Augusto Cury — texto do programa sobre Liberdade de expressão, mídia e mundo digital (Presidente, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 19 blocos do programa de Augusto Cury, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017104778). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/presidente/tema-liberdade-expressao-digital).
[p. 7]
[b131] (comunicacao_digital) As redes sociais agravaram esse fenômeno. Nunca tivemos tanto acesso à informação e tão pouca capacidade de contemplação. Nunca recebemos tantos estímulos por minuto. O cérebro cansado se torna impulsivo. O excesso de informações reduz a reflexão profunda. A emoção acelera. A paciência diminui. O pensamento crítico enfraquece. E nesse cenário, frases agressivas ganham mais atenção do que ideias equilibradas. O algoritmo recompensa a indignação.
[p. 13]
[b191] (comunicacao_digital) A esquerda contemporânea também enfrenta outro desafio perigoso: o excesso de patrulhamento ideológico. Em alguns ambientes, pensar diferente tornou-se crime moral. Professores, jornalistas, artistas e estudantes passaram a temer cancelamentos. O medo destrói a criatividade intelectual. A democracia exige pluralidade de pensamento. Quando apenas uma narrativa pode ser aceita, nasce uma nova forma de autoritarismo. Nenhuma ideologia deve possuir monopólio da verdade.
[p. 15]
[b209] (comunicacao_digital) As redes sociais aceleraram dramaticamente esse processo. Nunca recebemos tantos estímulos por minuto. Vídeos curtos, manchetes agressivas, frases simplificadas e discussões instantâneas passaram a dominar a atenção coletiva. O excesso de estímulo reduz contemplação. A contemplação é essencial para pensar profundamente. Sem silêncio interior, o pensamento se fragmenta. Sem reflexão lenta, a emoção governa decisões. E quando a emoção governa sem consciência crítica, nasce o comportamento impulsivo coletivo.
[b210] (comunicacao_digital) As plataformas digitais descobriram algo extremamente lucrativo: o ódio gera engajamento. O medo prende atenção. A indignação viraliza mais rapidamente que a serenidade. Assim, algoritmos passaram a alimentar conflitos emocionais permanentes. Pessoas recebem continuamente conteúdos que confirmam suas crenças e demonizam opositores. Aos poucos, começam a viver em universos paralelos. A realidade objetiva perde espaço para narrativas emocionais. E uma sociedade incapaz de compartilhar fatos mínimos comuns começa a entrar em colapso cognitivo.
[p. 20]
[b261] (comunicacao_digital) Parece que estamos assistindo, passivamente, ao fim de um dos pilares centrais das democracias: a liberdade de expressão. Os algoritmos selecionam as informações, influenciam o fluxo de dados e as preferências dos usuários. Além disso, são movidos por interesses econômicos, pois entregam conteúdo a apenas 2% a 3% da base dos seguidores, fazendo com que grande parte das pessoas não receba as publicações. Assim, quem dispõe de milhões ou dezenas de milhões de reais para impulsionar suas mensagens acaba exercendo um impacto muito maior sobre o tecido social do que aqueles que contam apenas com menos recursos financeiros.
[b262] (comunicacao_digital) É uma disputa profundamente desigual, antidemocrática, doentia. A trânsito da informação não é livre, não é democrático e não há transparência sobre os mecanismos de alocação dos algoritmos.
[b263] (comunicacao_digital) Não há, definitivamente, plena democracia no ambiente digital. A suposta liberdade, segundo a qual cada usuário se tornaria, por meio do celular, "proprietário e diretor de redação" de um poderoso veículo de comunicação, não se concretizou. Ao contrário, nunca se fomentaram tanto as narrativas radicais, a indústria dos haters e a influência de pessoas que não refletem sobre as consequências de suas mensagens. Colocamos milhões de pilotos para conduzir milhares de aeronaves complexas (as redes sociais) sem lhes oferecer uma educação mínima para operálas com responsabilidade. → liberdade-expressao-digital/p24
[b264] (comunicacao_digital) O desafio não é controlar as redes, mas educar, nos próximos anos, esses pilotos.
[b265] (comunicacao_digital) Assim como os povos vikings foram marcados pela violência no passado e, séculos
[p. 21]
[b268] (comunicacao_digital) depois, deram origem a sociedades reconhecidas pela cultura de paz e pela elevada qualidade de vida, como Noruega e Dinamarca, quanto tempo ainda será necessário para que as nações digitais se tornem mais maduras, proativas e promotoras da cultura da paz? Eis o desafio.
[p. 22]
[b277] (comunicacao_digital) Outro fenômeno perigoso é a cultura do cancelamento. Muitas pessoas passaram a ter medo de expressar opiniões. O medo destrói criatividade intelectual. A democracia depende de debate livre. Quando indivíduos começam a se autocensurar para evitar ataques, a inteligência coletiva enfraquece. Uma sociedade saudável precisa permitir divergência respeitosa. Não existe evolução intelectual sem confronto de ideias e é importante compreender que as redes sociais possuem impacto na organização social, merecendo atenção de políticas públicas em diversas áreas, começando pela educação.
[b281] (comunicacao_digital) Precisamos reconstruir a serenidade coletiva a partir de políticas públicas, terminando com o ciclo de omissão do Estado com relação a esse problema. Não é apenas uma questão de regulamentação das plataformas, mas de orientação sobre seus efeitos sobre a convivência social e saúde mental. Precisamos desacelerar a mente. Precisamos ensinar contemplação. Precisamos reaprender a escutar sem imediatamente atacar. A inteligência não floresce no barulho permanente. Floresce no silêncio reflexivo. Uma sociedade que não consegue contemplar não consegue pensar profundamente.
[p. 58]
[b831] (comunicacao_digital) d) Soberania digital e proteção de dados
[b832] (comunicacao_digital) O Brasil deve proteger seus dados estratégicos e sua infraestrutura digital.
[b833] (comunicacao_digital) Fortaleceremos a soberania digital, a segurança cibernética e a proteção de dados pessoais, reduzindo dependências externas em áreas críticas. → liberdade-expressao-digital/p8, liberdade-expressao-digital/p35, exterior-defesa/p33
[b835] (comunicacao_digital) e) Inclusão tecnológica nacional
[b836] (comunicacao_digital) Garantiremos que a revolução tecnológica não aprofunde desigualdades. → liberdade-expressao-digital/p25
[b837] (comunicacao_digital) Programas de inclusão digital, capacitação tecnológica e acesso universal a ferramentas digitais serão ampliados em todo o território nacional. → liberdade-expressao-digital/p25
[p. 91]
[b1453] (comunicacao_digital) Também estimularemos maior transparência e responsabilidade das plataformas digitais em relação a conteúdos potencialmente prejudiciais a crianças e adolescentes, dentro dos parâmetros constitucionais e legais. → liberdade-expressao-digital/p3, liberdade-expressao-digital/p31
FIM — 19 blocos neste arquivo.