Metodologia
O que é o eleicoes.ai
Todo candidato a presidente ou a governador precisa registrar um programa de governo no TSE quando pede o registro da candidatura. É um documento público, que quase ninguém lê: são dezenas ou centenas de páginas por candidato.
- O eleicoes.ai lê esses programas e coloca as propostas lado a lado, tema a tema.
- Você vê onde os candidatos propõem a mesma coisa, onde propõem o contrário e onde um deles simplesmente não fala do assunto.
- Cada proposta leva ao trecho do programa de onde ela saiu, com a página e o link do documento no TSE.
- Nada vem de entrevista, rede social, debate ou notícia. Só o programa registrado.
Como achar o que você quer
- Presidente: na página inicial, escolha um tema — são 15, de economia a cultura.
- Governador: em Governador, escolha o seu estado e depois o tema.
- Buscar um assunto: a caixa de busca dentro de cada comparação procura pelo que você digitar, inclusive por palavras parecidas com as do programa.
- Comparar menos gente: dá para desmarcar candidatos e deixar só os que você quer comparar.
- Conferir a fonte: toque em qualquer proposta para abrir os trechos do programa que a sustentam.
Como ler a comparação
A comparação é uma tabela: uma coluna por candidato, e cada proposta é um cartão sobre as colunas de quem a faz. O desenho do cartão é o que diz quem propõe o quê — inclusive o rótulo "propõe o contrário", que marca quem rejeita aquela proposta —, então vale entender as regras antes de tirar conclusão.
Assunto do tema 2
- 1Uma coluna por candidato, em ordem alfabética do nome. A ordem nunca muda de página para página, e nenhuma cor identifica candidato ou partido.
- 2A página é dividida por assunto. Dentro do assunto vêm primeiro as propostas que mais de um candidato faz, e depois as que são de um só.
- 3A proposta é escrita uma vez e o cartão se estende sobre as colunas de quem a propõe. O texto fica sob a primeira coluna de quem propõe.
- 4Quando quem propõe não está lado a lado, o cartão continua sendo um só: a coluna do meio vira linha tracejada e o outro trecho diz apenas "Concorda", sem repetir o texto.
- 5Quem propõe o contrário aparece no mesmo cartão, com o topo vermelho e o rótulo "propõe o contrário". Não quer dizer que ele fale de outra coisa: quer dizer que o programa dele rejeita aquela proposta.
- 6Quando um candidato sustenta só parte da proposta, ele fica no cartão comum e ganha uma proposta própria com o detalhe dele, logo abaixo do cartão de onde ela saiu.
- 7As propostas que só um candidato faz ficam empilhadas na coluna dele. Coluna em branco significa que não localizamos a proposta no programa daquele candidato — não que o programa cale sobre o assunto, nem que ele seja contra.
- 8Quando uma campanha pede correção numa proposta, o cartão ganha o selo "contestado pelo candidato", que leva ao registro público do pedido. O selo aparece tenha o pedido sido aceito ou recusado, porque a decisão e o motivo são públicos nos dois casos.
Tocar em qualquer cartão abre os trechos do programa que sustentam aquela proposta, com a página e o link do programa no TSE. É por isso que a comparação não precisa ser acreditada: ela se abre na fonte.
Como a comparação é feita
Chamamos de editorial tudo o que decide o que está escrito: qual proposta existe, com que palavras e qual candidato aparece em cada cartão. Duas palavras aparecem no caminho abaixo.Tema é o assunto da página: economia, saúde, segurança e outras. São 15 páginas em presidente e 14 em governador, porque as atribuições dos cargos são diferentes. Um parágrafo pode tratar de mais de um tema, e a página usa o tema principal dele.Proposta é um compromisso de ação, escrito uma vez e em frase neutra, para valer para todos os candidatos que o fazem.
Passo a passo editorial
CandidatoregistraPrograma de governoemPDF no site do TSE
CódigoextraiPDF no site do TSEemTexto do programa
O texto fica congelado: as etapas seguintes usam sempre essa versão.
CódigocortaTexto do programaemParágrafos numerados
Os parágrafos remontam o texto inteiro, sem sobra nem repetição.
Modelo de IAsepara por temaParágrafos numeradosemParágrafos por tema
Um parágrafo pode receber mais de um tema, e a página usa o principal. Parágrafo sem tema válido fica como perdido, e perdido acima de 5% reprova a rodada.
Modelo de IAcompara e redigeParágrafos por temaemPropostas com quem propõe
Os seis programas entram juntos. O modelo aponta os parágrafos que sustentam cada posição.
Códigoconfere a fonte dePropostas com quem propõeemPropostas com fonte conferida
O parágrafo citado tem de existir e ser daquele candidato. O modelo não inventa uma fonte.
Modelo às cegasjulga os contrários dePropostas com fonte conferidaemPropostas com contrário conferido
Contrário é rejeitar, revogar ou decidir o inverso. Outro caminho para o mesmo fim não é.
Modelo às cegasjulga o apoio dePropostas com contrário conferidoemPropostas com apoio conferido
Quem apoia só uma parte da frase ganha uma proposta própria com o seu detalhe.
Códigojunta as repetidas dePropostas com apoio conferidoemComparação pronta
Saem também as propostas espelhadas, como "permanecer no BRICS" e "retirar o Brasil do BRICS".
Pessoarevisa por amostragem e publicaComparação prontaemPágina no site
Usamos um único modelo de IA, o Claude Opus 5, da Anthropic. Ele recebe as mesmas instruções para todo tema e todo candidato. Cada proposta fica ligada aos parágrafos de onde saiu, e você pode voltar do cartão ao texto do programa.
Ler às cegas quer dizer conferir sem saber de quem é o texto. O modelo recebe a proposta e o trecho, sem o nome do candidato. Assim a régua é a mesma para todos.
Quem entra na comparação
- Até seis candidatos por página: os mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto mais recente quando a comparação foi gerada, desde que tenham pelo menos 1% das intenções. Em presidente são seis; nos estados o número varia de dois a seis, porque em muitos deles poucos candidatos passam de 1%.
- Presidente: pesquisa Datafolha de 8 a 11 de setembro de 2026. Governador: a pesquisa mais recente de cada estado, com campo entre 2 e 12 de setembro de 2026.
- Não entra quem teve o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, nem quem não registrou programa de governo.
- Uma exceção: o programa de Omar Aziz (governador do Amazonas) tem 1.742 páginas em 9 volumes, quase tudo diagnóstico do estado. Dele, só os trechos com propostas entram.
- Em cada comparação, os candidatos comparados aparecem com foto logo abaixo da caixa de busca, e dizemos quem ficou de fora e por quê.
O que não fazemos
- Não recomendamos voto, não damos nota e não ordenamos candidatos.
- Não dizemos se uma proposta é boa, possível ou verdadeira. Dizemos que ela está escrita ali.
- Não atribuímos a um candidato nada que não esteja no programa dele.
- Não usamos nenhuma fonte além dos programas registrados.
Onde isso pode errar
- Um modelo pode errar ao resumir uma proposta ou ao juntar duas parecidas. Por isso o trecho do programa está sempre a um toque: o trecho vale mais que o resumo.
- Dividir um programa em propostas é uma escolha. Outra leitura poderia separar ou juntar de outro jeito; o que não muda é o trecho de onde cada proposta saiu.
- Os programas têm tamanhos muito diferentes. Mais propostas num tema quer dizer que o candidato escreveu mais sobre ele, não que escreveu melhor.
- Coluna em branco quer dizer que não localizamos aquela proposta no programa. Não quer dizer que o programa não trate do assunto, nem que o candidato seja contra: a leitura pode ter deixado passar um trecho, e o programa inteiro está a um toque para conferir.
- Na comparação de governador, ficam de fora os trechos sobre assuntos que não são atribuição do governo estadual, como política externa e sistema judiciário.
- Achou um erro? Aponte em Correções — todo pedido entra no registro público, aceito ou recusado, com o motivo.
Quem faz, e como conferir
- O site é feito e operado por uma pessoa, com agentes de inteligência artificial fazendo a leitura, a classificação e a comparação dos programas. Quem responde pelo site está em Quem somos.
- As instruções dadas ao modelo são gerais: não citam tema nem candidato, para a mesma régua valer para todos.
- A revisão humana é amostral, não proposta por proposta. Uma pessoa lê antes da publicação os pontos onde um erro pesa mais: todos os rótulos de "propõe o contrário", a classificação dos trechos de cada programa por tema, e os casos que o modelo às cegas devolve em dúvida — proposta que repete outra ao contrário, candidato que sustenta só parte de uma frase, cartão longo demais. O resto sai como o modelo produziu, conferido contra o texto pelo próprio harness.
- O código é público, e o histórico de mudanças mostra o que mudou, quando e por quê.