Ronaldo Caiado — texto do programa sobre Relações exteriores e defesa (Presidente, 2026)

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[b28] (relacoes_exteriores) A política externa voltará a servir ao interesse nacional. O Brasil dialogará com todos, sem alinhamentos automáticos e sem antagonismos gratuitos. O Itamaraty terá como prioridades abrir mercados, atrair investimento produtivo, proteger brasileiros no exterior, fortalecer a integração regional, defender regras multilaterais e negociar parcerias que tragam tecnologia e valor agregado para o país. Nossos alimentos, nossa energia limpa, nossa biodiversidade e nossos minerais estratégicos serão instrumentos de desenvolvimento, não de dependência. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p12, exterior-defesa/p47, exterior-defesa/p50, exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p105, exterior-defesa/p118

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[b125] (relacoes_exteriores) • Reposicionar o Brasil no mundo como parceiro previsível, potência ambiental, alimentar, energética e tecnológica. → exterior-defesa/p47, exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p105, exterior-defesa/p109

[p. 15]

[b337] (relacoes_exteriores) 8. Abrir mercados e integrar o Brasil ao mundo → exterior-defesa/p1

[b338] (relacoes_exteriores) Ampliar acordos comerciais, reduzir barreiras a insumos e tecnologia, fortalecer defesa comercial, atrair investimento produtivo e inserir empresas brasileiras em cadeias globais com maior valor agregado. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p4, exterior-defesa/p5, exterior-defesa/p113

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[b666] (defesa) A Defesa Nacional será tratada como política permanente de Estado, destinada a proteger o território, as fronteiras, o espaço aéreo, as águas jurisdicionais, o ciberespaço, as infraestruturas estratégicas e a liberdade de decisão do Brasil. → exterior-defesa/p41

[b667] (defesa) A doutrina militar brasileira é essencialmente defensiva e dissuasória. As Forças Armadas serão profissionais, preparadas e submetidas à Constituição, com presença territorial, planejamento de longo prazo e capacidade tecnológica e industrial compatível com as dimensões e os interesses do país. → exterior-defesa/p42

[b668] (defesa) A política de Defesa dará prioridade à Amazônia, à Amazônia Azul, à vigilância das fronteiras, à Defesa Cibernética e à integração entre soberania, ciência, tecnologia, indústria e desenvolvimento nacional. → exterior-defesa/p34

[b671] (defesa) A política de Defesa de um país é a composição de dois elementos: escolha e destino. As escolhas se referem aos caminhos traçados pelos governantes e pelos comandantes militares. O destino se refere à geografia, à população, à economia e às imposições incontornáveis da geopolítica.

[b672] (defesa) No caso brasileiro, escolha e destino apontam para uma doutrina defensiva e dissuasória. A dimensão continental do território, a extensão das fronteiras, a importância da Amazônia e do Atlântico Sul e a amplitude do espaço aéreo e marítimo exigem vigilância, mobilidade, presença territorial, logística e integração operacional.

[b673] (defesa) Em seu papel historicamente dual, as Forças Armadas exercem tanto a defesa como atribuições relevantes para a construção e a integração do país. Por isso, não podem ser compreendidas exclusivamente pelo prisma bélico. Sua atuação inclui presença em regiões remotas e apoio logístico, de engenharia, saúde e defesa civil, sem substituir permanentemente as instituições civis.

[b674] (defesa) Na Amazônia, narcotráfico, tráfico de armas, garimpo ilegal, extração clandestina de madeira e outras redes criminosas exploram fronteiras extensas e áreas de baixa presença estatal. O enfrentamento exige ação coordenada das Forças Armadas, agências de inteligência, forças policiais e órgãos federais, respeitadas as competências de cada instituição.

[b675] (defesa) No mar, a Amazônia Azul reúne rotas comerciais, recursos naturais, infraestrutura energética e oportunidades científicas. No ambiente digital, ataques a redes, telecomunicações e infraestruturas críticas criam novas vulnerabilidades. A defesa do território passa também pelo mar, pelo espaço, pelos dados e pelas tecnologias das quais o país depende.

[b676] (defesa) A soberania nacional está diretamente ligada ao desenvolvimento científico, tecnológico e industrial. Uma política de Defesa autônoma exige capacidade brasileira para desenvolver, produzir, operar, manter e aperfeiçoar sistemas estratégicos.

[b678] (defesa) 1. Atualizar a Estratégia Nacional de Defesa → exterior-defesa/p41

[b679] (defesa) Atualizar a Estratégia Nacional de Defesa diante das transformações geopolíticas e tecnológicas, priorizando fronteiras, Amazônia, Atlântico Sul, espaço aéreo, ciberespaço, espaço e infraestruturas críticas. Garantir planejamento plurianual e continuidade aos programas considerados essenciais à soberania. → exterior-defesa/p41

[b680] (defesa) 2. Fortalecer a presença na Amazônia e nas fronteiras → exterior-defesa/p34

[b681] (defesa) Reforçar os sistemas de vigilância, controle do espaço aéreo, comunicação e mobilidade terrestre, aérea e fluvial. Integrar Forças Armadas, inteligência, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, forças estaduais e órgãos de fiscalização em operações contra narcotráfico, tráfico de armas, garimpo ilegal, extração clandestina de madeira e organizações criminosas. Às Forças Armadas caberão as atribuições constitucionais → exterior-defesa/p34, exterior-defesa/p89

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[b684] (defesa) e legais de defesa, vigilância, inteligência, mobilidade e apoio operacional; investigação, prisão e persecução penal permanecerão sob responsabilidade dos órgãos competentes. → exterior-defesa/p34

[b686] (defesa) Reconhecer a Amazônia Azul como estratégia nacional de longo prazo para proteção e aproveitamento científico, econômico e sustentável das águas sob jurisdição brasileira. Fortalecer vigilância, capacidade naval e proteção das rotas, dos recursos naturais e das infraestruturas marítimas, defendendo o Atlântico Sul como espaço de paz, soberania e cooperação com países sul-americanos e da costa ocidental africana. → exterior-defesa/p35, exterior-defesa/p56, exterior-defesa/p132

[b687] (defesa) 4. Fortalecer a Defesa Cibernética → exterior-defesa/p33, exterior-defesa/p130

[b688] (defesa) Ampliar as capacidades do Programa Estratégico do Exército de Defesa Cibernética para detectar e responder a ameaças contra sistemas militares, telecomunicações e infraestruturas digitais estratégicas. Promover cooperação técnica e compartilhamento legal de informações com os órgãos civis responsáveis por infraestruturas críticas, crimes e fraudes digitais, preservando as atribuições de cada instituição. → exterior-defesa/p33, exterior-defesa/p130

[b689] (defesa) 5. Integrar Defesa, ciência, tecnologia e indústria → exterior-defesa/p32, industria-ciencia/p61

[b690] (defesa) Articular as necessidades das Forças Armadas às políticas industrial e de ciência e tecnologia, fortalecendo empresas, universidades e centros de pesquisa brasileiros. Utilizar pesquisa, encomendas tecnológicas e compras públicas para desenvolver sistemas estratégicos e tecnologias de uso militar e civil, reduzir dependências externas e assegurar capacidade nacional de operação e manutenção. → exterior-defesa/p32, industria-ciencia/p61

[b691] (defesa) 6. Valorizar o papel nacional das Forças Armadas → exterior-defesa/p42

[b692] (defesa) Manter Forças Armadas profissionais, preparadas e submetidas à Constituição e ao poder civil, preservando como missão principal a Defesa da Pátria e a garantia da soberania. Organizar suas atribuições subsidiárias em logística, engenharia, saúde, defesa civil e atendimento a populações isoladas. Na Amazônia, ampliar a cooperação com o SUS, estados, municípios e universidades para alcançar comunidades indígenas, ribeirinhas e remotas. → exterior-defesa/p42

[b693] (defesa) 7. Ampliar a cooperação internacional em Defesa → exterior-defesa/p43

[b694] (defesa) Diversificar parcerias de formação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, vigilância e proteção marítima, evitando dependência excessiva de um único país ou fornecedor. Aprofundar a cooperação com países da América do Sul, do Atlântico Sul e da costa ocidental africana, preservando a autonomia brasileira e a vocação pacífica da política externa. → exterior-defesa/p43

[b696] (defesa) • Cobertura dos sistemas de vigilância das fronteiras, do espaço aéreo e do domínio marítimo.

[b697] (defesa) • Disponibilidade dos meios destinados à Amazônia e à Amazônia Azul.

[b698] (defesa) • Execução dos programas estratégicos definidos na Estratégia Nacional de Defesa.

[b699] (defesa) • Ameaças cibernéticas detectadas e respondidas em sistemas estratégicos.

[b700] (defesa) • Participação de empresas, universidades e centros brasileiros nos programas de Defesa.

[b701] (defesa) • Conteúdo tecnológico nacional e capacidade de manutenção dos sistemas.

[b702] (defesa) • Operações integradas realizadas na Amazônia e nas fronteiras.

[b703] (defesa) • Comunidades remotas atendidas em ações subsidiárias de saúde, logística e emergência.

[b705] (defesa) COMPROMISSO: assegurar Forças Armadas profissionais, preparadas e submetidas à Constituição, capazes de proteger o território, as fronteiras, a Amazônia, a Amazônia Azul, o espaço aéreo, o ciberespaço e as infraestruturas estratégicas, com planejamento, tecnologia nacional e compromisso permanente com a paz. → exterior-defesa/p42

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[b992] (relacoes_exteriores) 8. Modernizar os instrumentos de defesa comercial → exterior-defesa/p4

[b993] (relacoes_exteriores) Dar ao Brasil práticas de apoio e defesa comercial à altura das adotadas pelas principais economias industriais, garantindo isonomia sem retorno ao protecionismo. → exterior-defesa/p4

[b994] (relacoes_exteriores) • Atualizar as exigências de conformidade, com a adoção de critérios que atendam aos compromissos e acordos internacionais nas áreas ambiental, social e econômica, por exemplo. → exterior-defesa/p4

[b995] (relacoes_exteriores) • Promover maior cooperação técnica e capacidade de investimento entre Receita Federal do Brasil, ABNT, → exterior-defesa/p61

[b996] (relacoes_exteriores) INMETRO, instituições de representatividade setorial e agências e órgãos governamentais de controle e fiscalização. → exterior-defesa/p61

[b997] (relacoes_exteriores) • Fortalecer e equipar os órgãos de controle alfandegário, com o uso mais intensivo de equipamentos tecnológicos e de inteligência artificial. → exterior-defesa/p4

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[b1007] (relacoes_exteriores) 10. Produzir mais no Brasil e competir no mundo → exterior-defesa/p2

[b1008] (relacoes_exteriores) Levar a indústria brasileira às cadeias globais e abrir mercados, preparando-a para as novas exigências do comércio internacional. → exterior-defesa/p2

[b1009] (relacoes_exteriores) • Inserir a indústria brasileira nas cadeias globais de valor. → exterior-defesa/p2

[b1010] (relacoes_exteriores) • Ampliar exportações de bens manufaturados. → exterior-defesa/p62, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p109

[b1011] (relacoes_exteriores) • Atrair investimentos produtivos internacionais. → exterior-defesa/p63, industria-ciencia/p17

[b1012] (relacoes_exteriores) • Promover acordos internacionais voltados ao comércio, à inovação e à tecnologia. → exterior-defesa/p64, exterior-defesa/p142

[b1013] (relacoes_exteriores) • Estimular empresas brasileiras a desenvolver tecnologia própria e competir globalmente. → exterior-defesa/p65

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[b1633] (relacoes_exteriores) RELAÇÕES EXTERIORES E A INSERÇÃO DO BRASIL

[b1636] (relacoes_exteriores) A política externa voltará a ser uma política de Estado e parte integrante da estratégia nacional de desenvolvimento. Diante da reconfiguração da ordem internacional, o Brasil não se limitará a reagir nem permanecerá preso ao saudosismo de uma ordem que já não existe: participará ativamente da construção da nova ordem que está emergindo, com pragmatismo, ambição e visão de longo prazo. → exterior-defesa/p9, exterior-defesa/p10, exterior-defesa/p81, exterior-defesa/p118

[b1637] (relacoes_exteriores) A diplomacia atuará junto ao setor produtivo para ampliar mercados, atrair investimentos, assegurar acesso a tecnologias críticas e elevar a complexidade tecnológica das exportações, buscando não apenas exportar mais, mas exportar melhor. Fortaleceremos as relações com os Estados Unidos, a União Europeia, a América Latina, a África, a Ásia e o Oriente Médio, sem alinhamentos automáticos. Autonomia não significará neutralidade ou equidistância, mas liberdade de decisão sustentada pela diversificação de mercados, parceiros, tecnologias e fontes de financiamento. → exterior-defesa/p11, exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p82, exterior-defesa/p94, exterior-defesa/p101, exterior-defesa/p105

[b1640] (relacoes_exteriores) Vivemos um período de profunda transformação da ordem internacional. O sistema que emergiu após a Segunda Guerra Mundial e se consolidou com o fim da Guerra Fria está sendo rapidamente reconfigurado. A competição entre grandes potências voltou ao centro da política internacional, e comércio, investimentos, tecnologia, energia, fluxos financeiros e cadeias produtivas tornaram-se também instrumentos de poder e de segurança nacional.

[b1641] (relacoes_exteriores) A economia e a geopolítica passaram a caminhar juntas. Países utilizam tarifas, controles tecnológicos, políticas industriais, sanções econômicas e incentivos ao investimento como parte de estratégias nacionais de longo prazo. A globalização não desapareceu: está sendo reorganizada. A busca por eficiência divide espaço com a segurança econômica, a resiliência das cadeias produtivas, o domínio de tecnologias críticas e a diversificação de mercados e parceiros. O arsenal da competição geopolítica moderna integra sanções econômicas, restrições ao acesso a sistemas de pagamento, disputas em torno das moedas de referência e instrumentos financeiros inovadores.

[b1642] (relacoes_exteriores) Esse cenário traz riscos, mas também oportunidades extraordinárias para o Brasil. Nosso país reúne características que poucos possuem simultaneamente: uma das maiores economias do mundo, uma democracia consolidada, enorme capacidade agrícola e industrial, abundância de recursos naturais estratégicos, matriz energética relativamente limpa, biodiversidade única e uma diplomacia respeitada internacionalmente. → exterior-defesa/p60, exterior-defesa/p105

[b1643] (relacoes_exteriores) O Brasil precisa contribuir para que a nova ordem internacional seja mais estável, mais inclusiva e mais favorável à participação de países que, como o nosso, não dispõem de excedentes de poder, mas podem exercer influência por meio da cooperação, da legitimidade e da capacidade de construir consensos. Essa é a condição de uma potência média que pretende ser interlocutora indispensável nas grandes negociações do século XXI.

[b1644] (relacoes_exteriores) Persiste, entretanto, um déficit de inserção. Somos uma grande economia pouco integrada ao comércio mundial, com rede limitada de acordos, empresas pouco internacionalizadas e pauta exportadora de baixa complexidade tecnológica. O Mercosul, por sua vez, já não conta com uma visão comum entre seus membros sobre seus objetivos, seu funcionamento e seu futuro. Superar essa condição é requisito para elevar a produtividade, a competitividade e a renda dos brasileiros.

[b1646] (relacoes_exteriores) 1. Política externa como política de Estado → exterior-defesa/p80

[b1647] (relacoes_exteriores) Definir uma estratégia nacional de inserção internacional aprovada em conselho de governo e debatida com o Congresso, o setor produtivo, a academia e a sociedade. As prioridades transcenderão ciclos políticos e → exterior-defesa/p10

[p. 73]

[b1650] (relacoes_exteriores) eleitorais, preservando a tradição profissional da diplomacia brasileira e evitando que a atuação internacional do país seja capturada pela polarização interna. → exterior-defesa/p10

[b1651] (relacoes_exteriores) 2. Diplomacia a serviço do desenvolvimento e da competitividade → exterior-defesa/p82

[b1652] (relacoes_exteriores) Integrar a política externa à estratégia nacional de desenvolvimento, com articulação permanente entre o Itamaraty e as políticas econômica, industrial, tecnológica, de infraestrutura, energia, agricultura, educação e segurança. A rede diplomática atuará de forma ainda mais próxima do setor produtivo, identificando oportunidades, removendo barreiras e apoiando a internacionalização das empresas brasileiras. → exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p110, exterior-defesa/p124

[b1653] (relacoes_exteriores) 3. Relações simultâneas com todos os polos, sem alinhamento automático → exterior-defesa/p80

[b1654] (relacoes_exteriores) Fortalecer simultaneamente as relações com os Estados Unidos, a União Europeia, a América Latina, a África, a Ásia e o Oriente Médio, sem hierarquias ou preferências determinadas por afinidades ideológicas. Não adotaremos alinhamentos automáticos nem aceitaremos falsas escolhas entre polos geopolíticos rivais. → exterior-defesa/p11, exterior-defesa/p58, exterior-defesa/p80, exterior-defesa/p101

[b1655] (relacoes_exteriores) 4. Mercosul–União Europeia e ampliação da rede de acordos → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p25

[b1656] (relacoes_exteriores) Consolidar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, aprofundar a integração econômica regional e negociar novos acordos que ampliem o acesso das empresas e dos produtos brasileiros aos mercados mais dinâmicos do mundo. A abertura comercial será construída em coordenação com as políticas econômica, industrial, tecnológica e de inovação. → exterior-defesa/p1, exterior-defesa/p25, exterior-defesa/p94

[b1657] (relacoes_exteriores) 5. O futuro do Mercosul: um diálogo que não pode ser postergado

[b1658] (relacoes_exteriores) O futuro do Mercosul não pode continuar sendo tratado como tema interditado, nem o Brasil pode seguir fugindo de uma discussão que se tornou inevitável. Promoveremos diálogo aberto, franco e construtivo com os demais Estados-Partes para construir visão compartilhada sobre o propósito e o papel do bloco em uma economia mundial em rápida transformação, reduzindo barreiras internas, harmonizando procedimentos e reconhecendo certificações. → exterior-defesa/p23, exterior-defesa/p128

[b1659] (relacoes_exteriores) 6. Ásia, África e Indo-Pacífico: os mercados de maior dinamismo

[b1660] (relacoes_exteriores) Ampliar de forma deliberada a presença brasileira nos mercados emergentes de elevado potencial, com prioridade para a Ásia, a África e o Indo-Pacífico. Isso exigirá reforço da rede de postos, acordos setoriais, abertura sanitária, promoção comercial e presença empresarial permanente. → exterior-defesa/p14, exterior-defesa/p56, exterior-defesa/p57, exterior-defesa/p83, exterior-defesa/p110, exterior-defesa/p134

[b1661] (relacoes_exteriores) 7. Exportar melhor: complexidade tecnológica e cadeias globais de valor

[b1662] (relacoes_exteriores) Elevar progressivamente a complexidade tecnológica e o valor agregado da inserção da economia brasileira. → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p109

[b1663] (relacoes_exteriores) O objetivo não será apenas exportar mais, mas exportar melhor; não apenas participar das cadeias globais de valor, mas ocupar nelas posições cada vez mais qualificadas, intensivas em conhecimento, inovação e tecnologia. → exterior-defesa/p2, exterior-defesa/p67, exterior-defesa/p109

[b1664] (relacoes_exteriores) 8. Tecnologias críticas, inteligência artificial e cooperação científica

[b1665] (relacoes_exteriores) Colocar a diplomacia a serviço do acesso do Brasil à inteligência artificial, à computação avançada, à infraestrutura digital, à biotecnologia e aos novos materiais. O país não se limitará a consumir tecnologias desenvolvidas por outros: viabilizará a infraestrutura necessária e participará de seu desenvolvimento, governança e aplicação. → exterior-defesa/p49

[b1666] (relacoes_exteriores) 9. Segurança econômica, resiliência de cadeias e minerais estratégicos → industria-ciencia/p46

[b1667] (relacoes_exteriores) Mapear dependências críticas, diversificar fornecedores e proteger infraestrutura e dados estratégicos. As parcerias em minerais estratégicos incorporarão processamento, pesquisa, formação e indústria no território nacional. O Brasil não escolherá um único bloco nem aceitará permanecer mero fornecedor de matériaprima. → exterior-defesa/p3, exterior-defesa/p49, industria-ciencia/p46

[b1668] (relacoes_exteriores) 10. Dimensão financeira da política externa

[b1669] (relacoes_exteriores) Coordenar a atuação diplomática com as autoridades econômicas e financeiras para fortalecer a resiliência da arquitetura financeira e de pagamentos do país, diversificar fontes de financiamento ao desenvolvimento e ampliar a participação brasileira nos debates sobre a governança do sistema financeiro global. → exterior-defesa/p46

[p. 74]

[b1672] (relacoes_exteriores) 11. Diplomacia econômica com metas e atração de investimento produtivo

[b1673] (relacoes_exteriores) Atribuir a embaixadas e representações metas de exportação, investimento, tecnologia e abertura de mercados, com avaliação periódica. Integrar Itamaraty, ApexBrasil, Camex, bancos e agências, com apoio especial a pequenas e médias empresas e carteira nacional de projetos de investimento. → economia/p68, exterior-defesa/p7, exterior-defesa/p13, exterior-defesa/p110, exterior-defesa/p124

[b1674] (relacoes_exteriores) 12. Integração sul-americana: física, energética e econômica

[b1675] (relacoes_exteriores) Priorizar corredores rodoviários, ferroviários, hidroviários e portuários, interconexões elétricas, gás e telecomunicações, conectando regiões brasileiras ao Pacífico e aos mercados vizinhos, com viabilidade econômica e governança de projetos aferidas caso a caso. → exterior-defesa/p22, exterior-defesa/p126

[b1676] (relacoes_exteriores) 13. Cooperação internacional contra o crime organizado transnacional → exterior-defesa/p98

[b1677] (relacoes_exteriores) Ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional, ao narcotráfico, ao tráfico de armas, aos crimes ambientais, à lavagem de dinheiro e às ameaças cibernéticas, com mecanismos permanentes de inteligência, investigações conjuntas e controle de fronteiras. → exterior-defesa/p54, exterior-defesa/p89, exterior-defesa/p98

[b1678] (relacoes_exteriores) 14. Multilateralismo com resultado e aproximação com a OCDE

[b1679] (relacoes_exteriores) Participar ativamente da ONU, da OMC, do G20 e do BRICS e retomar, com pragmatismo, o processo de aproximação com a OCDE. Não participaremos dessas organizações para ocupar cadeiras ou buscar protagonismo retórico, mas para influenciar decisões e contribuir para a formulação das regras internacionais. → exterior-defesa/p27, exterior-defesa/p29, exterior-defesa/p86, exterior-defesa/p87

[b1680] (relacoes_exteriores) 15. Diplomacia de Defesa e Atlântico Sul

[b1681] (relacoes_exteriores) Aprofundar a cooperação, os mecanismos de confiança, a formação e as parcerias tecnológicas com países da América do Sul, do Atlântico Sul e da costa ocidental africana, preservando a autonomia brasileira e as prioridades estabelecidas no Tema 10. → exterior-defesa/p43, exterior-defesa/p56

[b1682] (relacoes_exteriores) 16. Brasileiros no exterior, serviços consulares e diáspora

[b1683] (relacoes_exteriores) Modernizar consulados e serviços digitais, ampliar a assistência e a capacidade de resposta a crises e valorizar a diáspora como rede de comércio, ciência e investimento. Organizar a migração com documentação, integração, segurança e cooperação internacional. → exterior-defesa/p50

[b1685] (relacoes_exteriores) • Complexidade tecnológica e valor agregado da pauta exportadora.

[b1686] (relacoes_exteriores) • Exportações por destino e produto e número de empresas exportadoras, especialmente pequenas e médias.

[b1687] (relacoes_exteriores) • Acordos comerciais concluídos, implementados e efetivamente utilizados pelas empresas.

[b1688] (relacoes_exteriores) • Diversificação de mercados, parceiros e fontes de financiamento, medida por índices de concentração.

[b1689] (relacoes_exteriores) • Investimento estrangeiro produtivo com pesquisa, fornecedores locais e exportação associados. → industria-ciencia/p17

[b1690] (relacoes_exteriores) • Parcerias firmadas em tecnologias críticas, inteligência artificial e minerais estratégicos. → estado-instituicoes/p89

[b1691] (relacoes_exteriores) • Progresso na aproximação com a OCDE e em indicadores de qualidade regulatória. → exterior-defesa/p27, exterior-defesa/p86

[b1692] (relacoes_exteriores) • Qualidade e tempo de resposta dos serviços consulares e de assistência a brasileiros no exterior. → exterior-defesa/p50

[b1694] (relacoes_exteriores) COMPROMISSO: colocar a política externa a serviço de um Brasil mais competitivo, mais inovador, mais próspero, mais seguro e mais justo, com autonomia sustentada pela diversificação e por parcerias em todos os quadrantes. → exterior-defesa/p81

FIM — 100 blocos neste arquivo.