Renan Santos — texto do programa sobre Relações exteriores e defesa (Presidente, 2026)

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[b271] (relacoes_exteriores) ▪ e protecionismo crônico que blinda setores ineficientes, impedindo a realocação de recursos para outros mais produtivos.

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[b431] (relacoes_exteriores) XIII BRASIL PODEROSO POLÍTICA EXTERNA → exterior-defesa/p47

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[b462] (defesa) 14 fragmentação do setor de defesa e falta de integração da Base Industrial de Defesa;

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[b483] (defesa) Complementarmente, o documento propõe duas ZEEs temáticas de soberania. A ZEE de Defesa (ZEED), no eixo Vale do Paraíba (SP)-Itajubá (MG), visa reduzir a dependência de importações estratégicas e de duplo uso (estimadas pela CNI em cerca de R$ 70 bilhões anuais), com foco em: → exterior-defesa/p32

[b486] (defesa) 3 tecnologia aeroespacial; com governança conjunta das Forças Armadas.

[p. 38]

[b512] (relacoes_exteriores) 3 ausência de parcerias estratégicas estruturadas com potências tecnológicas (Estados Unidos, União Europeia, Japão) capazes de transferir conhecimento e integrar o Brasil em cadeias de suprimento de defesa e tecnologia avançada;

[b513] (relacoes_exteriores) 4 isolamento diplomático em foros multilaterais sobre segurança de minerais críticos, deixando o Brasil fora das discussões que moldam a geopolítica mineral global;

[b524] (relacoes_exteriores) O objetivo deste capítulo é apresentar um modelo de parcerias estratégicas estruturadas em três níveis de cooperação, cada qual conferindo ao Brasil benefícios específicos e complementares. Em um trabalho conjunto com professores de grandes universidades e uma equipe comprometida, desenvolvemos um plano de ação em favor de nossa soberania. No primeiro escalão, os Estados Unidos e a União Europeia constituem os parceiros prioritários, responsáveis por fornecer infraestrutura crítica, tecnologia de processamento limpo → exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p64

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[b527] (relacoes_exteriores) e acesso aos mercados de defesa de alta tecnologia. O Partido Missão, portanto, avança com as seguintes propostas fundamentais: → exterior-defesa/p43

[b528] (relacoes_exteriores) ▪ Celebração de acordos bilaterais com Estados Unidos e União Europeia que garantam off-take agreements (compromissos de compra de longo prazo) e transferência tecnológica em processamento de terras raras. Neste contexto, devemos consolidar a agenda aberta pela proposta de grupo de trabalho feita pela Embaixada dos EUA ao IBRAM em 2025, que evoluiu para o Fórum Brasil-EUA sobre Minerais Críticos (2026), elevando-a a um acordo em nível federal. → exterior-defesa/p3, exterior-defesa/p49, exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p75, exterior-defesa/p138

[b530] (relacoes_exteriores) ▪ Integração do Brasil às cadeias americanas de semicondutores e defesa, por meio dos instrumentos de financiamento dos EUA para minerais críticos (a DFC e o Defense Production Act) e dos equivalentes europeus (Critical Raw Materials Act), posicionando o país como fornecedor confiável. → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p43, exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p77, exterior-defesa/p90, exterior-defesa/p138

[b535] (relacoes_exteriores) Complementarmente, o segundo e terceiro escalões de parcerias com Japão, Índia, Canadá, Vietnã e Taiwan adicionam capacidades de manufatura avançada, acesso a mercados asiáticos, expertise em governança de minerais críticos e integração em cadeias de semicondutores e eletrônicos. → ambiente-energia/p49

[b537] (relacoes_exteriores) ▪ acordo de cooperação técnica com Japão para desenvolvimento de manufatura de ímãs permanentes de alta performance, essenciais para defesa e energia renovável; → exterior-defesa/p31, exterior-defesa/p49, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p75, exterior-defesa/p138

[b538] (relacoes_exteriores) ▪ parceria estratégica com Índia para acesso a mercados do Sul Global e diversificação de rotas de comercialização fora do eixo Ocidente-China; → exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p136, ambiente-energia/p49

[b539] (relacoes_exteriores) ▪ engajamento com Canadá, Vietnã e Taiwan para governança de cadeia de suprimento, proteção intelectual e integração em ecossistemas de semicondutores; → exterior-defesa/p49, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p136, exterior-defesa/p138

[b540] (relacoes_exteriores) ▪ criação de uma “moeda de troca” brasileira baseada em confiabilidade sistêmica, oferecendo ao Ocidente a vantagem de um fornecedor democrático, estável, com matriz energética limpa e geograficamente distante de conflitos geopolíticos tradicionais. → exterior-defesa/p60

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[b552] (defesa) Ou seja, o projeto da Missão passa por entregar ao país um plano para o futuro e um compromisso inadiável (e inabalável) com a soberania nacional.

[p. 44]

[b597] (relacoes_exteriores) A Agenda Geopolítica da Missão

[b601] (relacoes_exteriores) O Brasil enfrenta um cenário geopolítico complexo marcado por diversos desafios estruturais que comprometem sua capacidade de projeção global. Por isso, a Missão, em seu atual caderno de propostas e discussões (O Livro Amarelo), criou um extenso plano geopolítico, que não estará restrito a um governo de turno. Pretendemos inaugurar uma doutrina de política externa. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p10, exterior-defesa/p47, exterior-defesa/p115

[b603] (relacoes_exteriores) ▪ a ausência de uma estratégia internacional institucionalizada que transcenda as ideologias conjunturais, deixando o país vulnerável a pressões de potências maiores e incapaz de exercer a liderança regional que sua posição permitiria.

[b604] (relacoes_exteriores) Relacionado a isso, o segundo entrave é:

[b605] (relacoes_exteriores) ▪ a falta de liderança efetiva no Sul Global em meio ao declínio da hegemonia americana, criando um vácuo de poder que outras nações preenchem.

[b608] (relacoes_exteriores) Esses problemas externos e internos se entrelaçam, criando um quadro em que a projeção geopolítica fica comprometida pela fragilidade interna.

[b613] (relacoes_exteriores) CAPÍTULO XIII POLÍTICA EXTERNA

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[b619] (relacoes_exteriores) ▪ a subordinação progressiva a potências que não compartilham seus interesses, particularmente por meio da crescente dominação chinesa dentro do BRICS, que ameaça transformar o bloco em instrumento de expansão geopolítica de Pequim;

[b620] (relacoes_exteriores) ▪ a fragmentação da América Latina com o colapso da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), deixando o Brasil sem uma arquitetura regional capaz de equilibrar influências externas e promover integração genuína;

[b621] (relacoes_exteriores) ▪ a presença deficiente do Estado nas fronteiras, criando vulnerabilidades que potências rivais exploram por meio de drogas, armas e ocupação territorial gradual.

[b622] (defesa) Por fim, o Brasil sofre de déficits críticos em soberania monetária, energética e militar que reduzem sua autonomia estratégica global. Destacam-se:

[b623] (relacoes_exteriores) ▪ a dependência do dólar americano e a ausência de uma moeda regional que o Brasil pudesse liderar, refletindo falta de poder monetário para influenciar o Sul Global;

[b624] (defesa) ▪ a ausência do domínio completo do ciclo nuclear (faltam a conversão industrial e o reprocessamento), deixando o país sem um ativo estratégico de dissuasão que outras potências regionais possuem.

[b625] (relacoes_exteriores) Esses déficits (territorial, institucional, monetário, militar e nuclear) definem o quadro geopolítico brasileiro como uma potência latente, mas enfraquecida, com capacidade de projeção global mascarada por fragilidades estruturais que exigem ação imediata para reconquistar a soberania plena e exercer liderança genuína na região.

[b626] (relacoes_exteriores) PROPOSTAS E SOLUÇÕES DA MISSÃO

[b627] (relacoes_exteriores) O objetivo deste capítulo é apresentar um conjunto estruturado de propostas que formam um projeto estratégico integrado em que cada dimensão (militar, diplomática, econômica, territorial e institucional) reforça as outras. As 13 propostas estratégicas principais abordam especificamente os desafios identificados: o vácuo de liderança no Sul Global, o colapso da soberania territorial pela captura do narcotráfico, a subordinação a grandes potências, a fragilidade das instituições democráticas e a vulnerabilidade econômica causada pela dependência do dólar. Juntas, essas propostas constituem um roteiro para a retomada da autonomia estratégica brasileira e o exercício de uma liderança regional genuína baseada em pragmatismo institucional, não em ideologia conjuntural.

[b628] (relacoes_exteriores) A estratégia proposta começa com:

[b629] (relacoes_exteriores) 1 Posicionamento do Brasil como Árbitro do Sul Global por meio de uma diplomacia ativa nas três regiões estratégicas: África, onde o país pode mediar conflitos, expandir sua influência em recursos naturais e rotas comerciais; Ásia, onde pode usar Timor-Leste como porta de entrada e estabelecer parcerias com a ASEAN, em particular com as Filipinas e o Vietnã; e América Latina, sua zona natural de influência onde deve consolidar liderança por meio da integração multilateral. → exterior-defesa/p21, exterior-defesa/p52, exterior-defesa/p56, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p97, exterior-defesa/p99, exterior-defesa/p136

[p. 46]

[b633] (relacoes_exteriores) 3 Proposta de integração Lusófona reposiciona a comunidade de língua portuguesa como bloco geopolítico coeso, com mecanismos de cooperação econômica, defesa coordenada e instituições compartilhadas, transformando Portugal, Angola, Moçambique e outros países em parceiros estratégicos de primeira ordem. → exterior-defesa/p43, exterior-defesa/p55, exterior-defesa/p90

[b634] (relacoes_exteriores) 4 Adoção do pragmatismo como princípio de política externa rejeita tanto o alinhamento ideológico automático com os EUA quanto o ideologismo de esquerda, estabelecendo em seu lugar uma Estratégia Internacional institucionalizada que persista além de mudanças de governo, garantindo continuidade e previsibilidade nas relações exteriores; → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p10, exterior-defesa/p80, exterior-defesa/p115

[b635] (relacoes_exteriores) 5 Proposta de sub-hegemonia brasileira, uma liderança regional sem imperialismo, propõe que o Brasil lidere a América do Sul por meio de mecanismos de integração multilateral, aprendendo tanto dos fracassos da Unasul quanto dos problemas da União Europeia, mantendo autonomia estratégica frente a grandes potências. Essas propostas diplomáticas criam a arquitetura institucional para uma projeção global coordenada e previsível. → exterior-defesa/p12, exterior-defesa/p21

[b636] (defesa) A recuperação da soberania brasileira passa por alguns pilares. São eles:

[b638] (relacoes_exteriores) 7 Proposta de desdolarização da América do Sul busca reduzir a dependência do dólar americano mediante a criação de uma cesta de moedas sul-americana liderada pelo real brasileiro, linhas de swap entre bancos centrais e cooperação monetária regional, convertendo o Brasil em âncora financeira do continente. → exterior-defesa/p45

[b639] (relacoes_exteriores) 8 Proposta do real como alternativa complementa essa estratégia, posicionando a moeda brasileira como reserva de valor regional e mecanismo de integração econômica. → exterior-defesa/p45

[b640] (relacoes_exteriores) 9 Estratégia pragmática no BRICS+ reconhece a dominação crescente chinesa dentro do bloco e propõe que o Brasil extraia benefícios concretos, por meio dos mercados, investimentos e cooperação tecnológica, enquanto evita ser subordinado aos objetivos geopolíticos de Pequim, mantendo autonomia decisória. → exterior-defesa/p12, exterior-defesa/p29

[b642] (defesa) Como não existe soberania sem indústria militar forte, também propomos: → exterior-defesa/p32, industria-ciencia/p61

[b643] (defesa) 11 Proposta de fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) visa expandir a capacidade produtiva e tecnológica do setor de defesa brasileiro, integrá-la com a política externa e segurança regional, investir em ciberdefesa e tecnologias emergentes, e criar modelos de financiamento sustentável; → exterior-defesa/p32, exterior-defesa/p33, exterior-defesa/p129, industria-ciencia/p61

[b644] (defesa) 12 Proposta de nuclearização brasileira busca alcançar autonomia completa do ciclo de combustível nuclear, incluindo capacidade de reprocessamento, convertendo-a em ativo estratégico de deterrência e garantia irrestrita da soberania nacional. → exterior-defesa/p44

[b645] (defesa) Essas últimas propostas (segurança de fronteiras, capacidade industrial de defesa e poder nuclear) são os pilares que permitem que o Brasil exerça liderança regional sem subordinação.

[b646] (relacoes_exteriores) Integrada a todas essas dimensões, emerge a:

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[b651] (relacoes_exteriores) As 13 propostas formam um sistema coerente, em que juntas elas visam converter o Brasil de uma potência fragmentada e vulnerável em uma potência estratégica verdadeira, capaz de exercer liderança no Sul Global e garantir sua própria soberania. → exterior-defesa/p47

FIM — 48 blocos neste arquivo.