãos capazes de interpretar o mundo com autonomia, responsabilidade e humanidade.

[b1056] (educacao) Nenhuma inteligência artificial substituirá a capacidade de um grande professor de inspirar um aluno a descobrir seu propósito. Nenhuma tecnologia será capaz de substituir o exemplo, a sensibilidade e a influência transformadora de um educador que desperta o prazer de aprender e a coragem de sonhar.

[b1057] (educacao) A revolução educacional que proponho começa exatamente por esse princípio: colocar o ser humano no centro da educação. Valorizar os professores, proteger a saúde emocional de crianças, adolescentes e educadores, formar pensadores em vez de repetidores de informações e preparar uma geração capaz de construir um Brasil mais inteligente, mais justo e mais humano. → educacao/p57, educacao/p79

[b1058] (educacao) Porque o futuro de uma nação não é construído apenas nos gabinetes do governo, mas, sobretudo, nas salas de aula onde se formam as mentes que escreverão a história do amanhã.

[b1060] (educacao) 2. A CRISE SILENCIOSA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

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[b1063] (educacao) A educação brasileira vive uma crise que não pode ser compreendida apenas por índices de aprendizagem, taxas de evasão ou resultados em avaliações internacionais. Existe uma crise mais profunda, silenciosa e invisível: a crise emocional, cognitiva e existencial que atinge alunos e professores dentro e fora das salas de aula.

[b1064] (educacao) O Brasil ocupa uma posição dramática no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes — PISA, que mede as competências de jovens em leitura, matemática e ciências. É inadmissível que uma das maiores economias do mundo permaneça tão distante dos países que lideram a educação mundial. Não se trata apenas de uma colocação em um ranking. Trata-se de um retrato do futuro que estamos construindo.

[b1065] (educacao) Quando uma criança ou um jovem não desenvolve adequadamente o raciocínio matemático, não compromete apenas sua capacidade de realizar cálculos.

[b1066] (educacao) Compromete também o pensamento lógico, o raciocínio estratégico, a resolução de problemas e até a gestão financeira da própria vida. Quando não domina a língua materna, não perde apenas a habilidade de ler e escrever. Perde instrumentos essenciais para interpretar a realidade, organizar ideias, argumentar, debater e exercer plenamente a cidadania.

[b1067] (educacao) Sem uma educação básica de qualidade, não formamos cidadãos letrados, conscientes e capazes de participar ativamente das decisões que determinam os rumos do país. Condenamos milhões de brasileiros à vulnerabilidade intelectual, profissional e social. Uma nação que não ensina seus jovens a interpretar textos, analisar dados e questionar informações torna-se facilmente manipulável e dependente daqueles que pensam por ela.

[b1068] (educacao) Entretanto, a crise da aprendizagem não nasce apenas da ausência de conteúdo ou de métodos adequados. Ela também está profundamente ligada ao estado emocional dos estudantes.

[b1069] (educacao) Por que tantos jovens estão perdendo o prazer de aprender?

[b1070] (educacao) Porque muitos estão desesperançados, ansiosos, intoxicados digitalmente, com baixa capacidade de concentração e pouca disposição para enfrentar os desafios naturais do processo de aprendizagem. Acostumaram-se a estímulos rápidos, recompensas imediatas e informações fragmentadas. Quando precisam ler um

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[b1073] (educacao) texto mais longo, resolver um problema complexo ou persistir diante de uma dificuldade, sentem-se entediados, frustrados ou incapazes.

[b1074] (educacao) Estamos formando uma geração que possui acesso quase ilimitado à informação, mas nem sempre consegue transformá-la em conhecimento. Uma geração conectada a milhares de pessoas, mas frequentemente desconectada de si mesma.

[b1075] (educacao) Uma geração que recebe estímulos incessantes, mas apresenta dificuldade para contemplar, refletir, esperar e construir projetos de longo prazo.

[b1076] (educacao) Muitos jovens estão se tornando mendigos emocionais. Necessitam de elogios constantes, reconhecimentos imediatos, curtidas e aprovação social para experimentar pequenas doses de prazer. Quando não recebem esses estímulos, sentem-se desvalorizados, invisíveis ou rejeitados. Pouco a pouco, deixam de ser autores da própria autoestima e passam a depender do olhar dos outros para reconhecer o próprio valor.

[b1077] (educacao) Essa dependência emocional produz insegurança, fragilidade diante das críticas e baixa tolerância às frustrações. Pequenas contrariedades podem ser interpretadas como grandes derrotas. Comparações nas redes sociais transformam-se em fontes de sofrimento. O medo de errar impede experiências importantes. O jovem deixa de correr riscos, de tentar novamente e, muitas vezes, de acreditar em sua capacidade de construir uma história diferente.

[b1078] (educacao) A escola não pode ignorar essa realidade. Não é possível educar a inteligência desprezando a emoção. Não basta oferecer conteúdo a uma mente ansiosa, dispersa ou emocionalmente adoecida. Antes de aprender matemática, ciências ou literatura, o estudante precisa encontrar condições internas para se concentrar, persistir, lidar com erros e reconhecer sentido naquilo que aprende.

[b1079] (educacao) Também é extremamente preocupante o número de crianças, adolescentes e jovens que apresentam timidez intensa e glossofobia, o medo de falar em público. Muitos atravessam anos de escolarização sem aprender a expressar suas ideias, defender seus pontos de vista, formular perguntas ou participar de debates. São treinados para repetir respostas, mas não para construir argumentos.

[b1080] (educacao) Uma educação que silencia o aluno não forma cidadãos; forma espectadores. O estudante precisa aprender a levantar a mão, expor uma dúvida, discordar com respeito, apresentar um projeto e defender uma ideia. A comunicação não é apenas

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[b1083] (educacao) uma competência profissional. É uma ferramenta de autonomia, participação social e exercício da cidadania.

[b1084] (educacao) Os indicadores de sofrimento emocional entre jovens também exigem uma resposta imediata. O crescimento dos casos de ansiedade, automutilação, depressão e suicídio revela que muitas crianças e adolescentes não estão encontrando recursos internos ou redes de apoio para lidar com suas dores.

[b1085] (educacao) Quem pensa em morrer, em geral, não deseja acabar com a vida, mas interromper uma dor que se tornou aparentemente insuportável. Por isso, toda escola deve ser também um espaço de proteção, escuta, prevenção e valorização da vida. Crianças e jovens precisam ser encorajados a não se curvar diante da dor, mas a enfrentá-la, ressignificá-la e utilizá-la como matéria-prima para se tornarem mais fortes, maduros e solidários.

[b1086] (educacao) A crise educacional brasileira, portanto, possui múltiplas dimensões. É uma crise de aprendizagem, mas também de atenção. É uma crise curricular, mas também emocional. É uma crise de resultados, mas também de esperança.

[b1087] (educacao) Superá-la exigirá muito mais do que reformas administrativas. Exigirá uma nova concepção de educação, capaz de integrar conhecimento, saúde emocional, pensamento crítico, criatividade, comunicação, cidadania e projeto de vida.

[b1088] (educacao) Precisamos construir uma escola que não apenas prepare o aluno para realizar provas, mas para enfrentar a existência. Uma escola que ensine a ler os livros e também a própria história; a resolver problemas matemáticos e também conflitos humanos; a conhecer o mundo e, ao mesmo tempo, conhecer a si mesmo.

[b1089] (educacao) Somente uma educação de qualidade permitirá que o Brasil discuta projetos capazes de transformar verdadeiramente a vida de sua população. Sem ela, continuaremos tratando as consequências da desigualdade, da violência, do desemprego e do adoecimento emocional. Com ela, poderemos atuar nas raízes desses problemas e formar uma geração preparada não apenas para ingressar no futuro, mas para construí-lo.

[b1091] (educacao) 3. A EDUCAÇÃO BRASILEIRA PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO PEDAGÓGICA

[b1092] (educacao) A educação mundial vive uma crise silenciosa, profunda e sistêmica.

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[b1095] (educacao) As salas de aula tornaram-se ambientes previsíveis, lineares e pouco estimulantes.

[b1096] (educacao) O professor, muitas vezes, foi reduzido a um expositor cartesiano, transmissor de conteúdos, enquanto os alunos se tornaram espectadores passivos.

[b1097] (educacao) Essa lógica entrou em colapso. Vivemos a era da hiperinformação. Os alunos têm acesso, por meio dos celulares, a um volume de dados e estímulos infinitamente superior ao que encontram na escola. Games, redes sociais e plataformas digitais oferecem experiências mais envolventes, rápidas e emocionalmente estimulantes.

[b1099] (educacao) Alunos desinteressados, fatigados mentalmente e intoxicados digitalmente •

[b1100] (educacao) Professores sobrecarregados, estressados e emocionalmente esgotados •

[b1101] (educacao) Perda do encanto pela escola •

[b1102] (educacao) Relação pedagógica enfraquecida

[b1103] (educacao) Além disso, o cenário emocional é alarmante: •

[b1104] (educacao) Cerca de 8 milhões de jovens no Brasil não estudam nem trabalham. E a era da desesperança. Nada tão dramático. •

[b1105] (educacao) 148% de incremento de suicídios entre jovens de 10 a 19 anos. Nada tão cruel.

[b1106] (educacao) Aumento expressivo de transtornos emocionais entre adolescentes •

[b1107] (educacao) Crescimento significativo de comportamentos autodestrutivos

[b1108] (educacao) Estamos diante de uma epidemia global de desinteresse, ansiedade e perda de sentido. A educação não pode competir com a tecnologia apenas transmitindo informação.

[b1109] (educacao) Ela precisa oferecer o que a tecnologia não consegue substituir: •

[b1110] (educacao) Interação humana profunda • formação do pensamento crítico • desenvolvimento da identidade • construção da autonomia

[b1111] (educacao) Precisamos de uma mudança de paradigma: O Brasil não precisa apenas de uma reforma educacional. Precisa de uma nova visão sobre o verdadeiro papel da escola.

[b1112] (educacao) Durante décadas, nosso sistema de ensino concentrou seus esforços na transmissão de conteúdos, enquanto negligenciava a formação integral do ser humano. Em um mundo marcado pela inteligência artificial, pela hiperconectividade e por profundas transformações sociais, esse modelo tornou-se insuficiente.

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[b1115] (educacao) Precisamos transformar a escola em um ambiente vivo, capaz de formar pensadores, desenvolver a autoliderança, estimular a criatividade, fortalecer o protagonismo e preparar crianças e jovens para os desafios do século XXI. → educacao/p79

[b1116] (educacao) A proposta parte de uma constatação simples: a escola já não compete apenas com os livros ou com outras instituições de ensino. Ela disputa diariamente a atenção dos estudantes com celulares, redes sociais, jogos digitais e uma avalanche permanente de informações. Diante dessa realidade, transmitir conteúdo deixou de ser suficiente. A escola precisa oferecer aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: relações humanas significativas, pensamento crítico, construção da identidade, convivência e desenvolvimento emocional.

[b1117] (educacao) Propomos um profunda transformação da experiência escolar, onde o professor deixa de ocupar o papel de mero transmissor de informações para tornar-se: → educacao/p32

[b1118] (educacao) • Provocador da arte de perguntar, estimulando a curiosidade e despertando a dúvida inteligente; → educacao/p32

[b1119] (educacao) • Elogiador da arte de participar, reforçando a autoestima e incentivando o engajamento; → educacao/p32

[b1120] (educacao) • Desafiador da arte de pensar, conduzindo o aluno a refletir, argumentar, criar e questionar. → educacao/p32

[b1121] (educacao) Com isso, o professor deixa de ser um “cozinheiro do conhecimento” que prepara conteúdo para alunos sem apetite, e passa a ser um formador de mentes ativas.

[b1122] (educacao) Essa mudança reduz significativamente a sobrecarga emocional do docente, pois a responsabilidade pela dinâmica da aula passa a ser compartilhada com os alunos.

[b1123] (educacao) A sala de aula deixa de ser passiva e se torna um laboratório de ideias, um ambiente de debate, um espaço de construção coletiva, um centro de pensamento crítico.

[b1124] (educacao) Os alunos deixam de ser espectadores e se tornam protagonistas, autores da própria história.

[b1126] (educacao) 4. ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL: CLUBE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO → educacao/p140

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[b1129] (educacao) A própria escola assume uma nova identidade. Em vez de ser apenas um local de permanência obrigatória, torna-se um verdadeiro clube de desenvolvimento humano, de interação, motivação e pertencimento. → educacao/p140

[b1130] (educacao) Um ambiente que os alunos desejam frequentar, pois a escola passa a integrar: → educacao/p140

[b1131] (educacao) • Espaços de oratória e debates → educacao/p82

[b1132] (educacao) • Teatro e expressão artística → educacao/p82

[b1134] (educacao) • Esportes e competições saudáveis → educacao/p82

[b1137] (educacao) • Ambientes de convivência e interação → educacao/p82

[b1139] (educacao) Essa transformação também alcança o currículo escolar. Ao lado das disciplinas tradicionais, a proposta incorpora três pilares essenciais para a formação das novas gerações: Gestão da Emoção, para desenvolver o equilíbrio psicológico, a autonomia e a capacidade de enfrentar desafios; Educação Financeira, preparando crianças e jovens para decisões responsáveis ao longo da vida; e Empreendedorismo, estimulando a criatividade, a inovação e a geração de oportunidades desde os primeiros anos da formação escolar. → educacao/p12, educacao/p50

[b1140] (educacao) A escola deixa de formar apenas candidatos ao mercado de trabalho e passa a formar criadores de soluções, líderes e empreendedores. Oficinas práticas, projetos de inovação, integração com a economia real e incentivo ao protagonismo tornam o ambiente escolar um verdadeiro laboratório de ideias, preparando os estudantes para um mundo em constante transformação. → educacao/p12

[b1141] (educacao) Acreditamos que educar vai muito além de ensinar conteúdos. Educar é formar seres humanos capazes de pensar, criar, cooperar, empreender e construir uma sociedade mais ética, inteligente e emocionalmente saudável.

[b1143] (educacao) 5. NOVO ENSINO MÉDIO: PREPARANDO JOVENS PARA A VIDA, O TRABALHO E O

[b1145] (educacao) a) Uma escola conectada ao futuro.

[p. 76]

[b1148] (educacao) O Ensino Médio precisa deixar de ser apenas uma etapa preparatória para o vestibular e tornar-se um espaço de formação técnica, para o trabalho e para a construção de projetos de futuro. Vivemos uma das maiores transformações da história da humanidade. A inteligência artificial, a robótica e as novas tecnologias estão modificando profundamente o mercado de trabalho e criando profissões que até poucos anos atrás sequer existiam.

[b1149] (educacao) Diante dessa realidade, não basta transmitir conhecimentos. Precisamos preparar nossos jovens para pensar, inovar, empreender, adaptar-se às mudanças e desenvolver competências que permanecerão relevantes mesmo diante da rápida evolução tecnológica.

[b1150] (educacao) O Novo Ensino Médio deve formar estudantes capazes de aprender continuamente, trabalhar em equipe, resolver problemas complexos, liderar projetos e transformar conhecimento em soluções para a sociedade.

[b1152] (educacao) b) Formação para a vida e para o trabalho.

[b1153] (educacao) Nosso compromisso é construir um Ensino Médio que integre formação acadêmica de qualidade com desenvolvimento humano e preparação profissional. → educacao/p111

[b1154] (educacao) Além das disciplinas tradicionais, os estudantes terão acesso a conteúdos voltados para:

[b1162] (educacao) • Desenvolvimento de projetos e liderança. → educacao/p139

[b1163] (educacao) O objetivo é formar jovens emocionalmente preparados, intelectualmente curiosos e profissionalmente competentes para enfrentar os desafios atuais.

[b1165] (educacao) c) Integração entre escola e mercado de trabalho. → educacao/p9

[p. 77]

[b1168] (educacao) O Ensino Médio deverá aproximar-se das necessidades da nova economia, fortalecendo sua integração com o ensino técnico, universidades, empresas, centros de inovação e projetos de empreendedorismo. → educacao/p73, educacao/p111, educacao/p120

[b1169] (educacao) Os estudantes serão estimulados a desenvolver projetos reais, conhecer diferentes áreas profissionais e construir seus próprios projetos de vida antes da conclusão da educação básica. → educacao/p111

[b1170] (educacao) Queremos que cada jovem saia da escola preparado para escolher seu caminho: ingressar na universidade, iniciar uma atividade profissional ou criar seu próprio negócio. → educacao/p111

[b1172] (educacao) d) A cultura empreendedora nas escolas. → educacao/p12

[b1173] (educacao) O empreendedorismo deixará de ser compreendido apenas como abertura de empresas. Será tratado como uma competência humana. → educacao/p12

[b1174] (educacao) Empreender significa desenvolver criatividade, iniciativa, capacidade de resolver problemas, assumir responsabilidades, trabalhar em equipe e transformar desafios em oportunidades. → educacao/p12

[b1175] (educacao) A escola deverá incentivar projetos práticos, laboratórios de inovação, desafios colaborativos e experiências que despertem o protagonismo juvenil. → educacao/p84

[b1177] (educacao) e) Cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento. → educacao/p52

[b1178] (educacao) Também propomos a inclusão do ensino do cooperativismo como instrumento de cidadania, desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. → educacao/p52

[b1179] (educacao) Os estudantes aprenderão que crescer coletivamente é tão importante quanto crescer individualmente e que a cooperação representa um dos caminhos mais eficientes para fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento sustentável. → educacao/p52

[b1181] (educacao) j) Formar protagonistas do futuro

[b1182] (educacao) O Novo Ensino Médio não será apenas uma mudança curricular. Será uma mudança de mentalidade.

[b1183] (educacao) Queremos formar jovens que não sejam apenas candidatos a um emprego, mas autores de soluções, criadores de oportunidades, líderes conscientes e cidadãos preparados para construir um Brasil mais inovador, empreendedor e socialmente responsável.

[p. 78]

[b1186] (educacao) 6. REPENSANDO AS UNIVERSIDADES: DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL À

[b1187] (educacao) PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E RIQUEZA

[b1188] (educacao) As universidades brasileiras precisam ser protagonistas do desenvolvimento nacional. Durante décadas, sua principal missão foi formar profissionais. Essa missão continua essencial, mas já não é suficiente para responder aos desafios da nova economia.

[b1189] (educacao) Precisamos construir uma nova geração de universidades: universidades que ensinam, pesquisam, inovam e transformam conhecimento em desenvolvimento para o país.

[b1190] (educacao) A universidade do futuro será, antes de tudo, uma instituição que ensina com excelência, formando profissionais tecnicamente preparados, intelectualmente curiosos e comprometidos com a transformação da sociedade.

[b1191] (educacao) Fortalecer a capacidade de pesquisa das universidades, ampliando as ações da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPQ

[b1192] (educacao) (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A produção científica deve deixar de ser uma atividade isolada para tornar-se um dos principais motores do desenvolvimento nacional. Precisamos ampliar os investimentos em pesquisa, fortalecer nossos pesquisadores e criar um ambiente que estimule a criatividade, a investigação científica e a busca permanente por soluções para os grandes desafios do Brasil.

[b1193] (educacao) Também queremos uma universidade que empreende. Os campi universitários devem tornar-se ambientes de inovação, com incubadoras, laboratórios tecnológicos, centros de pesquisa aplicada e programas de incentivo à criação de startups. O conhecimento produzido nas universidades deve gerar empresas, empregos, novas tecnologias e oportunidades para as futuras gerações. → educacao/p15, industria-ciencia/p14

[b1194] (educacao) Da mesma forma, precisamos construir uma universidade que produz patentes. O Brasil possui pesquisadores talentosos e inúmeras descobertas científicas que, muitas vezes, permanecem restritas às publicações acadêmicas. Nosso objetivo é estimular o registro de patentes, fortalecer a cultura da propriedade intelectual e ampliar a transferência de tecnologia para o setor produtivo, transformando conhecimento em inovação de impacto. → educacao/p15

[p. 79]

[b1198] (educacao) Por fim, queremos uma universidade que gera riqueza para a sociedade. A ciência deve contribuir para o crescimento econômico, aumentar a competitividade do país e melhorar a qualidade de vida da população. Defendemos mecanismos que valorizem a produção intelectual dos pesquisadores e estimulem sua participação nos resultados econômicos das inovações desenvolvidas, aproximando universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada. → educacao/p15

[b1199] (educacao) O Brasil possui inteligência, criatividade e capacidade científica para ocupar posição de destaque no cenário mundial. O que precisamos é transformar nossas universidades em verdadeiros ecossistemas de inovação, onde ensinar, pesquisar, empreender e gerar riqueza deixem de ser atividades separadas para tornar-se parte de uma mesma missão: construir um país mais desenvolvido, competitivo e preparado para os desafios do futuro. → educacao/p15

[b1201] (educacao) "A universidade do futuro não deve apenas formar profissionais. Deve formar pesquisadores, criar startups, produzir patentes e transformar conhecimento em riqueza para a sociedade."

[p. 81]

[b1260] (educacao) 1. METODOLOGIA PSICOATIVA DE INCLUSÃO

[b1261] (educacao) O coração pedagógico do projeto será a Metodologia Psicoativa, fundada em três movimentos simples e profundos, preconizados pelo Dr. Augusto Cury: → educacao/p32

[b1262] (educacao) • Provocar a arte de perguntar. O professor deixa de ser apenas transmissor de informações e provoca perguntas. O aluno com TDAH, autismo, dislexia ou qualquer outra característica não será censurado por pensar ou aprender de maneira diferente; será estimulado a transformar curiosidade em conhecimento. → educacao/p32

[b1264] (educacao) • Desafiar a arte de pensar. Menos educação baseada exclusivamente em repetição e mais resolução de problemas, hipóteses, debates, criatividade e → educacao/p32

[p. 82]

[b1267] (educacao) pensamento crítico. Não devemos querer produzir alunos que sejam depósitos de informações, mas seres humanos capazes de construir respostas diante do desconhecido. → educacao/p32

[b1269] (educacao) • Elogiar a arte de participar. O professor não elogiará apenas quem acerta. → educacao/p32

[b1270] (educacao) Valorizará quem pergunta, tenta, coopera, argumenta, cria e participa. Um aluno neurodivergente que tem dificuldade numa determinada área poderá revelar extraordinárias habilidades em outra. O elogio saudável à participação combate a cultura da comparação e fortalece o sentimento de pertencimento. → educacao/p32

[b1272] (educacao) 2. SALA DE AULA NEUROINCLUSIVA → educacao/p62

[b1273] (educacao) Cada escola deverá possuir um Plano de Inclusão e Desenvolvimento, permitindo adaptações pedagógicas de acordo com as necessidades funcionais do estudante: diferentes formas de apresentação de conteúdos, períodos adequados de concentração, recursos visuais e tecnológicos, atividades colaborativas e diferentes maneiras de demonstrar aprendizagem. → educacao/p62

[b1274] (educacao) A escola regular continuará sendo o espaço central de convivência. O Atendimento → educacao/p62

[b1276] (educacao) Especializado será complementar, e os estudantes que comprovadamente necessitarem deverão ter acesso ao apoio especializado previsto na legislação. A Lei nº 12.764 já assegura acompanhante especializado à pessoa com TEA em classes comuns quando houver necessidade comprovada. A política também dialogará com a atual Política Nacional de Educação Especial → educacao/p62

[b1277] (educacao) Inclusiva, estruturada nacionalmente pelo MEC- Ministério da Educação e Culturan. → educacao/p85

[b1280] (educacao) Não haverá inclusão verdadeira sem valorizar e preparar o professor. Será criado um grande Programa Nacional de Formação em Neurodiversidade e Gestão da Emoção, presencial e digital, para professores, coordenadores e gestores escolares. → educacao/p31, educacao/p33

[b1281] (educacao) A formação incluirá identificação de sinais que mereçam avaliação profissional — sem transformar professores em diagnosticadores —, estratégias pedagógicas para TEA, TDAH e transtornos de aprendizagem, manejo da diversidade em sala, → educacao/p33

[p. 83]

[b1284] (educacao) comunicação com famílias, prevenção do bullying e ferramentas de gestão da emoção. → educacao/p33

[b1285] (educacao) A Lei nº 14.254/2021 já determina acompanhamento integral para alunos com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem, incluindo identificação precoce, encaminhamento, apoio educacional e formação continuada de professores. (Presidência da República⁠) O projeto transformará esse princípio legal em uma grande política de implementação nacional. → educacao/p33

[b1287] (educacao) 4. ESCOLA PROTETORA DA SAÚDE MENTAL → educacao/p57

[b1288] (educacao) A neuroinclusão não poderá caminhar separadamente da saúde mental. Toda escola participante desenvolverá ações permanentes para prevenção da ansiedade excessiva, bullying, isolamento social e comportamentos de autoagressão, além de promover respeito às diferenças e resolução saudável de conflitos. → educacao/p58

[b1289] (educacao) O professor aprenderá técnicas simples de Gestão da Emoção para estimular o estudante a não ser escravo dos próprios pensamentos, desenvolver consciência crítica e pedir ajuda quando estiver sofrendo. Casos que necessitem avaliação serão encaminhados para profissionais qualificados das redes de saúde e proteção. A escola acolhe, identifica sinais e encaminha; não substitui médicos, psicólogos ou demais profissionais especializados. → educacao/p33, educacao/p86

[b1291] (educacao) 5. REDE INTEGRADA: ESCOLA + FAMÍLIA + SAÚDE → educacao/p65

[b1292] (educacao) Cada município organizará uma Rede Neuroinclusiva, conectando escola, família, atenção básica de saúde, assistência social e serviços especializados. O objetivo será diminuir a peregrinação das famílias entre diferentes instituições e facilitar identificação precoce, acompanhamento e continuidade educacional. → educacao/p65

[b1293] (educacao) Famílias também receberão orientação. Pais não devem ser culpados, professores não devem ser abandonados e alunos não devem ser transformados em diagnósticos ambulantes. A pessoa vem antes do transtorno, da síndrome ou da dificuldade de aprendizagem. → educacao/p65

[b1295] (educacao) 6. MAPA NACIONAL DA NEURODIVERSIDADE → educacao/p64

[p. 84]

[b1299] (educacao) O Governo Federal, em parceria com IBGE, MEC e Ministério da Saúde, deverá aperfeiçoar os levantamentos nacionais sobre: → educacao/p64

[b1302] (educacao) • Dislexia e outros transtornos de aprendizagem; → educacao/p64

[b1303] (educacao) • Altas habilidades/superdotação;

[b1304] (educacao) • Evasão e desempenho escolar; → educacao/p64

[b1306] (educacao) • Acesso ao atendimento educacional especializado; → educacao/p63, educacao/p64

[b1307] (educacao) • Necessidade de profissionais de apoio. → educacao/p64

[b1308] (educacao) Os dados serão anonimizados e utilizados para planejamento, nunca para discriminar estudantes. → educacao/p64

[b1311] (educacao) O programa deverá alcançar progressivamente todas as redes públicas de educação básica, estabelecer formação continuada de professores, criar protocolos de inclusão em cada escola e desenvolver indicadores objetivos de redução de evasão, bullying e exclusão, além de acompanhar aprendizagem, participação e bem-estar dos estudantes. → educacao/p87

[b1312] (educacao) A avaliação do projeto não perguntará apenas quantos alunos passaram de ano, mas também: quantos passaram a participar? Quantos deixaram de sofrer silenciosamente? Quantos descobriram habilidades que a escola tradicional jamais enxergaria? → educacao/p87

[b1314] (educacao) Princípio do Projeto: Uma mente diferente não é uma mente inferior.

[b1316] (educacao) Na escola do século XXI, o professor não será apenas alguém que transmite conhecimento. Será um artesão de mentes: provocará a arte de perguntar, desafiará a arte de pensar e elogiará a arte de participar. Quando fizermos isso, não estaremos construindo uma escola apenas para neurodivergentes.

[b1317] (educacao) Construiremos uma escola mais inteligente, humana e saudável para todos os alunos brasileiros.

[p. 91]

[b1444] (educacao) Nas escolas, promoveremos ações educativas sobre: → educacao/p61

[b1447] (educacao) • Pensamento crítico diante das redes sociais; → educacao/p61

[b1448] (educacao) • Filtros e manipulação digital de imagens; → educacao/p88

[b1450] (educacao) • Prevenção do bullying e cyberbullying; → educacao/p88

[p. 92]

[b1461] (educacao) Desenvolveremos políticas de educação emocional e cidadania digital envolvendo escolas, famílias, profissionais da saúde e sociedade civil, com estratégias de prevenção ao sofrimento emocional, automutilação, bullying, cyberbullying e outras situações de vulnerabilidade. → educacao/p57, educacao/p61

[b1462] (educacao) Queremos formar jovens capazes de utilizar a tecnologia sem se tornarem emocionalmente escravizados por ela.

[b1464] (educacao) 9. EDUCAÇÃO PARA O RESPEITO E CULTURA DE PAZ

[b1467] (educacao) Desenvolveremos programas educacionais voltados ao respeito mútuo, à dignidade humana, à cultura de paz, à resolução pacífica de conflitos, à prevenção da violência e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais. → educacao/p58

[b1468] (educacao) Meninos precisam aprender que força não significa violência e as meninas precisam aprender que amor não significa submissão. Todos precisam compreender que ninguém é propriedade de ninguém.

[p. 98]

[b1599] (educacao) b) A Escola de Empreendedorismo

[b1601] (educacao) • Gestão da emoção aplicada ao empreendedorismo; → educacao/p89

[p. 135]

[b2559] (educacao) 4.10. COOPERATIVAS DE EDUCAÇÃO E HABITAÇÃO

[b2560] (educacao) Serão incentivadas cooperativas educacionais, escolas comunitárias, centros de formação técnica e programas voltados ao empreendedorismo coletivo. → educacao/p90

[b2561] (educacao) A educação cooperativista deve começar nas escolas. → educacao/p52

[b2562] (educacao) As novas gerações precisam compreender que colaborar não significa deixar de competir, mas aprender a competir com ética, inteligência e responsabilidade social. → educacao/p52

[b2563] (educacao) Também serão estimuladas cooperativas habitacionais, capazes de organizar a compra de terrenos, a construção de moradias e o planejamento de comunidades a custos mais acessíveis.

[p. 137]

[b2603] (educacao) Também será desenvolvido um programa nacional de educação cooperativista, incluindo conteúdos nas escolas, universidades e cursos técnicos. → educacao/p52

[b2604] (educacao) Não basta criar cooperativas. É preciso formar cooperados preparados para gerir, inovar, cooperar e tomar decisões coletivas. → educacao/p91

[p. 195]

[b4224] (educacao) 3. ESCOLA DE PENSADORES (SOFT – School of Thinkers)

[b4225] (educacao) Idealizador do programa Escola de Pensadores – método SOFT (School of Thinkers), que propõe rever a pedagogia expositiva/cartesiana/clássica da educação.

[p. 196]

[b4228] (educacao) No SOFT, o professor deixa de ser um expositor cartesiano, emocionalmente frio, para se tornar:

[b4230] (educacao) • provocador da arte de perguntar,

[b4232] (educacao) • desafiador da arte de pensar,

[b4233] (educacao) • elogiador da arte de participar.

[b4234] (educacao) O resultado é uma sala de aula que deixa de ser um cenário passivo e se converte em um espetáculo cognitivo e emocional, capaz de formar pensadores e não repetidores.

[b4235] (educacao) O SOFT apresenta um modelo singular e disruptivo, com impacto direto em amplitude e escopo filosófico.

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