Lula — texto do programa sobre Relações exteriores e defesa (Presidente, 2026)
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[b70] (relacoes_exteriores) Internacionalmente, o Brasil foi isolado geopoliticamente, sofrendo rebaixamento de seu prestígio diplomático, desidratação de acordos regionais e o risco iminente de perda de direito de voto em organismos multilaterais pelo não pagamento de cotas internacionais básicas.
[p. 12]
[b91] (relacoes_exteriores) Alcançamos esses resultados tão positivos a despeito de um cenário internacional extremamente desafiador marcado por ataques ao multilateralismo e ao direito internacional e pela tentativa de imposição de uma ordem mundial predatória. As restrições que as guerras na Ucrânia e no Irã trouxeram ao comércio, aos fertilizantes, à energia e à estabilidade global afetaram diretamente países em desenvolvimento como o Brasil. Além disso, fomos alvos também de pelo menos três ondas de tarifaços pelo Governo Trump. Esse cenário exigiu um conjunto robusto de medidas, como o Plano Brasil Soberano, que vem dando fôlego às empresas brasileiras, preservando o emprego e a renda do povo brasileiro.
[p. 13]
[b101] (relacoes_exteriores) O Brasil rompeu definitivamente com o isolamento geopolítico pretérito e reassumiu seu protagonismo na arena global.
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[b453] (relacoes_exteriores) A política de comércio exterior deve continuar alinhada aos objetivos das políticas industrial, tecnológica e de inovação. Melhorar a inserção externa da economia brasileira será decisivo para garantir escala e competitividade global. Para isso, vamos estimular as exportações industriais, ampliar a presença em novos mercados e tornar a pauta exportadora mais concentrada em produtos com maior valor agregado, e aprimorando continuamente os instrumentos de defesa comercial. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p4, exterior-defesa/p62, exterior-defesa/p65, exterior-defesa/p107, exterior-defesa/p108
[p. 58]
[b509] (relacoes_exteriores) Estes resultados habilitaram o Brasil a retomar seu papel de liderança internacional no tema do enfrentamento à fome. Propusemos e estamos à frente da Aliança → exterior-defesa/p48
[b510] (relacoes_exteriores) Global contra a Fome e a Pobreza. Voltamos a atuar na cooperação técnica SulSul para fortalecer os sistemas de segurança alimentar na África e na América
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[b687] (relacoes_exteriores) Defender a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil
[b688] (relacoes_exteriores) O mundo contemporâneo vivencia o ressurgimento do unilateralismo, do protecionismo e de conflitos sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.
[b689] (relacoes_exteriores) Em um cenário de tensões geopolíticas crescentes e quebras das regras de convivência internacional, o Brasil deve reafirmar sua soberania e preservar sua
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[b692] (relacoes_exteriores) capacidade de fazer escolhas políticas e econômicas de forma independente, à luz de seus interesses, sem qualquer tipo de subordinação estratégica
[b693] (relacoes_exteriores) Neste cenário, política externa e defesa nacional são dimensões complementares de uma mesma estratégia voltada à proteção dos interesses do Brasil.
[b694] (defesa) Não há projeção internacional soberana sem capacidade de defesa. Defendemos uma política de defesa baseada na autonomia estratégica, na inovação tecnológica, na integração entre defesa e desenvolvimento e na combinação entre persuasão diplomática e capacidade de dissuasão, o que exige um orçamento nacional consoante a essas necessidades e responsabilidades. → exterior-defesa/p32
[b695] (defesa) A defesa nacional exige Forças Armadas bem equipadas e uma indústria de defesa sólida, capazes de proteger o território brasileiro e seus recursos naturais diante de ameaças externas. Por isso, fortaleceremos a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, de modo a assegurar maior autonomia nacional nesse campo e estimular inovações com impactos positivos sobre o conjunto da economia. Sua importância é estratégica, por estar vinculada à produção de equipamentos essenciais à defesa do país, mas também econômica, já que envolve o domínio de tecnologias sensíveis, a geração de empregos de alta qualificação e a ampliação de exportações de maior valor agregado. → exterior-defesa/p32, exterior-defesa/p65, exterior-defesa/p107
[b696] (defesa) Retomamos o investimento na capacitação tecnológica de nossas Forças → industria-ciencia/p61
[b697] (defesa) Armadas e o fortalecimento da política de defesa nacional. Aprovamos nova legislação orçamentária que assegura previsibilidade e continuidade para os investimentos em defesa, o que garante continuidade dos projetos e fortalece a Base Industrial e Tecnológica de Defesa como vetor de inovação, geração de empregos qualificados, exportações e neoindustrialização. → exterior-defesa/p89, industria-ciencia/p61
[b698] (defesa) Com o Novo PAC, o Brasil tem alavancado fortemente os investimentos na área de Defesa. Desde 2023 já foram executados R$ 20,4 bilhões em projetos estratégicos. Entregamos 7 caças gripens-F-39, tendo sido produzida a primeira aeronave em solo brasileiro este ano. Adquirimos 3 cargueiros KC-390 fabricados no país. Estamos construindo 4 fragatas, a primeira já em operação. Produzimos → industria-ciencia/p61
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[b701] (defesa) Reforçaremos a defesa cibernética, protegendo infraestruturas críticas e bases de dados governamentais, desenvolvendo tecnologias próprias e reduzindo a dependência externa em áreas estratégicas. → exterior-defesa/p33, exterior-defesa/p130
[b702] (defesa) Fortaleceremos a Inteligência de Estado como instrumento de proteção da soberania, da capacidade decisória e da segurança nacional diante de ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e do crime organizado transnacional. A atividade será exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático, rejeitando seu uso para fins de perseguição política. → exterior-defesa/p36, exterior-defesa/p54, exterior-defesa/p98
[b703] (defesa) Protegeremos as fronteiras, a Amazônia e a Amazônia Azul. Fortaleceremos a vigilância territorial, a proteção dos recursos naturais e o combate ao crime organizado transnacional. As regiões de fronteira serão tratadas como espaços estratégicos de integração e desenvolvimento, com maior presença do Estado, infraestrutura, serviços públicos e cooperação com os países vizinhos. → seguranca-justica/p17, exterior-defesa/p34, exterior-defesa/p35, exterior-defesa/p54, exterior-defesa/p98, exterior-defesa/p131, ambiente-energia/p127
[b704] (relacoes_exteriores) O Brasil voltou a ser ouvido e respeitado no mundo. Restauramos políticas que sempre nos diferenciaram, como o combate ao desmatamento na Amazônia, o enfrentamento ao aquecimento global, a defesa e a proteção de refugiados, o compromisso com a paz. Sediamos, com sucesso, eventos internacionais, como a COP 30, a 17ª Cúpula dos BRICS, a 19ª Cúpula de Chefes de Estado do G20.
[b705] (relacoes_exteriores) Propusemos a criação de mecanismos inovadores como a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Nossa diplomacia comercial permitiu abrir 656 novos mercados para os produtos brasileiros e a conclusão de acordos do Mercosul com a União Europeia, EFTA e Singapura. E o Brasil foi reinserido na rota do turismo internacional, com recordes de estrangeiros vindo visitar nosso País. → exterior-defesa/p48, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p108, exterior-defesa/p140
[b706] (relacoes_exteriores) Seguiremos reafirmando os princípios constitucionais que orientam a política externa brasileira — independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não-intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repudio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os povos para o progresso da humanidade e concessão de asilo político —, porque acreditamos em um país com autonomia para decidir seus → exterior-defesa/p52, exterior-defesa/p96
[p. 80]
[b709] (relacoes_exteriores) próprios rumos, livre de interferências externas e comprometido com a paz, a cooperação e o direito internacional.
[b710] (relacoes_exteriores) Na política externa, o Brasil deverá ser cada vez mais independente, ativo e comprometido com a integração regional e com a afirmação da América do Sul e do Caribe como zona de paz. A integração sul-americana é o primeiro círculo de projeção estratégica do Brasil. Seguiremos aprofundando o Mercosul e os espaços de integração regional, especialmente nas áreas de infraestrutura, defesa, segurança pública, energia e saúde. Consolidaremos o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul. Aprofundaremos a integração em infraestrutura, priorizando redes multimodais, com destaque para as conexões com o Pacífico e o Caribe. → exterior-defesa/p22, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p126
[b711] (relacoes_exteriores) Promoveremos um mercado comum sul-americano de energia, com interconexões e coordenação regulatória. Consolidaremos a Amazônia como eixo estratégico da integração regional fortalecendo a Organização do Tratado de Cooperação → exterior-defesa/p22, exterior-defesa/p26, exterior-defesa/p126
[b712] (relacoes_exteriores) Amazônica (OTCA) na bioeconomia, na ciência, no financiamento verde e no combate coordenado aos ilícitos transnacionais. → exterior-defesa/p26
[b713] (relacoes_exteriores) Manteremos uma política externa universalista e ampliaremos os esforços de cooperação e negociação com todas as regiões do mundo, diversificando nossas parcerias estratégicas. Investiremos em novos acordos comerciais e na abertura de novos mercados para nossos bens e serviços, de modo a continuar enfrentando agressões comerciais e a defender os interesses do país com base nas normas internacionais e no multilateralismo. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p122, exterior-defesa/p140
[b714] (relacoes_exteriores) Manteremos o empenho na construção de uma ordem mundial mais justa e equilibrada, livre da lógica da submissão, das imposições unilaterais e dos esquemas obsoletos de uma nova Guerra Fria. O Brasil defenderá relações internacionais fundadas na reciprocidade, na cooperação pacífica e no respeito entre as nações. → exterior-defesa/p52, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p96
[b715] (relacoes_exteriores) Aprofundaremos as relações com a África, reconhecendo sua crescente importância na ordem internacional e os laços históricos e culturais que unem o Brasil ao continente africano. Consolidaremos o Atlântico Sul como região de paz, cooperação e desenvolvimento e fortaleceremos a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Promoveremos mecanismos permanentes de → exterior-defesa/p31, exterior-defesa/p55, exterior-defesa/p56
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[b717] (relacoes_exteriores) cooperação com a União Africana e a Associação de Nações do Sudeste Asiático → exterior-defesa/p56, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p133
[b719] (relacoes_exteriores) Persistiremos na reaproximação com a Ásia, o Oriente Médio e a Europa regiões com grande potencial para ampliar a cooperação política, econômica, tecnológica e cultural. → exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p122, exterior-defesa/p133
[b720] (relacoes_exteriores) Continuaremos engajados na reforma das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, para torná-lo mais democrático e representativo, com maior participação dos países em desenvolvimento entre os membros permanentes → exterior-defesa/p30
[b721] (relacoes_exteriores) Seguiremos advogando a reforma e fortalecimento da Organização Mundial do Comércio, defendendo a retomada do mecanismo de solução de controvérsias, o tratamento diferenciado para os países em desenvolvimento e a articulação entre comércio, sustentabilidade e acesso a tecnologias verdes. Defenderemos a reforma da arquitetura financeira internacional, com a democratização do FMI, do Banco Mundial e dos bancos multilaterais e o fortalecimento do CAF, do Novo → exterior-defesa/p30, exterior-defesa/p46, exterior-defesa/p91
[b722] (relacoes_exteriores) Banco de Desenvolvimento (NDB) e dos mecanismos financeiros dos BRICS. → exterior-defesa/p29, exterior-defesa/p111, exterior-defesa/p30, exterior-defesa/p46, exterior-defesa/p91
[b723] (relacoes_exteriores) Aprofundaremos a aproximação geopolítica com o BRICS e com o Sul Global, bem como com o G20, espaços fundamentais para a afirmação dos interesses da maioria da humanidade. → exterior-defesa/p29, exterior-defesa/p111, exterior-defesa/p31, exterior-defesa/p91
[b724] (relacoes_exteriores) Ampliaremos a Cooperação Sul-Sul em áreas nas quais o Brasil é referência contribuindo para a redução das desigualdades globais. → exterior-defesa/p31
[b725] (relacoes_exteriores) Será necessário redobrado protagonismo diplomático brasileiro para acelerar o cumprimento global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em seus anos finais de implementação e negociar uma nova agenda de desenvolvimento sustentável pós-2030. → exterior-defesa/p59
[b726] (relacoes_exteriores) Serão prioridades de nossa ação externa a implementação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o enfrentamento da emergência climática, inclusive o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). → exterior-defesa/p47
[b727] (relacoes_exteriores) Queremos liderar a construção de uma governança internacional para as → exterior-defesa/p47
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[b732] (relacoes_exteriores) Valorizaremos e protegeremos as brasileiras e os brasileiros no exterior, fortalecendo a assistência e a proteção consular, ampliando os mecanismos de participação da diáspora e reconhecendo seu papel como elo cultural, econômico e afetivo entre o Brasil e o mundo. → exterior-defesa/p50, exterior-defesa/p95
[p. 83]
[b734] (relacoes_exteriores) Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica. → exterior-defesa/p12, exterior-defesa/p122
[b735] (relacoes_exteriores) Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas.
[b736] (relacoes_exteriores) Defenderemos os interesses do Brasil e do povo brasileiro com firmeza, responsabilidade e altivez. Para nós, soberania não é palavra de ocasião: é princípio permanente e inegociável. → exterior-defesa/p12
[b737] (relacoes_exteriores) Lula encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino.
FIM — 44 blocos neste arquivo.