Augusto Cury — texto do programa sobre Estado, instituições e democracia (Presidente, 2026)

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[b215] (instituicoes) Uma das tragédias mais perigosas de nossa sociedade é a idolatria política. Quando alguém transforma líderes em figuras quase sagradas, desliga mecanismos saudáveis de crítica. Toda idolatria produz cegueira emocional. Nenhum governante é impecável. Nenhuma corrente política possui monopólio da virtude. Todos os sistemas humanos possuem limitações. Mas o fanático precisa acreditar que seu grupo representa o bem absoluto. Essa divisão simplista entre heróis e vilões destrói a maturidade democrática.

[b216] (instituicoes) Observe o comportamento das multidões ao longo da história. Povos inteiros já foram conduzidos ao ódio coletivo. Regimes totalitários manipularam emoções de massas. Jovens foram treinados para perseguir opositores. Intelectuais justificaram barbaridades em nome de ideologias supostamente superiores. O ser humano emocionalmente capturado perde capacidade de empatia. E quando a empatia desaparece, atrocidades tornam-se possíveis.

[b219] (instituicoes) Por isso afirmo algo que pode parecer duro: muitos acreditam que são livres politicamente, mas apenas trocaram uma prisão por outra. Saíram da prisão da censura institucional e entraram na prisão psicológica das bolhas digitais. A verdadeira liberdade começa quando alguém consegue discordar do próprio grupo sem medo. Quando consegue questionar líderes admirados. Quando possui coragem de pensar além das narrativas dominantes.

[b222] (instituicoes) Precisamos formar pensadores e não apenas repetidores ideológicos. O futuro da democracia dependerá menos da tecnologia e mais da capacidade emocional de

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[b225] (instituicoes) administrar diferenças sem destruir pessoas. A humanidade sobreviverá não quando todos pensarem igual, mas quando aprenderem a discordar sem se odiar.

[b230] (instituicoes) A BELEZA DA DEMOCRACIA ESTÁ NA DIVERGÊNCIA: A UNANIMIDADE SÓ É META

[b232] (instituicoes) Depois de estudar profundamente a mente humana, a história das civilizações e os bastidores emocionais das ideologias, inclusive escrevendo mais de 700 páginas sobre a personalidade, marketing de massa e ferramentas de manipulação do maior psicopata da história, Adolfo Hitler, cheguei a uma conclusão poderosa: sem autonomia e protagonismo seremos escravos vivendo em sociedades livres. Como autônomos e cidadãos livres não precisamos escolher entre sensibilidade social e responsabilidade econômica. Precisamos das duas. Precisamos do coração da justiça social e da mente da sustentabilidade econômica. Precisamos unir compaixão e produtividade. Precisamos construir uma síntese inteligente. O radicalismo floresce no mundo todo e não apenas no Brasil e as causas são múltiplas: intoxicação digital, excesso de compromissos, senso de urgência, excesso de informações (provavelmente as crianças de sete anos nos dias atuais tenham mais informações que imperadores romanos), educação cartesiana ou racionalista. Tudo isto aumenta os níveis de ansiedade e abaixa o limiar para suportar frustrações, fomentando não uma polarização saudável, mas insana, cruel, infantil.

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[b239] (instituicoes) Por isso rejeito radicalismos. O radicalismo de esquerda frequentemente demoniza o mercado. O radicalismo de direita frequentemente despreza vulneráveis. Ambos adoecem quando perdem equilíbrio. O primeiro pode sufocar liberdade e inovação.

[b240] (instituicoes) O segundo pode transformar o ser humano em peça descartável da engrenagem econômica. Precisamos transcender essa guerra emocional infantilizada.

[b242] (instituicoes) Alguns acreditam que unir valores sociais da esquerda com pilares econômicos da direita seria incoerência. Não é incoerência. É maturidade. O equilíbrio não é neutralidade morna. O equilíbrio exige inteligência sofisticada. Um piloto equilibrado não abandona convicções. Apenas aprende a administrar forças diferentes sem destruir a aeronave. Uma sociedade madura precisa fazer o mesmo.

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[b247] (instituicoes) A democracia depende dessa capacidade de síntese. Quando sociedades se radicalizam excessivamente, tornam-se emocionalmente instáveis. O ódio cresce. A escuta desaparece. As instituições enfraquecem. O extremista não deseja construir consensos. Deseja destruir opositores. Mas países não sobrevivem sustentados apenas por metade de sua população. Uma nação saudável precisa integrar diferenças.

[b248] (instituicoes) A política precisa abandonar a lógica do inimigo permanente. Precisamos substituir a cultura do ataque pela cultura dos projetos. O Brasil está cansado de guerras ideológicas. O povo quer segurança, emprego, estabilidade emocional e esperança.

[b249] (instituicoes) Quer líderes capazes de dialogar. Quer menos agressividade e mais soluções concretas. A sociedade não suporta mais ser tratada como torcida organizada emocional.

[b250] (instituicoes) A síntese entre o melhor da esquerda e o melhor da direita exige uma mente multifocal. A mente linear escolhe lados como se a realidade fosse simples. A mente multifocal entende que a vida é complexa, contraditória, dinâmica e profundamente humana.

[b252] (instituicoes) A ferramenta prática aqui é o filtro da tríplice pergunta: esta proposta protege a dignidade humana? Esta proposta é economicamente sustentável? Esta proposta pacífica ou radicaliza a sociedade? Se uma política pública não passa por essas três perguntas, ela pode ser emocionalmente sedutora, mas socialmente perigosa. → estado-instituicoes/p73

[b253] (instituicoes) Defendo uma política baseada em projetos e não em ataques pessoais. O Brasil está cansado de guerras ideológicas estéreis. A população quer emprego, segurança, estabilidade econômica, educação de qualidade e saúde física e emocional. → estado-instituicoes/p112

[b254] (instituicoes) Uma política firme nas convicções, mas elegante no diálogo. O futuro pertence aos construtores de pontes. Os extremistas produzirão barulho momentâneo,

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[b257] (instituicoes) mas somente os conciliadores inteligentes deixarão legado duradouro para as próximas gerações.

[b258] (instituicoes) O COLAPSO EMOCIONAL DAS DEMOCRACIAS

[b259] (instituicoes) As democracias modernas, na era digital, estão emocionalmente adoecidas. Nunca tivemos tantos avanços tecnológicos, tanto acesso à informação e tantas oportunidades de comunicação. Ainda assim, milhões de pessoas vivem ansiosas, irritadas e emocionalmente exaustas. A política deixou de ser apenas uma disputa de ideias. Tornou-se um espetáculo emocional permanente. Líderes descobriram que o medo mobiliza multidões. Descobriram que a indignação gera engajamento.

[b260] (instituicoes) Descobriram que o ódio pode ser transformado em combustível eleitoral, produzindo engajamento, likes e monetização.

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[b269] (instituicoes) Até lá, inenarráveis injustiças continuarão a ser cometidas. Como sempre afirmei, o poder e a fama podem comprometer a saúde mental e sequestrar a lucidez dos líderes, que acreditam ser plenamente livres, mas que, em diferentes níveis, encontram-se mentalmente encarcerados.

[b272] (instituicoes) As democracias começaram então a produzir cidadãos emocionalmente exaustos.

[b273] (instituicoes) Pessoas passaram a viver em estado constante de alerta psicológico. O opositor político deixou de ser apenas alguém com ideias diferentes. Passou a ser visto como ameaça existencial. Essa percepção cria ansiedade coletiva. E sociedades ansiosas tornam-se facilmente manipuláveis.

[b274] (instituicoes) Hannah Arendt alertou que regimes autoritários frequentemente crescem em ambientes emocionalmente fragilizados. Quando multidões perdem confiança nas instituições e vivem dominadas pelo medo, tornam-se vulneráveis a discursos simplificadores. O autoritário promete segurança emocional imediata. Oferece inimigos claros. Promete respostas rápidas para problemas complexos. E multidões cansadas emocionalmente frequentemente aceitam abrir mão da liberdade em troca de sensação de proteção.

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[b280] (instituicoes) As democracias não entrarão em colapso apenas por crises econômicas. Podem colapsar por esgotamento emocional coletivo. Uma população permanentemente irritada perde capacidade de cooperação. O diálogo desaparece. A confiança institucional enfraquece. A política se transforma em guerra psicológica contínua. E sem confiança mínima entre cidadãos, nenhuma democracia permanece saudável por muito tempo.

[b282] (instituicoes) Precisamos urgentemente compreender que a democracia não sobrevive apenas de eleições. Sobrevive de maturidade emocional. Sobrevive da capacidade de administrar diferenças sem destruir pessoas. Sobrevive da habilidade de

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[b285] (instituicoes) transformar adversários em interlocutores. O futuro das nações dependerá menos da força militar e mais da inteligência coletiva de seus cidadãos.

[b286] (instituicoes) O colapso emocional das democracias é alimentado pela Síndrome do Pensamento

[b287] (instituicoes) Acelerado. A mente hiperestimulada perde profundidade. O cidadão cansado emocionalmente reage com raiva, medo e intolerância. A democracia precisa de urnas, instituições e leis, mas também precisa de serenidade psíquica.

[b288] (instituicoes) A ferramenta deste capítulo é a higiene mental democrática: reduzir intoxicação digital, praticar silêncio reflexivo, contemplar o belo, ouvir antes de julgar e proteger a emoção contra estímulos tóxicos. Uma democracia ansiosa pode eleger seus próprios carcereiros emocionais.

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[b335] (instituicoes) O Brasil adoeceu emocionalmente. Não apenas economicamente, politicamente ou institucionalmente. Adoeceu na forma de enxergar o outro. O debate público foi contaminado pelo ódio. A agressividade tornou-se espetáculo. A humilhação virou entretenimento digital. Muitos brasileiros já não conseguem discordar sem destruir relacionamentos. Amigos se afastaram. Famílias se dividiram. O país começou a agir como se estivesse em guerra civil emocional silenciosa.

[b336] (instituicoes) Nenhuma nação se torna grande sustentada pelo ressentimento permanente. O ressentimento pode mobilizar multidões temporariamente, mas não constrói civilizações maduras. Países fortes são construídos por pessoas capazes de cooperar apesar das diferenças. O Brasil precisa reaprender a dialogar. Precisamos substituir o desejo de destruir adversários pela disposição de construir soluções.

[b337] (instituicoes) A política brasileira também foi contaminada pela lógica do espetáculo emocional.

[b338] (instituicoes) Muitos líderes descobriram que ataques pessoais produzem mais visibilidade que projetos concretos. O problema é que uma sociedade alimentada continuamente por conflitos emocionais entra em esgotamento psicológico coletivo. O povo

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[b341] (instituicoes) começa a perder esperança. E quando uma população perde esperança, abre-se espaço para radicalismos perigosos.

[b349] (instituicoes) Defendo também uma cultura nacional de pacificação. Não uma pacificação morna ou covarde, mas uma pacificação inteligente. Convicção não exige agressividade. É possível defender ideias firmemente sem humilhar pessoas. É possível discordar sem odiar. O Brasil precisa de líderes que desarmem emocionalmente a sociedade e não que alimentem tensões continuamente. → estado-instituicoes/p112

[b350] (instituicoes) Sonho com um Brasil onde a política volte a servir pessoas. Onde jovens tenham esperança. Onde empresários possam produzir com segurança. Onde professores sejam valorizados. Onde a democracia seja fortalecida pelo diálogo e não ameaçada

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[b353] (instituicoes) pelo fanatismo. O futuro do Brasil dependerá da nossa capacidade de abandonar o extremismo e reconstruir a inteligência coletiva da nação.

[b355] (instituicoes) Ao longo de várias décadas escutando a dor dos outros e construindo conhecimento sobre a complexa fronteira dos pensamentos e a formação da personalidade humana, descritas em mais de 70 livros, estou convicto de que precisamos aprender que a República precisa ser sustentada por cidadãos éticos. Precisamos nos alertar contra líderes que manipulam ressentimentos. Precisamos ser chamados à autenticidade nacional: que Brasil queremos ser? Precisamos ser lembrados que uma nação sem propósito coletivo adoece. Precisamos nos inspirar a compreender que a verdadeira grandeza de um povo está em sua capacidade de amar, perdoar e reconstruir.

[b359] (instituicoes) Cheguei ao final desta jornada intelectual e emocional com uma convicção ainda mais forte: a humanidade não sobreviverá se continuar transformando diferenças em guerras permanentes. Precisamos urgentemente compreender que estamos todos no mesmo barco. Não existem dois oceanos separados. Não existe um planeta para a direita e outro para a esquerda. Existe apenas uma humanidade e um Brasil, compartilhando o mesmo destino.

[b360] (instituicoes) O radicalismo produz ilusão de força. O extremista parece poderoso porque grita alto, aponta inimigos e oferece respostas simplificadas. Mas o grito raramente resolve problemas complexos. A história mostra que sociedades sustentadas pelo

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[b363] (instituicoes) ódio acabam ferindo a si mesmas. O fanatismo destrói exatamente aquilo que afirma proteger.

[b364] (instituicoes) Precisamos reaprender uma arte profundamente esquecida: a arte de discordar com dignidade. Democracia não significa ausência de conflito. Significa capacidade civilizada de administrar conflitos sem destruir pessoas. Quando cidadãos deixam de enxergar humanidade nos adversários, a democracia começa lentamente a morrer.

[b365] (instituicoes) Aprendi ao longo da vida que nenhuma ideologia consegue explicar completamente a complexidade humana. O ser humano é paradoxal. Possui generosidade e egoísmo. Inteligência e impulsividade. Capacidade de amar e de destruir. Por isso desconfio profundamente de discursos que prometem soluções absolutas. Toda visão simplista da humanidade costuma produzir tragédias sofisticadas.

[b366] (instituicoes) A esquerda trouxe ao mundo reflexões importantes sobre desigualdade, dignidade humana e proteção social. A direita lembrou a importância da liberdade econômica, da responsabilidade individual e da estabilidade institucional. Ambas tocaram necessidades reais da civilização. Ambas também cometeram excessos quando abandonaram equilíbrio e humildade intelectual.

[b370] (instituicoes) As futuras gerações precisarão aprender que adversários políticos não são inimigos existenciais. Precisarão construir pontes entre diferentes formas de pensar.

[b371] (instituicoes) Precisarão compreender que nenhuma sociedade sobrevive quando metade da população deseja destruir a outra metade.

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[b374] (instituicoes) A humanidade precisa urgentemente de líderes pacificadores. Líderes capazes de defender convicções sem estimular ódio. Líderes que valorizem projetos mais do que ataques pessoais. Líderes que compreendam que governar não é alimentar guerras emocionais, mas proteger pessoas e construir futuro.

[b375] (instituicoes) Deixo aqui, uma pergunta profundamente simples: quando nossos filhos olharem para nossa geração, verão construtores de pontes ou incendiários emocionais? O futuro responderá. Mas ainda há tempo de escolhermos. Ainda há tempo de desacelerar o ódio. Ainda há tempo de reconstruir a inteligência coletiva. Ainda há tempo de lembrar que estamos todos no mesmo barco. E esse barco precisa voltar a navegar com sabedoria, coragem, liberdade, justiça social e humanidade.

[b381] (instituicoes) A democracia do futuro dependerá profundamente da gestão da emoção. Uma população emocionalmente desequilibrada pode destruir suas próprias instituições. Uma sociedade dominada pelo medo torna-se vulnerável ao autoritarismo. Uma juventude sem esperança torna-se presa fácil de radicalismos.

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[b472] (administracao_publica) O Estado brasileiro precisa tornar-se mais eficiente, moderno e orientado para resultados. Uma ampla reforma administrativa buscará simplificar estruturas, eliminar sobreposições de funções, modernizar carreiras públicas, valorizar os servidores competentes e criar mecanismos permanentes de avaliação de desempenho. O objetivo será promover maior eficiência na gestão pública e elevar a qualidade dos serviços prestados à população, preservando direitos e valorizando aqueles que contribuem para a construção de um Estado mais eficiente e comprometido com o cidadão. → estado-instituicoes/p27, estado-instituicoes/p75, estado-instituicoes/p76, estado-instituicoes/p80, estado-instituicoes/p115, ambiente-energia/p22

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[b491] (administracao_publica) Nosso objetivo será transformar o Brasil em referência mundial em governo digital. → estado-instituicoes/p132

[b492] (administracao_publica) Serviços públicos deverão estar disponíveis em plataformas integradas, reduzindo filas, papelada, deslocamentos e tempo perdido pelo cidadão. O Estado deverá funcionar na velocidade da sociedade digital. → estado-instituicoes/p132

[b494] (administracao_publica) b) Avaliação permanente das políticas públicas

[b495] (administracao_publica) Todo programa governamental deverá ser continuamente avaliado por indicadores transparentes capazes de gerar ações mais eficazes que beneficiam a população brasileira. Políticas eficientes serão fortalecidas; aquelas que não produzirem resultados concretos serão corrigidas ou substituídas. Governar exige coragem para medir resultados e humildade para corrigir erros. → estado-instituicoes/p32

[b497] (administracao_publica) c) Metas para todos os ministérios

[b498] (administracao_publica) Cada ministério terá metas anuais claras, mensuráveis e públicas. Os ministros prestarão contas periodicamente à sociedade sobre os resultados alcançados. A → estado-instituicoes/p30

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[b501] (administracao_publica) administração pública deve adotar os princípios da boa gestão empresarial, baseada em planejamento, indicadores e transparência. → estado-instituicoes/p30

[b503] (administracao_publica) d) Inteligência Artificial contra desperdícios e corrupção

[b504] (administracao_publica) Maior aprimoramento da Inteligência Artificial para identificar fraudes, desperdícios, sobrepreços, pagamentos irregulares e ineficiências administrativas. Sistemas inteligentes poderão cruzar bilhões de dados em poucos segundos, protegendo os recursos públicos e fortalecendo a transparência. → estado-instituicoes/p20

[b506] (administracao_publica) e) Modernização da administração pública → estado-instituicoes/p89

[b507] (administracao_publica) A automação e integração entre órgãos públicos reduzirão custos, aumentarão a produtividade e melhorarão o atendimento ao cidadão. A tecnologia será uma aliada permanente da eficiência do Estado. → estado-instituicoes/p132

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[b866] (instituicoes) 16. REFORMA POLÍTICA E INSTITUCIONAL

[b867] (instituicoes) a) Implantação do semipresidencialismo

[b868] (instituicoes) Propomos a adoção de um modelo semipresidencialista, no qual o Presidente da República compartilha a condução do governo com um Primeiro-Ministro escolhido a partir da maioria parlamentar. Esse modelo busca maior estabilidade política, eficiência administrativa e redução de crises institucionais. → estado-instituicoes/p7

[b870] (instituicoes) b) Reforma do sistema político

[b871] (instituicoes) O sistema político será modernizado para reduzir a fragmentação partidária, fortalecer a governabilidade e aumentar a representatividade. Serão discutidas medidas como cláusulas de desempenho mais rigorosas, maior transparência partidária e aprimoramento do sistema eleitoral. → estado-instituicoes/p1, estado-instituicoes/p9, estado-instituicoes/p93, estado-instituicoes/p120

[b876] (administracao_publica) d) Modernização do Estado brasileiro

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[b879] (administracao_publica) O Estado será reorganizado para se tornar mais eficiente, digital, transparente e orientado a resultados. A burocracia excessiva será reduzida, e os serviços públicos serão integrados por meio de plataformas digitais. → estado-instituicoes/p21

[b881] (instituicoes) e) Participação popular e democracia digital

[b882] (instituicoes) Ampliaremos mecanismos de participação direta da população nas decisões públicas por meio de ferramentas digitais seguras, consultas públicas ampliadas e plataformas de transparência ativa, fortalecendo a democracia participativa. → estado-instituicoes/p59, estado-instituicoes/p66, estado-instituicoes/p67, estado-instituicoes/p70, estado-instituicoes/p131

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[b919] (instituicoes) O Brasil está dramaticamente dividido e radicalmente polarizado, onde as famílias não conversam mais sobre política sem se digladiar. Promoveremos valores de respeito, diálogo, tolerância e convivência democrática entre partidos conservadores e progressistas, fortalecendo a coesão social e reduzindo conflitos. → estado-instituicoes/p112

[b925] (administracao_publica) b) Estado eficiente e sociedade forte

[b926] (administracao_publica) Defendemos um Estado moderno, eficiente e transparente, aliado a uma sociedade ativa, participativa e empreendedora.

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[b946] (instituicoes) O Brasil precisa modernizar seu sistema de governo, reduzindo a excessiva concentração de responsabilidades no Presidente da República e criando mecanismos mais eficientes de governabilidade. → estado-instituicoes/p7

[b947] (instituicoes) No modelo semipresidencialista que propomos, o Presidente da República continuará sendo a grande autoridade de Estado, responsável pelas funções estratégicas definidas constitucionalmente, enquanto o Primeiro-Ministro assumirá a condução da administração do governo, apoiado pela maioria parlamentar. → estado-instituicoes/p7

[b948] (instituicoes) O Primeiro-Ministro deverá ser um gestor público altamente qualificado e dependerá da confiança da maioria parlamentar para permanecer no cargo. Se perder as condições políticas ou administrativas para governar, poderá ser substituído pelos mecanismos constitucionais previstos, sem submeter o país a prolongadas crises institucionais. → estado-instituicoes/p7

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[b1933] (instituicoes) Nenhum projeto será simplesmente imposto de Brasília. Será criado em cada território participante um Conselho Comunitário de Transformação, com participação dos moradores e representação plural da comunidade. → estado-instituicoes/p71

[b1934] (instituicoes) Antes de grandes intervenções haverá diagnóstico técnico, apresentação pública do projeto, mecanismos de participação dos moradores, transparência dos custos e canais de contestação. → estado-instituicoes/p71

[b1935] (instituicoes) Os moradores precisam conhecer o que será feito, quanto custará, quem executará, quando ficará pronto e quem fiscalizará.

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[b1948] (administracao_publica) Todo o programa deverá funcionar com transparência digital.

[b1949] (administracao_publica) Cada comunidade terá um painel público mostrando: valor destinado; obras contratadas; empresas responsáveis; cronograma; percentual executado; recursos liberados e resultados alcançados. → estado-instituicoes/p63

[b1950] (administracao_publica) Os contratos serão integrados aos mecanismos de controle existentes.

[b1951] (administracao_publica) Inteligência artificial poderá ajudar a identificar superfaturamento, empresas relacionadas, atrasos injustificados, alterações suspeitas de contratos e outras anomalias. → estado-instituicoes/p20

[b1952] (administracao_publica) A população será fiscal do programa.

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[b3044] (instituicoes) Nossa visão é que o Presidente de uma nação não é — ou não deveria ser — o mais poderoso, o mais famoso ou o mais aplaudido, mas o maior empregado da sociedade, contratado pelo voto e remunerado por milhões de contribuintes para servi-los da melhor maneira possível, com prazo determinado para deixar o cargo.

[b3045] (instituicoes) Sou contra a reeleição, pois considero que ela seja uma das fontes da corrupção. → estado-instituicoes/p3

[b3046] (instituicoes) Sempre haverá, na trajetória de uma nação, líderes mais preparados, mais criativos e com novas ideias para conduzir o barco chamado país. A busca pela autoperpetuação no poder é um dos defeitos da personalidade humana.

FIM — 89 blocos neste arquivo.