Romeu Zema — texto do programa sobre Relações exteriores e defesa (Presidente, 2026)
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[p. 20]
[b260] (relacoes_exteriores) Realizar novos acordos comerciais e abrir mais mercados para os produtos brasileiros: → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p65, exterior-defesa/p142
[b261] (relacoes_exteriores) Integrar a economia brasileira ao mundo por meio da expansão de acordos comerciais, da diversificação de parcerias e da entrada na OCDE, impulsionando a atração de investimentos e ampliando as oportunidades de exportação para as empresas brasileiras. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p27, exterior-defesa/p63, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p65, exterior-defesa/p142
[p. 21]
[b263] (relacoes_exteriores) Facilitar e baratear a importação de equipamentos, insumos e produtos: → exterior-defesa/p112
[b264] (relacoes_exteriores) Alinhar gradualmente as tarifas de importação brasileiras à média dos países em desenvolvimento à medida que o Custo Brasil for reduzido, acabando com a dupla tributação e reduzindo as barreiras não tarifárias. → exterior-defesa/p112
[p. 36]
[b427] (relacoes_exteriores) O Brasil já foi uma voz respeitada no mundo, com uma diplomacia reconhecida pelo pragmatismo e pela capacidade de defender os interesses nacionais. Esse patrimônio foi dilapidado nos últimos anos. Em vez de servir ao desenvolvimento do país, a política externa passou a ser orientada por afinidades ideológicas, aproximando o Brasil de regimes autoritários e afastando-o das democracias que são seus parceiros naturais e seus maiores mercados.
[b428] (relacoes_exteriores) Os números expõem o tamanho do retrocesso. O Brasil tem uma das economias mais fechadas do planeta: apesar de ser a nona maior economia do mundo, o país ocupa apenas a 22a posição em exportações. Dentre 203 países, o Brasil tem a quinta menor proporção entre importações e seu PIB (15,7%). Enquanto vizinhos avançam em acordos e atraem investimentos, seguimos no final da fila do comércio mundial e fora da OCDE.
[b429] (relacoes_exteriores) Na vizinhança, o país que um dia liderou a integração regional perdeu protagonismo e credibilidade, justamente quando o crime organizado transnacional avança sobre as fronteiras e a crise venezuelana ameaça a estabilidade de toda a América do Sul.
[b430] (relacoes_exteriores) O resultado é um Brasil isolado, menos próspero e menos seguro, ausente das grandes decisões que afetam diretamente o país. Essa escolha não é apenas um erro diplomático, mas sim um entrave ao crescimento, ao emprego e à segurança da população. Recolocar o Brasil no mundo exige uma diplomacia pragmática e soberana.
[b431] (relacoes_exteriores) Por isso, apresentamos propostas em três eixos centrais:
[b434] (relacoes_exteriores) Recuperar o protagonismo regional do Brasil na América do Sul: → exterior-defesa/p21
[b435] (relacoes_exteriores) Restabelecer parcerias estratégicas com os países do Mercosul, em especial a Argentina, e aproximar-se dos países da bacia do Pacífico e da Amazônia, devolvendo ao Brasil a influência que perdeu na região e transformando a vizinhança em plataforma de comércio, integração de infraestrutura e segurança comum. → exterior-defesa/p21, exterior-defesa/p22, exterior-defesa/p125
[b436] (relacoes_exteriores) Orientar a política externa como instrumento de promoção dos interesses nacionais: → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p116
[b437] (relacoes_exteriores) Colocar a política externa a serviço do desenvolvimento do país, e não de alinhamentos ideológicos, orientando cada iniciativa por seu retorno em mercados, investimentos e tecnologia e trazendo o setor produtivo para o centro da atuação diplomática. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p102, exterior-defesa/p116, exterior-defesa/p123
[p. 37]
[b439] (relacoes_exteriores) Recuperar o prestígio e a credibilidade da diplomacia brasileira, preservando a nossa independência para mediar disputas e conflitos que ameaçam a ordem e a paz internacional: → exterior-defesa/p52
[b440] (relacoes_exteriores) Resgatar a tradição de um Brasil respeitado e independente, capaz de auxiliar na mediação de disputas e conflitos, sobretudo no entorno regional, que ameaçam a ordem e a paz internacional. → exterior-defesa/p52
[b441] (relacoes_exteriores) Adotar uma política de vistos e imigração de um país aberto ao mundo: → exterior-defesa/p51
[b442] (relacoes_exteriores) Isentar de visto os turistas de países seguros e abrir caminhos legais à imigração de talentos e profissionais qualificados, reafirmando a tradição brasileira de ser um país aberto ao mundo. → exterior-defesa/p51
[b443] (relacoes_exteriores) Retomar o compromisso do Brasil com a condenação do antissemitismo: → exterior-defesa/p53
[b444] (relacoes_exteriores) Reafirmar o compromisso do Brasil com o combate ao antissemitismo no mundo, retomando a participação do país na Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) como parte do resgate de uma tradição diplomática de defesa da liberdade e da dignidade humana. → exterior-defesa/p53
[b445] (relacoes_exteriores) Assumir o protagonismo do Brasil no meio ambiente, segurança alimentar e transição energética: → exterior-defesa/p26, exterior-defesa/p47, exterior-defesa/p102
[b446] (relacoes_exteriores) Estreitar a cooperação com os países da bacia amazônica para que o Brasil volte a liderar as agendas de meio ambiente, segurança alimentar e transição energética, setores nos quais o país tem competitividade inquestionável, transformando nossos ativos naturais em poder diplomático. → exterior-defesa/p26, exterior-defesa/p47, exterior-defesa/p102
[b447] (relacoes_exteriores) ALINHAR O BRASIL ÀS DEMOCRACIAS → exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p100, exterior-defesa/p102
[b450] (relacoes_exteriores) Retirar o Brasil do BRICS de forma diplomática, preservando pragmaticamente as relações comerciais com todos os países do bloco e recusando qualquer direcionamento que comprometa valores constitucionais e democráticos do Brasil. → exterior-defesa/p29
[b451] (relacoes_exteriores) Ingressar na OCDE, fazendo as reformas institucionais e econômicas necessárias para aderir ao bloco: → exterior-defesa/p27
[b452] (relacoes_exteriores) Retomar o processo de adesão do Brasil à OCDE, promovendo as reformas institucionais e econômicas necessárias para aderir ao bloco e tornando o país mais competitivo, ampliando o grau de investimento e abrindo novos mercados às empresas brasileiras. → exterior-defesa/p27, exterior-defesa/p63
[p. 38]
[b454] (relacoes_exteriores) Transformar o Mercosul em zona de livre comércio para destravar novos acordos direto com mais países: → exterior-defesa/p23, exterior-defesa/p24
[b455] (relacoes_exteriores) Flexibilizar a estrutura atual do Mercosul, hoje uma união aduaneira que impede os países membros de negociarem sozinhos, transformando-o em zona de livre comércio, para que o Brasil assine acordos comerciais e de investimentos com países e blocos que ampliem seu acesso a novos mercados, tecnologia e inovação. → exterior-defesa/p23, exterior-defesa/p24, exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p142
[b456] (relacoes_exteriores) Promover os produtos brasileiros no mundo e cultivar as parcerias comerciais com os países que desejam fazer negócio com o Brasil: → exterior-defesa/p1
[b457] (relacoes_exteriores) Oportunizar a venda de produtos brasileiros para mais países, abandonando a lentidão em fechar acordos comerciais e a escolha de parceiros com base em critério ideológico, que afastam investimentos e fecham mercados ao produto brasileiro. → exterior-defesa/p1
[p. 77]
[b927] (defesa) Garantir a paz, o desenvolvimento e a soberania do Brasil requer uma política de defesa e segurança nacional com visão de longo prazo, capaz de articular suas diferentes dimensões de forma coerente e de priorizar ações nas frentes em que existirem as maiores vulnerabilidades do país, garantindo a dissuasão de riscos.
[b928] (defesa) Esse desafio é especialmente relevante em um mundo marcado por uma rápida reconfiguração geopolítica e conflitos potencializados pelo avanço tecnológico, que multiplicam e sofisticam as ameaças. Pela sua posição geográfica, com fronteiras que tocam quase todos os países da América do Sul e exposição direta às crises regionais, o Brasil tem preocupações relevantes no campo da Defesa.
[b929] (defesa) Para concretizar seus objetivos estratégicos, o Brasil depende de capacidades e competências de defesa e inteligência que permitam ao país antecipar cenários, tomar decisões e dispor de suprimentos essenciais para proteger o país de ameaças e crises. A segurança das fronteiras torna-se ainda mais urgente diante do avanço do crime organizado transnacional e da instabilidade no entorno regional. A segurança cibernética é um desafio importante da modernidade, pois a vulnerabilidade nessa área amplia os riscos de interferência externa e de perda de controle sobre infraestrutura crítica.
[b930] (defesa) Sem modernizar seus sistemas de defesa e inteligência, o país reduz sua margem de decisão e se torna mais suscetível à influência de potências estrangeiras sobre suas instituições e seus recursos. Desenvolver capacidades humanas, técnicas e operacionais sólidas e alinhadas às prioridades nacionais é essencial para preservar a autonomia, proteger a população e garantir que o país possa decidir livremente os rumos de seu próprio desenvolvimento. Para avançar essa agenda, apresentamos soluções em dois eixos:
[b931] (defesa) ROBUSTECER OS SISTEMAS DE DEFESA
[b933] (defesa) Aprimorar a atuação conjunta dos braços das Forças Armadas em torno das prioridades nacionais: → exterior-defesa/p38
[b934] (defesa) Promover uma real integração entre Marinha, Exército e Aeronáutica por meio do Estado-Maior Conjunto, estabelecendo doutrinas efetivas de operações conjuntas, objetivos estratégicos e metas alinhadas às capacidades que o Brasil precisa desenvolver. → exterior-defesa/p38
[p. 78]
[b936] (defesa) Otimizar o orçamento da Defesa: → exterior-defesa/p39, industria-ciencia/p61
[b937] (defesa) Racionalizar o gasto em defesa, priorizando investimentos em capacitação, equipamentos e desenvolvimento tecnológico. → exterior-defesa/p39, industria-ciencia/p61
[b938] (defesa) Aumentar a capacidade institucional e de governança da Defesa do Brasil: → exterior-defesa/p40
[b939] (defesa) Promover a formação de quadros civis qualificados para atuar em instâncias de administração e planejamento estratégico das Forças Armadas, além de adotar modelos de gestão orientados a resultados em todos os projetos da Defesa. → exterior-defesa/p40
[b940] (defesa) AMPLIAR AS CAPACIDADES DO GOVERNO
[b942] (defesa) Modernizar os sistemas de inteligência brasileiros: → exterior-defesa/p36
[b943] (defesa) Modernizar a capacidade institucional e a governança do sistema de inteligência brasileiro, garantindo a integração efetiva entre órgãos e ministérios e alinhando a sua atuação aos desafios críticos do país. → exterior-defesa/p36
[b944] (defesa) Aumentar a segurança jurídica das ações de inteligência: → exterior-defesa/p37
[b945] (defesa) Garantir segurança jurídica para que agentes da Abin possam portar armas quando a natureza de suas funções exigir, assegurando também o direito a identidades de cobertura para agentes da Abin em operações de inteligência. → exterior-defesa/p37
FIM — 45 blocos neste arquivo.