Augusto Cury — texto do programa sobre Relações exteriores e defesa (Presidente, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 191 blocos do programa de Augusto Cury, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017104778). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-exterior-defesa).

[p. 41]

[b549] (relacoes_exteriores) f) Cinco Corredores Estratégicos de Exportação → agricultura/p60, agricultura/p116

[b550] (relacoes_exteriores) Criaremos cinco Corredores Estratégicos de Exportação, distribuídos pelas macrorregiões brasileiras, por exemplo, no Ceará, na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, e articulados a portos, aeroportos, ferrovias e centros de armazenagem. Haverá a criação de novos benefícios tributários para quem exportar. Além disso, se promoverá a eliminação dos obstáculos que hoje encarecem a exportação brasileira: estabeleceremos prazo legal máximo para a devolução dos créditos tributários acumulados pelo exportador, encerrando a → exterior-defesa/p6, exterior-defesa/p8, agricultura/p60, agricultura/p116

[p. 42]

[b553] (relacoes_exteriores) prática de financiar o Estado com o capital de giro de quem gera divisas para o país. → exterior-defesa/p8

[b554] (relacoes_exteriores) Os corredores contarão com aduana integralmente digital, prazos garantidos de liberação de cargas, licenciamento acelerado, coordenação única entre os órgãos anuentes e prioridade nos investimentos de infraestrutura. A meta será elevar a participação brasileira no comércio mundial e ampliar o valor agregado das exportações, deixando de exportar apenas matéria-prima. → exterior-defesa/p6, exterior-defesa/p62, agricultura/p60

[b556] (relacoes_exteriores) g) Zonas de Processamento de Exportação

[b557] (relacoes_exteriores) O Brasil dispõe de um regime de Zonas de Processamento de Exportação criado há décadas e até hoje pouco aproveitado. Faremos desse instrumento uma política efetiva de industrialização, modernizando suas regras, simplificando os processos de habilitação e assegurando prazos definidos para as autorizações, hoje um dos principais obstáculos à instalação de novos projetos. → exterior-defesa/p6

[b558] (relacoes_exteriores) As ZPEs oferecem ao investidor tratamento tributário e cambial próprio das operações destinadas ao mercado externo, plenamente compatível com os acordos internacionais firmados pelo país, sem depender de benefícios em extinção.

[b559] (relacoes_exteriores) Priorizaremos sua implantação em regiões a serem definidas e junto aos Corredores Estratégicos de Exportação, com contrapartidas claras de investimento, geração de empregos e agregação de valor à produção nacional, atraindo indústrias exportadoras que hoje escolhem outros países por falta de um ambiente competitivo no Brasil. → exterior-defesa/p6

[b561] (relacoes_exteriores) h) Crédito e Garantias para o Exportador

[b562] (relacoes_exteriores) Não basta reduzir tributos e prazos se o exportador brasileiro continuar financiando sua produção a um custo muito superior ao de seus concorrentes internacionais.

[b563] (relacoes_exteriores) Ampliaremos e simplificaremos as linhas de financiamento à exportação, com condições compatíveis com as praticadas nos mercados com que competimos, alcançando efetivamente as pequenas e médias empresas, que hoje raramente conseguem acessá-las. Fortaleceremos os mecanismos de garantia e de seguro de crédito à exportação, reduzindo o risco das operações e permitindo que o pequeno produtor e a agroindústria vendam ao exterior sem depender de estruturas financeiras que não possuem. Estimularemos ainda a concorrência bancária, → economia/p68, exterior-defesa/p7

[p. 43]

[b566] (relacoes_exteriores) inclusive com bancos internacionais, e o uso de instrumentos de mercado de capitais no financiamento do comércio exterior, ampliando a oferta de crédito e reduzindo o custo final para quem gera divisas para o país. → exterior-defesa/p7

[p. 58]

[b839] (relacoes_exteriores) 15. RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DIPLOMACIA ESTRATÉGICA

[b840] (relacoes_exteriores) É necessário enfrentar a perda de credibilidade internacional decorrente da apropriação da diplomacia por sucessivos governos. É necessário recuperar a credibilidade e devolver a serenidade e a capacidade de diálogo que sempre foi um

[p. 59]

[b843] (relacoes_exteriores) traço marcante da política externa brasileira. A diplomacia deve ser tratada como política de Estado e não de governo. → exterior-defesa/p120

[b845] (relacoes_exteriores) a) Brasil como potência diplomática global

[b846] (relacoes_exteriores) O Brasil adotará uma política externa ativa, equilibrada e pragmática, baseada no diálogo, na cooperação internacional e na defesa dos interesses nacionais. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p117

[b847] (relacoes_exteriores) Buscaremos ampliar nossa influência em fóruns globais e fortalecer nossa posição como potência emergente.

[b849] (relacoes_exteriores) b) Embaixada 4.0 — diplomacia com resultados

[b850] (relacoes_exteriores) A representação diplomática brasileira será modernizada para atuar simultaneamente na defesa dos interesses do país e na promoção concreta de negócios. Implantaremos o modelo Embaixada 4.0, com metas anuais de abertura de mercados, atração de investimentos e apoio a exportadores, medidas por indicadores objetivos e divulgadas publicamente, na mesma lógica de gestão por resultados aplicada a todo o Estado. Cada posto prioritário contará com um núcleo executivo de comércio e investimentos, integrando o Itamaraty, as agências de promoção comercial, os ministérios setoriais e o setor produtivo, com capacidade técnica para destravar barreiras tarifárias, sanitárias e regulatórias. Os recursos da rede diplomática serão realocados segundo o potencial estratégico de cada mercado, ampliando a presença brasileira onde ela gera mais retorno para o país. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p124, agricultura/p21

[b852] (relacoes_exteriores) c) Integração econômica e comercial

[b853] (relacoes_exteriores) Expandiremos acordos comerciais estratégicos com diferentes blocos econômicos, diversificando mercados e reduzindo dependências externas. O objetivo é aumentar exportações, atrair investimentos e fortalecer a competitividade da economia brasileira. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p94, exterior-defesa/p141

[b855] (relacoes_exteriores) d) Diplomacia climática e ambiental → ambiente-energia/p71

[b856] (relacoes_exteriores) O Brasil terá papel central nas negociações globais sobre clima e meio ambiente, defendendo um modelo de desenvolvimento sustentável que reconheça a importância da Amazônia e da biodiversidade como ativos estratégicos do país. → exterior-defesa/p47, ambiente-energia/p71

[p. 60]

[b860] (relacoes_exteriores) e) Cooperação Sul-Sul e multilateralismo

[b861] (relacoes_exteriores) Fortaleceremos a cooperação com países em desenvolvimento, promovendo parcerias em tecnologia, energia, educação e infraestrutura, além de defender o multilateralismo como base da ordem internacional. → exterior-defesa/p31, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p141

[b863] (relacoes_exteriores) f) Proteção de interesses estratégicos nacionais

[b864] (relacoes_exteriores) A política externa brasileira será guiada pela defesa da soberania, da segurança econômica e dos interesses estratégicos do país, com atuação firme em temas como comércio internacional, energia, tecnologia e recursos naturais, com diálogo e sem manifestações agressivas, sem sentido estratégico, que possam aumentar o custo de vida dos brasileiros. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p117

[p. 64]

[b958] (relacoes_exteriores) 3ª REFORMA: FORTALECER O MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES E CRIAR

[b960] (relacoes_exteriores) Propomos elevar o Ministério das Relações Exteriores a um novo patamar de protagonismo político, econômico e estratégico, inspirado na relevância → exterior-defesa/p19

[p. 65]

[b963] (relacoes_exteriores) institucional atribuída ao Secretário de Estado dos Estados Unidos. Portanto, o ministro das Relações Exteriores será chamado de Secretário de Estado, tendo atribuições não apenas na chefia das Relações Exteriores, mas também enorme projeção política e estratégica dentro do governo. → exterior-defesa/p19

[b964] (relacoes_exteriores) O Ministro das Relações Exteriores terá atuação fortalecida como grande articulador da presença brasileira no mundo, com a missão de modernizar nossas embaixadas, transformando-as em verdadeiras plataformas 4.0 de diplomacia, comércio, investimentos, inovação e abertura de mercados. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b965] (relacoes_exteriores) Queremos apresentar ao mundo um Brasil grande: não apenas fornecedor de matérias-primas, mas produtor e exportador de bens industrializados, tecnologia e produtos de alto valor agregado. → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p62

[b966] (relacoes_exteriores) O Brasil não deve se limitar a exportar suas riquezas minerais in natura. No caso das terras raras e de outros minerais estratégicos, queremos atrair empresas, investimentos e tecnologia para que o processamento e a industrialização ocorram em território brasileiro, gerando empregos, conhecimento, renda e desenvolvimento para o nosso povo. → exterior-defesa/p3, industria-ciencia/p104, ambiente-energia/p84

[b967] (relacoes_exteriores) Em articulação com as câmaras de comércio, o setor produtivo e os demais órgãos governamentais, a diplomacia brasileira terá ainda a missão estratégica de ampliar significativamente nossas exportações, abrir novos mercados e fortalecer a presença econômica e política do Brasil no cenário internacional. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p94

[b968] (relacoes_exteriores) Será a era de ouro das embaixadas brasileiras!

[p. 117]

[b2089] (relacoes_exteriores) Sétima revolução é diplomática e comercial. As embaixadas brasileiras precisam se tornar braços ativos de vendas, inteligência comercial, abertura sanitária, promoção da marca país e atração de investidores. O Itamaraty deve continuar sendo Ministério das Relações Exteriores, mas com musculatura de Ministério de Conexão Comercial do Brasil com o mundo. Em cada embaixada estratégica, eu criaria uma unidade de agrointeligência exportadora para abrir mercados para frutas, proteínas, cafés especiais, cacau e agroindústria tropical. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[p. 140]

[b2682] (relacoes_exteriores) PROJETO 10 - BRASIL EXPORTADOR

[b2683] (relacoes_exteriores) Um novo protagonismo para a economia brasileira

[b2685] (relacoes_exteriores) 1. O BRASIL PRECISA OCUPAR SEU LUGAR NO MUNDO

[b2686] (relacoes_exteriores) O Brasil é uma das maiores economias do planeta. Possui um território continental, abundância de recursos naturais, uma agricultura altamente competitiva, um parque industrial relevante e um dos povos mais criativos do mundo. Ainda assim, participa de forma tímida do comércio internacional.

[b2687] (relacoes_exteriores) Esse é um dos maiores paradoxos da economia brasileira. Enquanto diversos países transformaram as exportações em um dos principais motores de crescimento, inovação e geração de empregos, o Brasil permanece excessivamente dependente do mercado interno e da exportação de matérias-primas. Precisamos romper esse modelo.

[b2688] (relacoes_exteriores) Exportar não deve ser visto apenas como uma estratégia econômica. Exportar significa gerar riqueza, atrair investimentos, estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e criar milhões de oportunidades para os brasileiros.

[b2689] (relacoes_exteriores) Nosso objetivo é transformar o Brasil em uma potência exportadora industrial, tecnológica e agroindustrial, ampliando sua participação no comércio mundial e consolidando o país como protagonista da nova economia global. → exterior-defesa/p2

[b2691] (relacoes_exteriores) 2. UM BRASIL MAIS COMPETITIVO E INTEGRADO AO MUNDO

[b2692] (relacoes_exteriores) Este projeto estabelece objetivos claros para os próximos anos:

[b2693] (relacoes_exteriores) • Ampliar significativamente a participação do Brasil no comércio internacional; → exterior-defesa/p1

[b2694] (relacoes_exteriores) • Elevar o volume das exportações brasileiras para um novo patamar;

[b2695] (relacoes_exteriores) • Reduzir a dependência de commodities, aumentando a participação de produtos industrializados e de alto valor agregado; → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p62

[b2696] (relacoes_exteriores) • Gerar milhões de empregos qualificados;

[b2697] (relacoes_exteriores) • Integrar o Brasil às cadeias globais de produção; → exterior-defesa/p2

[b2698] (relacoes_exteriores) • Transformar inovação e tecnologia em novos motores de crescimento econômico. → exterior-defesa/p64

[p. 141]

[b2701] (relacoes_exteriores) Queremos um Brasil que exporte não apenas produtos, mas também inteligência, inovação e soluções para o mundo. → exterior-defesa/p143

[b2713] (relacoes_exteriores) 4. UM AMBIENTE FAVORÁVEL PARA PRODUZIR E EXPORTAR

[p. 142]

[b2740] (relacoes_exteriores) 6. APRENDER COM QUEM FEZ A TRANSFORMAÇÃO

[b2741] (relacoes_exteriores) Diversos países demonstraram que planejamento, estabilidade e visão de longo prazo podem transformar economias inteiras.

[p. 143]

[b2744] (relacoes_exteriores) A experiência das zonas econômicas especiais mostra que ambientes competitivos, combinados com infraestrutura moderna e incentivo à inovação, são capazes de atrair investimentos, ampliar exportações e acelerar o desenvolvimento.

[b2745] (relacoes_exteriores) O Brasil não copiará modelos estrangeiros. Adaptará as melhores experiências internacionais à sua realidade, respeitando sua democracia, sua diversidade regional e sua vocação econômica.

[b2747] (relacoes_exteriores) 7. UM PROJETO PARA TRANSFORMAR O BRASIL

[b2748] (relacoes_exteriores) Este projeto produzirá impactos muito além do crescimento das exportações.

[b2750] (relacoes_exteriores) • Gerar milhões de empregos qualificados;

[b2751] (relacoes_exteriores) • Fortalecer a indústria nacional;

[b2752] (relacoes_exteriores) • Aumentar a renda da população;

[b2753] (relacoes_exteriores) • Reduzir desigualdades regionais;

[b2754] (relacoes_exteriores) • Atrair investimentos internacionais; → exterior-defesa/p63

[b2755] (relacoes_exteriores) • Ampliar a competitividade brasileira;

[b2756] (relacoes_exteriores) • Posicionar o brasil entre os principais exportadores de tecnologia, inteligência artificial, robótica e inovação. → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p143

[b2757] (relacoes_exteriores) Mais do que exportar produtos, queremos exportar inteligência, criatividade e soluções desenvolvidas pelo talento brasileiro. → exterior-defesa/p143

[b2759] (relacoes_exteriores) 8. GOVERNANÇA E COMPROMISSO COM RESULTADOS

[b2760] (relacoes_exteriores) Para coordenar essa transformação, propomos a criação da Zona Nacional de Exportação (ZONE), responsável por planejar, acompanhar e avaliar a implementação do programa. → exterior-defesa/p6

[b2761] (relacoes_exteriores) Sua missão será garantir transparência, atrair investimentos, coordenar as zonas de exportação e assegurar que os resultados sejam medidos por indicadores claros de crescimento econômico, inovação e geração de empregos. → exterior-defesa/p66

[p. 146]

[b2831] (relacoes_exteriores) PROJETO 11 - EMBAIXADAS EMPREENDEDORAS: PEE

[b2832] (relacoes_exteriores) A era de ouro das embaixadas brasileiras

[b2834] (relacoes_exteriores) O Brasil precisa inaugurar uma nova política externa econômica. Nossas embaixadas não podem mais ser apenas centros protocolares, burocráticos ou diplomáticos no sentido clássico. Devem tornar-se plataformas inteligentes de promoção econômica, comercial, turística, cultural e institucional do país. Devem aprender a vender o Brasil com competência, estratégia, ousadia e visão de futuro. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p124

[b2835] (relacoes_exteriores) Hoje, o Brasil continua sendo uma economia relativamente fechada para os padrões internacionais. Em 2024, a corrente de comércio brasileira — exportações mais importações de bens e serviços como proporção do PIB — ficou em cerca de 33,7%, enquanto o indicador para o mundo ficou em torno de 57%. Portanto, o diagnóstico de que o Brasil é menos aberto que a média global está correto, mas o número mais atualizado não é 15%; é aproximadamente 33,7% para o Brasil, contra 57% no mundo. Diante disso, propomos o Projeto Embaixadas Empreendedoras (PEE), uma revolução silenciosa e inteligente na atuação internacional do Estado brasileiro. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2838] (relacoes_exteriores) Transformar as embaixadas e consulados do Brasil em estruturas 4.0, orientadas por dados, metas, inteligência comercial, diplomacia econômica, influência cultural, turismo estratégico, segurança institucional e promoção ativa da marca Brasil. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p104, exterior-defesa/p124

[b2839] (relacoes_exteriores) O objetivo é deixar de apresentar o Brasil apenas como “celeiro do mundo” e projetálo como: → exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p104

[b2841] (relacoes_exteriores) • Potência de proteína animal, → exterior-defesa/p67

[b2842] (relacoes_exteriores) • Exportador de produtos acabados, → exterior-defesa/p62, exterior-defesa/p67

[b2843] (relacoes_exteriores) • Hub de serviços sofisticados, → exterior-defesa/p67

[b2844] (relacoes_exteriores) • Fornecedor de tecnologia, criatividade e soluções industriais, → exterior-defesa/p67

[b2845] (relacoes_exteriores) • Uma das nações mais pacíficas, acolhedoras e agradáveis para viver, investir e visitar. → exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p104

[b2847] (relacoes_exteriores) 2. REORGANIZAÇÃO GEOECONÔMICA DA PRESENÇA DIPLOMÁTICA

[p. 147]

[b2850] (relacoes_exteriores) O mapa diplomático brasileiro precisa dialogar com o mapa do comércio do século

[b2851] (relacoes_exteriores) XXI. Por isso, o PEE propõe uma revisão gradual da distribuição do efetivo das embaixadas e consulados, deslocando parte da força de trabalho atualmente concentrada em regiões maduras para polos de expansão comercial, tecnológica e geopolítica. → exterior-defesa/p14

[b2852] (relacoes_exteriores) A proposta inclui: • deslocar cerca de 20% do efetivo hoje lotado nos Estados Unidos para reforçar a presença estratégica na Índia e em outros mercados asiáticos emergentes; • deslocar cerca de 10% do efetivo hoje concentrado na Europa para fortalecer a atuação na China, no Oriente Médio e em outros grandes mercados de alto potencial; • criar critérios técnicos permanentes para redistribuição de quadros, com base em comércio bilateral, investimentos, inovação, turismo, influência regional e oportunidades futuras. → exterior-defesa/p14, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p135

[b2854] (relacoes_exteriores) Não se trata de abandonar parceiros históricos, mas de corrigir distorções e alinhar a diplomacia brasileira à nova geografia do crescimento mundial.

[b2856] (relacoes_exteriores) 3. FORMAÇÃO DE UMA DIPLOMACIA EMPREENDEDORA

[b2857] (relacoes_exteriores) O corpo diplomático e administrativo das embaixadas será treinado para atuar como uma grande força de promoção nacional. → exterior-defesa/p15

[b2858] (relacoes_exteriores) Embaixadores, diplomatas, adidos, técnicos e servidores administrativos deverão receber formação contínua em: • → exterior-defesa/p15

[p. 148]

[b2870] (relacoes_exteriores) Uso profissional de redes sociais e influência digital; • → exterior-defesa/p15

[b2871] (relacoes_exteriores) Prospecção de investimentos; • → exterior-defesa/p15

[b2872] (relacoes_exteriores) Atração de empresas e cadeias produtivas. → exterior-defesa/p63

[b2874] (relacoes_exteriores) A embaixada do futuro não será apenas uma representação formal do Brasil. Será uma agência avançada de oportunidades, capaz de conectar produtores, empresários, investidores, universidades, setores de tecnologia, turismo e cultura.

[b2876] (relacoes_exteriores) 4. FEIRAS INTERNACIONAIS DO BRASIL

[b2877] (relacoes_exteriores) Cada grande país prioritário deverá sediar ao menos duas feiras anuais do Brasil, organizadas ou coordenadas pela rede diplomática brasileira. → exterior-defesa/p16

[b2878] (relacoes_exteriores) Nos países menores, haverá ao menos uma feira anual. → exterior-defesa/p16

[b2879] (relacoes_exteriores) Essas feiras terão foco em: • → exterior-defesa/p16

[b2881] (relacoes_exteriores) Alimentos processados e proteína animal; • → exterior-defesa/p68

[b2882] (relacoes_exteriores) Agronegócio de alto valor agregado; • → exterior-defesa/p68

[b2890] (relacoes_exteriores) A meta é apresentar um Brasil sofisticado, confiável, produtivo, sustentável e capaz de competir não apenas pelo volume de commodities, mas pela inteligência de sua cadeia econômica. → exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p104

[b2892] (relacoes_exteriores) 5. INTELIGÊNCIA COMERCIAL COMPARADA

[b2893] (relacoes_exteriores) As embaixadas passarão a operar com núcleos de inteligência comercial permanente. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2894] (relacoes_exteriores) Esses núcleos terão a missão de: → exterior-defesa/p69

[p. 149]

[b2898] (relacoes_exteriores) Analisar as matrizes de importação e exportação dos países onde o brasil atua; • → exterior-defesa/p69

[b2899] (relacoes_exteriores) Comparar a pauta comercial brasileira com a de países concorrentes; • → exterior-defesa/p69

[b2900] (relacoes_exteriores) Identificar setores em que o brasil está sub-representado; • → exterior-defesa/p69

[b2901] (relacoes_exteriores) Mapear gargalos regulatórios, logísticos e tarifários; • → exterior-defesa/p69

[b2902] (relacoes_exteriores) Produzir relatórios trimestrais com oportunidades concretas de expansão. → exterior-defesa/p69

[b2903] (relacoes_exteriores) Cada embaixada relevante deixará de ser apenas observadora do comércio internacional e passará a ser produtora de inteligência acionável para empresas, cooperativas, Estados e Municípios brasileiros. → exterior-defesa/p69

[b2905] (relacoes_exteriores) 6. PROGRAMA INFLUENCIADORES EMBAIXADORES DO BRASIL

[b2906] (relacoes_exteriores) O Brasil precisa aprender a disputar narrativa, imagem e desejo.

[b2907] (relacoes_exteriores) Por isso, o PEE criará o programa Influenciadores Embaixadores do Brasil, coordenado pelas embaixadas. → exterior-defesa/p17

[b2908] (relacoes_exteriores) A proposta é selecionar, em cada país: • → exterior-defesa/p17

[b2909] (relacoes_exteriores) Ao menos 10 influenciadores nativos em países com até 50 milhões de habitantes; • → exterior-defesa/p70

[b2910] (relacoes_exteriores) Ao menos 20 influenciadores nativos em países maiores ou estratégicos. → exterior-defesa/p70

[b2912] (relacoes_exteriores) Esses influenciadores serão convidados a viver experiências anuais no Brasil, com até 15 dias de imersão, incluindo passagens, hospedagem e programação oficial, mediante critérios de transparência, desempenho e compromisso institucional. → exterior-defesa/p17

[b2913] (relacoes_exteriores) O objetivo é construir uma rede internacional espontânea de promoção do Brasil nas áreas de turismo, gastronomia, negócios, cultura, educação, inovação e qualidade de vida. → exterior-defesa/p17, cultura-esporte/p21

[p. 150]

[b2926] (relacoes_exteriores) 8. DIPLOMATAS COMO INFLUENCIADORES INSTITUCIONAIS

[b2927] (relacoes_exteriores) Cada embaixada deverá ter presença digital ativa, profissional e planejada. → exterior-defesa/p15

[b2928] (relacoes_exteriores) Embaixadores e equipes estratégicas serão capacitados para atuar também como comunicadores institucionais do Brasil, produzindo conteúdo de alto nível sobre: • → exterior-defesa/p15

[b2938] (relacoes_exteriores) Não se trata de banalizar a diplomacia, mas de atualizá-la. No século XXI, influência institucional também é ativo geopolítico.

[b2941] (relacoes_exteriores) O PEE estabelece as seguintes metas centrais: • dobrar o comércio do Brasil com o mundo em oito anos; • aumentar a participação de produtos industrializados, serviços e itens de maior valor agregado na pauta exportadora; • elevar a presença do Brasil em mercados asiáticos, árabes e africanos; → exterior-defesa/p20, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p62, exterior-defesa/p135

[p. 151]

[b2944] (relacoes_exteriores) • consolidar o Brasil como potência turística, alimentar, industrial e de serviços; • transformar a diplomacia econômica em política de Estado. → exterior-defesa/p120

[b2946] (relacoes_exteriores) 10. AS EMBAIXADAS COMO VITRINES DOS GRANDES PROJETOS NACIONAIS

[b2947] (relacoes_exteriores) As embaixadas brasileiras também passarão a apresentar ao mundo os grandes projetos estruturantes do país. → exterior-defesa/p72

[b2949] (relacoes_exteriores) Brasil Empreendedor nas Estradas; • → exterior-defesa/p72

[b2950] (relacoes_exteriores) Brasil Escola de Empreendedores; • → exterior-defesa/p72

[b2951] (relacoes_exteriores) Brasil Clube de Empreendedores, com meta de 10 mil clubes em igrejas, escolas, comunidades e múltiplos espaços sociais; • projetos de proteção à mulher, inclusive tecnologias preventivas com drones e sirenes em áreas críticas; • o Projeto de Lei Augusto Cury, voltado à prevenção de predadores sexuais e à proteção das crianças; • o Plano de Combate Mundial da Fome, com ambição global. → exterior-defesa/p48

[b2953] (relacoes_exteriores) Nesse eixo, o Brasil deixará de exportar apenas produtos. Passará a exportar também ideias, modelos sociais preventivos, inteligência humanitária e inovação institucional.

[b2956] (relacoes_exteriores) O Brasil poderá liderar uma grande articulação internacional para combater a fome em escala global. → exterior-defesa/p48

[b2957] (relacoes_exteriores) A proposta é defender a criação de um fundo internacional voltado à erradicação da fome, financiado por contribuições sobre fluxos de comércio internacional e transações da indústria armamentista, em moldes a serem debatidos em organismos multilaterais. → exterior-defesa/p48

[b2958] (relacoes_exteriores) Essa é uma bandeira ambiciosa, moral e civilizatória: transformar parte da riqueza gerada pelo comércio e parte da riqueza drenada pelos conflitos em alimento, dignidade e paz.

[p. 152]

[b2962] (relacoes_exteriores) O PEE terá metas anuais, indicadores e transparência. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2963] (relacoes_exteriores) Cada embaixada estratégica terá painel de desempenho com indicadores como: • → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2964] (relacoes_exteriores) Crescimento do comércio bilateral; • → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2965] (relacoes_exteriores) Número de eventos realizados; • → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2969] (relacoes_exteriores) Alcance digital institucional; • → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2971] (relacoes_exteriores) Oportunidades abertas para empresas brasileiras. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p124

[b2972] (relacoes_exteriores) A diplomacia econômica deixará de ser abstrata. Passará a ser mensurável.

[b2974] (relacoes_exteriores) 13. PROGRAMA MULHERES EMBAIXADORAS DO BRASIL

[b2975] (relacoes_exteriores) O Brasil possui um ativo silencioso e extraordinário espalhado pelo mundo: milhares de mulheres brasileiras que vivem no exterior, muitas delas atuando em supermercados, feiras, serviços, comércio local e cadeias alimentares.

[b2976] (relacoes_exteriores) Essas mulheres conhecem a cultura local, falam o idioma, entendem o comportamento do consumidor e estão inseridas, muitas vezes, nos pontos finais da cadeia de consumo — exatamente onde as decisões de compra acontecem.

[b2977] (relacoes_exteriores) O Projeto Embaixadas Empreendedoras (PEE) irá transformar esse ativo invisível em uma das maiores forças de promoção econômica e cultural do Brasil no mundo. → exterior-defesa/p18

[b2979] (relacoes_exteriores) Missão: Capacitar mulheres brasileiras no exterior para se tornarem agentes de promoção do Brasil nos pontos de venda, especialmente em: → exterior-defesa/p18

[b2985] (relacoes_exteriores) Elas deixarão de ser apenas trabalhadoras inseridas nesses ambientes para se tornarem embaixadoras práticas do consumo de produtos brasileiros. → exterior-defesa/p18

[p. 153]

[b2989] (relacoes_exteriores) Formação e capacitação: As embaixadas brasileiras, em parceria com instituições públicas e privadas, oferecerão programas de capacitação contínua para essas mulheres, incluindo: • → exterior-defesa/p18

[b2990] (relacoes_exteriores) Conhecimento sobre produtos brasileiros (alimentos, bebidas, industrializados); • → exterior-defesa/p18

[b2991] (relacoes_exteriores) Técnicas básicas de venda e negociação; • → exterior-defesa/p18

[b2992] (relacoes_exteriores) Storytelling do brasil (origem, qualidade, sustentabilidade, cultura); • → exterior-defesa/p18

[b2993] (relacoes_exteriores) Noções de branding e posicionamento de produto; • → exterior-defesa/p18

[b2994] (relacoes_exteriores) Educação financeira e empreendedorismo; • → exterior-defesa/p18

[b2995] (relacoes_exteriores) Formação em liderança e influência local; • → exterior-defesa/p18

[b2996] (relacoes_exteriores) Uso de redes sociais para promoção de produtos e experiências brasileiras. → exterior-defesa/p18

[b2998] (relacoes_exteriores) Atuação prática: Após capacitadas, essas mulheres poderão atuar como: → exterior-defesa/p18

[b2999] (relacoes_exteriores) • Promotoras informais de produtos brasileiros nos pontos de venda; → exterior-defesa/p18

[b3000] (relacoes_exteriores) • Facilitadoras de conexão entre importadores locais e produtores brasileiros; → exterior-defesa/p18

[b3001] (relacoes_exteriores) • Apoiadoras em feiras organizadas pelas embaixadas; → exterior-defesa/p18

[b3002] (relacoes_exteriores) • Articuladoras de espaços para inserção de produtos brasileiros nas prateleiras; → exterior-defesa/p18

[b3003] (relacoes_exteriores) • Influenciadoras locais da cultura alimentar e gastronômica brasileira. → exterior-defesa/p18

[b3004] (relacoes_exteriores) Elas estarão no coração do consumo — onde o Brasil precisa estar mais presente.

[b3006] (relacoes_exteriores) Rede global estruturada: Será criada a Rede Mulheres Embaixadoras do Brasil, coordenada pelas embaixadas, com: • → exterior-defesa/p18

[b3007] (relacoes_exteriores) Cadastro oficial voluntário; • → exterior-defesa/p73

[b3008] (relacoes_exteriores) Canais permanentes de comunicação; • → exterior-defesa/p73

[b3009] (relacoes_exteriores) Encontros periódicos presenciais e digitais; • → exterior-defesa/p73

[b3010] (relacoes_exteriores) Reconhecimento por desempenho; • → exterior-defesa/p73

[b3011] (relacoes_exteriores) Certificação como “agente de promoção do brasil”. → exterior-defesa/p73

[b3013] (relacoes_exteriores) As participantes poderão receber: • → exterior-defesa/p74

[b3014] (relacoes_exteriores) Certificações oficiais das embaixadas; • → exterior-defesa/p74

[b3015] (relacoes_exteriores) Acesso prioritário a eventos, feiras e missões comerciais; • → exterior-defesa/p74

[b3016] (relacoes_exteriores) Oportunidades de empreendedorismo e microfranquias; → exterior-defesa/p74

[p. 154]

[b3020] (relacoes_exteriores) Apoio para criação de pequenos negócios ligados a produtos brasileiros; • → exterior-defesa/p74

[b3021] (relacoes_exteriores) Reconhecimento público como líderes comunitárias e econômicas. → exterior-defesa/p74

[b3023] (relacoes_exteriores) Impacto estratégico: Este programa gera múltiplos efeitos: •

[b3024] (relacoes_exteriores) Aumenta a presença de produtos brasileiros nos mercados internacionais; •

[b3025] (relacoes_exteriores) Fortalece a imagem do brasil de forma orgânica e confiável; •

[b3026] (relacoes_exteriores) Cria uma rede capilarizada de promoção econômica sem custos elevados; •

[b3027] (relacoes_exteriores) Valoriza a mulher brasileira no exterior, transformando-a em protagonista; •

[b3028] (relacoes_exteriores) Gera renda, autoestima e pertencimento; •

[b3029] (relacoes_exteriores) Conecta diplomacia com vida real.

[b3031] (relacoes_exteriores) O Brasil não será promovido apenas por discursos institucionais, mas por pessoas reais, inseridas no cotidiano dos mercados globais.

[b3032] (relacoes_exteriores) Essas mulheres deixarão de ser invisíveis no sistema econômico internacional para se tornarem pontes vivas entre o Brasil e o mundo.

[b3033] (relacoes_exteriores) As embaixadas brasileiras nunca mais serão as mesmas. Elas deixarão de ser estruturas passivas para se tornar centros avançados de inteligência, prosperidade, turismo, influência e promoção do Brasil.

[b3034] (relacoes_exteriores) O Brasil precisa vender melhor sua alma produtiva, sua vocação empreendedora, sua capacidade industrial, sua força alimentar, sua criatividade e sua grandeza humana.

[b3035] (relacoes_exteriores) Não basta ser grande, é preciso saber apresentar a grandeza.

[b3036] (relacoes_exteriores) Não basta produzir, é preciso abrir mercados.

[b3037] (relacoes_exteriores) Não basta ter potencial, é preciso organizá-lo, comunicá-lo e transformá-lo em oportunidades concretas.

[b3038] (relacoes_exteriores) A era de ouro das embaixadas brasileiras começará quando o Brasil compreender que diplomacia também é desenvolvimento, comércio, influência, segurança econômica e futuro.

[p. 158]

[b3142] (relacoes_exteriores) 6. UMA GOVERNANÇA GLOBAL BASEADA NA COOPERAÇÃO

[b3143] (relacoes_exteriores) Esse fundo deverá ser administrado com transparência e responsabilidade, reunindo organismos internacionais como a ONU, a FAO, o Programa Mundial de Alimentos, o Banco Mundial e os países do G20. → exterior-defesa/p48

[p. 159]

[b3146] (relacoes_exteriores) A gestão será baseada em metas, auditorias independentes e mecanismos permanentes de prestação de contas, garantindo que cada recurso chegue efetivamente às populações que mais necessitam. → economia/p71, exterior-defesa/p48

FIM — 191 blocos neste arquivo.