Romeu Zema — texto do programa sobre Cultura, esporte e turismo (Presidente, 2026)
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[p. 48]
[b576] (cultura_esporte) Desenvolver o turismo com as belezas naturais brasileiras: → cultura-esporte/p22
[b577] (cultura_esporte) Estruturar destinos de turismo sustentável, aproveitando a biodiversidade e os biomas brasileiros, concedendo parques nacionais, qualificando mão de obra local e garantindo infraestrutura e marco regulatório que preservem o patrimônio natural. → cultura-esporte/p22, cultura-esporte/p30, cultura-esporte/p95
[p. 67]
[b814] (cultura_esporte) O Brasil lidera o Global Soft Power Index, na categoria de esportes. Contudo, faltam gestão eficiente e incentivos adequados para transformar esses investimentos em bem-estar para a população e preparar o país para a alta performance. O problema começa na forma como os recursos públicos são usados. Em 2024, 74% da verba do Ministério do Esporte veio de emendas parlamentares, distribuídas sem critério de qualidade do gasto ou alinhamento com uma agenda nacional de esporte. Da mesma forma, programas como o Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte movimentam mais de R$1 bilhão por ano, mas poderiam gerar mais resultados.
[b815] (cultura_esporte) Além disso, a gestão do esporte no Brasil segue desconectada de uma estratégia clara de uso do esporte como meio para alcançar objetivos sociais relevantes. O governo mantém cerca de 66% das escolas públicas sem quadra esportiva, e a falta de integração entre as políticas de esporte e saúde agrava o problema, em um país em que 40% da população adulta é insuficientemente ativa e, por isso , mais suscetível a doenças provocadas por sedentarismo.
[b816] (cultura_esporte) Como consequência, tanto no esporte profissional quanto no recreativo, gasta-se muito sem medir os resultados. O resultado é que formamos muito menos atletas de elite do que poderíamos, afastando investimentos privados no setor do esporte que poderiam gerar empregos e movimentar a economia em todo o país, e perdemos a chance de apoiar mais ativamente a melhoria da qualidade de vida da população brasileira por meio da atividade esportiva. Para virar esse jogo, apresentamos soluções em dois eixos centrais:
[b819] (cultura_esporte) Atrair investimentos privados para desenvolver o esporte nacional e gerar empregos: → cultura-esporte/p37, cultura-esporte/p124
[b820] (cultura_esporte) Ampliar a capacidade de confederações e federações esportivas de atrair investimentos privados, gerar empregos e dinamizar as economias locais, reduzindo a dependência de subsídios públicos nas áreas em que o esporte tem potencial para captação privada. → cultura-esporte/p37, cultura-esporte/p124
[b821] (cultura_esporte) Condicionar repasses públicos à gestão profissional das confederações e federações de esportes: → cultura-esporte/p38
[b822] (cultura_esporte) Fortalecer os critérios de condicionalidade dos repasses públicos às confederações e federações esportivas, tornando as exigências de governança, transparência e impacto social mais rigorosas e diretamente vinculadas à obtenção de resultados esportivos e sociais mensuráveis. → cultura-esporte/p38
[p. 68]
[b824] (cultura_esporte) Melhorar o uso dos recursos públicos do esporte em conjunto com os clubes e universidades públicas: → cultura-esporte/p39
[b825] (cultura_esporte) Otimizar os recursos destinados ao esporte por meio de parcerias com os clubes brasileiros e universidades públicas, aproveitando a infraestrutura existente e tratando o esporte como parte importante da formação dos jovens brasileiros. → cultura-esporte/p39
[b826] (cultura_esporte) Priorizar projetos esportivos nos investimentos públicos no esporte:
[b827] (cultura_esporte) Focalizar os recursos públicos destinados ao esporte em projetos que tenham como missão formar cidadãos e atletas e fortalecer os mecanismos de captação de recursos privados para os eventos esportivos. → cultura-esporte/p37, cultura-esporte/p124
[b830] (cultura_esporte) Conectar o esporte às políticas de saúde para prevenir doenças e assegurar qualidade de vida: → cultura-esporte/p65
[b831] (cultura_esporte) Conectar as políticas de esporte às estratégias de saúde pública, reconhecendo a atividade física regular como instrumento de prevenção de doenças crônicas e redução de custos ao sistema de saúde, com metas mensuráveis em todos os projetos. → cultura-esporte/p65
[b832] (cultura_esporte) Formar bons cidadãos por meio da conexão entre o esporte e a educação: → cultura-esporte/p63
[b833] (cultura_esporte) Aproximar o esporte da educação básica por meio de parcerias com organizações sociais e o setor privado, utilizando a prática esportiva como ferramenta de redução da evasão escolar e da exposição à violência entre jovens, além de desenvolver disciplina, foco e resiliência. → cultura-esporte/p63
[p. 69]
[b836] (cultura_esporte) A cultura é a expressão da liberdade e da identidade do brasileiro, e o turismo é a porta pela qual o Brasil se apresenta ao mundo. Juntos, formam um dos maiores ativos econômicos do país. A indústria criativa já representa 3,59% do PIB, movimenta cerca de R$393 bilhões por ano e emprega 1,26 milhão de profissionais formais. O turismo movimenta R$207 bilhões, mas ainda representa menos de 2% do PIB em um país com praias, florestas, parques e patrimônio histórico capazes de atrair investimentos e visitantes de todo o mundo.
[b837] (cultura_esporte) Mesmo assim, o Brasil insiste em tratar a cultura como bandeira ideológica e o turismo como pauta secundária. O resultado aparece dos dois lados: o patrimônio é negligenciado, o financiamento é ineficiente e mal direcionado, com a Lei Rouanet concentrando renúncias fiscais em grandes produtores que poderiam se sustentar por conta própria, enquanto mecanismos como a Lei Aldir Blanc ampliam a dependência do orçamento público sem avaliação de resultados. → cultura-esporte/p10
[b838] (cultura_esporte) Quanto ao turismo, o Brasil recebe apenas 6,7 milhões de turistas internacionais por ano, número irrisório comparado aos 45 milhões do México ou aos 32 milhões da Tailândia, enquanto quase metade dos parques nacionais brasileiros permanecem fechados ou sem controle de visitação.
[b839] (cultura_esporte) A conta é paga pelo país inteiro: patrimônio que se perde, identidade que se enfraquece e bilhões em oportunidades que não se convertem em emprego e renda.
[b840] (cultura_esporte) Cultura e turismo não podem seguir reféns do Estado e da ideologia. É preciso protegê-los como patrimônio e atividade econômica, destravar o investimento privado, profissionalizar a gestão e usar esses setores para gerar emprego, renda e projeção do Brasil no mundo. Para isso, apresentamos soluções em cinco eixos centrais:
[b843] (cultura_esporte) Focar o dinheiro da cultura nos artistas locais e produções regionais: → cultura-esporte/p12
[b844] (cultura_esporte) Concentrar os mecanismos de financiamento à cultura na produção cultural regional e nos artistas locais, com critérios objetivos de elegibilidade e limites de captação para grandes artistas e produtores já consolidados. → cultura-esporte/p10, cultura-esporte/p11, cultura-esporte/p12, cultura-esporte/p85
[b845] (cultura_esporte) Fortalecer a autonomia de estados e municípios na gestão da cultura: → cultura-esporte/p90
[b846] (cultura_esporte) Reformar mecanismos de financiamento para ampliar a autonomia de estados e municípios na definição de suas prioridades culturais, garantindo que os recursos cheguem em projetos com maior impacto social onde a cultura acontece. → cultura-esporte/p90
[p. 70]
[b848] (cultura_esporte) Incentivar parcerias com o setor privado e gestão profissional de museus e equipamentos culturais: → cultura-esporte/p3, cultura-esporte/p127
[b849] (cultura_esporte) Apoiar tecnicamente a estruturação de fundos patrimoniais (endowments) para instituições culturais e realizar parcerias com o terceiro setor e empresas na gestão de museus e espaços culturais, aprimorando sua administração. → cultura-esporte/p3, cultura-esporte/p4, cultura-esporte/p127
[b850] (cultura_esporte) Modernizar as ferramentas de proteção do patrimônio histórico e cultural: → cultura-esporte/p2
[b851] (cultura_esporte) Revisar o sistema de proteção do patrimônio histórico e cultural para modernizar os institutos jurídicos existentes, como o do tombamento, reduzindo ou eliminando restrições desnecessárias aos direitos de propriedade e implementando uma política de incentivos que concilie a preservação da história nacional e das manifestações culturais do povo brasileiro. → cultura-esporte/p2
[b852] (cultura_esporte) Melhorar a governança dos organismos nacionais de cultura: → cultura-esporte/p79
[b853] (cultura_esporte) Modernizar a gestão de instituições federais ligadas à cultura, fortalecendo sua capacidade técnica, sua transparência e sua atuação na realização e atração de investimentos para equipamentos e eventos culturais. → cultura-esporte/p79
[b856] (cultura_esporte) Tratar a cultura como vetor de desenvolvimento econômico: → cultura-esporte/p24, cultura-esporte/p72, cultura-esporte/p135
[b857] (cultura_esporte) Apoiar estados e municípios na estruturação de rotas culturais, gastronômicas e patrimoniais que integrem cultura, turismo e economia criativa como vetores de desenvolvimento regional, com apoio técnico federal, redução de barreiras regulatórias e protagonismo do setor privado na atração de investimentos e na gestão das iniciativas. → cultura-esporte/p24, cultura-esporte/p72, cultura-esporte/p135
[b858] (cultura_esporte) Trabalhar a cultura como ferramenta de soft power brasileiro: → cultura-esporte/p71
[b859] (cultura_esporte) Projetar internacionalmente elementos da cultura brasileira, como gastronomia, arquitetura, música, festas populares e esportes, por meio de um programa permanente de exportação de cultura, diplomacia cultural e promoção comercial da cultura brasileira. → cultura-esporte/p71
[b860] (cultura_esporte) Capacitar empreendedores da cultura em habilidades de gestão: → cultura-esporte/p70
[b861] (cultura_esporte) Oferecer junto ao setor privado e ao Sistema S capacitação em gestão, marketing, finanças, acesso a editais e mecanismos de financiamento, prestação de contas e outras habilidades relevantes para para qualificar a atuação de artistas e produtores culturais. → cultura-esporte/p70
[p. 71]
[b865] (cultura_esporte) Tratar o turismo como vetor de desenvolvimento econômico regional: → cultura-esporte/p20, cultura-esporte/p129
[b866] (cultura_esporte) Reconhecer o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos, preservação do patrimônio e redução das desigualdades regionais. → cultura-esporte/p20, cultura-esporte/p129
[b867] (cultura_esporte) Aumentar a atratividade de parques e destinos turísticos naturais e históricos com a ajuda do setor privado: → cultura-esporte/p22
[b868] (cultura_esporte) Aumentar a atratividade de parques nacionais, estaduais e municipais e de outros atrativos naturais e históricos, fortalecendo sua gestão por meio de concessões, parcerias com o setor privado e apoio técnico federal aos estados e municípios, com metas de visitação, conservação e geração de renda local. → cultura-esporte/p22
[b869] (cultura_esporte) QUALIFICAR OS DESTINOS TURÍSTICOS
[b871] (cultura_esporte) Melhorar a infraestrutura de apoio ao turismo: → cultura-esporte/p23, cultura-esporte/p131
[b872] (cultura_esporte) Desenvolver a infraestrutura turística por meio de concessões, parcerias e investimentos privados na gestão e manutenção de aeroportos, portos, rodovias, terminais, centros de convenções, equipamentos turísticos e espaços públicos de visitação, priorizando projetos com elevado potencial de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. → cultura-esporte/p23, cultura-esporte/p131
[b877] (cultura_esporte) Capacitar profissionais para o desenvolvimento do setor do turismo: → cultura-esporte/p25
[b878] (cultura_esporte) Expandir a formação técnica e profissional em turismo, hotelaria, gastronomia, eventos, comércio e economia criativa em parceria com o Sistema S, instituições de ensino e a iniciativa privada, fortalecendo o ensino de idiomas, competências digitais, hospitalidade, inovação e empreendedorismo. → cultura-esporte/p25
[p. 72]
[b880] (cultura_esporte) Fortalecer a promoção nacional e internacional dos destinos brasileiros: → cultura-esporte/p21
[b881] (cultura_esporte) Posicionar o Brasil entre os principais destinos turísticos do mundo por meio de campanhas baseadas em inteligência de mercado. → cultura-esporte/p21
[b882] (cultura_esporte) Fortalecer a governança e a competitividade dos destinos turísticos: → cultura-esporte/p26, cultura-esporte/p138
[b883] (cultura_esporte) Apoiar tecnicamente estados, municípios e regiões turísticas na estruturação de planos de desenvolvimento, observatórios de turismo e sistemas de inteligência baseados em indicadores de desempenho e na captação de congressos, feiras, festivais culturais, eventos esportivos e encontros de negócios, promovendo uma gestão profissional, integrada e orientada por resultados, capaz de atrair investimentos privados e aumentar a competitividade do turismo brasileiro. → cultura-esporte/p26, cultura-esporte/p34, cultura-esporte/p124, cultura-esporte/p138
FIM — 51 blocos neste arquivo.