Alexandre Kalil — texto do programa sobre Economia, emprego e agro — parte 1 de 2 (Governador — MG, 2026)
Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").
Este arquivo tem 198 blocos dos 274 que o programa tem neste tema do programa de Alexandre Kalil, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/130016911243). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/mg/tema-economia-agro).
Todas as partes: eleicoes.ai/ia/dados/governador/mg/programa-governador-mg-alexandre-kalil-130002539775-economia-agro-1 · eleicoes.ai/ia/dados/governador/mg/programa-governador-mg-alexandre-kalil-130002539775-economia-agro-2
[p. 15]
[b940] (economia) 4. Desenvolvimento econômico que gere oportunidades
[b941] (economia) Minas Gerais precisa voltar a transformar suas potencialidades em desenvolvimento. Mineração, indústria, agropecuária, agroindústria, serviços, turismo, economia criativa, ciência, tecnologia e novas atividades da economia do conhecimento precisam gerar mais empregos, renda, inovação e oportunidades dentro do Estado.
[b942] (economia) O Governo atuará para destravar investimentos, fortalecer cadeias produtivas, estimular a agregação de valor, ampliar a competitividade e criar condições para que empresas e empreendedores possam investir, produzir e gerar empregos em Minas Gerais. O desenvolvimento será medido não apenas pelo crescimento da economia, mas também pela capacidade de gerar oportunidades e reduzir desigualdades entre pessoas e regiões.
[p. 18]
[b988] (economia) 1.4. Desenvolvimento com inovação, sustentabilidade e inclusão
[b989] (economia) Minas Gerais possui recursos, conhecimento e capacidade produtiva para liderar uma nova etapa de desenvolvimento. Mas produzir riqueza não basta. É necessário agregar valor, gerar empregos qualificados, ampliar produtividade, estimular inovação e fazer com que as oportunidades alcancem diferentes regiões e grupos da população.
[b990] (economia) O Estado buscará fortalecer uma economia diversificada, apoiada na transformação mineral, indústria, agroindústria, serviços, turismo, economia criativa, bioeconomia, energias de baixo carbono, ciência, tecnologia e atividades intensivas em conhecimento. Universidades, instituições de pesquisa e setor produtivo serão aproximados para transformar conhecimento em soluções, empresas, produtividade e empregos. → economia-agro/p76
[p. 56]
[b1564] (economia) 6.4. Trabalho como caminho para autonomia
[b1565] (economia) Assistência social e política de trabalho precisam conversar. Uma pessoa que procura a rede pública porque perdeu renda ou atravessa uma situação de vulnerabilidade e possui condições de trabalhar deve encontrar também orientação, qualificação e acesso às oportunidades disponíveis em sua região. O Governo reorganizará a política estadual de trabalho, emprego e renda aproximando intermediação de mão de obra, orientação profissional, qualificação, empreendedorismo, economia solidária, inclusão produtiva, desenvolvimento econômico e proteção social. O Sistema Nacional de Emprego será modernizado e integrado a essa estratégia, ampliando sua capacidade de conectar trabalhadores e empresas. → economia-agro/p31, economia-agro/p41
[b1566] (economia) O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda será fortalecido como espaço de diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público. Intermediar trabalho não é apenas registrar vagas. É aproximar quem procura oportunidade de quem precisa contratar. → economia-agro/p38
[p. 57]
[b1568] (economia) 6.5. Qualificação profissional conectada à economia real
[b1569] (economia) Curso sem oportunidade não é política de emprego. Os programas estaduais de qualificação serão planejados a partir das demandas concretas das regiões, dos investimentos em implantação, das cadeias produtivas existentes e das transformações do mercado de trabalho. → economia-agro/p28
[b1570] (economia) Minas precisará preparar trabalhadores tanto para atividades que já sustentam sua economia quanto para novas oportunidades relacionadas à transformação tecnológica, economia digital, economia verde, economia criativa, economia do cuidado, Economia da Longevidade e demais setores que possam ampliar produtividade, emprego e renda. A Utramig terá papel estratégico nessa política, conectada às políticas de educação técnica, desenvolvimento econômico e desenvolvimento regional. → economia-agro/p127
[b1571] (economia) Serão ampliadas parcerias com universidades, institutos federais, Sistema S, escolas técnicas, empresas, cooperativas e organizações da sociedade para expandir a formação profissional e aproximá-la da demanda real. A política de qualificação será avaliada pelo que acontece depois do curso. O Governo acompanhará inserção profissional, permanência no emprego, evolução da renda e relação entre a formação ofertada e as oportunidades existentes no território. Formar trabalhadores precisa abrir portas. → economia-agro/p28
[b1572] (economia) A definição dos setores, ocupações emergentes e competências relacionadas às transformações da economia será articulada à política de Talentos e Qualificação para a Nova Economia Mineira, prevista no capítulo de Desenvolvimento Econômico. → economia-agro/p28
[p. 66]
[b1697] (economia) PARTE III — MINAS QUE PRODUZ E GERA OPORTUNIDADES
[b1700] (economia) Minas Gerais possui uma economia diversificada, uma posição geográfica estratégica, recursos naturais, base industrial, produção agropecuária, universidades, centros de pesquisa e uma rede de cidades capaz de sustentar diferentes polos econômicos. Mas possuir potencial não é suficiente.
[b1701] (economia) O desafio é transformar essas capacidades em produtividade, empresas, renda, trabalho, conhecimento e oportunidades distribuídas pelo território. Minas ainda convive com cadeias produtivas nas quais parte relevante da riqueza é produzida no Estado, mas as etapas de maior valor agregado, tecnologia e remuneração acontecem fora daqui. Em vários setores, produzimos a matéria-prima, mas não necessariamente o produto final. Em outros, empresas encontram dificuldades de infraestrutura, qualificação profissional, financiamento, ambiente regulatório ou conexão com centros de pesquisa.
[b1702] (economia) As diferenças regionais também permanecem profundas. Enquanto alguns territórios concentram investimentos, tecnologia e empregos de maior remuneração, outros possuem potencial econômico ainda pouco desenvolvido e dependem excessivamente de poucas atividades.
[b1703] (economia) O Governo de Minas precisa recuperar sua capacidade de articular o desenvolvimento. Isso não significa substituir empresas, escolher artificialmente vencedores ou administrar a economia.
[b1704] (economia) Significa criar condições para que pessoas e empresas possam produzir, investir e inovar: infraestrutura, energia, logística, conhecimento, financiamento, segurança jurídica, qualificação profissional e um Estado capaz de destravar projetos. → economia-agro/p60, economia-agro/p88
[b1705] (economia) A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) coordenará essa estratégia em articulação com as demais áreas de Governo, os MUNICÍPIOS, setor produtivo, trabalhadores, universidades, instituições de pesquisa e entidades de desenvolvimento. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a Invest Minas, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e outros instrumentos estaduais deverão atuar de forma conectada às prioridades econômicas e territoriais do Governo. → economia-agro/p89
[b1706] (economia) Desenvolvimento econômico também precisa chegar às pessoas. A política estadual deverá ampliar oportunidades para jovens, mulheres, população negra, pessoas com deficiência, trabalhadores de diferentes níveis de formação, pequenos empreendedores, produtores, cooperativas e empresas de todos os portes. Os resultados não serão acompanhados apenas pelo volume de investimentos anunciados. → economia-agro/p35
[b1707] (economia) O Estado acompanhará não apenas anúncios, mas investimentos efetivamente realizados e os resultados produzidos em emprego, renda, produtividade, inovação, desenvolvimento de fornecedores e distribuição regional das oportunidades. O objetivo será simples: fazer Minas produzir mais valor com aquilo que já possui e criar novas fontes de riqueza para o futuro. → economia-agro/p85
[p. 67]
[b1713] (economia) A política mineral estará conectada à estratégia industrial, científica, tecnológica, ambiental e regional do Estado. Minerais precisarão gerar materiais. Materiais deverão gerar componentes. → economia-agro/p42
[b1714] (economia) Componentes poderão gerar produtos. E cada nova etapa realizada em Minas poderá significar mais empresas, conhecimento, fornecedores, arrecadação e trabalho. A riqueza mineral precisa deixar um legado econômico que permaneça mesmo depois que uma jazida se esgotar. → economia-agro/p46
[b1716] (economia) 7.1.1. Agregar valor antes de sair de Minas
[b1717] (economia) Minas possui importantes reservas e produção de diferentes minerais, mas parte das etapas de maior valor econômico das cadeias ocorre fora do Estado. Essa lógica precisa ser transformada.
[b1718] (economia) O Governo trabalhará para atrair e destravar investimentos em beneficiamento, transformação, novos materiais, equipamentos e atividades tecnológicas associadas à produção mineral. Sempre que houver viabilidade econômica, tecnológica, ambiental e logística, a estratégia será ampliar o processamento e a transformação dentro de Minas Gerais. → economia-agro/p42
[b1719] (economia) A política estadual buscará identificar, cadeia por cadeia, onde a produção mineira perde valor ao deixar o território e quais investimentos podem fazer essas etapas acontecerem aqui. O resultado será a capacidade de transformar a riqueza mineral em mais valor agregado, atividade produtiva, empregos, conhecimento e fornecedores dentro de Minas Gerais. Mineral extraído é riqueza potencial. Riqueza transformada em Minas gera desenvolvimento. → economia-agro/p42
[b1721] (economia) 7.1.2. Minerais estratégicos e novas cadeias industriais
[b1722] (economia) A transição energética, a eletrificação, a expansão da infraestrutura digital e as transformações tecnológicas estão aumentando a importância econômica de determinados minerais. Minas possui condições para participar dessa nova economia não apenas como fornecedor de matéria-prima. O Estado estruturará uma estratégia para desenvolver cadeias relacionadas aos minerais estratégicos presentes em Minas, considerando potencial econômico, capacidade tecnológica, sustentabilidade e demanda nacional e internacional. → economia-agro/p43, economia-agro/p129
[b1723] (economia) Um exemplo concreto do potencial de Minas para avançar da extração à transformação está na estrutura construída pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) em Lagoa Santa. A empresa investiu aproximadamente R$ 100 milhões na implantação do LABFAB ITR — Laboratório-Fábrica de Ímãs de Terras Raras —, iniciativa pioneira no Hemisfério Sul voltada à produção de ímãs de neodímio-ferro-boro, essenciais para motores elétricos, geração eólica, equipamentos eletrônicos e outras tecnologias associadas à transição energética.
[b1724] (economia) Agora devemos buscará transformar esse ativo em base para uma cadeia industrial mais ampla, articulando a estrutura transferida à FIEMG, empresas, universidades e centros de pesquisa. Ao mesmo tempo, os direitos minerários da Codemge sobre áreas com potencial para terras raras, inclusive aqueles associados a parcerias privadas e aos terrenos estaduais em Caldas, deverão → economia-agro/p43, economia-agro/p129
[p. 68]
[b1725] (economia) ser utilizados estrategicamente para atrair investimentos em pesquisa, processamento, fabricação de componentes e novos materiais. O objetivo será impedir que Minas se limite a exportar minerais estratégicos e criar condições para que etapas de maior valor tecnológico e industrial permaneçam no Estado. → economia-agro/p43, economia-agro/p129
[b1726] (economia) A prioridade será atrair etapas de maior valor agregado ligadas a atividades. A política não será definida apenas pela existência da jazida. Será necessário avaliar toda a cadeia: tecnologia, logística, energia, mão de obra, fornecedores, mercado, infraestrutura e capacidade de transformação. O objetivo será evitar repetir no século XXI o modelo em que Minas fornece recursos e outros territórios concentram a tecnologia e a maior parcela do valor econômico. → economia-agro/p43, economia-agro/p129
[b1732] (economia) 7.1.4. Uma cadeia de fornecedores mineiros
[b1733] (economia) Grandes investimentos produzem mais desenvolvimento quando movimentam empresas do próprio território. Minas precisa ampliar a participação de fornecedores locais nas cadeias minerais. Pequenas e médias empresas poderão encontrar oportunidades em engenharia, manutenção, tecnologia, automação, equipamentos, serviços ambientais, logística, software, segurança e diversos outros segmentos relacionados à mineração e à transformação mineral.
[b1734] (economia) O Governo conectará grandes empresas compradoras a fornecedores mineiros capazes de atender suas demandas, apoiando qualificação, tecnologia, certificação e acesso ao financiamento. → economia-agro/p47
[b1735] (economia) A política de conteúdo local não deverá criar empresas artificialmente protegidas da competição. O objetivo será preparar empresas mineiras para competir. Quanto maior a capacidade dos fornecedores locais, maior será a parcela da riqueza que permanecerá no território. → economia-agro/p47
[p. 69]
[b1754] (economia) A indústria é uma das atividades capazes de gerar cadeias longas de fornecedores, conhecimento, tecnologia, exportações e empregos de diferentes níveis de qualificação. inas possui tradição industrial, mas isso não garante competitividade futura. Transformações tecnológicas, transição energética, mudanças nas cadeias globais, novos padrões ambientais e a reforma tributária estão alterando as condições de competição entre regiões.
[p. 70]
[b1755] (economia) O Estado precisa construir uma nova política industrial. Não baseada apenas em incentivos fiscais. Não orientada pela escolha ocasional de uma empresa ou setor. E não concentrada em poucos MUNICÍPIOS. A estratégia será construir condições permanentes para produzir em Minas Gerais. Infraestrutura, energia, logística, mão de obra, tecnologia, financiamento, ambiente regulatório, acesso a mercados e conexão com centros de pesquisa precisam funcionar como partes de uma mesma política. O papel do Governo será remover obstáculos que impedem investimento e organizar os instrumentos públicos em torno de objetivos econômicos claros. → economia-agro/p68, economia-agro/p88, economia-agro/p139
[b1756] (economia) O objetivo não será simplesmente ter mais fábricas. Será ter uma economia capaz de produzir bens e serviços de maior valor, competir em novos mercados e gerar oportunidades para as pessoas.
[b1758] (economia) 7.2.1. Produzir conhecimento para produzir riqueza
[b1764] (economia) 7.2.2. Fortalecer o que Minas já sabe fazer e construir novas cadeias
[b1765] (economia) A reindustrialização partirá das capacidades existentes em cada território. Minas possui competências industriais e tecnológicas que podem ser ampliadas e conectadas a novas oportunidades.
[b1766] (economia) Essa lista não será fechada. O Governo identificará novas oportunidades a partir da evolução dos mercados, da capacidade científica e da estrutura produtiva de cada região. Não serão escolhidos artificialmente setores vencedores. O Estado identificará gargalos e oportunidades e criará condições para que investimentos economicamente viáveis possam acontecer. → economia-agro/p68, economia-agro/p139
[b1768] (economia) 7.2.3. Diversificação para reduzir dependências
[b1769] (economia) Regiões excessivamente dependentes de poucas atividades ficam vulneráveis. Uma mudança tecnológica, uma crise externa ou a queda do preço de uma commodity pode atingir emprego, arrecadação e renda de MUNICÍPIOS inteiros. Diversificar a economia será, portanto, parte da política industrial. Territórios fortemente ligados à mineração deverão desenvolver também fornecedores, tecnologia, indústria, serviços e novas atividades. → economia-agro/p46, economia-agro/p88, economia-agro/p139
[b1770] (economia) Regiões agropecuárias poderão ampliar agroindústria, logística, biotecnologia e transformação de alimentos. Polos industriais tradicionais poderão incorporar novas tecnologias e acessar → economia-agro/p69, economia-agro/p88, economia-agro/p139
[p. 71]
[b1773] (economia) 7.2.4. Destravar o investimento produtivo
[b1774] (economia) Empresa que pretende investir precisa encontrar um Estado capaz de dar respostas. Processos desnecessariamente lentos, informações dispersas e exigências pouco claras aumentam custos e podem impedir projetos. O Governo reorganizará o atendimento aos investimentos produtivos para reduzir barreiras administrativas sem reduzir exigências ambientais, trabalhistas, urbanísticas ou de segurança. → economia-agro/p59
[b1775] (economia) Simplificar não significa deixar de fiscalizar. Significa fazer o Estado funcionar melhor. A Jucemg terá papel importante na simplificação e integração do ambiente empresarial. A Invest Minas atuará na atração, retenção e expansão de investimentos, com atenção não apenas à entrada de novas empresas, mas também aos empreendimentos já instalados que possam ampliar suas atividades. SEDE, Invest Minas e demais áreas envolvidas deverão trabalhar de forma integrada para identificar obstáculos e coordenar soluções. → economia-agro/p59, economia-agro/p86
[b1776] (economia) Grandes projetos terão acompanhamento desde a manifestação de interesse até sua implantação, respeitando as competências e procedimentos legais de cada órgão. O Governo acompanhará os projetos estratégicos para identificar rapidamente por que um investimento está parado e qual instituição precisa agir para destravá-lo. O objetivo será transformar anúncio em investimento realizado. → economia-agro/p60, economia-agro/p85
[b1778] (economia) 7.2.5. Financiamento para modernizar empresas e criar capacidade produtiva
[b1779] (economia) Reindustrializar exige capital. Empresas precisam financiar máquinas, tecnologia, eficiência energética, expansão, exportações e novos projetos. O BDMG será instrumento estratégico da política de desenvolvimento, orientando parte de sua atuação às prioridades produtivas e regionais do Estado. → economia-agro/p77, economia-agro/p150
[b1780] (economia) Financiamento deverá buscar também corrigir diferenças territoriais. Empresas localizadas em regiões com menor acesso a crédito precisam encontrar instrumentos capazes de viabilizar bons projetos. O Estado buscará ainda recursos de bancos nacionais, organismos multilaterais e outras instituições para ampliar a capacidade financeira das políticas de desenvolvimento. → economia-agro/p77, economia-agro/p79, economia-agro/p150
[b1781] (economia) Crédito público deve financiar capacidade produtiva. E capacidade produtiva precisa gerar desenvolvimento.
[b1783] (economia) 7.2.6. Polos produtivos regionais
[b1784] (economia) A nova industrialização de Minas não poderá se concentrar em poucos eixos. Cada região possui diferentes possibilidades de especialização e integração produtiva. O planejamento econômico identificará cadeias existentes, infraestrutura, recursos humanos, instituições científicas e oportunidades de mercado em cada território. A estratégia poderá envolver, entre outros: ● transformação mineral, novos materiais e tecnologia nas regiões mineradoras; → economia-agro/p69, economia-agro/p88, economia-agro/p139
[p. 72]
[b1785] (economia) ● agroindústria, bioeconomia e energias renováveis no Norte e nos Vales; ● agronegócio, logística, tecnologia e transformação no Triângulo e Alto Paranaíba; ● alimentos, café, indústria, tecnologia e serviços no Sul; ● saúde, biotecnologia, indústria, conhecimento e economia criativa na Zona da Mata; ● metalmecânica, logística e indústria no Centro-Oeste; ● economia digital, serviços avançados, ciência, tecnologia e indústria na Região → economia-agro/p69
[b1786] (economia) Metropolitana; ● cadeias específicas vinculadas às vocações das demais regiões. → economia-agro/p69
[b1787] (economia) Essas referências não funcionarão como limites. Cada região poderá desenvolver atividades distintas sempre que existirem capacidade e oportunidade. O Estado trabalhará com os MUNICÍPIOS para estruturar áreas empresariais, infraestrutura, qualificação e demais condições necessárias aos polos. A interiorização industrial será medida também pela distribuição dos investimentos e empregos gerados. → economia-agro/p69, economia-agro/p71
[b1789] (economia) 7.2.7. Pequenas e médias empresas dentro das grandes cadeias
[b1790] (economia) A política industrial não pode olhar apenas para grandes empresas. Pequenos e médios negócios formam parte essencial das cadeias de fornecedores e da geração de empregos. O Governo aproximará pequenos e médios negócios das grandes cadeias e investimentos realizados no Estado. Programas de desenvolvimento de fornecedores poderão ajudar empresas locais a atender requisitos de qualidade, produtividade, tecnologia e escala exigidos pelas cadeias industriais. Também serão estimulados arranjos produtivos locais, cooperação empresarial e redes de fornecedores. → economia-agro/p47, economia-agro/p70
[b1791] (economia) Mulheres, jovens, empreendedores negros, pessoas com deficiência e outros grupos que enfrentem barreiras de acesso às oportunidades econômicas deverão ser considerados pelas políticas de empreendedorismo, crédito e qualificação. Crescimento econômico precisa permitir que mais pessoas participem das oportunidades criadas. → economia-agro/p35
[b1793] (economia) 7.2.8. Indústria sustentável e competitividade
[b1795] (economia) Minas possui condições para combinar base industrial, energia, recursos naturais e conhecimento para desenvolver soluções associadas à transição para uma economia de baixo carbono. A política ambiental e a política econômica precisam dialogar. O objetivo será permitir que empresas produzam mais valor utilizando recursos de forma mais eficiente. A política industrial será avaliada pelo investimento que efetivamente se realiza, pela produtividade, pelo valor agregado, pela criação de empregos e fornecedores e pela distribuição regional das novas oportunidades. → economia-agro/p87, economia-agro/p127, economia-agro/p153
[b1797] (agro) 7.3. Agronegócio e Agroindústria
[b1798] (agro) A agropecuária é uma das bases da economia mineira e está presente em praticamente todas as regiões do Estado. Mas o potencial econômico do campo não pode ser medido apenas pelo volume produzido. Parte importante da produção ainda deixa Minas com baixo grau de
[p. 73]
[b1799] (agro) processamento, enquanto etapas de beneficiamento, industrialização, logística, comercialização e construção de marcas podem gerar muito mais valor, renda e empregos perto de onde a produção acontece.
[b1800] (agro) O desafio é fazer com que a força da agropecuária impulsione também agroindústria, tecnologia, cooperativismo, serviços, pesquisa e desenvolvimento regional. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) deverá coordenar essa estratégia em articulação com os órgãos e entidades vinculados ao setor, com a SEDE, os MUNICÍPIOS, produtores, cooperativas, universidades e setor privado. → economia-agro/p90
[b1801] (agro) A política agrícola será orientada pelas diferenças territoriais. Minas não possui uma única agricultura. Café, leite, grãos, frutas, pecuária, florestas plantadas, horticultura, produção familiar e diversas cadeias regionais possuem necessidades distintas de infraestrutura, assistência técnica, defesa sanitária, tecnologia, crédito e acesso ao mercado. O Governo organizará sua política agrícola a partir dessas diferenças e construirá soluções compatíveis com cada território. objetivo será aumentar produtividade, agregar valor e ampliar a parcela da renda gerada que permaneça nas regiões produtoras. → economia-agro/p91
[b1803] (agro) 7.3.1. Produzir mais valor em Minas Gerais
[b1804] (agro) Minas Gerais não pode se contentar em ser grande produtor de matérias-primas agropecuárias. É preciso transformar mais da produção dentro do Estado. Café pode gerar café processado, marcas, alimentos e bebidas de maior valor. Leite pode gerar queijos, derivados e produtos industriais. Frutas podem se transformar em alimentos, bebidas, cosméticos e ingredientes. A produção florestal pode sustentar cadeias industriais mais sofisticadas. Essa lógica será aplicada às diferentes vocações mineiras. O Governo identificará, em cada cadeia produtiva, quais etapas de maior valor ainda acontecem fora de Minas e quais condições podem fazê-las acontecer no Estado. → economia-agro/p7
[b1805] (agro) O objetivo será transformar produção primária em produtos, marcas, empresas e empregos.
[b1806] (agro) Quanto mais etapas da cadeia forem realizadas em Minas, maior será o retorno econômico para produtores, trabalhadores e MUNICÍPIOS.
[b1808] (agro) 7.3.2. Agroindústria próxima de onde se produz
[b1809] (agro) A agroindústria será tratada como instrumento de interiorização do desenvolvimento. Muitas regiões produzem em grande volume, mas ainda dispõem de pouca capacidade local de beneficiamento e transformação.
[b1810] (agro) Pequenos e médios empreendimentos agroindustriais também precisarão encontrar um ambiente em que possam se formalizar, cumprir as exigências sanitárias e alcançar mercados maiores. As cadeias tradicionais de Minas, como café, leite, queijos, carnes, frutas, cachaça, mel e produtos artesanais, poderão conviver com novas atividades ligadas à bioeconomia, ingredientes, alimentos funcionais e tecnologias para o setor. A localização dos investimentos deverá considerar as regiões produtoras. O desenvolvimento não acontecerá plenamente se a produção sair do interior e os empregos industriais forem criados longe de onde a riqueza é originada. → economia-agro/p7, economia-agro/p8
[b1812] (agro) 7.3.3. Tecnologia e conhecimento chegando ao produtor
[p. 74]
[b1813] (agro) Produtividade não depende apenas de máquinas. Depende de conhecimento. Agricultura de precisão, sensoriamento, melhoramento genético, bioinsumos, gestão hídrica, rastreabilidade, mecanização e sistemas digitais podem ampliar produtividade e reduzir custos. Mas tecnologia só produz resultado quando chega ao produtor. O Estado aproximará pesquisa, assistência técnica, universidades, empresas de tecnologia e produtores rurais para acelerar a aplicação do conhecimento no campo. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) deverá ter papel estratégico na geração e difusão de conhecimento adaptado às condições mineiras. → economia-agro/p1, economia-agro/p2
[b1814] (agro) A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) deverá contribuir para transformar pesquisa e tecnologia em práticas acessíveis aos produtores, especialmente pequenos e médios. As prioridades variarão de acordo com a realidade de cada território. O desafio de uma região sujeita a escassez hídrica não é o mesmo de uma região com agricultura intensiva e alta mecanização. Pesquisa pública precisa responder à realidade do campo mineiro. → economia-agro/p1
[b1816] (agro) 7.3.4. Agricultura familiar, pequenos produtores e cooperativismo
[b1817] (agro) A agricultura familiar e os pequenos produtores têm papel essencial na produção de alimentos, geração de renda e manutenção da atividade econômica em milhares de comunidades. Mas enfrentam obstáculos adicionais para acessar crédito, tecnologia, escala, assistência técnica e mercados. O Governo atuará para reduzir essas barreiras, ampliando o acesso à assistência técnica, organização coletiva, crédito, tecnologia e mercados. → economia-agro/p10, economia-agro/p16
[b1818] (agro) O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável deverá ser fortalecido como espaço de articulação das políticas voltadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento rural. A estrutura oficial atualmente vincula o CEDRAF-MG à SEAPA e lhe atribui função de articulação e monitoramento dessas políticas. O pequeno produtor não precisa apenas produzir. → economia-agro/p27
[b1821] (agro) 7.3.5. Identidade, qualidade e produtos mineiros
[b1822] (agro) Minas possui um ativo econômico difícil de reproduzir: a associação entre território, tradição, qualidade e produto. Queijos, cafés, cachaças, doces, carnes, frutas e inúmeros outros produtos estão ligados à identidade das regiões mineiras. Essa identidade pode gerar mais valor.
[b1823] (agro) A política deverá conectar agricultura, turismo, cultura, gastronomia e comércio. Produtos regionais podem sustentar cadeias de pequenos produtores, empreendedores, restaurantes, pousadas e negócios ligados à economia da experiência. Valorizar a identidade mineira também é política econômica.
[b1825] (agro) 7.3.6. Defesa agropecuária como condição para produzir e vender
[b1826] (agro) Produção agropecuária depende de confiança sanitária. Surto de doença animal ou vegetal pode comprometer produção, renda, abastecimento e mercados construídos durante anos. Por isso, defesa agropecuária será tratada como infraestrutura econômica. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) deverá recuperar capacidade para atuar de forma eficiente. → economia-agro/p5
[b1827] (agro) O planejamento deverá considerar as diferentes cadeias e regiões. A estrutura de defesa precisa estar preparada tanto para as demandas da grande produção quanto para facilitar, dentro das → economia-agro/p5
[p. 75]
[b1828] (agro) normas sanitárias, a formalização de pequenos empreendimentos. Tecnologia e integração de dados poderão reduzir burocracia, melhorar fiscalização e acelerar respostas sanitárias. Defesa agropecuária eficiente protege o produtor e protege o consumidor. → economia-agro/p5, economia-agro/p8
[b1830] (agro) 7.3.7. Água, irrigação e agricultura resiliente
[b1831] (agro) As mudanças climáticas estão alterando as condições da produção rural. Períodos de seca, chuvas extremas, temperaturas elevadas e variações imprevisíveis aumentam riscos para produtores e regiões inteiras. Minas precisa preparar sua agricultura para essa realidade.
[b1832] (agro) Irrigação será tratada com critérios técnicos e ambientais. Ela pode ampliar produtividade e reduzir riscos, mas precisa ser compatível com disponibilidade hídrica e planejamento territorial. No Norte de Minas e em outros territórios sujeitos a maior escassez, tecnologias de convivência com condições climáticas adversas terão importância especial. O Estado também buscará ampliar a capacidade dos produtores de acessar informações meteorológicas e ferramentas de gestão de risco. Produzir no futuro exigirá preparar-se para um clima diferente daquele do passado.
[b1834] (agro) 7.3.8. Regularização e segurança para quem produz
[b1835] (agro) Parte do desenvolvimento rural depende de situações fundiárias e documentais que precisam ser resolvidas. Sem segurança jurídica sobre a propriedade ou posse regular, produtores podem encontrar dificuldades para acessar crédito, investir e participar de programas públicos. O Estado dará escala à regularização fundiária rural dentro de suas competências, com critérios transparentes e prioridades territoriais. A política será articulada com MUNICÍPIOS, órgãos fundiários e demais instituições envolvidas. Regularização não é apenas entrega de documento. → economia-agro/p11
[b1836] (agro) É condição para investimento, produção e acesso às políticas públicas.
[b1838] (agro) 7.3.9. Infraestrutura rural para competir
[b1839] (agro) Produtividade dentro da propriedade é apenas uma parte da competitividade. O produtor precisa retirar sua produção, armazená-la, transportá-la, acessar energia, comunicação e mercado. A política agrícola será articulada às políticas de infraestrutura para enfrentar gargalos.
[b1840] (agro) Os MUNICÍPIOS serão parceiros essenciais, especialmente na identificação dos trechos e estruturas que interferem diretamente no escoamento da produção. O planejamento deverá considerar o impacto econômico das deficiências de infraestrutura. Uma estrada ruim não representa apenas desconforto. Pode significar perda de produção e renda ou até mesmo perda de vidas. A política agrícola será acompanhada pela produtividade, renda, agregação de valor, acesso à assistência, desenvolvimento da agroindústria e distribuição territorial das oportunidades.
[b1842] (economia) 7.4. Economia dos Serviços e do Conhecimento
[b1843] (economia) A economia mineira não é apenas mineração, indústria e agropecuária. Serviços, comércio, logística, saúde, educação, tecnologia, engenharia, finanças, comunicação, consultoria e diversas outras atividades fazem parte da vida econômica de praticamente todos os MUNICÍPIOS. Mas o setor de serviços é muito heterogêneo. Há atividades de baixa
[p. 76]
[b1844] (economia) produtividade e remuneração e, ao mesmo tempo, segmentos capazes de gerar empregos altamente qualificados, inovação e exportações. O desafio será elevar produtividade e permitir que mais trabalhadores e empresas participem das atividades de maior valor.
[b1845] (economia) Minas possui universidades, centros de pesquisa, profissionais qualificados e uma estrutura urbana capaz de sustentar polos especializados. Essa capacidade precisa ser transformada em empresas, empregos, renda e novos mercados. A política estadual buscará consolidar uma economia do conhecimento distribuída por diferentes regiões. Não apenas em Belo Horizonte. → economia-agro/p76
[b1847] (economia) 7.4.1. Serviços de maior produtividade e renda
[b1848] (economia) O objetivo não será apenas expandir o setor de serviços. Será ampliar produtividade e qualidade dos empregos. O Governo buscará criar ambiente favorável para empresas que atuam em segmentos cujas atividades podem atender empresas localizadas em Minas, em outros Estados ou no exterior. A capacidade de exportar serviços reduz a necessidade de uma empresa estar próxima fisicamente de seu cliente e cria oportunidades para diferentes regiões. Conectividade, formação profissional e ambiente de inovação serão condições fundamentais. O talento mineiro precisa conseguir produzir para o mundo sem precisar deixar Minas. → economia-agro/p92
[b1855] (economia) 7.4.3. Minas como polo de serviços de saúde e ciências da vida
[b1856] (economia) A combinação entre universidades, hospitais, pesquisa, indústria farmacêutica, biotecnologia e serviços especializados permite que Minas desenvolva uma economia relevante na área da saúde. Hospitais de referência podem gerar, além do atendimento, formação profissional, pesquisa, serviços diagnósticos e novas tecnologias. A aproximação entre universidades, FUNED, CT Vacinas/UFMG, hospitais, empresas e instituições de pesquisa poderá criar oportunidades de negócios.
[b1857] (economia) Essa estratégia terá impacto econômico e poderá também fortalecer o SUS. Saúde pode ser simultaneamente política social, científica e econômica.
[b1859] (economia) 7.4.4. Economia do Cuidado e da Longevidade
[b1860] (economia) Minas Gerais terá uma população progressivamente mais velha nas próximas décadas. Essa transformação aumentará a demanda por saúde, reabilitação, cuidado, acessibilidade, moradia
[p. 77]
[b1861] (economia) adaptada, tecnologia, lazer e diferentes serviços relacionados à autonomia das pessoas. Esse processo representa um desafio para as políticas públicas, mas também abrirá uma nova fronteira de atividade econômica. A Economia do Cuidado e da Longevidade reúne atividades relacionadas a:
[b1863] (economia) ● serviços para pessoas idosas;
[b1866] (economia) ● dispositivos e soluções para autonomia;
[b1873] (economia) ● formação de cuidadores e profissionais especializados.
[b1874] (economia) O Estado apoiará a estruturação dessa economia aproximando formação profissional, inovação, empresas, universidades, serviços de saúde e políticas sociais. A qualificação de trabalhadores será especialmente importante. O crescimento da demanda por cuidado precisa ser acompanhado pela profissionalização das atividades, melhoria da qualidade dos serviços e ampliação das oportunidades de trabalho. → economia-agro/p73
[b1875] (economia) Empresas e startups poderão desenvolver soluções relacionadas a monitoramento, acessibilidade, tecnologia assistiva, saúde digital, segurança, adaptação das residências e autonomia. A política também dialogará com a Política Estadual de Cuidados e com a estratégia Minas 2040. Envelhecimento não será tratado apenas como aumento da demanda sobre o Estado. Minas poderá transformar uma mudança demográfica em conhecimento, inovação, novos serviços, empregos e melhoria da qualidade de vida. → economia-agro/p73, economia-agro/p75
[b1877] (economia) 7.4.5. Engenharia e serviços técnicos especializados
[b1878] (economia) Minas acumulou conhecimento em setores como mineração, energia, infraestrutura, indústria, geologia, agronomia e meio ambiente. Essa experiência pode se transformar em serviços exportáveis. Empresas mineiras de engenharia, consultoria, tecnologia e projetos poderão ampliar sua presença em outros mercados.
[b1879] (economia) O Governo buscará aproximar essas empresas de oportunidades nacionais e internacionais, articulando promoção comercial e programas de internacionalização. O conhecimento adquirido ao resolver problemas complexos em Minas pode gerar negócios fora do Estado. → economia-agro/p80, economia-agro/p151
[b1881] (economia) 7.4.6. Comércio conectado à nova economia
[b1882] (economia) Comércio continuará sendo parte importante da economia e do emprego. Mas também está sendo transformado por digitalização, meios de pagamento, comércio eletrônico e novas formas de logística. O Estado deverá apoiar a modernização dos pequenos e médios negócios, reduzindo barreiras burocráticas e ampliando acesso a qualificação, crédito e tecnologia. → economia-agro/p74, economia-agro/p146
[p. 78]
[b1883] (economia) Centros urbanos regionais exercem papel importante no comércio e na prestação de serviços aos MUNICÍPIOS de seu entorno. Essa função deverá ser considerada no planejamento territorial. → economia-agro/p93
[b1884] (economia) Fortalecer cidades-polo também significa fortalecer a oferta de serviços para toda a região.
[b1890] (economia) 7.4.8. Cooperativismo e economia solidária
[b1891] (economia) Cooperativas têm papel importante em diversas áreas da economia mineira. Na agricultura, crédito, saúde, transporte, reciclagem, serviços e outras atividades, a organização coletiva pode gerar escala, acesso ao mercado e distribuição de renda. O Governo apoiará o cooperativismo de forma integrada às políticas de desenvolvimento econômico e social. → economia-agro/p144
[b1892] (economia) A economia solidária também poderá oferecer caminhos de inclusão produtiva para grupos que enfrentam maior dificuldade de inserção no mercado tradicional. O objetivo será transformar organização econômica em autonomia. → economia-agro/p41
[b1895] (economia) Audiovisual, design, moda, música, jogos digitais, arquitetura, publicidade, gastronomia, artesanato e produção cultural geram renda a partir de criatividade, talento e identidade. Essas atividades possuem uma característica especialmente relevante para Minas: podem crescer em diferentes territórios sem depender necessariamente de grandes estruturas industriais. A política econômica buscará conectar economia criativa a: ● turismo; ● cultura; ● tecnologia; ● formação profissional; ● empreendedorismo; ● identidade regional. → economia-agro/p75, economia-agro/p147
[b1898] (economia) 7.4.10. Serviços e oportunidades para diferentes grupos
[p. 79]
[b1899] (economia) A expansão dos serviços pode ampliar oportunidades para públicos que encontram barreiras de entrada em setores tradicionais. Programas de qualificação, empreendedorismo e crédito deverão considerar mulheres, jovens, pessoas negras, pessoas com deficiência e outros grupos com dificuldades específicas de inserção econômica. → economia-agro/p35
[b1900] (economia) A economia do conhecimento também precisa evitar criar uma nova forma de desigualdade baseada no acesso à qualificação. A formação profissional e a educação serão conectadas aos setores em expansão. O objetivo será permitir que a transformação econômica seja também mobilidade social. → economia-agro/p28
[b1902] (economia) 7.4.11. Regionalizar a economia do conhecimento
[b1906] (economia) 7.5. Turismo, Cultura e Economia da experiência
[b1907] (economia) Minas Gerais possui uma combinação singular de patrimônio histórico, cultura, gastronomia, natureza, religiosidade, produção artesanal, festas, paisagens e modos de vida. Esses ativos precisam ser tratados também como fontes de desenvolvimento econômico. O turismo movimenta hospedagem, alimentação, comércio, transporte, eventos, produção cultural, artesanato e serviços. Em muitos MUNICÍPIOS, pode se tornar uma das principais atividades capazes de gerar renda sem exigir grandes estruturas industriais. Mas possuir atrativos não é suficiente.
[b1908] (economia) É necessário organizar destinos, qualificar serviços, estruturar roteiros, melhorar acesso, promover experiências e conectar diferentes atividades econômicas do território. A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (SECULT) deverá articular essa estratégia com MUNICÍPIOS, instâncias regionais de governança, setor privado, empreendedores, produtores culturais e comunidades locais. A política será orientada pelo território. Não existe um único turismo mineiro. Há turismo histórico, religioso, rural, gastronômico, de natureza, aventura, negócios, eventos, cultura, memória, saúde, bem-estar e diversas outras possibilidades. O papel do Estado será ajudar cada região a identificar suas vocações e transformá-las em produtos turísticos capazes de gerar renda e oportunidades. → economia-agro/p48, economia-agro/p58, economia-agro/p136, economia-agro/p167
[b1910] (economia) 7.5.1. Turismo como política de desenvolvimento econômico
[b1911] (economia) Turismo precisa deixar de ser tratado apenas como promoção de destinos. É necessário construir uma cadeia econômica. Para isso, o Governo atuará em diferentes frentes. O objetivo não será apenas aumentar o número de visitantes. Será ampliar: ● permanência média; → economia-agro/p94
[p. 80]
[b1912] (economia) ● gasto por visitante; ● geração de empregos; ● renda local; ● ocupação ao longo do ano; ● circulação entre diferentes MUNICÍPIOS.
[b1913] (economia) Um visitante que permanece mais tempo, consome produtos locais e percorre diferentes destinos gera mais desenvolvimento. Turismo precisa ser medido pelo impacto que deixa no território.
[b1915] (economia) 7.5.2. Destinos e Rotas Regionais
[b1916] (economia) Minas possui milhares de atrativos espalhados por um território extenso. Isoladamente, muitos MUNICÍPIOS não possuem escala suficiente para construir uma estratégia turística competitiva.
[b1917] (economia) A regionalização será, portanto, central. O Governo incentivará a construção de rotas que conectem diferentes MUNICÍPIOS em torno de experiências complementares. Podem ser organizados roteiros, baseados em segmentação turística e reconhecimento das vocações locais. → economia-agro/p48
[b1918] (economia) O novo Governo deverá ampliar essa lógica, mas com foco maior na estruturação econômica dos destinos. Rota turística não pode existir apenas no material de divulgação. Precisa existir na estrada, no mapa, no hotel, no restaurante, no comércio e na experiência do visitante. → economia-agro/p48
[b1924] (economia) 7.5.4. Gastronomia mineira como economia
[b1925] (economia) A gastronomia é um dos maiores diferenciais competitivos de Minas Gerais. Queijos, cafés, cachaças, doces, quitandas, carnes, azeites, vinhos, frutas e diversos produtos regionais compõem uma experiência que combina agricultura, cultura e turismo.
[b1926] (economia) Produtos com indicação geográfica ou identidade territorial terão atenção especial. A gastronomia pode aumentar o gasto do visitante e ampliar a renda de produtores, pequenos negócios e trabalhadores. Ela também conecta capítulos diferentes deste Plano: agricultura, cultura, turismo e desenvolvimento regional.
[b1928] (economia) 7.5.5. Turismo rural e comunitário
[p. 81]
[b1929] (economia) Grande parte da identidade mineira está fora dos grandes centros urbanos. Fazendas, comunidades, paisagens rurais, produção artesanal, gastronomia, cultura e modos de vida podem sustentar atividades turísticas capazes de complementar a renda local.
[b1930] (economia) O turismo rural será estruturado em diálogo com agricultura e desenvolvimento regional. → economia-agro/p55
[b1931] (economia) Também serão apoiadas experiências de turismo comunitário construídas com participação das próprias comunidades. Povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais poderão desenvolver atividades turísticas quando houver interesse local, respeitando autonomia, cultura e formas de organização. → economia-agro/p55
[b1932] (economia) A renda gerada precisa permanecer também com quem mantém viva a experiência oferecida ao visitante.
[b1934] (economia) 7.5.6. Turismo de natureza e aventura
[b1935] (economia) Minas possui parques, serras, cavernas, rios, cachoeiras e paisagens que permitem ampliar fortemente o turismo de natureza. Esse potencial precisa ser explorado de maneira responsável.
[b1936] (economia) A política será articulada aos órgãos ambientais e aos MUNICÍPIOS. → economia-agro/p58, economia-agro/p136
[b1937] (economia) Parques e outras áreas naturais podem se transformar em polos de desenvolvimento territorial quando conservação e atividade econômica são planejadas conjuntamente. O turismo também pode criar valor econômico para a preservação ambiental.
[b1939] (economia) 7.5.7. Turismo acessível e inclusivo
[b1940] (economia) Turismo precisa estar preparado para diferentes pessoas. Pessoas idosas, pessoas com deficiência, famílias com crianças e outros públicos possuem necessidades específicas de mobilidade, informação e atendimento. O Governo estimulará destinos, equipamentos e serviços mais acessíveis, considerando pessoas com deficiência, pessoas idosas, famílias com crianças e outros públicos com necessidades específicas. → economia-agro/p56
[b1941] (economia) Também serão promovidas experiências que valorizem a diversidade cultural de Minas, incluindo manifestações afro-mineiras, indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais. A diversidade do Estado é parte de sua capacidade de atrair visitantes. → economia-agro/p56
[b1943] (economia) 7.5.8. Eventos, negócios e calendário turístico
[b1944] (economia) Eventos ajudam a reduzir a sazonalidade do turismo. Congressos, feiras, encontros empresariais, festivais culturais, eventos esportivos, festas religiosas e celebrações tradicionais movimentam diferentes cadeias econômicas.
[b1945] (economia) Minas construirá uma estratégia de calendário turístico e de eventos ao longo do ano, reduzindo sazonalidade e distribuindo oportunidades entre diferentes regiões. Belo Horizonte e outros grandes centros possuem capacidade para ampliar turismo de negócios e eventos. MUNICÍPIOS médios e pequenos poderão desenvolver eventos ligados às suas identidades e cadeias econômicas. → economia-agro/p49
[b1946] (economia) O Governo apoiará a profissionalização e divulgação desses calendários, evitando concentração excessiva dos eventos em poucos períodos. A própria política estadual recente mostra o potencial dessa articulação entre cultura e turismo; em 2026, o Minas Junina foi organizado para alcançar centenas de MUNICÍPIOS e eventos em diferentes territórios. → economia-agro/p49
[p. 82]
[b1948] (economia) 7.5.9. Formação profissional para o turismo
[b1949] (economia) Turismo é serviço. E serviço depende de pessoas. Atendimento, gastronomia, hotelaria, idiomas, produção de eventos, guias, marketing digital e gestão empresarial precisam fazer parte da estratégia de qualificação.
[b1950] (economia) A formação deverá ser construída a partir da demanda de cada destino. O Estado poderá trabalhar em parceria com MUNICÍPIOS, Sistema S, universidades, escolas técnicas e empresas. → economia-agro/p50
[b1951] (economia) Pequenos empreendedores também precisam acessar conhecimento sobre: ● gestão; ● comercialização digital; ● atendimento; ● precificação; ● idiomas; ● formalização; ● sustentabilidade. → economia-agro/p50
[b1952] (economia) O visitante avalia um destino pela experiência inteira. Uma política turística precisa cuidar dos detalhes que formam essa experiência.
[b1954] (economia) 7.5.10. Promoção de Minas no Brasil e no exterior
[b1955] (economia) Minas precisa construir uma marca turística clara. A promoção deverá apresentar o Estado não como uma coleção dispersa de destinos, mas como um território capaz de oferecer experiências complementares. A estratégia nacional e internacional será orientada por mercados e perfis de visitante. → economia-agro/p52, economia-agro/p135
[b1956] (economia) A promoção deverá estar vinculada à capacidade real de receber o visitante. Não faz sentido divulgar um destino que ainda não possui estrutura mínima. Primeiro organizar. Depois promover. A política acompanhará o impacto da atividade nos territórios, especialmente permanência dos visitantes, movimentação econômica, emprego, sazonalidade e participação dos pequenos negócios.
[p. 87]
[b2034] (economia) 7.7. Talentos e Qualificação para a Nova Economia Mineira
[b2035] (economia) Não existe estratégia de desenvolvimento econômico sem pessoas preparadas para ocupar as oportunidades que ela pretende criar. A instalação de uma indústria, a abertura de um centro tecnológico, a expansão de uma agroindústria ou o crescimento de um polo de serviços só produzem todo o seu potencial quando encontram trabalhadores preparados no território. Hoje, porém, formação profissional e demanda econômica nem sempre caminham juntas. Cursos podem ser ofertados sem relação suficiente com as vagas existentes, enquanto empresas encontram dificuldade para contratar determinados perfis profissionais.
[b2036] (economia) O desafio do Governo será aproximar as duas pontas. A política econômica deverá produzir continuamente informações sobre: ● profissões demandadas; ● setores que estão contratando; ● investimentos em implantação; ● competências em falta; ● transformações tecnológicas; ● distribuição regional das vagas; ● remuneração; ● empregabilidade após a formação. → economia-agro/p95
[b2037] (economia) Essas informações serão compartilhadas com as áreas de Educação e Desenvolvimento Social, com MUNICÍPIOS e instituições formadoras. O papel deste capítulo não será definir currículo escolar. Será identificar quais talentos Minas precisa formar para que o desenvolvimento planejado se transforme em trabalho e renda para as pessoas. → economia-agro/p95
[b2039] (economia) 7.7.1. Formação orientada pela demanda das regiões
[b2040] (economia) Qualificação profissional precisa começar pela pergunta: onde estão as oportunidades? Cada região possui estrutura econômica diferente. Os cursos ofertados no Norte de Minas não precisam ser iguais aos do Triângulo, da Zona da Mata ou da Região Metropolitana. O Governo construirá mapas regionais de demanda profissional, conectando informações sobre: ● empresas existentes; ● investimentos previstos; ● vagas abertas; ● perfil dos trabalhadores; ● cadeias produtivas; ● transformação tecnológica; ● perspectivas de expansão econômica. → economia-agro/p28
[b2041] (economia) Esses diagnósticos deverão orientar o diálogo com SEE-MG, Utramig, UEMG, Unimontes, institutos federais, Sistema S, universidades, escolas técnicas e demais instituições formadoras. → economia-agro/p28
[p. 88]
[b2042] (economia) MUNICÍPIOS também participarão, especialmente na identificação de demandas locais e na articulação com empresas. Formação profissional sem oportunidade correspondente desperdiça recursos e frustra quem procura trabalho. → economia-agro/p96
[b2044] (economia) 7.7.2. Qualificação vinculada aos novos investimentos
[b2045] (economia) A atração de um grande empreendimento deve começar a gerar oportunidades antes mesmo de sua inauguração. Quando um projeto de investimento for confirmado, o Estado identificará antecipadamente as competências profissionais necessárias, o cronograma de contratação e a disponibilidade de trabalhadores na região. A partir dessas informações, poderão ser estruturadas ações de formação em parceria com instituições de ensino e empresas. → economia-agro/p29
[b2046] (economia) O objetivo será permitir que uma parcela cada vez maior das vagas criadas pelos investimentos seja ocupada por pessoas da própria região. Isso também reduz custos para as empresas e aumenta o impacto econômico local do empreendimento. A política de atração de investimentos e a política de qualificação precisam começar juntas. → economia-agro/p29
[b2048] (economia) 7.7.3. Formação para as transformações da economia
[b2049] (economia) O mercado de trabalho das próximas décadas será diferente daquele que conhecemos hoje.
[b2050] (economia) Automação, inteligência artificial, transição energética, economia de baixo carbono, digitalização, envelhecimento da população e novas formas de organização da produção transformarão ocupações existentes e criarão novas demandas profissionais. Minas precisa preparar seus trabalhadores antes que essas mudanças produzam exclusão. A política de formação profissional acompanhará as transformações dos setores produtivos e identificará ocupações em expansão, competências emergentes e atividades em que haverá necessidade crescente de trabalhadores. → economia-agro/p34
[b2051] (economia) O Estado trabalhará com instituições de ensino, empresas, entidades profissionais e demais parceiros para atualizar continuamente os programas de formação. A demanda por profissionais do cuidado também deverá crescer com o envelhecimento da população. Formação de cuidadores e trabalhadores ligados à atenção domiciliar, reabilitação, assistência, serviços para pessoas idosas e tecnologias de autonomia será incorporada ao planejamento da qualificação profissional. O objetivo não será tentar prever cada profissão que existirá no futuro. Será construir uma política capaz de identificar mudanças rapidamente e preparar trabalhadores para acompanhá-las. Transformação econômica não pode significar deixar trabalhadores para trás. → economia-agro/p97
[b2053] (economia) 7.7.4. Requalificação para quem já está no mercado de trabalho
[b2054] (economia) A transformação econômica não atinge apenas jovens que estão entrando no mercado.
[b2055] (economia) Profissões mudam. Tecnologias substituem tarefas. Setores perdem espaço enquanto outros crescem. Os trabalhadores precisam ter oportunidades de atualizar suas competências ao longo da vida. O Governo estimulará programas de requalificação voltados especialmente a pessoas impactadas por: ● automação; ● digitalização; ● transição energética; ● mudanças industriais; ● transformação das cadeias produtivas. → economia-agro/p34
[p. 89]
[b2056] (economia) As formações deverão considerar a experiência profissional já adquirida e evitar exigir que um trabalhador comece sua trajetória novamente do zero. A política também deverá observar trabalhadores de maior idade que desejem permanecer economicamente ativos. Qualificação é também política de proteção diante da transformação econômica. → economia-agro/p34
[b2058] (economia) 7.7.5. Primeiro emprego e transição dos jovens para o trabalho
[b2059] (economia) A entrada no mercado costuma ser um dos maiores obstáculos da trajetória profissional.
[b2060] (economia) Empresas pedem experiência justamente de quem está buscando a primeira oportunidade. O Estado ampliará as pontes entre formação e primeira oportunidade de trabalho, articulando aprendizagem, estágio, educação técnica, orientação profissional e experiências práticas. → economia-agro/p30, economia-agro/p125
[b2061] (economia) A política será articulada ao capítulo de Educação e às estratégias estaduais de Juventude. A prioridade será facilitar a transição sem reduzir a formação dos jovens à preparação imediata para uma vaga. Trabalho faz parte do projeto de vida. Não deve ser o único objetivo da educação. → economia-agro/p30, economia-agro/p125
[b2063] (economia) 7.7.6. Inclusão nas oportunidades da nova economia
[b2064] (economia) A transformação produtiva precisa ampliar oportunidades, e não reproduzir antigas desigualdades. Mulheres, população negra, pessoas com deficiência, jovens de territórios vulneráveis e outros grupos que enfrentem barreiras de acesso deverão ser considerados nas políticas de qualificação e conexão com o mercado de trabalho. → economia-agro/p35
[b2065] (economia) Onde os dados indicarem barreiras persistentes, as políticas precisarão ser revistas.
[b2066] (economia) Oportunidade econômica precisa chegar a diferentes pessoas.
FIM — 198 blocos neste arquivo — parte 1 de 2.