Ronaldo Caiado — texto do programa sobre Saúde — parte 1 de 2 (Presidente, 2026)
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[b119] (saude) • Organizar o SUS para oferecer fila transparente, atendimento no tempo certo e cuidado regionalizado. → saude/p14, saude/p15
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[b1481] (saude) 12. Saúde regional e cuidado perto das pessoas → saude/p19
[b1482] (saude) Organizar redes interestaduais e macrorregionais de especialidades, oncologia, cardiologia, trauma, saúde materno-infantil e reabilitação. Usar telessaúde, transporte sanitário e carreira federativa para reduzir viagens longas e fixar profissionais no semiárido, interior e periferias metropolitanas. → saude/p19, saude/p80, saude/p169, saude/p217
[b1494] (saude) • Tempo de acesso a serviços especializados de saúde e fixação de profissionais no interior.
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[b1529] (saude) Fortalecer atenção a hipertensão, diabetes, doença falciforme, saúde mental, câncer e mortalidade materna, com protocolos, formação e acesso regional. Combater discriminação no atendimento e melhorar qualidade dos registros de raça e cor. → saude/p71
[p. 71]
[b1609] (saude) 9. Organizar uma Estratégia de Saúde Amazônica no SUS → saude/p70
[b1610] (saude) Estruturar atenção primária fluvial e itinerante, telemedicina, transporte sanitário aéreo e fluvial, diagnóstico remoto, redes de referência e provimento de profissionais. → saude/p2, saude/p70, saude/p213
[b1611] (saude) Integrar saúde indígena e ribeirinha, vigilância epidemiológica e cuidado relacionado a doenças tropicais, contaminação da água, fumaça, mineração e eventos climáticos. → saude/p70
[b1612] (saude) Ampliar a cooperação logística com as Forças Armadas, universidades, estados e municípios para alcançar comunidades isoladas, sob coordenação do SUS e sem substituir a estrutura civil permanente. → saude/p70, saude/p99
[p. 75]
[b1703] (saude) Programa Nacional de Saúde 2027–2030: fortalecer o SUS, reduzir desigualdades, organizar o acesso, prevenir antes de tratar, incorporar ciência e tecnologia e construir autonomia estratégica em saúde. → saude/p63, saude/p269
[b1704] (saude) O SUS será preservado como sistema universal e transformado em uma rede mais preventiva, integrada, digital e orientada por resultados. O cidadão deve saber qual equipe o acompanha, qual é sua prioridade, quanto tempo esperará e qual serviço é responsável por cada etapa. A saúde será organizada por regiões, com atenção primária resolutiva, acesso regulado por risco clínico, especialistas conectados, hospitais avaliados por qualidade e profissionais valorizados. → saude/p63, saude/p217, saude/p269
[b1705] (saude) A agenda atuará por missões: reduzir filas evitáveis; prevenir e controlar doenças crônicas; organizar redes de infarto, AVC, câncer, saúde da mulher, infância, longevidade, saúde mental, saúde indígena, urgência, trauma e paciente crítico; recuperar a vacinação; integrar dados; modernizar hospitais; estruturar o cuidado das doenças raras; e fortalecer a produção nacional de medicamentos, vacinas, imunobiológicos e terapias avançadas. Inovação será instrumento de acesso, eficiência, equidade e soberania sanitária. → industria-ciencia/p48
[b1706] (saude) Uma nova agenda para a saúde do Brasil
[b1707] (saude) O Brasil construiu um dos maiores sistemas universais de saúde do mundo. O SUS é patrimônio nacional, expressão concreta do direito à saúde e uma infraestrutura estratégica que alcança todos os brasileiros.
[b1708] (saude) Preservá-lo é indispensável. Modernizá-lo é urgente. Vamos construir uma agenda nacional de transformação da saúde brasileira para 2027–2030: capaz de cuidar melhor das pessoas, reduzir desigualdades, incorporar inovação e preparar o SUS para o Brasil que já está surgindo. → saude/p63, saude/p269
[b1709] (saude) O Brasil vive uma das mais profundas transições demográficas e epidemiológicas de sua história. Em 2022, já éramos mais de 32 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. Nas próximas décadas, o envelhecimento populacional se acelerará e transformará definitivamente as necessidades de saúde da população. Em 2070, quase quatro em cada dez brasileiros terão 60 anos ou mais.
[b1710] (saude) Envelhecer é uma conquista civilizatória. Mas viver mais precisa significar viver melhor, com autonomia, qualidade de vida e acesso ao cuidado quando necessário. Um país mais longevo terá de enfrentar, em escala crescente, doenças cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes, obesidade, doenças renais, transtornos de saúde mental, doenças neurodegenerativas e demências. Terá mais pessoas convivendo simultaneamente com diferentes doenças crônicas e necessitando de acompanhamento contínuo, reabilitação e cuidados de longa duração.
[b1711] (saude) Não podemos enfrentar o Brasil de amanhã com um sistema de saúde desenhado para o Brasil de ontem.
[b1712] (saude) Durante décadas, organizamos grande parte da assistência para agir quando a doença já estava instalada: quando o paciente chegava ao pronto-socorro, precisava ser internado ou apresentava uma complicação.
[b1713] (saude) Precisamos inverter essa lógica. A saúde deve começar antes da doença. É preciso identificar riscos, prevenir, diagnosticar precocemente, acompanhar continuamente e garantir que cada cidadão percorra uma jornada integrada entre atenção primária, especialistas, diagnóstico, hospitais, reabilitação e cuidados de longa duração. Essa transformação não significa simplesmente gastar mais. Significa gastar melhor.
[b1714] (saude) O extraordinário avanço científico e tecnológico das últimas décadas criou uma oportunidade inédita para ampliar o acesso à saúde e, simultaneamente, aumentar a eficiência do Estado. Inteligência artificial, interoperabilidade de dados, prontuário eletrônico integrado, telessaúde, monitoramento remoto, apoio digital à decisão clínica, regulação inteligente das filas e centros de comando capazes de acompanhar a rede em tempo real permitem antecipar riscos, reduzir desperdícios, evitar duplicidade de exames, diminuir internações potencialmente evitáveis e utilizar melhor profissionais, equipamentos e leitos. → saude/p235
[b1715] (saude) A inovação não pode ser vista como um custo adicional ou um luxo tecnológico. Ela deve ser uma ferramenta de sustentabilidade do sistema de saúde, de responsabilidade fiscal e de eficiência do Estado.
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[b1718] (saude) E essa transformação é viável. Não se trata de substituir médicos, enfermeiros ou o cuidado humano por máquinas. Trata-se exatamente do contrário: utilizar tecnologia para devolver tempo aos profissionais, inteligência à gestão e acesso ao cidadão. Um sistema que conheça sua população, antecipe necessidades e organize recursos de acordo com risco e prioridade pode cuidar de mais pessoas, com maior qualidade e utilizando melhor cada real investido.
[b1719] (saude) O Brasil precisa avançar de um sistema fragmentado e predominantemente reativo para uma rede integrada, preventiva, digital e orientada por resultados. Da fila cronológica para a prioridade clínica. Do prontuário isolado para a informação que acompanha o cidadão. Da doença descoberta tarde para o risco identificado cedo. Do desperdício para a eficiência. Da desigualdade de acesso para uma saúde que chegue a todos.
[b1720] (saude) Nosso compromisso para 2027–2030 é iniciar essa transformação: construir um sistema de saúde mais humano porque é mais integrado, mais justo porque chega a quem mais precisa, mais moderno porque utiliza ciência e tecnologia e mais sustentável porque transforma inovação em eficiência.
[b1721] (saude) O futuro da saúde brasileira não será construído apenas com mais hospitais, mais equipamentos ou mais recursos. Será construído pela capacidade de organizar melhor o sistema, prevenir mais doenças, utilizar melhor a tecnologia e colocar cada brasileiro no centro do cuidado.
[b1722] (saude) A diretriz central é simples: cuidar melhor, mais cedo e com maior eficiência. Isso significa organizar filas por prioridade clínica; fortalecer a Atenção Primária; estruturar redes para câncer, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, saúde mental, infância, envelhecimento, saúde da mulher, população indígena e paciente crítico; integrar dados; modernizar hospitais; valorizar profissionais; e usar o poder do Estado para fortalecer ciência, produção e soberania sanitária. → saude/p235, estado-instituicoes/p80
[b1729] (saude) Prioridade clínica e prazo assistencial
[b1735] (saude) Atenção primária forte + rede regionalizada
[b1738] (saude) Tecnologia majoritariamente importada
[b1739] (saude) Capacidade nacional de inovar e produzir
[b1743] (saude) • Prevenção e antecipação de risco: o sistema deve agir antes da doença e da complicação, fortalecendo promoção da saúde, vacinação, rastreamento baseado em evidências, diagnóstico precoce, controle de fatores de risco e acompanhamento ativo das populações mais vulneráveis. → saude/p52, saude/p53, saude/p194
[b1744] (saude) • Federalismo cooperativo: a União define padrões nacionais, financia prioridades estratégicas, integra informações e induz qualidade; estados e municípios executam de forma regionalizada, respeitando as necessidades de cada território. → saude/p100
[b1745] (saude) • Prioridade clínica e equidade: risco, gravidade, vulnerabilidade, tempo de espera e desigualdades territoriais devem orientar o acesso aos serviços, a regulação e a alocação de investimentos. → saude/p14
[b1746] (saude) • Responsabilidade fiscal e valor em saúde: incorporar tecnologias com evidência, negociar preços, estimular contratos baseados em desempenho, medir desfechos, reduzir desperdícios e direcionar recursos para intervenções de maior impacto sanitário. → saude/p64
[b1747] (saude) • Transparência e gestão por resultados: estabelecer metas públicas, indicadores comparáveis, monitoramento contínuo e avaliação periódica de acesso, qualidade, eficiência e desfechos. → saude/p61
[b1748] (saude) • Ciência, inovação e soberania sanitária: integrar universidades, Fiocruz, Instituto Butantan, hospitais universitários, institutos de pesquisa, laboratórios públicos e indústria em uma rede nacional capaz de transformar conhecimento científico em medicamentos, vacinas, imunobiológicos, terapias avançadas, diagnósticos e tecnologias produzidos no Brasil. → saude/p37, saude/p184, saude/p261, industria-ciencia/p48, industria-ciencia/p90
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[b1751] (saude) • Integração e continuidade do cuidado: garantir que Atenção Primária, especialistas, hospitais, urgência, reabilitação, assistência farmacêutica e cuidado domiciliar funcionem como partes de uma mesma rede, com informação acompanhando o cidadão ao longo de sua trajetória. → saude/p234, saude/p294
[b1752] (saude) • Humanização e tecnologia a serviço das pessoas: utilizar tecnologia para ampliar acesso, reduzir burocracia, apoiar decisões e devolver tempo aos profissionais e aos pacientes, preservando sempre o julgamento clínico, a autonomia profissional e a relação humana no cuidado. → saude/p278
[b1754] (saude) Todas as ações a seguir propostas demandam articulação e coordenação entre União, Estados e Municípios.
[b1755] (saude) Ação 1 — Zerar a espera evitável → saude/p14
[b1756] (saude) Criar um Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente que substitua progressivamente a fila passiva por uma jornada clínica rastreável. A posição do cidadão não será definida apenas pela data do pedido, mas por gravidade, risco de progressão, impacto do atraso, vulnerabilidade e tempo já transcorrido. → saude/p14, saude/p235
[b1757] (saude) Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente
[b1758] (saude) • Integrar consultas especializadas, exames, cirurgias, oncologia, cardiologia, neurologia, reabilitação e procedimentos de alta complexidade em plataformas interoperáveis. → saude/p102
[b1759] (saude) • Adotar critérios nacionais de prioridade clínica e reavaliação dinâmica; pacientes que piorarem terão sua prioridade atualizada. → saude/p14
[b1760] (saude) • Permitir ao cidadão acompanhar situação do pedido, prioridade, prazo estimado e serviço responsável, com canais digitais e não digitais. → saude/p15
[b1761] (saude) Centrais de comando e gestão ativa das agendas → saude/p17
[b1762] (saude) • Acompanhar filas, capacidade ociosa, cancelamentos, absenteísmo, salas cirúrgicas, equipamentos, leitos e distribuição territorial da demanda. → saude/p17
[b1763] (saude) • Usar análise de dados e inteligência artificial como apoio auditável à identificação de gargalos, duplicidades, risco de deterioração e alternativas assistenciais. → saude/p242
[b1764] (saude) • Reaproveitar cancelamentos e vagas ociosas em tempo real, regionalizando a capacidade em vez de limitar o paciente a um único serviço. → saude/p17
[b1765] (saude) Atenção Primária à Saúde (APS) responsável enquanto o paciente espera
[b1766] (saude) • A UBS continuará acompanhando o cidadão até a consulta, exame ou procedimento, com acesso à prioridade e ao plano assistencial. → saude/p103
[b1767] (saude) • Teleconsultoria entre APS e especialista deverá resolver parte dos casos sem encaminhamento presencial e qualificar os encaminhamentos necessários. → saude/p11
[b1768] (saude) Rede regional e contratos orientados a valor → saude/p19
[b1769] (saude) • Oferta regional integrada e contratualização inteligente. Definir carteira de serviços, referências e transporte sanitário por região; mobilizar hospitais públicos, filantrópicos, universitários e privados contratados quando necessário; e combinar pagamento por produção com população, complexidade, acesso, qualidade, desfecho, segurança e eficiência. → saude/p19, saude/p169, saude/p189, saude/p217, saude/p263
[b1771] (saude) Reduzir o tempo de espera nas principais linhas de cuidado eletivas e eliminar espera sem prioridade, sem acompanhamento e sem transparência. → saude/p15
[b1773] (saude) Até 2030, reduzir em pelo menos 50% o tempo mediano das filas prioritárias nas regiões com maior espera, usando 2027 como linha de base; 100% das filas estratégicas com prioridade clínica, rastreabilidade e indicador público. → saude/p16
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[b1776] (saude) Ação 2 — Um SUS preventivo e resolutivo
[b1777] (saude) A Estratégia Saúde da Família deve continuar sendo a principal porta de entrada do SUS, mas precisa evoluir de um modelo centrado em atender quem procura para outro capaz de conhecer sua população, identificar risco e buscar ativamente quem precisa. → saude/p291
[b1778] (saude) Nova geração da Atenção Primária
[b1779] (saude) • Vincular progressivamente cada cidadão a uma equipe de referência, com histórico longitudinal, estratificação de risco e plano de cuidado quando indicado. → saude/p9, saude/p291
[b1780] (saude) • Busca ativa e Programa Nacional de Crônicos: criar listas nominais e acompanhamento ativo para hipertensão, diabetes, obesidade, alto risco cardiovascular, doença renal, vacinação, câncer, gestação de risco, fragilidade do idoso e pós-alta, com metas clínicas, atividade física, nutrição, adesão ao tratamento e apoio digital. → saude/p9, saude/p10
[b1781] (saude) • Modernizar UBS com conectividade, prontuário interoperável, prescrição eletrônica, telemedicina, ECG conectado, testes rápidos e diagnóstico básico conforme necessidade regional. → saude/p2, saude/p4, saude/p160, saude/p213, saude/p244, saude/p250
[b1782] (saude) • Centro de Comando da Atenção Primária: implantar painéis populacionais municipais e regionais capazes de integrar informações sobre população cadastrada, estratificação de risco, doenças crônicas, prevenção, vacinação, rastreamentos, internações, uso de serviços de emergência e continuidade do cuidado. Esses painéis permitirão identificar territórios com pior controle de hipertensão e diabetes, baixa cobertura vacinal, maior abandono de tratamento ou maior número de internações evitáveis, orientando equipes, recursos e programas para onde houver maior necessidade. → saude/p9
[b1783] (saude) Integração com especialistas e hospitais
[b1784] (saude) • Criar rede nacional de teleconsultoria para apoiar médicos e enfermeiros da APS. → saude/p11
[b1785] (saude) • Toda alta de paciente de alto risco deverá gerar comunicação eletrônica à equipe territorial, com reconciliação de medicamentos e plano de seguimento. → saude/p104
[b1786] (saude) • Medir APS por controle de doenças, vacinação, diagnóstico precoce, internações evitáveis e mortalidade prematura, não apenas por número de consultas. → saude/p105, saude/p280
[b1787] (saude) Financiamento com equidade e resultado → estado-instituicoes/p33
[b1788] (saude) • Recursos orientados à necessidade e ao impacto. Considerar vulnerabilidade, vazios assistenciais, vacinação, controle de doenças crônicas, pré-natal, saúde bucal, saúde mental, internações evitáveis, continuidade pós-alta e satisfação do usuário. → saude/p60
[b1790] (saude) Transformar cobertura nominal em vínculo, prevenção e resultado clínico.
[b1792] (saude) Até 2030, 100% das equipes de Saúde da Família com acesso a teleconsultoria e ferramentas de estratificação de risco; reduzir em 20% as internações por condições sensíveis à APS, com metas regionais ajustadas à linha de base de 2027. → saude/p9, saude/p11
[p. 79]
[b1795] (saude) Ação 3 — Brasil cardiovascular: prevenir, reconhecer e tratar a tempo
[b1796] (saude) Doença coronária (infarto) e o acidente vascular cerebral (AVC) exigem uma política que una prevenção populacional e tratamento tempo-dependente. O CEP do brasileiro não pode determinar sua chance de sobreviver a um infarto ou AVC sem sequelas evitáveis.
[b1798] (saude) • Estratificar risco cardiovascular na APS e intensificar controle de hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, tabagismo, doença renal, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca. → saude/p10
[b1799] (saude) • Criar busca ativa dos pacientes persistentemente fora de meta e transição estruturada de cuidado após infarto ou AVC. → saude/p10
[b1800] (saude) Rede nacional de infarto e AVC
[b1801] (saude) • Organizar hemodinâmica regional 24/7, ECG conectado no SAMU e trombólise pré-hospitalar onde o acesso à angioplastia não ocorrer no tempo recomendado. → saude/p75
[b1802] (saude) • Expandir Centros de AVC, TeleAVC 24/7 e acesso regional à trombectomia mecânica para pacientes elegíveis. → saude/p75
[b1803] (saude) • Implantar Centrais de Comando Cardiovascular e Neurovascular integrando ambulância, regulação, → saude/p75
[b1804] (saude) ECG/imagem, disponibilidade hospitalar e tempo até reperfusão.
[b1805] (saude) • Usar transporte aeromédico em regiões onde a barreira geográfica impedir tratamento dentro da janela terapêutica. → saude/p106
[b1806] (saude) Diagnóstico precoce da doença coronariana
[b1807] (saude) • Se incorporada conforme avaliação regular de tecnologia, estruturar rede regional regulada de angiotomografia coronariana com indicação clínica, qualidade e laudo especializado. → saude/p107
[b1809] (saude) Reduzir mortalidade cardiovascular prematura e desigualdade territorial no acesso à reperfusão.
[b1811] (saude) Meta nacional indicativa: reduzir em 30% a mortalidade cardiovascular prematura até 2030; 100% das regiões com rota formalizada para infarto e AVC e 100% dos pacientes elegíveis com estratégia de reperfusão definida segundo protocolo. → saude/p75
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[b1814] (saude) Ação 4 — Brasil contra o câncer → saude/p54, saude/p266
[b1815] (saude) A política nacional contra o câncer deve começar antes do diagnóstico. O objetivo é prevenir os cânceres evitáveis, ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce, acelerar a investigação dos casos suspeitos e garantir acesso oportuno à cirurgia, radioterapia e terapias sistêmicas, reduzindo atrasos que comprometem a chance de cura e a sobrevida. → saude/p178, saude/p197
[b1816] (saude) Prevenção e rastreamento organizado
[b1817] (saude) • Ampliar vacinação contra HPV, combate ao tabagismo, obesidade, consumo nocivo de álcool e exposições carcinogênicas. → saude/p52, saude/p194, saude/p197
[b1818] (saude) • Migrar do rastreamento oportunístico para programas organizados: identificar população elegível, convocar, realizar exame, acompanhar resultado e concluir investigação. → saude/p53, saude/p54, saude/p266
[b1819] (saude) • Expandir o rastreamento baseado em DNA-HPV e organizar fluxos de mama, colo uterino e colorretal conforme diretrizes nacionais e capacidade instalada. → saude/p56, saude/p178
[b1821] (saude) • Criar categoria regulatória própria para suspeita de câncer e um relógio digital desde a suspeita até diagnóstico e tratamento. → saude/p55
[b1822] (saude) • Assegurar o cumprimento efetivo dos prazos legais já existentes; investigação diagnóstica em até 30 dias quando houver suspeita fundamentada de neoplasia maligna e início do primeiro tratamento em até 60 dias após o diagnóstico, com monitoramento individual da trajetória de cada paciente. O compromisso do próximo governo não será criar prazos, mas fazer os prazos existentes acontecerem na prática e medi-los paciente por paciente. → saude/p55
[b1823] (saude) • Integrar anatomia patológica, telepatologia, imuno-histoquímica, diagnóstico molecular e imagem oncológica em redes regionais. → saude/p54, saude/p266
[b1824] (saude) • Separar cirurgia oncológica das filas eletivas convencionais e monitorar radioterapia como infraestrutura estratégica, com equipamento, equipe, manutenção e regulação regional. → saude/p54, saude/p266
[b1825] (saude) Oncologia moderna e acesso sustentável
[b1826] (saude) • Incorporar terapias-alvo, imunoterapias e medicina de precisão quando houver benefício clínico relevante, evidência robusta e definição da população elegível. → saude/p267
[b1827] (saude) • Vincular incorporação de terapias de precisão à disponibilidade do biomarcador necessário e, quando adequado, usar negociação de preço e compartilhamento de risco. → saude/p267
[b1829] (saude) Reduzir diagnóstico tardio e tempo entre suspeita, confirmação e tratamento.
[b1831] (saude) Até 2030, 100% dos pacientes com suspeita oncológica relevante rastreáveis por relógio assistencial; cumprimento monitorado dos prazos legais; redução progressiva da proporção de diagnósticos em estágio avançado, com metas específicas por tumor definidas a partir da linha de base de 2027. → saude/p55
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[b1834] (saude) Ação 5 — Saúde da mulher ao longo de toda a vida → saude/p28
[b1835] (saude) A saúde da mulher não pode ser reduzida à gestação. A política nacional deverá integrar adolescência, saúde sexual e reprodutiva, maternidade segura, prevenção cardiovascular, câncer, endometriose, saúde mental, climatério, menopausa, saúde óssea e envelhecimento. → saude/p28, saude/p181
[b1836] (saude) Maternidade segura e redução da mortalidade materna → saude/p292
[b1837] (saude) • Classificar risco desde o pré-natal, garantir referência para gestação de alto risco e integrar maternidade, regulação, banco de sangue, UTI materna e transporte. → saude/p292
[b1838] (saude) • Implantar vigilância em tempo real de sinais de gravidade obstétrica, protocolos para hemorragia, hipertensão, sepse e tromboembolismo e revisão de óbitos maternos com plano corretivo. → saude/p292
[b1839] (saude) • Garantir cuidado estruturado no puerpério, incluindo saúde cardiovascular e saúde mental materna. → saude/p98, saude/p108, saude/p214
[b1840] (saude) Rastreamento e diagnóstico rápido
[b1841] (saude) • Busca ativa para câncer do colo do útero e mama, com jornada completa do exame alterado até biópsia e tratamento. → saude/p29
[b1842] (saude) • Organizar acesso a diagnóstico e tratamento de endometriose, dor pélvica, sangramento uterino anormal e outras condições que frequentemente levam anos até o diagnóstico. → saude/p30, saude/p257
[b1843] (saude) Climatério, menopausa e doenças crônicas
[b1844] (saude) • Criar linha de cuidado para climatério e menopausa na APS, com avaliação individualizada de sintomas, risco cardiovascular, saúde óssea, sono, saúde mental e sexual. → saude/p31
[b1845] (saude) • Incluir risco cardiovascular feminino e prevenção de osteoporose nos protocolos de cuidado ao longo da vida. → saude/p31
[b1847] (saude) • Integrar saúde, assistência social e rede de proteção para identificação e atendimento de mulheres em situação de violência, com fluxos seguros e acesso a cuidado físico e psicológico. → saude/p35, saude/p98, saude/p214
[b1849] (saude) Reduzir mortes evitáveis e garantir cuidado integral em todas as fases da vida. → saude/p28
[b1851] (saude) Meta nacional indicativa: reduzir em 30% a razão de mortalidade materna até 2030; 100% das regiões com referência de alto risco obstétrico e linha de cuidado para endometriose e climatério; ampliar rastreamento organizado de mama e colo uterino com busca ativa e rastreabilidade. → saude/p29, saude/p178, saude/p292
[p. 82]
[b1854] (saude) Ação 6 — Brasil começa pela infância
[b1855] (saude) Os primeiros anos de vida concentram oportunidades únicas de prevenção e desenvolvimento. O núcleo intensivo será dos primeiros 2.000 dias, dentro de uma linha de cuidado que acompanhe a criança de forma longitudinal. → saude/p87
[b1856] (saude) Do pré-natal à primeira infância
[b1857] (saude) • Integrar pré-natal, parto, puerpério, aleitamento, nutrição, vacinação, crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor, saúde mental, visão, audição e saúde bucal. → saude/p87
[b1858] (saude) • Criar Passaporte Digital da Criança, integrado ao prontuário nacional, com alertas de vacinação atrasada, ausência em acompanhamento e triagens pendentes. → saude/p87
[b1859] (saude) • Garantir seguimento pós-alta de prematuros e crianças de alto risco e apoio por telepediatria nas regiões sem especialistas suficientes. → saude/p88
[b1861] (saude) • Além de mortalidade infantil, acompanhar desenvolvimento saudável: crescimento, nutrição, vacinação, linguagem, cognição, visão, audição e saúde emocional. → saude/p109
[b1862] (saude) • Buscar ativamente crianças com atraso de desenvolvimento e organizar acesso precoce a diagnóstico, estimulação e reabilitação. → saude/p88
[b1864] (saude) Reduzir mortalidade evitável e aumentar o potencial de desenvolvimento infantil.
[b1866] (saude) Até 2030, 100% das regiões com suporte pediátrico especializado presencial ou por telessaúde; plano de seguimento para 100% dos prematuros de maior risco; redução adicional e sustentada da mortalidade infantil e das desigualdades regionais, com linha de base de 2027. → saude/p87
[p. 83]
[b1869] (saude) Ação 7 — Longevidade com autonomia
[b1870] (saude) O envelhecimento é uma conquista. A resposta do sistema deve ser preservar função, independência e participação social, e não apenas acumular diagnósticos e prescrições.
[b1871] (saude) Fragilidade, quedas e demência
[b1872] (saude) • Implantar avaliação funcional e de vulnerabilidade na APS para pessoas idosas acompanhadas regularmente. → saude/p65
[b1873] (saude) • Criar programa nacional de prevenção da fragilidade, quedas e fraturas, com exercício, nutrição, revisão de medicamentos, visão, audição e avaliação domiciliar. → saude/p65
[b1874] (saude) • Implantar linha de cuidado para demência em todas as regiões, com teleconsultoria e referência especializada. → saude/p67, saude/p270
[b1875] (saude) Reabilitação, domicílio e continuidade
[b1876] (saude) • Garantir avaliação de reabilitação após AVC, fratura, cirurgia, internação prolongada ou doença crítica. → saude/p110
[b1877] (saude) • Atenção domiciliar, deficiência e continuidade do cuidado: expandir atenção domiciliar para idosos dependentes, ampliar apoio às pessoas com deficiência e integrar saúde e assistência social no plano de cuidado quando houver perda de autonomia. → saude/p66
[b1878] (saude) • Criar revisão estruturada de polifarmácia e suporte aos cuidadores. → saude/p66, saude/p98, saude/p214
[b1879] (saude) Hospital amigo da pessoa idosa
[b1880] (saude) • Adotar mobilização precoce, prevenção de delirium, preservação do sono, nutrição, redução de dispositivos desnecessários e planejamento de alta. → saude/p111
[b1882] (saude) Medir anos de vida saudável e capacidade funcional, e não somente longevidade. → saude/p112
[b1884] (saude) Até 2030, 90% dos idosos acompanhados regularmente pela APS com avaliação funcional atualizada; plano individual para 100% dos frágeis ou de alto risco; 90% dos elegíveis após fratura de fragilidade com avaliação de osteoporose e prevenção secundária. → saude/p65
[p. 84]
[b1887] (saude) Ação 8 — Saúde mental como prioridade nacional
[b1888] (saude) A política de saúde mental deve começar antes da crise, estar próxima da comunidade e funcionar de forma integrada ao restante do SUS.
[b1889] (saude) A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) deve articular Atenção Primária à Saúde (APS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), urgência e emergência, atenção especializada, hospitais, psicologia e assistência social, garantindo continuidade do cuidado e evitando que o paciente se perca entre serviços. → saude/p234
[b1890] (saude) Os CAPS permanecem essenciais para os casos de maior complexidade, mas não podem ser a única porta de entrada para uma demanda que atravessa todas as idades e diferentes graus de gravidade. A Atenção Primária deve assumir papel central na prevenção, identificação precoce, acompanhamento longitudinal e encaminhamento oportuno, com apoio matricial, teleconsultoria e referência especializada sempre que necessário.
[b1892] (saude) • Fortalecer a saúde mental na Atenção Primária: capacitar as equipes para reconhecer e manejar condições comuns, identificar sinais de gravidade e garantir acesso rápido ao cuidado especializado. → saude/p21
[b1893] (saude) • Expandir a RAPS conforme necessidade regional: mapear vazios assistenciais de CAPS, CAPSi, CAPS AD, CAPS → saude/p20
[b1894] (saude) III e leitos de saúde mental em hospitais gerais e direcionar a expansão para os territórios de maior necessidade. → saude/p20
[b1895] (saude) • Garantir continuidade entre os serviços: criar fluxos formais entre APS, CAPS, urgência e emergência, psiquiatria, psicologia, hospitais e assistência social, com plano terapêutico e equipe de referência definidos para os pacientes de maior risco. → saude/p21
[b1896] (saude) • Cuidar depois da crise: todo paciente de alto risco atendido em emergência ou hospital deverá ter encaminhamento estruturado, comunicação com a rede responsável e acompanhamento após a alta. → saude/p21
[b1898] (saude) A política deverá prever estratégias específicas para:
[b1902] (saude) • pessoas com depressão e ansiedade; → saude/p113, saude/p284
[b1903] (saude) • pessoas com transtornos mentais graves; → saude/p113, saude/p284
[b1904] (saude) • pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas; → saude/p113, saude/p284
[b1905] (saude) • populações em situação de maior vulnerabilidade social. → saude/p113, saude/p284
[b1906] (saude) Álcool e outras drogas: prevenção, cuidado e evidência
[b1907] (saude) O uso prejudicial de álcool e outras drogas deve ser enfrentado como questão de saúde pública, proteção social e segurança, com responsabilidades claramente distribuídas entre os diferentes setores do Estado.
[b1908] (saude) Na saúde, a prioridade será: prevenir o início e o uso problemático → identificar precocemente pessoas em risco → oferecer tratamento baseado em evidências → garantir atendimento adequado às crises → assegurar continuidade do cuidado e reinserção social. → saude/p82
[b1909] (saude) A política deverá reconhecer diferentes níveis de gravidade e oferecer respostas proporcionais, evitando soluções únicas para situações clínicas distintas.
[b1910] (saude) • Prevenção: ampliar ações educativas e preventivas, especialmente entre crianças e adolescentes, com participação das escolas, famílias, Atenção Primária e redes de proteção. → saude/p83, saude/p99, saude/p216
[b1911] (saude) • Cuidado regionalizado: garantir referência para álcool e outras drogas em todas as regiões de saúde, integrando → saude/p82
[b1912] (saude) APS, CAPS AD, emergência e hospital. → saude/p114
[b1913] (saude) • Populações prioritárias: desenvolver estratégias específicas para adolescentes, gestantes, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e famílias afetadas pelo uso problemático de substâncias. → saude/p83, saude/p98
[b1914] (saude) • Redução de danos e prevenção de intoxicações: incorporar estratégias de redução de danos, vigilância epidemiológica, monitoramento de novas substâncias e fortalecimento da capacidade de resposta das emergências. → saude/p82
[b1915] (saude) • Integração com outras políticas públicas: articular saúde, assistência social, educação, justiça e segurança pública. → saude/p99, saude/p115, saude/p216, saude/p287, seguranca-justica/p118
[p. 85]
[b1919] (saude) Gestão orientada por resultados
[b1920] (saude) A política de saúde mental não será avaliada apenas pelo número de consultas ou serviços existentes. Deverão ser monitorados: tempo até primeiro acolhimento → acesso territorial → continuidade do cuidado → reinternações → recorrência de atendimentos de emergência → abandono do tratamento → funcionalidade → mortalidade. → saude/p24
[b1921] (saude) Também deverá ser criado Painel Nacional de Saúde Mental e Álcool e Outras Drogas, com indicadores nacionais, estaduais e regionais. → saude/p24
[b1923] (saude) Garantir porta de entrada, referência responsável e continuidade do cuidado em todas as regiões. → saude/p234
[b1925] (saude) Até 2030, 100% das regiões com desenho completo da RAPS; 100% das equipes de Saúde da Família com acesso a protocolo e apoio especializado; pelo menos 90% dos pacientes de alto risco atendidos em emergência com seguimento estruturado. → saude/p20
[p. 86]
[b1928] (saude) Ação 9 — Saúde indígena com equidade, território e respeito cultural → saude/p69
[b1929] (saude) Equidade significa reconhecer que populações indígenas vivem realidades epidemiológicas, geográficas e culturais próprias. O subsistema indígena deve ser fortalecido, conectado às redes regionais do SUS e capaz de oferecer continuidade do cuidado da aldeia à alta complexidade. → saude/p229
[b1930] (saude) Fortalecer Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEIs) e atenção territorial
[b1931] (saude) • Planejar força de trabalho, infraestrutura, medicamentos, transporte e conectividade segundo população, distância, perfil epidemiológico e sazonalidade de cada território. → saude/p69, saude/p229
[b1932] (saude) • Garantir equipes multidisciplinares estáveis, agentes indígenas de saúde e educação permanente com competência intercultural. → saude/p69
[b1933] (saude) • Usar telessaúde como apoio clínico e educacional, preservando a presença territorial e a relação de confiança com as comunidades. → saude/p2, saude/p213
[b1934] (saude) Acesso à média e alta complexidade
[b1935] (saude) • Criar fluxos regulatórios específicos e rastreáveis entre DSEI, município, estado, hospitais de referência e casa de saúde indígena (CASAI), evitando que o paciente fique perdido ao sair do território. → saude/p69
[b1936] (saude) • Estruturar transporte sanitário terrestre, fluvial e aeromédico conforme geografia e gravidade, com planejamento para emergências obstétricas, pediátricas, infecciosas e trauma. → saude/p116
[b1937] (saude) • Garantir contrarreferência após alta, com plano terapêutico compreensível e retorno à equipe de origem. → saude/p117
[b1939] (saude) • Foco em saúde materno-infantil, vacinação, tuberculose e outras infecções, doenças crônicas, saúde mental, nutrição, saúde bucal, água segura e vigilância ambiental. → saude/p118
[b1940] (saude) • Criar indicadores próprios por DSEI e povo/território quando tecnicamente adequado, evitando que médias nacionais escondam desigualdades. → saude/p119
[b1942] (saude) • Fortalecer participação indígena na definição, monitoramento e avaliação das políticas, respeitando organização social, línguas, práticas culturais e direitos assegurados. → saude/p120
[b1944] (saude) Reduzir desigualdades evitáveis entre população indígena e população geral e garantir continuidade do cuidado.
[b1946] (saude) Até 2030, 100% dos DSEIs com plano assistencial e logístico atualizado, conectividade mínima nos pontos estratégicos e referência formal para média/alta complexidade; painel nacional de acesso, vacinação, saúde materno-infantil e principais desfechos indígenas com metas territoriais anuais. → saude/p69, saude/p229
[p. 87]
[b1949] (saude) Ação 10 — Rede nacional de urgência, emergência e paciente crítico
[b1950] (saude) A emergência precisa funcionar como rede, não como conjunto de portas isoladas. SAMU, UPA, emergência hospitalar, centro cirúrgico, UTI, transferência e reabilitação devem compartilhar informação, prioridade e capacidade em tempo real. → saude/p73
[b1952] (saude) • Buscar cobertura populacional universal do SAMU e padronizar medição nacional do tempo-resposta. → saude/p74
[b1953] (saude) • Conectar ambulâncias prioritárias para transmissão de ECG, sinais vitais, teleconsultoria e aviso prévio ao hospital. → saude/p74
[b1954] (saude) Regulação de UTI e capacidade regional
[b1955] (saude) • Implantar fila dinâmica por prioridade clínica, com atualização de gravidade e visibilidade de leitos, equipes e capacidade real de funcionamento. → saude/p73
[b1956] (saude) • Criar Centrais de Comando de Emergência e Terapia Intensiva nas macrorregiões e painel nacional para crises, desastres, epidemias e transferências interestaduais. → saude/p73
[b1957] (saude) • Expandir cuidados intermediários, tele-UTI, protocolos de deterioração clínica e reabilitação pós-UTI. → saude/p121
[b1959] (saude) • Medir mortalidade ajustada ao risco, infecção, ventilação mecânica, tempo de permanência, reinternação, tempo até admissão, mobilização precoce e desfecho funcional. → saude/p122
[b1961] (saude) • Trauma, queimados e reabilitação integrados. Articular SAMU, Corpo de Bombeiros, UPAs, emergências, centros cirúrgicos, UTIs e reabilitação, com foco em motociclistas, politrauma e queimados e com protocolos, regulação e indicadores nacionais de desfecho funcional. → saude/p78
[b1963] (saude) Reduzir demora para atendimento crítico e variação injustificada de qualidade.
[b1965] (saude) Até 2030, 100% de cobertura populacional do SAMU; Centrais de Comando em todas as macrorregiões; reduzir em pelo menos 50% o tempo mediano de espera por UTI nas regiões com maior demora, tomando 2027 como linha de base. → saude/p73
[p. 88]
[b1968] (saude) Ação 11 — Vacinas, vigilância e preparação para emergências sanitárias
[b1969] (saude) O Brasil precisa recuperar a cultura vacinal, preservar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e combinar vigilância epidemiológica com capacidade produtiva e logística para responder rapidamente a novas ameaças.
[b1971] (saude) • Atingir e sustentar altas coberturas das vacinas prioritárias, com busca ativa de atrasados pela APS, vacinação em escolas e estratégias móveis em territórios remotos. → saude/p48, saude/p49
[b1972] (saude) • Integrar registro nominal de vacinação ao prontuário, permitindo identificar bolsões de baixa cobertura em tempo real. → saude/p50
[b1974] (saude) • Fortalecer vigilância genômica, laboratorial e epidemiológica para arboviroses, influenza, covid-19, doenças emergentes e ameaças zoonóticas. → saude/p193
[b1975] (saude) • Manter estoques estratégicos, contratos de contingência e capacidade de ampliar rapidamente produção de vacinas, insumos, diagnósticos e medicamentos essenciais. → saude/p193
[b1977] (saude) Proteger a população com cobertura vacinal alta e capacidade de resposta rápida.
[b1979] (saude) Até 2030, atingir e sustentar pelo menos 95% de cobertura nas vacinas prioritárias em que essa meta for tecnicamente indicada, com redução dos municípios abaixo da meta e plano nacional de preparação para emergências atualizado anualmente. → saude/p48, saude/p193
[p. 89]
[b1982] (saude) Ação 12 — Um SUS digital, interoperável e com hospitais inteligentes
[b1983] (saude) Dados clínicos devem acompanhar o cidadão e ajudar profissionais e gestores a tomar decisões melhores.
[b1984] (saude) Transformação digital não é informatizar burocracia: é integrar cuidado, regulação, diagnóstico, operação e planejamento.
[b1985] (saude) Infraestrutura Nacional de Dados em Saúde → saude/p1, saude/p161
[b1986] (saude) • Construir identidade clínica digital e interoperabilidade entre APS, especialista, laboratório, hospital, UTI, farmácia, reabilitação e vigilância. → saude/p1, saude/p160, saude/p161
[b1987] (saude) • Adotar padrões abertos, segurança cibernética, governança, LGPD, registro de acesso e responsabilização clara. → saude/p123
[b1988] (saude) • Transformar prontuários em instrumentos ativos de cuidado, com alertas para risco, rastreamento, vacinação, retorno pós-alta e abandono de tratamento. → saude/p1
[b1989] (saude) Aplicativo nacional do cidadão e canais inclusivos → saude/p6
[b1990] (saude) • Serviços digitais centrados no cidadão. Reunir vacinas, consultas, exames, receitas, resultados, posição na fila, alertas e remarcação em um canal nacional autenticado, preservando atendimento presencial e alternativas para pessoas com baixa conectividade ou letramento digital. → saude/p6
[b1991] (saude) Hospitais públicos inteligentes → saude/p76
[b1992] (saude) • Modernizar hospitais estratégicos com gestão de leitos, centro cirúrgico, farmácia, estoques, manutenção, controle de infecção, previsão de demanda, apoio à decisão e planejamento de alta, melhorar a eficiência e reduzir custos. → saude/p76
[b1993] (saude) • Adotar IA somente com validação, transparência, supervisão profissional, avaliação de impacto e auditoria. → saude/p242
[b1994] (saude) • Incorporar sustentabilidade energética, hídrica e ambiental à modernização hospitalar. → saude/p124
[b1996] (saude) Fazer a informação clínica acompanhar o cidadão e transformar tecnologia em acesso e eficiência.
[b1998] (saude) Até 2030, 100% dos cidadãos com acesso progressivo a histórico clínico digital interoperável essencial e 100% dos hospitais estratégicos do SUS integrados a sistemas digitais de gestão, segurança e avaliação de desempenho. → saude/p1, saude/p160, saude/p161
[p. 90]
[b2001] (saude) Ação 13 — Soberania sanitária, medicamentos de alto custo e tecnologias de fronteira Saúde é também soberania, ciência, emprego qualificado e capacidade industrial. O Brasil precisa usar a escala do SUS e a força de suas instituições científicas para reduzir dependência externa, garantir abastecimento e participar das novas fronteiras da medicina. A política 2027–2030 deve transformar o país de grande comprador de tecnologia em desenvolvedor, produtor e parceiro estratégico. → saude/p184
[b2002] (saude) Aliança Nacional de Ciência e Produção em Saúde
[b2003] (saude) • Conectar universidades públicas, hospitais universitários, Fiocruz/Bio-Manguinhos, Instituto Butantan, laboratórios farmacêuticos oficiais, institutos de ciência e tecnologia, Embrapii, CNPEM, empresas nacionais e parceiros privados em uma rede permanente de pesquisa, desenvolvimento, ensaio clínico, produção e escalonamento industrial. → saude/p37, saude/p186, saude/p261
[b2004] (saude) • Criar chamadas e missões tecnológicas nacionais com problema definido pelo SUS: vacina, anticorpo monoclonal, biossimilar, terapia celular, terapia gênica, diagnóstico molecular, radiofármaco, dispositivo, software médico ou insumo crítico. → saude/p37, saude/p261
[b2005] (saude) • Financiar a travessia entre bancada e fábrica: prova de conceito, desenvolvimento pré-clínico, lotes piloto, ensaio clínico, registro, escalonamento e incorporação. → saude/p125
[b2006] (saude) • Compartilhar infraestrutura de alto custo entre instituições, inclusive biobancos, plataformas ômicas, vetores virais, produção celular, caracterização de biológicos, manufatura avançada e computação de alto desempenho. → saude/p126
[b2007] (saude) Medicamentos de alto custo: produzir, negociar e pagar melhor
[b2008] (saude) • Definir lista nacional de produtos estratégicos de alto impacto orçamentário e alto risco de desabastecimento, priorizando produção local e diversificação de fornecedores. → saude/p127, saude/p259
[b2009] (saude) • Ampliar parcerias para desenvolvimento produtivo, encomendas tecnológicas e acordos de transferência de tecnologia com cláusulas verificáveis de domínio produtivo, capacitação nacional, cronograma e entrega de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) ou etapas críticas no país. → saude/p127, saude/p259
[b2010] (saude) • Fortalecer biossimilares e biofármacos nacionais, incluindo anticorpos monoclonais, proteínas recombinantes e medicamentos para oncologia, doenças raras, autoimunes e transplantes. → saude/p127
[b2011] (saude) • Utilizar o poder de compra do SUS para contratos plurianuais quando gerarem redução de preço, estabilidade de fornecimento, nacionalização produtiva e ganho tecnológico. → saude/p42
[b2012] (saude) Terapia celular, gênica e medicina de precisão
[b2013] (saude) • Criar Rede Nacional de Terapias Avançadas, com centros acadêmicos e assistenciais credenciados para pesquisa, produção, infusão e seguimento de terapia celular e gênica. → saude/p43
[b2014] (saude) • Estruturar plataformas públicas de CAR-T e outras terapias celulares, com produção em ambiente de boas práticas e expansão progressiva para indicações com evidência clínica robusta. → saude/p43
[b2015] (saude) • Apoiar plataformas nacionais de vetores virais, plasmídeos, edição gênica, biomarcadores, sequenciamento e diagnóstico molecular, reduzindo dependência de insumos importados. → saude/p293
[b2016] (saude) • Criar registro nacional de terapias avançadas para desfechos clínicos, segurança, duração de resposta e custo total do cuidado. → saude/p43
[b2017] (saude) Vacinas e imunobiológicos: autonomia estratégica → saude/p127, saude/p259
[b2018] (saude) • Tratar Fiocruz/Bio-Manguinhos e Instituto Butantan como âncoras complementares de uma estratégia nacional, conectadas às universidades e centros de pesquisa para desenvolvimento de novas plataformas. → saude/p128
[b2019] (saude) • Garantir capacidade nacional para pesquisa, produção de IFA, formulação, envase, controle de qualidade e rápida adaptação de vacinas em emergências. → saude/p127, saude/p259
[b2020] (saude) • Expandir produção de soros, anticorpos monoclonais e outros imunobiológicos estratégicos, com plantas multipropósito capazes de responder a demandas regulares e emergenciais. → saude/p129
[b2021] (saude) • Criar portfólio tecnológico prospectivo de vacinas prioritárias para o SUS, alinhando vigilância epidemiológica, pesquisa clínica e capacidade industrial. → saude/p130
[b2022] (saude) Nova relação com a indústria: parceria com interesse público
[b2023] (saude) • Estabelecer mesa permanente de negociação estratégica entre Ministério da Saúde, Anvisa, CMED, Conitec, instituições públicas, indústria e representantes do sistema para tecnologias de alto impacto. → saude/p131
[b2024] (saude) • Integrar, sempre que juridicamente e tecnicamente possível, planejamento de registro, precificação, avaliação de tecnologia e preparação de implementação, reduzindo tempos mortos sem reduzir rigor regulatório. → saude/p132
[b2025] (saude) • Adotar acordos de compartilhamento de risco e pagamento por desempenho para terapias de alto custo quando houver incerteza relevante de efetividade ou duração do benefício, com dados auditáveis e regras de reembolso/desconto. → saude/p42
[p. 91]
[b2028] (saude) • Negociar preço considerando volume do SUS, comparação internacional, custo total da jornada, alternativas terapêuticas, investimento local e compromisso de geração de capacidade tecnológica. → saude/p42
[b2029] (saude) • Vincular incentivos públicos a contrapartidas: transferência efetiva de conhecimento, desenvolvimento de fornecedores, pesquisa clínica no Brasil, formação de pessoas e segurança de abastecimento. → saude/p133
[b2030] (saude) Pesquisa clínica como política de desenvolvimento
[b2031] (saude) • Criar rede nacional de centros de pesquisa clínica do SUS, com contratos, ética, dados e monitoramento mais ágeis e padronizados. → saude/p134
[b2032] (saude) • Atrair estudos de fase inicial e de tecnologias avançadas, sem transformar o Brasil apenas em recrutador de pacientes; exigir desenvolvimento de competências e participação científica nacional. → saude/p135
[b2033] (saude) • Usar ensaios pragmáticos e dados de mundo real para avaliar efetividade após incorporação, apoiando desinvestimento quando a tecnologia não entregar o valor esperado. → saude/p64
[b2035] (saude) Reduzir dependência externa e ampliar a participação brasileira nas tecnologias que mais pressionarão o SUS nas próximas décadas.
[b2037] (saude) Até 2030: carteira nacional de produtos estratégicos com metas de nacionalização; pelo menos uma rede pública nacional operacional para terapias celulares/gênicas; ampliação mensurável da produção nacional de vacinas, imunobiológicos, biossimilares e medicamentos de alto custo; 100% das novas incorporações de altíssimo impacto avaliadas quanto à possibilidade de negociação por risco, desfecho ou transferência tecnológica. → saude/p136, industria-ciencia/p48
[p. 92]
[b2040] (saude) Ação 14 — Profissionais, gestão, qualidade e financiamento
[b2041] (saude) Nenhuma transformação se sustenta sem profissionais qualificados, boa gestão e financiamento orientado a resultado. O sistema deve reconhecer diferenças regionais, reduzir vazios de especialistas e medir desempenho com justiça.
[b2042] (saude) Força de trabalho para o SUS do futuro
[b2043] (saude) • Planejar nacionalmente necessidades de médicos, enfermagem, multiprofissionais, especialistas, intensivistas, emergencistas, saúde mental, oncologia, geriatria, pediatria, saúde indígena, tecnologia e gestão. → saude/p79
[b2044] (saude) • Expandir formação e residência onde houver vazios assistenciais, com incentivos para fixação territorial, carreira acadêmico-assistencial e educação permanente. → saude/p79, saude/p80
[b2045] (saude) • Criar programas nacionais de qualificação em emergência, UTI, telessaúde, segurança do paciente, dados e uso responsável de IA. → saude/p137
[b2046] (saude) Valorizar e cuidar de quem cuida → estado-instituicoes/p80
[b2047] (saude) • Proteção e desenvolvimento dos profissionais. Fortalecer educação permanente, segurança no trabalho, apoio à saúde mental e prevenção de violência e burnout, além de exigir campos de prática, preceptoria e avaliação de qualidade na formação. → saude/p27
[b2049] (saude) • Criar Painel Nacional de Eficiência do SUS com mortalidade ajustada, espera, permanência, reinternação, infecção, ocupação, produtividade, custo, experiência do paciente e desfechos. → saude/p61
[b2050] (saude) • Comparar unidades de perfil semelhante para identificar oportunidades de melhoria e direcionar apoio técnico, não para produzir rankings simplistas. → saude/p138
[b2051] (saude) • Migrar progressivamente de pagamento exclusivamente por produção para modelos que também considerem população, complexidade, qualidade, eficiência e resultados. → saude/p60
[b2052] (saude) Pacto federativo e financiamento responsável
[b2053] (saude) • Regras simples, responsabilidades claras e contratos auditáveis. Simplificar habilitação e normas, combinar base populacional, vulnerabilidade, capacidade instalada e desempenho e estruturar contratos orientados à jornada real do paciente, ao acesso, à qualidade, à segurança e ao resultado. → saude/p139
[b2054] (saude) Avaliação de tecnologias e desinvestimento
[b2055] (saude) • Reforçar capacidade de avaliação econômica e de impacto orçamentário; monitorar tecnologias após incorporação e rever financiamento quando benefício real não se confirmar. → saude/p64
[b2056] (saude) • Reduzir judicialização evitável por meio de incorporação mais previsível, protocolos transparentes, negociação de alto custo e acesso organizado. → saude/p84, saude/p207
[b2058] (saude) Fazer cada real produzir mais acesso, qualidade e saúde.
[b2060] (saude) Até 2030, painel público nacional de desempenho para redes e hospitais estratégicos; parcela crescente do financiamento federal associada a qualidade e resultado; plano nacional de força de trabalho com metas regionais e indicadores anuais de vazios assistenciais. → saude/p140
[p. 93]
[b2063] (saude) Ação 15 — Doenças raras e avaliação tecnológica
[b2064] (saude) Pessoas com doenças raras e suas famílias enfrentam uma jornada marcada por diagnóstico tardio, concentração regional dos centros de referência, incerteza de acesso e alta judicialização. A resposta nacional combinará coordenação assistencial, avaliação tecnológica adequada a populações pequenas, registro de desfechos e negociação responsável de terapias de alto custo. → saude/p90
[b2065] (saude) Coordenação nacional, cadastro e fluxo assistencial
[b2066] (saude) • Coordenação nacional e cadastro. Organizar centros de referência, diagnóstico, tratamento multidisciplinar, aconselhamento, reabilitação e telemedicina, reduzindo o tempo até o diagnóstico e as desigualdades regionais. → saude/p90
[b2067] (saude) Avaliação adequada a populações pequenas
[b2068] (saude) • Avaliação tecnológica proporcional e transparente. Considerar desfechos relevantes ao paciente, história natural, dados de vida real, análise multicritério, impacto orçamentário e revisão periódica, preservando rigor técnico, independência e transparência. → saude/p91
[b2069] (saude) Risco compartilhado, compras coordenadas e pesquisa
[b2070] (saude) • Acesso sustentável e geração de evidências. Usar pagamento por desempenho para terapias de alto custo quando adequado, registrar resultados, negociar em escala, evitar interrupções de tratamento e fortalecer triagem neonatal, genômica, medicina de precisão e produção nacional. → saude/p91, saude/p293
[b2072] (saude) Reduzir o tempo até o diagnóstico e organizar acesso equitativo e sustentável ao cuidado das doenças raras.
[b2074] (saude) Até 2030, cadastro e fluxo nacional implantados, centros de referência articulados regionalmente, indicadores públicos de tempo até o diagnóstico e registro de desfechos para terapias de alto custo elegíveis. → saude/p90
[p. 94]
[b2078] (saude) O programa será executado por missões nacionais, cada uma com linha de base, meta, indicador, fonte de dados, periodicidade, responsável institucional e plano federativo. A União deverá coordenar padrões nacionais e financiamento estratégico; estados organizarão redes regionais e alta complexidade; municípios fortalecerão APS, vigilância e execução local. As comissões intergestores serão centrais na pactuação. → saude/p141
[b2079] (saude) • 2027 — diagnóstico operacional e linha de base: mapear filas, vazios assistenciais, capacidade produtiva, interoperabilidade, força de trabalho e indicadores de qualidade. → saude/p142
[b2080] (saude) • 2027–2028 — implantação prioritária: regulação inteligente, busca ativa na APS, redes tempo-dependentes, saúde da mulher e indígena, centrais de comando, interoperabilidade e projetos industriais estratégicos. → saude/p143
[b2081] (saude) • 2029 — expansão e correção de desigualdades: ampliar modelos que demonstraram resultado e direcionar investimento para regiões com maior déficit. → saude/p144
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