Omar Aziz — texto do programa sobre Ciência, tecnologia e inovação — parte 1 de 6 (Governador — AM, 2026)
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[p. 5]
[b23] (ciencia_tecnologia) O Plano Estratégico de Desenvolvimento também destaca o papel do empreendedorismo, da ciência e da tecnologia como motores de inovação e transformação, capazes de gerar novas oportunidades de negócios e de ampliar a capacidade produtiva do Estado. Por fim, aborda-se a importância da atração de investimentos, domésticos e externos, como mecanismo de fortalecimento da economia e de estímulo ao desenvolvimento de longo prazo.
[p. 72]
[b1271] (ciencia_tecnologia) • Avanços em Sistemas de Informações Geográficas (SIG), sensoriamento remoto e dados geoespaciais;
[b1272] (ciencia_tecnologia) • Necessidade de plataformas abertas e interoperáveis;
[b1273] (ciencia_tecnologia) • Baixa conectividade no interior.
[p. 140]
[b2464] (ciencia_tecnologia) Desinteresse do setor privado em projetos de “Logística 4.0” devido ao alto risco.
[b2467] (ciencia_tecnologia) a) Oferecer editais de fomento e subvenção econômica via FAPEAM. → ciencia-tecnologia/p12
[b2468] (ciencia_tecnologia) b) Criar ambientes de teste (sandboxes regulatórios) no Distrito Industrial. → ciencia-tecnologia/p26
[b2469] (ciencia_tecnologia) a) Estabelecer parcerias com universidades e institutos de pesquisas para desenvolver as tecnologias iniciais com recursos públicos. → ciencia-tecnologia/p13
[p. 200]
[b4267] (ciencia_tecnologia) A conectividade ainda é restrita em vastas áreas do interior. Sem internet estável, produtores não acessam mercados, tecnologia ou sistemas de rastreabilidade. A inclusão digital é hoje tão estratégica quanto estradas e energia.
[p. 268]
[b7848] (ciencia_tecnologia) Principais Centros de Pesquisa Florestal
[b7849] (ciencia_tecnologia) A bioeconomia deve ser o ponto de partida para a atuação relevante de instituições de ciência e tecnologia nos ecossistemas de inovação da região. O Amazonas possui duas instituições de pesquisa florestal, INPA e EMBRAPA, e não possui nenhuma instituição estadual (Quadro 36).
[b7852] (ciencia_tecnologia) Brasília: Centro Nacional de Avaliação da Biodiversidade e de Pesquisa e Conservação do Cerrado (CBC);
[b7853] (ciencia_tecnologia) Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT); e Laboratório de Produtos Florestais (LPF).
[b7854] (ciencia_tecnologia) Rio de Janeiro: Centro Nacional de Conservação da Flora (CNC-Flora)
[b7855] (ciencia_tecnologia) São Paulo: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
[b7856] (ciencia_tecnologia) Amazonas: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
[b7857] (ciencia_tecnologia) Pará: Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)
[b7858] (ciencia_tecnologia) Todo do território brasileiro: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Estadual
[b7859] (ciencia_tecnologia) São Paulo: Instituto de Pesquisa Ambiental (IPA); e Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
[b7860] (ciencia_tecnologia) Rio Grande do Sul: Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (CEFLOR)
[p. 269]
[b7873] (ciencia_tecnologia) • Estabelecer o Programa Estadual de Fomento à Inovação em Produtos Florestais → ciencia-tecnologia/p47
[b7874] (ciencia_tecnologia) Madeireiros e Não Madeireiros, com envolvimento e fortalecimento institucional das comunidades por meio de cooperativas.
[p. 270]
[b7885] (ciencia_tecnologia) Existe no Amazonas um ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) consolidado, com instituições como INPA, EMBRAPA, CBA, UFAM, IFAM, UEA e ICTs privados.
[b7886] (ciencia_tecnologia) Ademais, ferramentas de monitoramento ambiental também estão disponíveis no setor de serviços e podem auxiliar no monitoramento – sensoriamento remoto (INPE), drones, SINAFLOR/DOF, redes Simex/Timberflow. Tais tecnologias auxiliarão na formação de bases de dados estruturadas para avaliação de cenários e rastreabilidade – DOF, MapBiomas. Marco legal e instrumentos de gestão:
[p. 271]
[b7899] (ciencia_tecnologia) O corpo técnico é insuficiente para assistência e extensão rural. O pós-colheita é frágil em PFNM, com riscos de contaminação (ex.: aflatoxinas). A integração das bases de dados fundiárias e de produção é limitada, gerando incertezas e litígios. A indústria madeireira é pouco modernizada e possui baixa digitalização das cadeias produtivas.
[p. 274]
[b7915] (ciencia_tecnologia) É importante a celebração de convênios com universidades e municípios para a execução técnica, a exemplo da implantação de tecnologias de baixo impacto (Manejo de Impacto Reduzido – MIR), rastreabilidade digital com blockchain e QR codes e bioindustrialização local com novos materiais, bioinsumos, óleos e resinas. Ademais, o monitoramento avançado com IA, Sentinel e Simex são viáveis para essa nova forma de produzir PFNM e PFM. → ciencia-tecnologia/p49
[p. 276]
[b7931] (ciencia_tecnologia) O alto custo de máquinas e softwares, aliado à falta de conectividade em áreas remotas, dificulta a modernização e digitalização das cadeias produtivas. Pequenos produtores ficam em desvantagem, e a ausência de sistemas seguros abre espaço para fraudes em cadeias de custódia. Isso compromete a credibilidade em mercados que exigem rastreabilidade. Ecológicos:
[p. 280]
[b8054] (ciencia_tecnologia) Estabelecer o Programa Estadual de Fomento à Inovação em Produtos Florestais Madeireiros e Não Madeireiros, com inclusão do conhecimento dos povos tradicionais em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação → ciencia-tecnologia/p47
[b8058] (ciencia_tecnologia) 1. Criar, junto ao Programa Prioritário de Bioeconomia → ciencia-tecnologia/p48
[b8059] (ciencia_tecnologia) - PPBIO, a linha de pesquisa de Produtos Florestais → ciencia-tecnologia/p48
[b8060] (ciencia_tecnologia) Madeireiros e Não Madeireiros com foco em desenvolvimento de Produtos → ciencia-tecnologia/p48
[b8063] (ciencia_tecnologia) 2. Criar, junto à FAPEAM, a linha de pesquisa de Produtos → ciencia-tecnologia/p48
[b8064] (ciencia_tecnologia) Florestais Madeireiros e Não Madeireiros com foco em melhoramento de técnicas de extração e manejo de espécies de interesse → ciencia-tecnologia/p48
[p. 281]
[b8098] (ciencia_tecnologia) • Inacessibilidade Tecnologica (alto custo de máquinas e software)
[b8102] (ciencia_tecnologia) • Dependência de sistemas sem segurança/backup (ciber-riscos e riscos de dados) para se consolidar no mercado certificado;
[b8103] (ciencia_tecnologia) • Falta de conectividade em áreas remotas atrasa digitalização;
[b8104] (ciencia_tecnologia) • Fraudes em cadeias de custódia se tecnologia não for integrada com governança;
[b8105] (ciencia_tecnologia) • Atrasos na modernização industrial tornam produtos locais não competitivos.
[p. 284]
[b8175] (ciencia_tecnologia) Ações Mitigadoras (Conforme Plano de Ação)
[b8176] (ciencia_tecnologia) 1. Inacessibilidade Tecnologica (alto custo de máquinas e software) para pequenos produtores;
[b8177] (ciencia_tecnologia) 4.4 Linhas de crédito + 6.2 FAPEAM (pesquisa em técnicas de manejo)
[b8178] (ciencia_tecnologia) 2. Dependência de sistemas sem segurança/backup (ciber- -riscos e riscos de dados) para se consolidar no mercado certificado;
[b8179] (ciencia_tecnologia) 4.8 Rastreabilidade digital + 5.3 Blockchain/QR codes → ciencia-tecnologia/p49
[b8180] (ciencia_tecnologia) 3. Falta de conectividade em áreas remotas atrasa digitalização;
[b8182] (ciencia_tecnologia) 4. Fraudes em cadeias de custódia se tecnologia não for integrada com governança;
[b8183] (ciencia_tecnologia) 2.4 Rastreabilidade SINAFLOR/DOF + 4.8 Blockchain → ciencia-tecnologia/p49
[b8185] (ciencia_tecnologia) 6.1 PPBIO (linha de pesquisa em novos produtos) + 4.5 → ciencia-tecnologia/p48
[b8197] (ciencia_tecnologia) 4.3 Capacitação em pós-colheita + 6.2 Pesquisa em técnicas de extração → ciencia-tecnologia/p48
[b8216] (ciencia_tecnologia) 2.4 SINAFLOR/DOF + 4.8 Blockchain e QR codes → ciencia-tecnologia/p49
[p. 317]
[b8878] (ciencia_tecnologia) • Centros de pesquisa e conhecimento tradicional acumulado.
[p. 335]
[b9251] (ciencia_tecnologia) A “nova indústria” será moldada por modelos de IA capazes de operar diretamente em dispositivos, sem depender integralmente da nuvem, permitindo assistentes inteligentes, personalização instantânea e processamento local de linguagem. Óculos inteligentes, roupas com sensores, wearables biométricos e dispositivos de monitoramento contínuo de saúde comporão um mercado em expansão. A conectividade 6G, com latência ultrabaixa e integração massiva de sensores, abrirá espaço para cidades inteligentes, veículos conectados e a internet de tudo.
[b9252] (ciencia_tecnologia) Displays de nova geração — MicroLED, QD-LED, telas flexíveis e transparentes — transformarão a arquitetura, a mobilidade e os vestíveis. Interfaces cérebro-máquina avançarão para aplicações em saúde, produtividade e entretenimento. A computação quântica, mesmo ainda incipiente, dará origem a sensores quânticos, criptografia avançada e serviços especializados. Tecnologias de energia limpa — baterias de alta densidade, painéis solares flexíveis, dispositivos recicláveis e produtos moduláveis — redefinirão cadeias industriais inteiras.
[b9253] (ciencia_tecnologia) Esse conjunto de tendências aponta para um futuro em que a ZFM precisará produzir bens altamente tecnológicos, com mão de obra sofisticada e forte base de PD&I. Caso contrário, corre o risco de se tornar obsoleta frente à concorrência interna e externa. E esse risco é agravado por um segundo fator crítico: o estrangulamento físico e infraestrutural do Polo Industrial de Manaus.
[p. 351]
[b9511] (ciencia_tecnologia) A ampliação da conectividade digital no interior e o fortalecimento de sistemas de informação também serão essenciais para reduzir assimetrias e elevar o padrão de competitividade do setor. Explorar Oportunidades: janelas de crescimento → ciencia-tecnologia/p1
[p. 390]
[b10285] (ciencia_tecnologia) • Deficiência grave de conectividade e internet no interior e em áreas turísticas.
[b10286] (ciencia_tecnologia) • Ausência de sistemas integrados de dados, monitoramento e inteligência turística.
[p. 417]
[b11056] (ciencia_tecnologia) 6. Mapeamento de bioinsumos e princípios ativos
[b11057] (ciencia_tecnologia) No levantamento de espécies amazônicas com potencial para o fornecimento de insumos destinados à produção de fitofármacos, fitoterápicos, dermocosméticos, fitocosméticos e alimentos funcionais, foram mapeadas, pela equipe deste Plano, um total de 84 espécies, algumas acessíveis apenas por meio do extrativismo, outras já domesticadas para cultivo, capazes de fornecer bioinsumos a partir de diferentes partes da planta — como frutos, sementes, folhas, seivas, cascas do tronco e raízes.
[b11058] (ciencia_tecnologia) A relação completa das espécies identificadas está disponível no Anexo I, que apresenta o detalhamento dos seguintes aspectos para cada espécie: nome popular; nome científico; parte utilizada; principais bioativos; principais usos terapêuticos, farmacológicos e cosméticos; conhecimento tradicional ancestral, uso e modo; status da factibilidade para o mercado e fontes.
[p. 418]
[b11069] (ciencia_tecnologia) Lei de Informática da ZFM: oportunidade para PD&I
[b11070] (ciencia_tecnologia) Os investimentos obrigatórios em pesquisa, equivalentes a 5% do faturamento das empresas beneficiárias da ZFM, podem ser direcionados para projetos de bioeconomia. → ciencia-tecnologia/p50
[b11071] (ciencia_tecnologia) As ações recomendadas passam por permitir capacitação de nível básico, a fim de incluir comunidades tradicionais; garantir remuneração pelo conhecimento tradicional; e ampliar o escopo do PPBIO para bioativos e IFAVs. → ciencia-tecnologia/p52
[p. 420]
[b11130] (ciencia_tecnologia) Sistema de PD&I consolidado; parcerias com universidades e centros de pesquisa;
[b11133] (ciencia_tecnologia) Baixo investimento privado; escassez de mão de obra qualificada; infraestrutura limitada fora de Manaus;
[p. 421]
[b11138] (ciencia_tecnologia) Expansão de laboratórios e Farmácias Vivas; desenvolvimento de IFAVs; criação de polos tecnológicos e startups;
[b11141] (ciencia_tecnologia) Defasagem tecnológica; perda de patentes para outros países; dependência de insumos externos.
[p. 422]
[b11186] (ciencia_tecnologia) • Estabelecer o Programa Estadual de Fomento à Inovação em Bioativos, com inclusão do conhecimento dos povos tradicionais em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; → ciencia-tecnologia/p47
[p. 423]
[b11199] (ciencia_tecnologia) • Fortalecer o ecossistema de PD&I já consolidado (UFAM, IFAM, INPA, EMBRAPA, → ciencia-tecnologia/p13
[b11207] (ciencia_tecnologia) • Ampliar infraestrutura tecnológica fora de Manaus, fortalecendo Farmácias Vivas, laboratórios, padronização e certificação; → ciencia-tecnologia/p16
[p. 424]
[b11219] (ciencia_tecnologia) • Avançar em biotecnologia, farmacognosia, nanotecnologia, prototipagem e criação de polos tecnológicos e startups; → ciencia-tecnologia/p25
[b11220] (ciencia_tecnologia) • Incentivar pesquisas sobre espécies pouco exploradas, promovendo conservação, práticas ESG e economia circular; → ciencia-tecnologia/p55
[b11226] (ciencia_tecnologia) • Tecnológicos: perda de patentes, atraso no desenvolvimento de insumos e risco de bioetnopirataria;
[p. 425]
[b11252] (ciencia_tecnologia) 5. Propor alteração do Decreto nº 10.521, de 2020, para prever que a Formação e Capacitação Profissional, com Atividade de PD&I, permita a iniciação tecnológica de nível básico e fundamental de forma a envolver os povos e comunidades tradicionais no desenvolvimento de projetos de PD&I a partir da ciência cabocla da floresta. → ciencia-tecnologia/p52
[p. 426]
[b11292] (ciencia_tecnologia) Estabelecer o Programa Estadual de Fomento à Inovação em Bioativos, com inclusão do conhecimento dos povos tradicionais em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação → ciencia-tecnologia/p47
[b11296] (ciencia_tecnologia) 1. Criar, junto ao Programa Prioritário de Bioeconomia → ciencia-tecnologia/p48
[b11297] (ciencia_tecnologia) (PPBIO), a linha de pesquisa de Fitofármacos e Fitoterápicos com foco em desenvolvimento de Bioativos → ciencia-tecnologia/p48
[b11301] (ciencia_tecnologia) 2. Criar, junto à FAPEAM, a linha de pesquisa de Fitofármacos e Fitoterápicos com foco em melhoramento de técnicas de extração e manejo de espécies de interesse. → ciencia-tecnologia/p48
[b11304] (ciencia_tecnologia) 3. Criar o Repositório de Princípios Ativos (RPA), baseado nos achados acadêmicos e processos de desenvolvimentos em curso → ciencia-tecnologia/p51
[b11308] (ciencia_tecnologia) 4. Criar o Sistema Estadual de Rastreabilidade e Certificação de Insumos Bioativos (SIS-RCIB). → ciencia-tecnologia/p49
[p. 428]
[b11379] (ciencia_tecnologia) 5. Propor alteração do Decreto nº 10.521, de 2020, para prever que a Formação e Capacitação Profissional, com Atividade de PD&I, permita a iniciação tecnológica de nível básico e fundamental de forma a envolver os povos e comunidades tradicionais no desenvolvimento de projetos de PD&I a partir da ciência cabocla da floresta. → ciencia-tecnologia/p52
[p. 429]
[b11441] (ciencia_tecnologia) Estabelecer o Programa Estadual de Fomento à Inovação em Bioativos, com inclusão do conhecimento dos povos tradicionais em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação → ciencia-tecnologia/p47
[b11447] (ciencia_tecnologia) 1. Criar, junto ao Programa Prioritário de Bioeconomia → ciencia-tecnologia/p48
[b11448] (ciencia_tecnologia) – PPBIO, a linha de pesquisa de Fitofármacos e Fitoterápicos com foco em desenvolvimento de Bioativos → ciencia-tecnologia/p48
[b11449] (ciencia_tecnologia) Envio de Proposta ao PPBIO e Publicação do Edital de Chamamento
[b11452] (ciencia_tecnologia) Publicação de Chamamento Público
[b11453] (ciencia_tecnologia) 2. Criar, junto à FAPEAM, a linha de pesquisa de fitofármacos e fitoterápicos com foco em melhoramento de técnicas de extração e manejo de espécies de interesse → ciencia-tecnologia/p48
[b11454] (ciencia_tecnologia) Publicação do Edital de Chamamento
[b11457] (ciencia_tecnologia) Publicação de Chamamento Público
[p. 430]
[b11460] (ciencia_tecnologia) 3. Criar o Repositório de Princípios Ativos (RPA), baseado nos achados acadêmicos e processos de desenvolvimentos em curso → ciencia-tecnologia/p51
[b11465] (ciencia_tecnologia) 4. Criar o Sistema Estadual de Rastreabilidade e Certificação de Insumos Bioativos (SIS-RCIB) → ciencia-tecnologia/p56
[b11467] (ciencia_tecnologia) Técnico, Contratação de Sistema, Construção e lançamento do Sistema
[p. 432]
[b11531] (ciencia_tecnologia) • Perda de registros e patentes para outros países;
[b11532] (ciencia_tecnologia) • Defasagem tecnológica, com atraso no desenvolvimento de insumos e produtos, tornando o Amazonas consumidor do que vem de outros estados e países;
[b11533] (ciencia_tecnologia) • Apropriação indevida de saberes tradicionais e de espécies (biopirataria).
[p. 434]
[b11550] (ciencia_tecnologia) No aspecto sociocultural, as ações priorizam a valorização e proteção dos saberes tradicionais, com alterações normativas que garantem participação ativa das comunidades nos processos de pesquisa e inovação. A criação de repositórios de princípios ativos, sistemas de rastreabilidade e programas de capacitação fortalece a transmissão de conhecimentos e reduz resistências culturais à adoção de práticas industriais.
[b11551] (ciencia_tecnologia) A mitigação dos riscos tecnológicos envolve a criação de linhas de pesquisa, repositórios, sistemas de certificação e programas de capacitação que ampliam a capacidade científica e tecnológica do estado. Essas ações reduzem a defasagem tecnológica, previnem a perda de patentes e combatem a biopirataria, fortalecendo a autonomia regional no desenvolvimento de insumos farmacêuticos vegetais.
[p. 435]
[b11565] (ciencia_tecnologia) • Contrapartidas estaduais e investimentos em PD&I provenientes das empresas do → ciencia-tecnologia/p50
[b11568] (ciencia_tecnologia) O Plano Estratégico de Desenvolvimento identifica municípios do interior com forte potencial para produção de insumos vegetais e propõe a territorialização da ciência, tecnologia e inovação. Entre as ações previstas estão:
[b11569] (ciencia_tecnologia) • Criação de polos tecnológicos de bioindústria e ambientes de inovação fora de Manaus; → ciencia-tecnologia/p57
[p. 436]
[b11573] (ciencia_tecnologia) • Capacitação tecnológica de comunidades extrativistas, integrando saber tradicional e ciência aplicada; → ciencia-tecnologia/p53
[b11574] (ciencia_tecnologia) • Inclusão do conhecimento tradicional nos Programas Prioritários de Bioeconomia → ciencia-tecnologia/p47
[b11577] (ciencia_tecnologia) • Criação de um sistema digital de rastreabilidade, garantindo certificação de origem, sustentabilidade, proteção de saberes tradicionais e combate à biopirataria; → ciencia-tecnologia/p49
[b11590] (ciencia_tecnologia) • Conectar ciência e mercado, superando barreiras à maturação tecnológica;
[p. 449]
[b11761] (ciencia_tecnologia) • Monitoramento via satélite, drones e sensores;
[b11762] (ciencia_tecnologia) • Plataformas de rastreabilidade e blockchain;
[b11763] (ciencia_tecnologia) • Modelagem hidrológica e avaliação de riscos climáticos.
[p. 450]
[b11776] (ciencia_tecnologia) • Biotecnologia e bioprodutos;
[b11777] (ciencia_tecnologia) • Cadeias de valor farmacêuticas e cosméticas 13. Modelos de negócio específicos e híbridos
[p. 471]
[b12146] (ciencia_tecnologia) Ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento
[b12147] (ciencia_tecnologia) O Amazonas representa, no século XXI, o maior desafio e a maior oportunidade de construção de um novo paradigma civilizatório fundado no conhecimento. A floresta, com sua complexa teia de interações biológicas e sociais, é também um vasto território de inteligência acumulada — científica, tecnológica e ancestral — cuja integração constitui a base de um modelo de desenvolvimento sustentável e autônomo. O futuro da Amazônia dependerá da capacidade de transformar essa pluralidade de saberes em valor social, econômico e ambiental, articulando ciência moderna, tecnologia de ponta e conhecimento tradicional em um mesmo projeto de sociedade.
[b12148] (ciencia_tecnologia) A política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) deste Plano parte do reconhecimento de que o conhecimento é o principal ativo estratégico do século XXI e deve ser compreendido como infraestrutura civilizatória. A criação de universidades e centros de pesquisa em cada núcleo populacional mais denso, conectados por uma rede de aprendizagem e inovação, é condição essencial para democratizar o acesso à educação superior e à produção científica, ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo local. → ciencia-tecnologia/p58
[p. 472]
[b12151] (ciencia_tecnologia) Essa descentralização acadêmica permitirá que cada território desenvolva soluções coerentes com suas próprias vocações intra-amazônicas: saúde tropical, biotecnologia, energias renováveis, sistemas agroflorestais, arquitetura e engenharia adaptadas ao ambiente fluvial, entre outras.
[b12152] (ciencia_tecnologia) Com isso, o conhecimento se torna parte do cotidiano das comunidades e instrumento concreto de transformação territorial.
[b12153] (ciencia_tecnologia) O fortalecimento do conhecimento autóctone, produzido a partir das próprias experiências de vida dos povos tradicionais e das populações urbanas, amplia o repertório científico e redefine o papel do Estado: de mero indutor de políticas para gestor de um sistema vivo de conhecimento. O encontro entre saberes locais e ciência formal gera uma nova epistemologia amazônica, baseada na observação, na experimentação e na convivência sustentável com o ambiente.
[b12154] (ciencia_tecnologia) Nesse contexto, a política de CT&I busca consolidar uma economia do conhecimento que transforme inteligência em prosperidade, biodiversidade em bioeconomia e saberes tradicionais em inovação social. Seus objetivos centrais são fortalecer a base científica e tecnológica do estado; promover a interiorização e a equidade territorial da educação superior; estimular a inovação produtiva e empresarial; valorizar e proteger o conhecimento tradicional; e conectar ciência e sociedade em torno de metas compartilhadas de desenvolvimento sustentável. A estratégia proposta não separa pesquisa e mercado, mas integra ambos em uma arquitetura de inovação sistêmica, ancorada na sustentabilidade fiscal, na geração de valor e na conservação da floresta. → ciencia-tecnologia/p34
[b12155] (ciencia_tecnologia) O conhecimento, em todas as suas formas, é, portanto, o fundamento da soberania amazônica. Transformar o Amazonas em um território de ciência e inovação não é apenas uma escolha administrativa, mas uma decisão civilizatória: construir, a partir do saber local e da inteligência coletiva, um novo modelo de desenvolvimento que una floresta, povo e conhecimento em um mesmo horizonte de futuro.
[b12156] (ciencia_tecnologia) A importância de investir em CT&I
[b12159] (ciencia_tecnologia) O processo de interiorização da ciência e da educação superior não deve ser visto apenas como expansão institucional, mas como um projeto de civilização amazônica, capaz de unir tradição e modernidade.
[p. 473]
[b12164] (ciencia_tecnologia) É nesse contexto de risco e oportunidade que o investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), a remodelagem da contribuição de contrapartida das indústrias do PIM (art. 457 da LC nº 214/2025) e a criação do Fundo de Sustentabilidade e Diversificação Econômica do Estado do Amazonas (§2º do art. 92-B, ADCT) e de Desenvolvimento Sustentável dos Estados da Amazônia Ocidental e do Amapá (§6º do art. 92-B, ADCT) se tornam estratégicos para o futuro do território.
[b12165] (ciencia_tecnologia) A diversificação não deve se basear em novos ciclos extrativistas, mas sim no uso inteligente da CT&I para estruturar uma bioeconomia forte e um desenvolvimento sustentável. Os fundos poderão, conforme modelagem a ser adotada, oferecer o capital necessário para financiar projetos estratégicos que transformem a biodiversidade — o ativo mais valioso e perene da região — em produtos e serviços de alto valor agregado. Isso significa investir em biotecnologia, pesquisa de novos fármacos, manejo sustentável da floresta, turismo ecológico, serviços ambientais e tecnologias de energia limpa, criando um ecossistema de inovação que capaz de distribuir riqueza e oportunidades para além dos limites de Manaus. Combate-se, dessa forma, a histórica desigualdade socioeconômica do estado. → ciencia-tecnologia/p17
[b12166] (ciencia_tecnologia) O futuro do Amazonas depende diretamente de sua capacidade de usar a CT&I para aprender com o passado, superar a dependência do presente e construir uma economia genuinamente amazônica e resiliente.
[p. 475]
[b12178] (ciencia_tecnologia) Com base nos dados do Portal da Transparência, foi realizado um estudo sobre a situação financeira da área de Ciência e Tecnologia no Amazonas. Entre 2010 e 2024, os empenhos somaram R$ 1.129,62 milhão, dos quais aproximadamente 97% foram destinados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), principal agente de fomento a projetos científicos e tecnológicos no estado.
[b12179] (ciencia_tecnologia) O estudo aponta como principal desafio a baixa proporção de investimentos diretos em C&T, que somaram apenas R$ 42,23 milhão — cerca de 3,73% do total. A maior parte dos recursos foi aplicada em despesas correntes (R$ 1.029,70 milhões) e pessoal (R$ 57,69 milhões), evidenciando forte concentração dos gastos em custeio e manutenção administrativa, em detrimento de investimentos estruturantes para inovação.
[b12180] (ciencia_tecnologia) O relatório também identifica uma tendência de queda nos investimentos diretos. Entre 2010 e 2014, foram aplicados R$ 27,23 milhões (64,49% do total do período), enquanto nos dez anos seguintes (2015–2024) esse valor caiu para R$
[b12181] (ciencia_tecnologia) 15 milhões, mesmo em um cenário de inflação crescente que exigiria maior aporte para preservar a capacidade inovadora do estado.
[b12182] (ciencia_tecnologia) Ocupamos a 3ª posição nacional no pilar de inovação e o 2º lugar no ranking de competitividade dos estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública
[b12183] (ciencia_tecnologia) (CLP) em 2024, demonstrando resiliência e potencial tecnológico.
[b12184] (ciencia_tecnologia) Ainda assim, a predominância de despesas operacionais compromete a eficiência da política de C&T. O relatório recomenda reforçar o planejamento orçamentário plurianual, estabelecendo compromissos claros para o setor e realocando parte dos gastos correntes para investimentos em infraestrutura, laboratórios e programas de inovação. Essas medidas devem seguir boas práticas internacionais de spending review, que consistem na revisão qualificada do gasto público com base em evidências e resultados. → ciencia-tecnologia/p12
[b12185] (ciencia_tecnologia) Por fim, o documento propõe ações estratégicas para ampliar a previsibilidade orçamentária, implementar sistemas de avaliação de impacto e racionalizar despesas correntes. Essas iniciativas são fundamentais para fortalecer a política de ciência e tecnologia no Amazonas, aproveitar o capital humano qualificado e consolidar um ambiente inovador capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do estado. → ciencia-tecnologia/p18
[b12186] (ciencia_tecnologia) Apesar das limitações orçamentárias, o Amazonas apresenta indicadores positivos, como liderança nacional na concessão de bolsas de mestrado e doutorado, além de destaque no número de empresas de alto crescimento.
[p. 476]
[b12189] (ciencia_tecnologia) A definição da estrutura institucional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas é uma decisão estratégica que vai além da organização administrativa. Ela determina como o estado posicionará a CT&I em seu modelo de desenvolvimento, considerando eficiência operacional, articulação política, visibilidade institucional e sustentabilidade financeira.
[b12190] (ciencia_tecnologia) Os dois cenários avaliados — criação de uma Secretaria Estadual autônoma (Cenário A) ou manutenção da Secretaria Executiva vinculada ao Planejamento em articulação com a FAPEAM (Cenário B) — apresentam vantagens e limitações que precisam ser analisadas de forma objetiva.
[b12191] (ciencia_tecnologia) Cenário A - Secretaria Estadual plena e autônoma
[b12192] (ciencia_tecnologia) • Forças: A criação de uma secretaria exclusiva para CT&I garantiria foco institucional e maior capacidade de formular políticas específicas, essenciais para áreas estratégicas como bioeconomia, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. A elevação do status político da CT&I ampliaria a capacidade de captar recursos federais e internacionais, fortalecer parcerias com universidades e empresas e coordenar ações intersetoriais. Uma estrutura própria também facilitaria a integração dos cinco eixos estruturantes da política estadual.
[b12193] (ciencia_tecnologia) • Fraquezas: O principal desafio é o aumento do custo administrativo, especialmente em um contexto de restrição fiscal. A nova secretaria exigiria estrutura burocrática, orçamento próprio e equipes especializadas — perfis técnicos escassos e altamente disputados. Há ainda risco de sobreposição de funções com a FAPEAM, que já possui expertise consolidada na gestão de editais, bolsas e projetos. Sem definição clara de papéis, podem surgir conflitos institucionais e perda de eficiência.
[b12194] (ciencia_tecnologia) • Ameaças: A instabilidade política pode comprometer agendas de longo prazo, como parques tecnológicos e programas de transferência de tecnologia, que exigem continuidade. A criação de uma nova secretaria também pode gerar disputas com órgãos já estabelecidos. Além disso, a dependência de repasses estaduais e federais torna a estrutura vulnerável a cortes orçamentários, com risco de descontinuidade de programas e perda de equipes qualificadas.
[b12195] (ciencia_tecnologia) Cenário B - Secretaria Executiva vinculada ao Planejamento
[b12198] (ciencia_tecnologia) • Forças: O modelo apresenta menor custo administrativo e maior integração com o planejamento estratégico do estado (PPA, LOA, LDO). A FAPEAM, com capacidade operacional consolidada, pode executar políticas e programas sem necessidade de criar estruturas paralelas. Trata-se de um modelo de “governança leve”, adequado para momentos de austeridade fiscal e para estados que precisam demonstrar eficiência sem abrir mão de investimentos em inovação.
[p. 477]
[b12201] (ciencia_tecnologia) • Fraquezas: A menor visibilidade política pode reduzir a prioridade orçamentária da CT&I, especialmente diante de áreas mais tradicionais como saúde, educação e segurança. A autoridade limitada da Secretaria Executiva dificulta a coordenação intersetorial necessária para implementar os cinco eixos estruturantes. A dispersão de responsabilidades entre SEPLAN, Secretaria Executiva e FAPEAM pode gerar lentidão decisória e fragilizar a accountability, entendida aqui como a capacidade de identificar claramente quem decide, quem executa e quem responde pelos resultados.
[b12202] (ciencia_tecnologia) • Ameaças: Sem autonomia técnica e financeira, a Secretaria Executiva corre o risco de se tornar apenas um órgão intermediário, sem capacidade real de formular e implementar políticas transformadoras. A dependência excessiva da FAPEAM concentra riscos: mudanças na direção, restrições orçamentárias ou alterações de missão podem paralisar toda a política estadual de CT&I. Além disso, parceiros externos podem interpretar a ausência de uma secretaria plena como falta de prioridade estratégica, reduzindo oportunidades de cooperação e investimentos.
[b12203] (ciencia_tecnologia) A escolha entre os dois cenários depende do nível de ambição do Amazonas para CT&I nas próximas décadas. Se o objetivo é posicionar o estado como polo nacional de inovação em bioeconomia e sustentabilidade, atraindo investimentos privados, estruturando parques tecnológicos e transformando a base produtiva, o Cenário A oferece maior capacidade institucional, desde que acompanhado de delimitação clara de competências com a FAPEAM, metas mensuráveis e governança transparente. Contudo, se a prioridade for otimizar recursos, fortalecer capacidades existentes e avançar de forma gradual sem comprometer a responsabilidade fiscal, o Cenário B é mais prudente, desde que sustentado por instrumentos formais de governança, acordos de cooperação com indicadores claros e garantia de previsibilidade orçamentária.
[b12204] (ciencia_tecnologia) A decisão, portanto, não está entre certo e errado, mas entre duas estratégias com diferentes níveis de custo, risco e potencial de transformação. O que deve orientar a escolha é o projeto de futuro que o Amazonas deseja construir para sua política de CT&I.
[p. 478]
[b12206] (ciencia_tecnologia) Recomendação: manter e fortalecer o modelo atual
[b12207] (ciencia_tecnologia) Com base na análise comparativa dos dois cenários institucionais para CT&I, e considerando eficiência administrativa, sustentabilidade fiscal, capacidade institucional existente e efetividade na implementação de políticas públicas, recomenda-se não criar uma secretaria estadual plena de CT&I. A alternativa mais prudente e estratégica é manter e fortalecer o modelo atual, baseado na Secretaria Executiva vinculada ao Planejamento, em articulação direta com a FAPEAM. Expomos, a seguir, os fundamentos técnicos que sustentam essa recomendação. O risco fiscal é elevado e imediato: → ciencia-tecnologia/p36
[b12208] (ciencia_tecnologia) Criar uma nova secretaria em um cenário de incerteza econômica representa um custo permanente que o Estado não deveria assumir. Uma secretaria plena exige: salários de dirigentes e equipes; estrutura administrativa completa; prédio, equipamentos, veículos e sistemas; contratos de serviços e manutenção contínua. Esses custos não diminuem em períodos de crise — tornam-se despesas rígidas que competem diretamente com investimentos essenciais, como bolsas, editais de inovação e infraestrutura científica. A FAPEAM já possui estrutura e expertise consolidadas. Duplicar funções seria ineficiente. Criação de novas camadas burocráticas:
[b12209] (ciencia_tecnologia) Uma nova secretaria não resolve o principal desafio da CT&I no Amazonas: a falta de coordenação estratégica. Pelo contrário, tende a fragmentar responsabilidades; dispersar recursos; criar sobreposição de funções com a FAPEAM e com o Planejamento. O caminho mais eficiente, portanto, é aperfeiçoar o que já existe, fortalecendo a FAPEAM e ampliando a integração com universidades, centros de pesquisa e demais secretarias, em vez de criar uma nova estrutura sem clareza de atribuições. O momento político é desfavorável:
[b12210] (ciencia_tecnologia) Um um ambiente de instabilidade política, estruturas recém-criadas são vulneráveis. Uma secretaria nova pode ser esvaziada, fundida, extinta ou ter seu orçamento reduzido em mudanças de governo. Políticas de CT&I exigem continuidade de décadas: parques tecnológicos, formação de recursos humanos, programas de transferência de tecnologia. Uma secretaria frágil não oferece a estabilidade necessária para investimentos de longo prazo.
[p. 479]
[b12213] (ciencia_tecnologia) O ecossistema atual já envolve Planejamento, FAPEAM e diversas secretarias setoriais.
[b12214] (ciencia_tecnologia) Criar uma secretaria plena sem delimitação precisa de competências pode gerar disputas por atribuições; indefinição sobre quem aprova projetos, define prioridades ou coordena com universidades; paralisação de decisões; e desgaste das equipes técnicas. Em vez de fortalecer a política de CT&I, isso pode gerar conflitos internos e perda de eficiência. O modelo enxuto é mais ágil e eficiente:
[b12215] (ciencia_tecnologia) Estruturas menores tendem a ser mais rápidas e flexíveis. Com foco na coordenação estratégica e execução concentrada na FAPEAM, o modelo atual permite decisões mais rápidas; menor burocracia; maior capacidade de adaptação; resposta mais eficiente a oportunidades e parcerias. Grandes estruturas criam inércia; estruturas enxutas criam agilidade. Visibilidade política não depende de criar uma secretaria:
[b12216] (ciencia_tecnologia) Visibilidade se constrói com resultados, não com organogramas. O que projeta o Amazonas nacional e internacionalmente é um parque tecnológico funcionando; startups de biotecnologia gerando empregos; patentes e produtos da biodiversidade; produção científica relevante; programas de inovação bem-sucedidos. A visibilidade institucional pode ser fortalecida por meio de uma série de medidas: criação do Conselho Estadual de CT&I com participação de reitores, empresários e sociedade civil; eventos estratégicos; parcerias internacionais; e publicação de um Plano Estadual de CT&I consistente. Ter uma secretaria não garante relevância — entregar resultados, sim. → ciencia-tecnologia/p35
[p. 480]
[b12217] (ciencia_tecnologia) A relação entre a SECTI e a FAPEAM é de complementaridade e coordenação estratégica, com funções claramente distintas dentro do sistema estadual de CT&I. A SECTI é o órgão responsável por formular políticas públicas, diretrizes e estratégias para ciência, tecnologia e inovação no Amazonas. Suas principais atribuições incluem: definir prioridades estratégicas do Estado; articular ações com universidades, institutos de pesquisa, empresas e demais secretarias; coordenar programas estaduais de inovação e transferência de tecnologia; estabelecer metas, indicadores e instrumentos de planejamento para o ecossistema de CT&I. A SECTI atua como instância de coordenação e planejamento, garantindo alinhamento entre políticas públicas e os objetivos de desenvolvimento do estado.
[b12218] (ciencia_tecnologia) Já a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) é uma fundação pública com autonomia administrativa e financeira, responsável pelo fomento direto à pesquisa científica, tecnológica e à formação de recursos humanos, por meio de editais, bolsas, auxílios a pesquisadores e instituições. Para cumprir plenamente sua missão, a FAPEAM deve se consolidar como agente estruturante do sistema estadual de inovação, atuando não apenas como financiadora, mas também como indutora de iniciativas científicas estratégicas; identificadora de tendências emergentes; promotora de projetos com impacto científico, tecnológico e socioeconômico. → ciencia-tecnologia/p12
[b12221] (ciencia_tecnologia) Atualmente, apenas cerca de 3% do orçamento da FAPEAM é aplicado em ações finalísticas, o que a aproxima mais de um órgão de custeio do que de uma agência de desenvolvimento científico. Para corrigir isso é necessário: → ciencia-tecnologia/p18
[b12222] (ciencia_tecnologia) • Implementar uma reengenharia orçamentária, reduzindo despesas administrativas; → ciencia-tecnologia/p18
[b12223] (ciencia_tecnologia) • Redirecionar recursos para pesquisa aplicada, inovação tecnológica e empreendedorismo científico; → ciencia-tecnologia/p18
[b12224] (ciencia_tecnologia) • Adotar gestão por resultados, vinculando recursos a metas como geração de patentes, fortalecimento de startups e transferência de tecnologia. → ciencia-tecnologia/p18
[b12226] (ciencia_tecnologia) Modernizando o modelo de financiamento, a FAPEAM pode ampliar sua sustentabilidade financeira por meio da adoção contínua de práticas de spending review, avaliando de forma sistemática a eficiência e o impacto das despesas. Complementarmente, recomenda-se a criação de fundos temáticos de inovação, como os voltados à Bioeconomia Amazônica e à Digitalização Sustentável, bem como o fortalecimento de mecanismos de cofinanciamento com o setor privado, organismos internacionais e bancos de desenvolvimento. Essa transformação permitiria que a FAPEAM evoluísse de uma fundação focada em fomento acadêmico para uma agência catalisadora de inovação amazônica, articulando ciência, setor produtivo e sociedade civil. → ciencia-tecnologia/p17
[p. 481]
[b12237] (ciencia_tecnologia) Em suma, a relação entre a SECTI e a FAPEAM deve se estruturar a partir dos princípios de complementaridade, articulação e autonomia, com papéis claramente definidos. Cabe à SECTI a formulação das políticas públicas e das prioridades estratégicas do sistema estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, enquanto a FAPEAM é responsável por executar parte dessas diretrizes por meio de editais e programas de fomento. O alinhamento entre as diretrizes estaduais e as ações da fundação deve ser assegurado por instâncias de diálogo permanente, como reuniões técnicas e conselhos consultivos. Ao mesmo tempo, é fundamental preservar a autonomia da FAPEAM na definição de critérios, áreas de apoio e processos de seleção, resguardando sua natureza técnica e sua credibilidade institucional. → ciencia-tecnologia/p36
[b12240] (ciencia_tecnologia) O arranjo cria um ecossistema coordenado, eficiente e operacionalmente independente, no qual a SECTI orienta e articula, a FAPEAM financia e implementa, e o Estado ganha capacidade estratégica sem ampliar a burocracia.
[p. 485]
[b12276] (ciencia_tecnologia) Conectividade e IA: inclusão digital e inovação
[b12277] (ciencia_tecnologia) A conectividade permanece como um dos principais desafios do Amazonas. A geografia complexa e a baixa densidade populacional encarecem a expansão das redes e dificultam o acesso à internet. O resultado é uma profunda desigualdade entre Manaus e o interior: enquanto a capital concentra infraestrutura e serviços, muitos municípios seguem com baixa cobertura de internet e telecomunicações. A ausência de políticas permanentes de inclusão digital agrava esse quadro. Tal condição repercute na infraestrutura insuficiente para pesquisa, educação e serviços públicos. As soluções tecnológicas possíveis envolvem cabos ópticos subfluviais, redes via satélite, redes comunitárias locais, PLC (internet pela rede elétrica) e arquiteturas DTN para áreas remotas. É essencial que haja cooperação entre governo, universidades e empresas.
[p. 486]
[b12280] (ciencia_tecnologia) No que diz respeito à inteligência artificial, há outros desafios a serem enfrentados.
[b12281] (ciencia_tecnologia) Os principais referem-se à falta de infraestrutura digital, à baixa qualificação profissional, às desigualdades regionais na adoção tecnológica e à dependência de serviços externos.
[b12282] (ciencia_tecnologia) Contudo, a IA é uma ferramenta estratégica que pode transformar setores essenciais do estado, tais como: monitoramento ambiental e combate ao desmatamento; agricultura de precisão e manejo florestal; logística fluvial inteligente; educação personalizada e ensino remoto; e gestão pública baseada em dados.
[b12283] (ciencia_tecnologia) Desafios institucionais, técnicos e de mercado
[b12284] (ciencia_tecnologia) Antes de detalhar as estratégias para fortalecer a Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, é essencial reconhecer os desafios institucionais, técnicos e de mercado que hoje limitam o avanço do estado nesse campo. Esse conjunto de barreiras afetam desde a formação de talentos até a capacidade de transformar pesquisa em produtos, serviços e soluções para a população. Compreender esse cenário de forma realista é o primeiro passo para construir políticas públicas eficazes e capazes de transformar o potencial científico e natural do Amazonas em desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades em todo o território.
[b12285] (ciencia_tecnologia) Desarticulação entre academia, mercado e governo
[b12286] (ciencia_tecnologia) Um dos maiores entraves ao avanço da Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas é a falta de conexão entre universidades, setor produtivo e governo. As instituições de pesquisa produzem conhecimento relevante, mas esse conhecimento raramente chega às empresas ou se transforma em soluções práticas. Faltam canais permanentes de diálogo, programas estruturados de transferência de tecnologia e mecanismos que facilitem parcerias
[p. 487]
[b12288] (ciencia_tecnologia) Parte 05. Plano estratégico de desenvolvimento entre pesquisadores e empresas. Enquanto isso, o setor produtivo enfrenta desafios tecnológicos que poderiam ser resolvidos com apoio das universidades, mas desconhece suas competências ou não encontra caminhos institucionais para cooperar.
[b12289] (ciencia_tecnologia) O resultado é um ecossistema com forte base científica, mas pouca capacidade de gerar inovação aplicada. Além disso, há um descompasso entre o que o estado precisa e o que a academia produz. O Amazonas demanda soluções concretas para logística fluvial, manejo florestal, conservação pós-colheita e monitoramento ambiental. No entanto, grande parte da produção científica ainda se concentra em temas teóricos ou agendas globais, com baixa aplicabilidade imediata às necessidades do território.
[b12290] (ciencia_tecnologia) Escassez de doutores e pesquisadores experientes
[b12291] (ciencia_tecnologia) O Amazonas enfrenta escassez de profissionais qualificados em áreas estratégicas para a bioeconomia e a inovação. Mesmo com instituições como UFAM, UEA e INPA, o número de doutores e pesquisadores experientes ainda é insuficiente para atender às demandas de formação, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. O problema é ainda mais grave no interior, onde a falta de professores e técnicos especializados limita a expansão da educação superior e de projetos de pesquisa. Além disso, muitos profissionais formados no estado migram para outras regiões em busca de melhores condições de trabalho. A formação de novos quadros é lenta e nem sempre alinhada às necessidades regionais. Áreas como biotecnologia, nanotecnologia, engenharia de alimentos e TI aplicada têm lacunas críticas de mão de obra. Essa combinação reduz a capacidade do estado de transformar conhecimento em desenvolvimento econômico.
[b12292] (ciencia_tecnologia) Obstáculos logísticos e de infraestrutura
[b12293] (ciencia_tecnologia) As condições logísticas e de infraestrutura do Amazonas dificultam a execução de pesquisas e a implantação de projetos de inovação. Entre os principais problemas estão as grandes distâncias e dependência de transporte fluvial e aéreo; a insuficiência das telecomunicações para pesquisa colaborativa e acesso a bases científicas; a instabilidade da energia elétrica em várias localidades, prejudicando laboratórios e equipamentos sensíveis. Pode-se também citar os custos elevados para transporte de insumos, equipamentos e produtos. Além disso, as estradas vicinais precárias e os aeroportos inadequados dificultam o deslocamento de equipes. Tais fatores tornam projetos de P&D mais caros, lentos e menos competitivos, especialmente no interior. Entraves.
[b12294] (ciencia_tecnologia) Para avançar, o Amazonas precisa investir em formação técnica, criar polos tecnológicos descentralizados e estimular a inovação local.
[p. 488]
[b12299] (ciencia_tecnologia) O “vale da morte” da inovação tecnológica
[b12300] (ciencia_tecnologia) O estado sofre com a falta de profissionais capazes de transformar pesquisa em produto.
[b12301] (ciencia_tecnologia) São poucos os tecnologistas, engenheiros de processos e especialistas em desenvolvimento tecnológico, perfis essenciais para diferentes funções: prototipagem, escalonamento de processos, testes de mercado, análise de viabilidade econômica e transferência de tecnologia. Essa lacuna é especialmente grave em biotecnologia, que exige domínio de processos complexos como fermentação, purificação, formulação e controle de qualidade. Sem esses profissionais, muitas tecnologias promissoras ficam paradas no laboratório, criando o chamado “vale da morte” da inovação.
[b12302] (ciencia_tecnologia) Falta de ambientes de inovação estruturados
[b12303] (ciencia_tecnologia) O Amazonas ainda não possui ambientes de inovação com a estrutura necessária para transformar pesquisa em negócios. As incubadoras existentes operam com poucos recursos e em espaços inadequados. Faltam laboratórios compartilhados, plantas piloto, equipamentos para prototipagem e testes. Há pouca conexão com redes nacionais e internacionais, além de escassez de mentoria empresarial e capital de risco. Sem esses ambientes, startups de base tecnológica têm dificuldade de nascer, crescer e competir.
[p. 489]
[b12305] (ciencia_tecnologia) Visão de futuro e síntese do diagnóstico
[b12306] (ciencia_tecnologia) A construção do futuro do Amazonas exige reconhecer a Amazônia não apenas como um bioma a ser protegido, mas como um epicentro global de inteligência socioambiental e inovação científica. O estado reúne condições para se tornar referência mundial em bioeconomia, tecnologias sustentáveis e integração entre ciência moderna e saberes tradicionais, com uma estratégia de longo prazo baseada na geração de valor aliada à conservação. A visão de futuro para a Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas prevê um ecossistema dinâmico, inclusivo e distribuído, no qual centros de pesquisa, startups, comunidades tradicionais, universidades, empresas e governos atuam de forma colaborativa, orientados por metas comuns de sustentabilidade, prosperidade social e valorização cultural.
[b12307] (ciencia_tecnologia) O futuro desejado é aquele em que as florestas se tornam fonte de inovação, e não de devastação, e onde jovens de comunidades indígenas, ribeirinhas e urbanas encontram na ciência uma ferramenta de emancipação e protagonismo. Espera-se que o conhecimento produzido no interior do estado gere impacto direto na qualidade de vida da população, oferecendo soluções em áreas como saúde, mobilidade, energia, educação e produção sustentável. O fato é que o Amazonas tem potencial para liderar a bioeconomia mundial, combinando biodiversidade única, conhecimento científico avançado, saberes tradicionais e demanda global por produtos sustentáveis.
[b12309] (ciencia_tecnologia) Para deixar de ser apenas fornecedor de matérias-primas e se tornar produtor de tecnologias e produtos inovadores de alto valor agregado, transformando seu potencial em riqueza, o Amazonas precisa superar desafios institucionais, técnicos e de mercado. Isso exige:
[b12310] (ciencia_tecnologia) • Integração entre academia, empresas e governo;
[b12311] (ciencia_tecnologia) • Formação e retenção de talentos;
[b12313] (ciencia_tecnologia) • Cadeias produtivas articuladas;
[b12314] (ciencia_tecnologia) • Ambientes de inovação robustos;
[b12315] (ciencia_tecnologia) • Políticas públicas de longo prazo.
[p. 490]
[b12318] (ciencia_tecnologia) Objetivos: geral e específicos
[b12320] (ciencia_tecnologia) • Transformar o Amazonas em referência global de inovação sustentável, unindo ciência, tecnologia e saberes tradicionais para gerar desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.
[b12322] (ciencia_tecnologia) • Consolidar o Amazonas como referência em desenvolvimento sustentável baseado em CT&I, unindo inovação tecnológica, justiça social e equilíbrio ambiental, com respeito aos limites planetários e valorização da diversidade cultural;
[b12323] (ciencia_tecnologia) • Construir um ecossistema de inovação inclusivo, articulando academia, setor privado, governo e comunidades tradicionais para transformar conhecimento — científico e ancestral — em prosperidade econômica sustentável;
[b12324] (ciencia_tecnologia) • Tornar o Amazonas um modelo global de desenvolvimento sustentável, oferecendo soluções tecnológicas adaptadas a diferentes realidades tropicais a partir de sua diversidade geográfica e climática;
[b12325] (ciencia_tecnologia) • Desenvolver competências científicas e tecnológicas para múltiplos setores, incluindo medicina tropical, tecnologias avançadas, logística fluvial, energias renováveis e comunicação para áreas remotas; → ciencia-tecnologia/p22
[b12326] (ciencia_tecnologia) • Integrar ciência, tecnologia e saberes tradicionais para ampliar a autonomia energética, melhorar o acesso a serviços básicos e fortalecer uma infraestrutura sustentável adequada às condições amazônicas;
[b12327] (ciencia_tecnologia) • Promover desenvolvimento humano e inovação social, garantindo que a CT&I gere melhorias reais na qualidade de vida, reduza desigualdades e fortaleça comunidades por meio de inclusão digital, educação, saúde e participação social;
[b12328] (ciencia_tecnologia) • Implantar uma governança estratégica de CT&I, com comitês, plataformas digitais integradas e sistemas de indicadores territorializados que orientem, monitorem e avaliem o impacto das ações. → ciencia-tecnologia/p37
[p. 491]
[b12331] (ciencia_tecnologia) Estratégias para a nova política de CT&I
[b12332] (ciencia_tecnologia) A nova Política de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas será guiada por um conjunto de princípios estruturantes voltados ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Esse conjunto forma o Plano Amazonas Produtivo Sustentável (PAPS) — um modelo de política pública pensado para superar fragilidades históricas, conectar CT&I à sustentabilidade fiscal e transformar conhecimento em valor econômico e social. → ciencia-tecnologia/p34
[b12333] (ciencia_tecnologia) O PAPS será uma iniciativa estratégica do Governo para impulsionar a modernização das cadeias agroextrativistas e agroindustriais, ampliando produtividade, valor agregado e acesso a mercados sustentáveis. O Plano atua de forma integrada em todas as etapas da cadeia de valor — da produção ao mercado internacional — conectando produtores, cooperativas, indústria e instituições de pesquisa em um sistema único de governança e metas compartilhadas. → ciencia-tecnologia/p59
[b12334] (ciencia_tecnologia) Os cinco princípios orientadores do PAPS formam, juntos, um modelo integrado de governança, execução e mercado. Eles garantem que o avanço tecnológico seja inclusivo, eficiente, economicamente viável e fiscalmente responsável.
[b12335] (ciencia_tecnologia) a) Abordagem integral da cadeia de valor (a ruptura com a pesquisa isolada): este princípio estabelece que os investimentos em CT&I devem atuar em toda a cadeia produtiva, e não apenas na pesquisa básica. Isso inclui: tecnologias para manejo e produção sustentável; inovações para beneficiamento e agregação de valor local; padronização; certificação e garantia de qualidade; inteligência comercial e acesso a mercados. A lógica é simples: quando todos os elos avançam juntos, a inovação gera sinergia, cria demanda e distribui ganhos ao longo da cadeia. Esse princípio também funciona como critério de eficiência, exigindo que cada projeto tenha um caminho claro para gerar impacto real, evitando pesquisas desconectadas das necessidades produtivas. → ciencia-tecnologia/p60
[b12336] (ciencia_tecnologia) b) Execução conjunta público–privada (eficiência e descentralização): este princípio define uma divisão clara de responsabilidades. O Estado atua como articulador estratégico, responsável por diretrizes, fomento e ambiente regulatório. A execução das atividades é realizada por cooperativas, organizações sociais e empresas, que assumem etapas como compra, beneficiamento e distribuição. Essa abordagem aproveita a agilidade do setor privado e o conhecimento das organizações locais, acelerando resultados e reduzindo custos. Ao transferir a execução para atores com interesse econômico direto, a política se torna mais sustentável e diminui a dependência do Tesouro Estadual. → ciencia-tecnologia/p61
[b12337] (ciencia_tecnologia) c) Governança participativa (legitimidade e corresponsabilidade): garante que decisões estratégicas sejam tomadas com legitimidade e conhecimento do território.
[b12338] (ciencia_tecnologia) O modelo prevê um Conselho Gestor, Comitês Setoriais, representação equilibrada entre governo, setor privado, cooperativas e sociedade civil. Essa estrutura democratiza decisões, fortalece o compromisso dos envolvidos e reduz riscos de direcionamento político. Com participação ativa dos beneficiários, as decisões se tornam mais realistas, descentralizadas e alinhadas às necessidades locais. → ciencia-tecnologia/p35
[p. 492]
[b12341] (ciencia_tecnologia) d) Foco em valor e mercado (gerando riqueza sustentável): este princípio orienta a política para a geração de valor, competitividade e reconhecimento global. Ele prioriza certificações ambientais, de origem e qualidade; rastreabilidade, essencial para mercados modernos; e acesso a nichos premium e mercados de alto valor agregado. O objetivo é aumentar a renda dos produtores e posicionar os produtos do Amazonas como referências internacionais. A inovação deve gerar valor real, e não apenas novos produtos. → ciencia-tecnologia/p49
[b12342] (ciencia_tecnologia) e) Sustentabilidade Territorial (inovação como guardiã da floresta): a sustentabilidade territorial é o fundamento ético e ambiental do modelo. A CT&I deve ser uma ferramenta de conservação e inclusão social. Isso significa: manejo sustentável dos recursos; fortalecimento do extrativismo consciente; priorização de cadeias não madeireiras; tecnologias para monitoramento e proteção da floresta; distribuição justa dos benefícios às populações que preservam o bioma. Esse princípio reconhece que o desenvolvimento do Amazonas depende diretamente da saúde de sua base territorial. Inovar é proteger. E proteger é garantir futuro econômico (renda à população e conservação ambiental) e fiscal.
[b12343] (ciencia_tecnologia) O Modelo PAPS consolida uma nova forma de pensar o desenvolvimento no Amazonas, unindo ciência, tecnologia e produção em um sistema coerente, eficiente e orientado para resultados. Ao integrar todos os elos da cadeia produtiva, distribuir responsabilidades entre Estado e setor privado, garantir participação social, gerar valor econômico e proteger a floresta, o PAPS oferece uma rota concreta para transformar potencial em prosperidade. Ele demonstra que é possível crescer com responsabilidade, inovar com propósito e construir um futuro em que desenvolvimento econômico, justiça social e conservação ambiental caminhem juntos, fortalecendo a autonomia das comunidades e a competitividade do estado no cenário global.
FIM — 210 blocos neste arquivo — parte 1 de 6.