Acm Neto — texto do programa sobre Economia, emprego e agro — parte 2 de 3 (Governador — BA, 2026)

Fonte: eleicoes.ai — programas de governo registrados no TSE (eleições 2026). Use SÓ o que está nestes arquivos para falar dos programas; cite o candidato e a página do programa; não recomende voto. Estados possíveis de um candidato numa proposta: PROPÕE (há trecho), PROPÕE O CONTRÁRIO (há trecho que rejeita a mesma medida), NÃO LOCALIZADO (não achamos trecho no programa dele NESTE tema — não é "é contra", e não é prova de que o programa não trata do assunto: o trecho pode estar classificado em outro tema; procure no índice de assuntos e no texto do programa antes de afirmar ausência, e prefira dizer "não localizei").

Este arquivo tem 184 blocos dos 421 que o programa tem neste tema do programa de Acm Neto, na ordem do documento. [p. N] é a página do PDF registrado no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/50017136341). "→" marca o bloco que sustenta proposta da comparação (eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/tema-economia-agro).

Todas as partes: eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/programa-governador-ba-acm-neto-50002533190-economia-agro-1 · eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/programa-governador-ba-acm-neto-50002533190-economia-agro-2 · eleicoes.ai/ia/dados/governador/ba/programa-governador-ba-acm-neto-50002533190-economia-agro-3

[p. 84]

[b1466] (economia) O principal obstáculo ao crescimento das micro e pequenas empresas baianas não é a falta de vontade de empreender: é a falta de crédito acessível. O Cresce Bahia criará um fundo de garantia estadual para operações, permitindo que o empreendedor acesse financiamento sem exigência de bens pessoais como garantia. O modelo articula o fundo estadual com o FAMPE (Fundo de Aval para MPE do Sebrae) e com as linhas do BNB, que já opera em todo o interior baiano. → economia-agro/p12, economia-agro/p14, economia-agro/p119

[p. 85]

[b1472] (economia) O crédito sem acompanhamento tem desempenho inferior. O governo estruturará, em parceria com o Sebrae Bahia, um programa de pós-crédito para os beneficiários do Cresce Bahia: mentoria de gestão financeira, monitoramento de indicadores de desempenho, alertas preventivos de inadimplência e indicação de apoio técnico especializado. Transformar crédito em investimento sustentável — não em dívida — é o objetivo. → economia-agro/p15

[b1473] (economia) Capacitação digital e inserção em mercados

[b1474] (economia) A integração com o Sebrae Bahia para capacitação em gestão digital e inserção em plataformas de comércio eletrônico será formalizada um acordo de cooperação, com metas anuais verificáveis, para capacitar empreendedores. A FAPESB criará editais específicos para projetos de inovação voltados a micro e pequenos empresários, com foco em digitalização de processos, acesso a marketplaces e certificação de produtos para exportação. Parcerias com federações industriais e comerciais completam a oferta de consultoria e programas de exportação. → economia-agro/p70

[b1475] (economia) Internacionalização territorial

[b1476] (economia) O modelo atual de internacionalização apoia empresas específicas. O governo adotará uma camada adicional: internacionalizar territórios como marcas. A Chapada Diamantina como destino de ecoturismo premium, o cacau baiano como cacau fino de origem, o Vale do São Francisco como polo mundial de frutas irrigadas, Salvador como capital afro-empreendedora global. Essas marcas territoriais ampliam o alcance para centenas de MPEs ao mesmo tempo, a um custo por empresa incomparável ao atendimento individual. → economia-agro/p77, economia-agro/p131

[b1477] (economia) 3. PLATAFORMA ESTADUAL DE CONEXÕES EMPRESARIAIS

[b1478] (economia) Muitas MPEs baianas enfrentam dificuldades não por falta de capacidade produtiva, mas por falta de conexão. O Novo Governo criará, em parceria com o Sebrae Bahia, uma plataforma estadual de matching empresarial que aproximará compradores, fornecedores, investidores, exportadores, startups e cooperativas. O instrumento transforma o estado em facilitador de negócios — não em executor ou tutor. Inteligência territorial baseada em dados alimentará a plataforma: cada Território de Identidade contará com painel econômico dinâmico com monitoramento de setores estratégicos, oportunidades de mercado e tendências de investimento. → economia-agro/p71

[b1479] (economia) 4. CAPILARIDADE DE ATENDIMENTO:

[b1480] (economia) CHEGAR ONDE O ESTADO NUNCA FOI

[b1481] (economia) A expansão do atendimento ao empreendedor não depende exclusivamente de novas unidades físicas.

[b1482] (economia) O governo estruturará, em parceria com o Sebrae Bahia e o BNB, uma rede híbrida de atendimento que combina escritórios regionais do estado, Salas do Empreendedor nos municípios, pontos Sebrae Aqui em parceria com associações empresariais, cooperativas, sindicatos e universidades, e agentes territoriais credenciados com atuação permanente nos municípios de menor porte. O objetivo é que qualquer empreendedor na Bahia tenha acesso à orientação de crédito, capacitação e suporte a formalização sem precisar se deslocar para a capital ou para uma cidade polo. → economia-agro/p72

[p. 86]

[b1488] (economia) Os agentes territoriais credenciados atuarão como articuladores locais: identificam oportunidades, mobilizam empreendedores, conectam a inteligência institucional do Sebrae com a realidade de cada município. Modelo proposto pelo próprio Sebrae Bahia (2026) e ausente da agenda do governo atual. → economia-agro/p72

[b1489] (economia) 5. REGULAÇÃO PARA O SÉCULO XXI

[b1490] (economia) O surgimento de novos modelos de negócio — plataformas digitais, marketplace, logística por aplicativo, serviços sob demanda — criou lacunas regulatórias que o estado baiano não preencheu.

[b1491] (economia) Licenciamento inadequado, tributação desatualizada e ausência de marcos claros para novos arranjos produtivos geram insegurança jurídica e reduzem o investimento. O governo mapeará esses gargalos em diálogo com o setor privado e os municípios. O prazo de abertura de empresa de pequeno porte e de licenças operacionais básicas para serão reduzidos substancialmente via Balcão Único do Empreendedor. → economia-agro/p67

[b1493] (economia) Esse Balcão Único será a porta de entrada estadual da REDESIM (Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios), com ato único de licenciamento para atividades de baixo risco, alvarás de longa validade para negócios já consolidados e fiscalização baseada em risco — mais rigor onde o risco é real, menos burocracia onde não é. Para dar segurança jurídica a esse novo marco, o Novo Governo instituirá o Fórum Permanente de Segurança Jurídica e Ambiente de Negócios, com a participação do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da OAB-BA e da Procuradoria-Geral do Estado, com a missão de identificar e resolver, de forma contínua, os pontos de insegurança jurídica que hoje afastam investimento. → economia-agro/p67, economia-agro/p75

[p. 91]

[b1550] (economia) 2. AGREGAR VALOR NO TERRITÓRIO BAIANO

[b1551] (economia) A Bahia precisa criar as condições para que o processamento e o beneficiamento da matéria-prima ocorram, cada vez mais, dentro do estado. Isso requer política fiscal, infraestrutura industrial e marco regulatório. Nenhum dos três existe hoje de forma estruturada.

[p. 92]

[b1569] (economia) Escritório de Atração de Investimentos Minerais

[b1570] (economia) Escritório de atração de investimentos minerais vinculado à SDE, com equipe técnica dedicada. Prazo máximo de 48 horas para resposta a consultas de investidores. Acompanhamento de projetos do requerimento à implantação, com interlocução direta com ANM, Ibama e municípios. → economia-agro/p76

[p. 95]

[b1595] (agro) A Bahia tem três biomas, 764 mil propriedades rurais, a maior população rural do Brasil e uma diversidade produtiva que vai da soja do Oeste ao cacau do Sul, do café da Chapada ao sisal do Sertão. O potencial existe. O problema é que, após mais de vinte anos do mesmo grupo político no governo, ele continua sendo potencial. O agro baiano cresceu, mas a pobreza rural não cedeu na mesma proporção, a infraestrutura segue precária, e a Bahia perdeu espaço para estados que fizeram o que o governo estadual não fez: transformar política agrícola em resultado concreto.

[b1596] (agro) A gestão da agropecuária baiana nas últimas duas décadas produziu uma divisão que nunca foi enfrentada de frente. O Oeste Baiano, território do agronegócio de exportação, cresceu por força do mercado, da iniciativa privada e do crédito federal, não porque o governo estadual tenha articulado uma política proativa para isso. O Semiárido, o Recôncavo, o Sertão e o litoral sul ficaram para trás: agricultores familiares, assentados e comunidades tradicionais sem assistência técnica regular, sem infraestrutura hídrica e sem acesso real a mercados. O governo aproveitou a onda do agronegócio global onde ela chegou sozinha. Onde precisava agir, falhou.

[b1599] (agro) O esvaziamento institucional do sistema de agropecuária estadual é um dos legados mais graves desse período. A extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), decretada em 2015 pelo governo do PT na Bahia, não foi apenas o fechamento de uma empresa pública: foi o desmanche deliberado de uma estrutura técnica construída ao longo de décadas, cujas consequências os produtores rurais baianos pagam até hoje.

[b1600] (agro) A EBDA reunia um quadro de agrônomos, veterinários e técnicos concursados com vínculos profundos nas comunidades onde atuavam, muitos deles com décadas de presença nos mesmos municípios, conhecendo o solo, o histórico de cada propriedade e o perfil de cada família. Esse conhecimento acumulado não se transfere por decreto nem se reconstrói com um edital de licitação.

[b1601] (agro) Simplesmente desapareceu. Junto, foram perdidas as estações experimentais que faziam da EBDA uma referência em pesquisa agropecuária aplicada: a estação de Itaberaba, referência mundial no combate à fusariose do abacaxi; as de Jaguarari e Curaçá, que por décadas selecionaram linhagens de caprinos e ovinos adaptados ao Semiárido com alta conversão alimentar; e todo o trabalho de desenvolvimento de variedades de milho, feijão e mandioca adaptadas a cada microclima do estado.

[p. 96]

[b1607] (agro) O banco genético mantido pela EBDA, patrimônio científico inestimável, resultado de anos de observação e seleção, perdeu sua gestão centralizada, foi fragmentado entre institutos federais e universidades, e em parte simplesmente se perdeu, sem inventário, sem planejamento de transição, sem responsabilidade assumida por ninguém.

[b1608] (agro) O que o governo construiu no lugar foi a Bahiater, uma superintendência que funciona por chamadas públicas: em vez de técnicos próprios presentes no campo, o Estado lança editais e contrata ONGs e cooperativas para prestar o serviço. O modelo tem uma consequência prática devastadora: quando um contrato termina, o técnico vai embora e o produtor fica meses, às vezes mais de um ano, desassistido, aguardando uma nova licitação, sem orientação no momento de planejar a safra. Essa descontinuidade é o oposto exato do que a agricultura familiar precisa.

[b1609] (agro) Além disso, o acesso ao serviço passou a exigir que o agricultor esteja obrigatoriamente organizado em associações ou cooperativas e com o Cadastro da Agricultura Familiar regularizado, condições que excluem exatamente os mais vulneráveis, aqueles em áreas mais remotas ou sem estrutura documental.

[b1610] (agro) Em dez anos de existência, a Bahiater anuncia a meta de 350 mil famílias assistidas, número que soa expressivo até se confrontar com os 593 mil agricultores familiares baianos, e mais ainda quando se questiona a qualidade e a continuidade real desse atendimento. A EBDA, com estrutura própria e presença capilar em praticamente todos os municípios, não entregava o número, mas entregava o técnico. A Bahiater entrega o contrato. O produtor sabe a diferença.

[b1612] (agro) Enquanto isso, as estradas vicinais, por onde efetivamente sai a produção do assentamento, da fazenda familiar e da propriedade de médio porte, continuam em estado deplorável na maior parte do estado, encarecendo o frete, deteriorando os produtos e corroendo a margem dos produtores. O descaso com a malha vicinal é uma das formas mais perversas de tributação indireta sobre o produtor rural baiano, especialmente o de menor porte.

[p. 97]

[b1625] (agro) A questão fundiária e a segurança jurídica no campo baiano constituem uma ferida aberta que o atual grupo governante nunca foi capaz de curar. A Bahia figura reiteradamente entre os estados com maior número de conflitos agrários do país, com 135 ocorrências formalmente registradas em 2024, impactando quase 11 mil famílias. Comunidades tradicionais, quilombolas, geraizeiros e indígenas acusam o Estado de negligência na proteção de seus territórios, enquanto produtores rurais denunciam a leniência governamental com ocupações ilegais e a ausência de resposta firme do poder público às decisões judiciais.

[b1626] (agro) O resultado é um campo instável, onde nem o pequeno produtor familiar tem segurança jurídica plena sobre sua terra, nem o empresário rural tem garantias suficientes para realizar investimentos de longo prazo. Esse ambiente de insegurança afugenta capitais, eleva o custo do crédito e perpetua a estagnação econômica de um estado que, apesar de sua vocação agrícola, é castigado pela omissão de quem governa há 20 anos.

[p. 98]

[b1633] (agro) No campo da agroindústria, a Bahia desperdiça sistematicamente a oportunidade de agregar valor à sua imensa produção primária. O estado que lidera a produção nacional de maracujá, guaraná, mamona, sisal, manga e cacau deveria ter nessas commodities a base para uma cadeia de processamento, beneficiamento e exportação de produtos de maior valor agregado. Contudo, a Bahia continua sendo predominantemente exportadora de matéria-prima e importadora de produtos processados. A política estadual de fomento à agroindústria nunca atingiu a escala necessária para transformar esse cenário. Cada tonelada de cacau, de soja, de algodão ou de frutas que sai do estado sem beneficiamento local representa uma oportunidade desperdiçada de emprego, renda e arrecadação tributária. No Semiárido, essa realidade é ainda mais cruel: temos as maiores reservas de umbu, licuri e sisal do mundo, mas falta o apoio do Governo para que a fábrica esteja ao lado da roça.

[b1635] (agro) O programa de governo para o agronegócio e o desenvolvimento rural está organizado em pilares, pensados para cobrir desde o grande produtor exportador até o agricultor familiar de subsistência, porque a Bahia tem os dois, e os dois precisam de governo.

[b1638] (agro) Um governo que se pretende sério com o campo precisa, antes de tudo, ter estrutura institucional à altura do que promete. Sem isso, qualquer outra política fica no papel. Não se faz agro de resultado sem instituições técnicas, com gente qualificada e metas que alguém cobre.

[b1639] (agro) Modernização do Sistema Seagri

[b1640] (agro) A Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura passará por profunda reestruturação, com despolitização da gestão e predomínio do critério técnico na composição de seus quadros diretivos. A ADAB (Agência de Defesa Agropecuária) receberá orçamento, pessoal e mandato ampliado para consolidar e defender o status de estado livre de febre aftosa sem vacinação, conquistado em 2025, garantindo a manutenção das condições sanitárias que habilitam os frigoríficos baianos a exportar para Europa, Ásia e Oriente Médio, mercados que remuneram acima da média e que qualquer desleixo sanitário pode fechar de forma irreversível. A certificação obtida não é uma linha de chegada: é uma linha de partida que exige vigilância permanente, rastreabilidade de rebanhos, controle de trânsito animal e estrutura laboratorial à altura do compromisso assumido. → economia-agro/p94

[b1641] (agro) A questão da pesquisa agropecuária e da extensão rural exige enfrentamento honesto. A extinção da EBDA em 2015 deixou um vácuo que a Bahiater, no modelo atual de chamadas públicas com entidades terceirizadas, não preenche, nem em continuidade de atendimento, nem em produção de ciência aplicada, nem na conservação do patrimônio genético que a empresa acumulou por décadas.

[p. 99]

[b1647] (agro) É indiscutível que o atual modelo de assistência técnica não segue os critérios desejáveis para atender as necessidades de modernização de nossa agropecuária, tanto pela falta de capacidade de um órgão de efetiva coordenação, como pelo protagonismo político dos seus executores, predominando sobre a qualificação técnica.

[b1648] (agro) O Novo Governo irá proporcionar uma extensão rural qualificada, convocando para isso entidades do terceiro setor e empresas privadas com reconhecida capacitação, sob a coordenação de uma unidade estadual a ser criada que requisitará especialistas para seu quadro, responsáveis pelo planejamento das suas atividades, pelo seu acompanhamento e fiscalização e pelos seus resultados. Uma assistência técnica moderna e qualificada, compartilhada com os melhores atores do setor é a melhor solução para uma retomada rápida e eficiente dos níveis de assistência técnica a agropecuária baiana. → economia-agro/p1, economia-agro/p2

[b1649] (agro) Do lado da pesquisa, a ideia é que essa mesma unidade, convoque centros, institutos de pesquisa e universidades, que já dispõem de especialistas e de condições materiais já instaladas, aí incluídas as universidades estaduais , para formulação e execução de projetos visando o desenvolvimento de nossa agropecuária . → economia-agro/p3

[b1651] (agro) A mesma unidade coordenará a pesquisa agropecuária, convocando centros, institutos e universidades que já têm especialistas e estrutura instalados — Embrapa; o Cimatec, com papel crescente em sisal e novas oleaginosas; e as universidades estaduais, protagonistas da pesquisa e repositório dos avanços obtidos —, além de centros de pesquisa de empresas já estabelecidas no estado. Dada a diversidade do patrimônio agrícola e pecuário baiano, convocar essa rede já existente, com vocações distintas, é mais eficaz do que criar um novo centro único, que dificilmente alcançaria a abrangência necessária. → economia-agro/p3

[b1652] (agro) A priorização de território, cultura e cadeia produtiva atendida primeiro segue o Mapa da Vocação Regional e os Planos Estratégicos Regionais de cada Território de Identidade (ver Governança por Vocação Regional) — não o critério pontual ou político que marcou a gestão da Bahiater. → economia-agro/p96

[b1653] (agro) Mapa da Vocação Regional da Bahia — Camada Agropecuária

[b1654] (agro) Esta é a camada agropecuária do Mapa da Vocação Regional da Bahia, apresentado no início deste capítulo. A nova gestão implementará, para o setor agropecuário, o cruzamento de dados de solo, clima, infraestrutura, mercados e perfil dos produtores de cada região, orientando onde o governo investe em infraestrutura, extensão rural, crédito e agroindústria, encerrando o padrão de recursos jogados sem critério territorial. Produtores, cooperativas, investidores e gestores municipais terão acesso digital às informações. → economia-agro/p96

[b1655] (agro) Diálogo Permanente com o Setor Produtivo

[b1656] (agro) O governo estabelecerá diálogo permanente com a FAEB, AIBA, ABAPA, cooperativas regionais, sindicatos rurais e organizações da agricultura familiar. Um Conselho Estadual de Desenvolvimento Agropecuário com caráter deliberativo, composição paritária entre poder público e setor produtivo e reuniões trimestrais abertas substituirá os arranjos consultivos atuais, que na prática servem para validar decisões já tomadas. → economia-agro/p95, economia-agro/p104

[p. 100]

[b1662] (agro) 2. INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA E CONECTIVIDADE RURAL

[b1663] (agro) Agro competitivo depende de logística eficiente. O custo de transporte da produção baiana, especialmente no interior, corrói a renda do produtor e destrói a competitividade dos produtos nos mercados nacional e internacional. Esse gargalo será enfrentado como prioridade do Novo Governo.

[b1664] (agro) Programa Estrada que Produz: Malha Vicinal

[b1665] (agro) As estradas vicinais são a artéria do campo baiano. Nenhuma ferrovia, nenhum porto moderno tem impacto real se a produção não consegue sair da fazenda até a rodovia. O Novo Governo implantará um programa estruturado para cada região, a ser definido pelo Planejamento Estratégico 20272030, de recuperação, pavimentação e manutenção permanente da malha vicinal estadual, com critérios técnicos de priorização baseados no volume produtivo e na vulnerabilidade social das regiões atendidas, e gestão descentralizada com participação dos municípios e das associações de produtores. → economia-agro/p98

[b1666] (agro) 3. ÁGUA PARA PRODUZIR: IRRIGAÇÃO E SEGURANÇA HÍDRICA

[b1670] (agro) Projetos de Irrigação Pública: Retomada Urgente

[p. 101]

[b1683] (agro) 4. EXTENSÃO RURAL, TECNOLOGIA E BIOINSUMOS

[b1684] (agro) A diferença entre o agricultor familiar que subsiste e o que gera renda crescente tem um nome: assistência técnica. Levantamentos da Embrapa e do IBGE indicam que produtores com orientação técnica regular chegam a produzir quatro vezes mais por hectare do que os que não têm acompanhamento.

[b1685] (agro) Reconstruir um sistema de extensão rural contínuo e com alcance territorial real é a intervenção de maior impacto direto sobre a renda rural baiana.

[b1686] (agro) Reorganização da Assistência Técnica Rural

[b1687] (agro) O órgão de assistência técnica rural será reestruturado com ampliação de quadro de extensionistas, dotação orçamentária vinculada e sistema de metas de atendimento por região. Será estabelecida parceria com universidades estaduais para formação continuada dos extensionistas em técnicas atuais de manejo, agroecologia, tecnologia de precisão e gestão de propriedades. O modelo de atendimento priorizará as famílias rurais em situação de maior vulnerabilidade, mas cobrirá igualmente os médios produtores que hoje também carecem de suporte técnico para dar saltos de produtividade. A meta é dobrar o número de propriedades com atendimento regular. → economia-agro/p1

[p. 102]

[b1694] (agro) O Novo Governo ampliará o Programa de Bioinsumos Bahia, apoiando a transição agroecológica da agricultura familiar e a implantação de unidades de referência em Territórios de Identidade. → economia-agro/p5

[b1695] (agro) A iniciativa visa incrementar o uso de insumos de origem biológica, reduzindo a dependência de químicos importados e o custo de produção que podem proporcionar abertura de mercados que pagam mais por produtos com menor impacto ambiental. O programa incluirá pesquisa aplicada com a Embrapa, universidades estaduais e empresas privadas e capacitação de produtores. → economia-agro/p5

[b1697] (agro) O grande produtor tem acesso à gestão digital, drone, sensoriamento de solo, algoritmos preditivos para pragas e sistemas de gestão digital. Mas toda essa tecnologia é inacessível para o pequeno produtor. O governo criará o programa Bahia Campo Digital, com centros de tecnologia agropecuária nas regiões produtivas, equipamentos de uso coletivo, capacitação em ferramentas digitais e plataforma estadual de preços e mercados agrícolas em tempo real. Pequenos produtores serão capacitados para emitir nota fiscal eletrônica, acessar crédito rural digital e comprar insumos em cooperativa via internet. → economia-agro/p9

[b1698] (agro) Pequena Irrigação Integrada: um Modelo Replicável

[b1699] (agro) A produção de morango na Chapada Diamantina prova que o pequeno produtor compete quando tem água garantida, tecnologia, assistência técnica e comprador certo — hoje reúne produtores de vários municípios com renda muito acima da média regional. O governo replicará esse modelo de integração — produtor, empresa com tecnologia e capacidade de compra — para outras culturas de alto valor: limão, acerola, melão, caju e amora no Semiárido; caqui, uva e maçã em áreas de altitude da Chapada; café especial nas partes mais altas da Chapada e do Sudoeste; maracujá no Sudoeste baiano. A entrada do governo é pontual — articulação institucional e infraestrutura básica na fase inicial —, não subsídio permanente. → economia-agro/p10

[b1700] (agro) Pequena Pecuária Sistematizada

[b1701] (agro) A pecuária de pequenos animais é a atividade mais difundida no Semiárido, mas segue com baixo nível de tecnificação. Com apoio técnico da Embrapa, o modelo combina pastagem nativa da Caatinga com palma forrageira, capineira e banco de proteína cultivados localmente, sem depender de ração importada. Melhoramento genético e assistência técnica qualificada preparam o produtor para vender animais de qualidade superior a frigoríficos integradores, fechando uma cadeia que hoje termina, com frequência, no abate informal. → economia-agro/p11

[b1702] (agro) 5. AGRICULTURA FAMILIAR, INCLUSÃO PRODUTIVA

[b1704] (agro) A agricultura familiar baiana é a base numérica do campo: 593 mil propriedades, 77,8% do total, responsáveis pela maior parte da produção de alimentos para o mercado interno. O tratamento que essa

[p. 103]

[b1710] (agro) população recebeu nos últimos vinte anos foi o de público-alvo de assistencialismo, não o de produtores a serem capitalizados e conectados a mercados. O Novo Governo tratará o agricultor familiar como o que ele é: um produtor com negócio, que precisa de crédito, assistência técnica e mercado. → economia-agro/p4

[b1711] (agro) Crédito Rural Acessível e Fundo de Aval

[b1712] (agro) O acesso ao crédito rural pelo pequeno produtor continua sendo um dos maiores obstáculos à capitalização da agricultura familiar baiana. Fora do PRONAF federal — que opera com limites de valor, exigência de garantias e cobertura territorial insuficientes para grande parte dos produtores baianos —, o pequeno produtor enfrenta juros elevados e burocracia que o exclui do sistema financeiro formal. Sem crédito não há capitalização; sem capitalização não há escala; sem escala, a agricultura familiar segue presa à subsistência. → economia-agro/p12

[b1713] (agro) Inclusão Produtiva no Semiárido e Assentamentos

[b1714] (agro) O governo implantará o Plano de Combate à Pobreza Rural e Inclusão Produtiva. As famílias em situação de extrema pobreza rural identificadas no CadÚnico receberão, além da assistência técnica, kits produtivos de capital inicial (sementes, mudas, pequenos equipamentos, materiais de construção de cisternas produtivas), vinculados a um plano de trabalho. A ideia central é a transição assistida da subsistência para a geração de excedente comercializável. Os grupos populacionais específicos (acampados, assentados, ribeirinhos, indígenas, quilombolas) terão programas próprios, reconhecendo suas especificidades culturais e territoriais. → economia-agro/p8

[b1717] (agro) Regularização Fundiária e Segurança Jurídica

[b1718] (agro) Sem título de terra, o produtor não acessa crédito, não investe a longo prazo e fica refém de conflito.

[b1719] (agro) O governo lançará um programa de regularização fundiária em parceria com o INCRA, o governo federal e os cartórios de registro de imóveis, com meta de regularizar propriedades rurais, priorizando os menores imóveis e os grupos mais vulneráveis. A estrutura de política fundiária estadual será modernizada com tecnologia e pessoal adequado. → economia-agro/p89

[p. 104]

[b1725] (agro) 6. AGROINDÚSTRIA, CADEIAS DE VALOR E EXPORTAÇÕES

[b1726] (agro) A Bahia exporta commodities e importa valor agregado. Cada etapa de beneficiamento que acontece fora do estado são empregos, impostos e renda que ficam em outro lugar. A agroindustrialização será tratada como prioridade de desenvolvimento regional, com impacto direto na geração de emprego no interior e na rentabilidade dos produtores.

[b1727] (agro) Programa Bahia Agroindústria: Apoio à Industrialização LocalCacau, Café e Indicações Geográficas O Novo Governo lançará um programa específico de apoio à agroindústria, com foco no beneficiamento local da produção agrícola e pecuária. Pequenas agroindústrias (casas de farinha, laticínios artesanais, unidades de processamento de frutas, usinas de polpa, cervejarias artesanais com insumos agrícolas locais, processadoras de mel e cera, fiações de sisal e algodão) receberão apoio técnico, acesso facilitado a licenciamento ambiental e sanitário, e acesso a crédito específico para implantação e modernização. A política de fomento destinará recursos diretos para 60 pequenas agroindústrias. → economia-agro/p18, economia-agro/p19

[b1728] (agro) A Bahia já tem indicações geográficas reconhecidas (o café da Chapada Diamantina e as frutas do Vale do São Francisco) e outros produtos com identidade territorial que ainda não foram desenvolvidos.

[b1729] (agro) O governo criará um programa de apoio às Indicações Geográficas baianas, articulando certificação, promoção nos mercados nacional e internacional, capacitação de produtores e acesso a canais diferenciados de comercialização. → economia-agro/p24

[b1730] (agro) Região Cacaueira: Plano Próprio de Fortalecimento

[b1731] (agro) O Novo Governo dedicará atenção especial à Região Cacaueira, fortalecendo as instâncias estaduais responsáveis pelo desenvolvimento regional e articulando ações estratégicas voltadas diretamente ao território. A região terá um plano próprio de fortalecimento da assistência técnica, em parceria com universidades e órgãos estaduais, com recursos para pesquisa e inovação, agricultura digital, melhoria da infraestrutura de transporte, energia e armazenagem, e conservação ambiental. O Programa Treinar para Empregar preparará jovens para a sucessão rural e para a formação agrícola, entre outras ações a serem detalhadas a partir dos estudos da cadeia produtiva do cacau. → economia-agro/p92

[b1732] (agro) A assistência técnica ao produtor será reforçada em articulação direta com o CEPLAC, órgão federal historicamente sediado em Ilhéus e responsável constitucional pela pesquisa e extensão rural na lavoura cacaueira. O decreto federal nº 12.642/2025 ampliou o mandato do CEPLAC para pesquisa, inovação e assistência técnica, com programas como o Inova Cacau e o Cacau Brasil Agrofloresta — este último lançado na COP30, com recursos do Fundo Verde do Clima também destinados ao Pará.

[b1733] (agro) O Novo Governo fará pressão permanente junto ao Ministério da Agricultura para que a Bahia não perca espaço nessa redistribuição federal de recursos e para que o apoio técnico do CEPLAC chegue de fato ao produtor de base familiar, que responde pela maior parte da cacauicultura baiana. → economia-agro/p92

[b1734] (agro) A lavoura cacaueira também está exposta a decisões de mercado externo que fogem ao controle

[p. 105]

[b1740] (agro) do produtor e exigem resposta do Estado junto à União. O Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR) passou a exigir, a partir de dezembro de 2025 para grandes operadores e junho de 2026 para pequenas e médias empresas, rastreabilidade de origem para qualquer cacau exportado à União Europeia — com risco real de excluir do mercado europeu produtores baianos sem estrutura de certificação.

[b1741] (agro) O governo estadual buscará, em conjunto com o Ministério da Agricultura e o Itamaraty, apoio técnico e financeiro para adequar cooperativas e pequenos produtores às novas exigências. A volatilidade recente de preços — que em 2024 levou a tonelada a mais de US$ 12 mil, seguida de correção abrupta → economia-agro/p93

[b1742] (agro) — reforça a necessidade de instrumentos de proteção, como seguro agrícola e garantia de preço mínimo, a serem negociados com o governo federal. → economia-agro/p93

[b1743] (agro) Aquicultura e Pesca como Eixo Econômico

[b1744] (agro) A Bahia tem o maior litoral do país e um vasto sistema de barragens e represas, mas ocupa o 6º lugar na produção pesqueira nacional e ainda importa pescado. O Novo Governo organizará a pesca artesanal, modernizará e ampliará a frota pesqueira, construirá terminais pesqueiros com câmaras frias e fábricas de gelo, e fomentará o associativismo e a aquicultura continental e marinha como saída econômica para comunidades costeiras e ribeirinhas. Um Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro será elaborado, em parceria com os municípios e com as próprias comunidades pesqueiras, equilibrando exploração e sustentabilidade dos estoques. → economia-agro/p81, economia-agro/p82, economia-agro/p83

[b1745] (agro) Apoio ao Agronegócio de Exportação

[b1746] (agro) O Oeste Baiano consolidou a Bahia entre os maiores produtores de soja, algodão e milho do Brasil, sem muita ajuda do governo estadual. O Novo Governo mudará isso. Negociará incentivos para a cadeia exportadora, apoiará a obtenção de créditos de carbono pelos produtores que adotam práticas sustentáveis, trabalhará pela desoneração dos custos logísticos e estará nos fóruns internacionais de promoção comercial. O Matopiba baiano merece um governo que apareça. → economia-agro/p77, economia-agro/p91, economia-agro/p131

[b1748] (agro) A Caatinga guarda produtos únicos (o umbu, o licuri, a palma e o sisal) tratados há décadas como coisa de subsistência. O governo lançará, por meio da Desenbahia, uma linha de crédito para a verticalização dessas cadeias, transformando a flora nativa em produtos de alto valor para cosméticos, farmácia e alimentação gourmet. O licuri já interessa a marcas de beleza internacionais. O umbu tem mercado no segmento orgânico europeu. A palma, manejada de forma sustentável, vira matériaprima para bioativos. A biodiversidade existe. Faltou o Estado apostá-la como política econômica. → economia-agro/p13, economia-agro/p22, economia-agro/p120

[b1749] (agro) A formação de produtores e a pesquisa aplicada sobre as mesmas cadeias, incluindo o licuri, estão no programa Bioeconomia do Sertão, no capítulo Trabalho, Emprego e Geração de Renda — o crédito de verticalização aqui descrito e a qualificação de produtores lá descrita são etapas complementares da mesma política.

[p. 106]

[b1755] (agro) Projeto Brave: do Sisal ao Etanol

[b1756] (agro) O sisal do Sertão hoje aproveita apenas uma fração da planta, num sistema produtivo defasado e pouco remunerador para quem planta. O Projeto Brave, desenvolvido pelo Senai-Cimatec, testa variedades de maior produtividade e abre caminho para usinas de etanol e outros derivados a partir do sisal — um polo alcooleiro no semiárido, com o sisal ocupando o papel que a cana-de-açúcar ocupa nas regiões úmidas. O governo dará suporte à fase de escala do projeto, com articulação fundiária e energética nas áreas hoje degradadas de pecuária extensiva onde a nova variedade será cultivada. → economia-agro/p23

[b1757] (agro) 7. SUSTENTABILIDADE, SEGURANÇA

[b1759] (agro) Sustentabilidade ambiental, social e econômica não é pauta ideológica: é exigência dos mercados europeus, asiáticos e norte-americanos que compram os produtos baianos. Quem não certifica, não exporta para o comprador que paga melhor. E campo com conflito fundiário não solucionado não recebe investimento privado de longo prazo. As duas agendas, sustentabilidade e segurança jurídica, são, na prática, a mesma agenda.

[b1760] (agro) Agro Sustentável como Marca da Bahia

[b1761] (agro) O governo criará o Selo Agro Sustentável Bahia, para certificar produtos agropecuários que atendam a critérios de baixo impacto ambiental, uso de bioinsumos, conservação de solo e água, rastreabilidade e valorização do trabalho rural. O propósito não é branding: é acesso a mercado. Produtor certificado vende mais caro. A política de bioinsumos, os sistemas ILPF, a recuperação de pastagens e as indicações geográficas alimentam essa certificação com conteúdo real. → economia-agro/p25

[p. 109]

[b1790] (economia) Turismo, economia criativa e serviços de alto valor formam uma cadeia única. O visitante gera receita em hospedagem e alimentação, mas também movimenta música, artesanato, gastronomia, eventos corporativos e serviços especializados — os elos que multiplicam o gasto turístico dentro do estado em vez de deixá-lo escoar.

[b1791] (economia) É essa cadeia, não o número isolado de visitantes, que decide se o turismo vira desenvolvimento ou só passagem. A Bahia tem os ativos para liderar essa cadeia no país. Não lidera.

[b1792] (economia) O Estado abandonou a política de turismo. O antigo Centro de Convenções da Bahia desabou em 2016 e nunca foi reconstruído.

[b1793] (economia) Quem ergueu um novo equipamento do zero foi a Prefeitura de Salvador, sob a gestão do Novo Governo, que inaugurou o Centro de Convenções de Salvador em janeiro de 2020. O Aeroporto de Salvador perdeu rotas internacionais para Recife e Fortaleza. A Bahiatursa foi extinta — o estado abriu mão da própria agência de promoção turística no momento em que o setor mais precisava de coordenação. As áreas turísticas da Bahia seguem entregues à própria sorte: sem segurança, sem manutenção, prédios históricos desabando ou interditados, furtos, latrocínios, mobilidade urbana precária, atendimento ao turista sem padronização.

[b1794] (economia) Diante desse quadro, a PLOA 2026 registra crescimento de 7,4% no turismo baiano em 2025 — acima da média nacional de 5,3% — e 133.708 visitantes internacionais entre janeiro e agosto, alta de 62,3% frente a 2024. Os números existem apesar do abandono institucional, não por causa de qualquer política estadual coordenada.

[b1795] (economia) A conectividade aérea internacional que sustenta esse crescimento foi negociada por companhias privadas e induzida pelo governo federal — o estado apenas observou.

[b1796] (economia) O Ceará tem secretaria dedicada ao turismo desde 1995, com mandato legal definido e conselho próprio de acompanhamento. Tem menos ativos naturais e culturais que a Bahia. A diferença não é potencial. É método — e é isso que falta ao estado.

[b1797] (economia) O Novo Governo assumirá essa lacuna e montará a estrutura que a Bahia nunca teve.

[b1798] (economia) BAHIA 365 – TURISMO O ANO INTEIRO

[b1799] (economia) A política de turismo do Novo Governo será organizada em cinco eixos, todos derivados da plataforma Bahia 365. A lógica central é simples: a Bahia tem potencial para gerar riqueza turística o ano inteiro, em todos os territórios. O que falta não é mais ativo, é método. Cada eixo responde a uma lacuna específica dos últimos vinte anos. → economia-agro/p26

[p. 110]

[b1805] (economia) NOVA ARQUITETURA INSTITUCIONAL → economia-agro/p31

[b1806] (economia) A mudança mais urgente não é de orçamento. É de organograma. A Bahia precisa separar quem pensa de quem executa; cada estrutura o instrumento adequado para fazer o seu trabalho. → economia-agro/p31

[b1807] (economia) A nova Secretaria de Turismo e Economia Criativa vai definir política, estabelecer metas, aprovar critérios de apoio a eventos e monitorar resultados. Não operará eventos, não contratará artistas, não assinará contratos de produção. A Empresa Baiana de Turismo e Eventos (EBTE) será o braço executivo: personalidade jurídica própria, regime ágil de contratação, quadro técnico especializado e metas anuais públicas. O modelo existe em outros estados e funciona: Agência Minas (MG), Adotur (CE) e RioTur (RJ). A diferença entre um estado que capta eventos internacionais e um que não capta é, em geral, essa estrutura. A Câmara Intersetorial Bahia 365 articulará turismo, cultura, eventos e economia criativa entre secretarias. A Sala de Inteligência monitorará, em tempo real, fluxo, gasto médio, origem dos visitantes e desempenho por destino. Decisão baseada em número, não em impressão. → economia-agro/p31

[b1808] (economia) QUEM FAZ O QUÊ: SEM SOBREPOSIÇÃO

[b1810] (economia) Secretaria de Turismo e Economia Criativa: define política, metas e critérios. Não executa. • → economia-agro/p31

[b1811] (economia) Empresa Baiana de Turismo e Eventos: contrata, opera, entrega e presta contas. Não formula política. • → economia-agro/p31

[b1812] (economia) Câmara Intersetorial Bahia 365: articula turismo, cultura, eventos e economia criativa entre secretarias. • → economia-agro/p107

[b1813] (economia) Sala de Inteligência: dados em tempo real sobre fluxo, gasto médio, origem dos visitantes e desempenho por destino. Decisão baseada em número, não em impressão. → economia-agro/p33

[b1814] (economia) PLATAFORMA BAHIA BUSINESS EVENTS → economia-agro/p30

[b1815] (economia) Será criada a plataforma Bahia Business Events para captação de feiras, congressos, eventos científicos e convenções corporativas, com foco nos setores que a Bahia já domina: energia renovável, agronegócio, saúde e tecnologia. O turismo de negócios garantirá o que o turismo de lazer sazonal não garante: fluxo constante, gasto médio alto e ocupação de leitos na semana. → economia-agro/p30

[b1816] (economia) PRODUTO E CALENDÁRIO POR TERRITÓRIO

[b1817] (economia) A Bahia é tratada como se turismo fosse Salvador, Porto Seguro e Chapada. Na prática, são pelo menos oito destinos com vocações distintas. A lógica Bahia 365 será outra: onde existe vocação, precisa haver produto, calendário e promoção específicos. O agrupamento turístico de oito destinos abrange os 27 Territórios de Identidade porque a promoção turística exige escala de marca reconhecível pelo mercado consumidor. O vínculo com a vocação regional de cada território que compõe cada destino se mantém. → economia-agro/p27

[p. 111]

[b1823] (economia) Salvador e a Região Metropolitana funcionam como hubs internacionais (Carnaval, eventos, cultura, patrimônio histórico, negócios) e exigem Centros de Convenções, conectividade aérea e a plataforma Bahia Business Events. A Chapada Diamantina concentra ecoturismo, vinho, café e turismo rural, com demanda por qualificação de guias, trilhas certificadas e hospedagem.

[b1824] (economia) A Costa do Descobrimento sustenta turismo de luxo, ecoturismo e surf, e exige produto de alto padrão, segurança e mobilidade. O Litoral Sul (Dendê e Cacau) combina praias, quilombos, gastronomia e cacau artesanal, e depende de transporte e voos regionais.

[b1825] (economia) O Sertão e o Vale do São Francisco têm potencial em turismo religioso, histórico, enoturismo e náutico, com necessidade urgente de roteiros integrados e infraestrutura básica. O Oeste Baiano é território de turismo de negócios, rural e fluvial, com ancoragem na Bahia Business Events. O Sudoeste, principalmente Jequié e Conquista, combina negócios, ecoturismo, cachoeiras e fazendas históricas, ainda sem produto estruturado.

[b1833] (economia) Centro de Convenções, conectividade aérea

[b1835] (economia) Náutico, gastronômico, cultural

[b1836] (economia) Infraestrutura náutica, roteiros → economia-agro/p28

[b1842] (economia) Alto padrão, segurança, mobilidade → economia-agro/p110

[b1848] (economia) Religioso, histórico, enoturismo

[b1849] (economia) Roteiros, infraestrutura, voos → economia-agro/p112

[b1854] (economia) Negócios, ecoturismo, fazendas

[b1855] (economia) Roteiros, infraestrutura básica → economia-agro/p114

[p. 112]

[b1863] (economia) PERMANENTE, NÃO EVENTO ISOLADO → economia-agro/p29

[b1864] (economia) O turismo religioso merecerá tratamento à parte. Bom Jesus da Lapa, Lavagem do Bonfim, Yemanjá, Cachoeira, Monte Santo: a Bahia tem um dos patrimônios religiosos mais ricos do país e o trata como curiosidade folclórica. → economia-agro/p29

[b1865] (economia) O turista que vai a Bom Jesus da Lapa hoje não tem pacote, não tem receptivo qualificado, não tem roteiro complementar. Com produto, cada polo pode dobrar o tempo de permanência. O turista religioso tende a voltar: é um perfil de alta fidelidade que nenhuma outra categoria garante. → economia-agro/p29

[b1868] (economia) A Baía de Todos os Santos tem vocação náutica, gastronômica e cultural. Abriga Itaparica, a maior ilha de Salvador, o Recôncavo, Morro de São Paulo e dezenas de ilhas e praias habitadas e não habitadas de beleza excepcional que qualquer destino mediterrâneo invejaria.

[b1869] (economia) A infraestrutura náutica existente, com cerca de 2.500 vagas entre marinas e clubes náuticos distribuídas na BTS, está subdimensionada para o potencial do território e sucateada por décadas de ausência de investimento público.

[b1870] (economia) O turismo náutico de alto padrão — veleiros, catamarãs, cruzeiros de cabotagem, mergulho, pesca esportiva — gera renda distribuída, emprego qualificado no litoral e divisas estrangeiras. É exatamente o perfil de turista que a Bahia precisa atrair para superar o modelo atual, baseado em volume e baixo gasto médio.

[b1871] (economia) O governo criará o Programa Via Náutica da Baía de Todos os Santos, com três eixos: modernização e expansão das marinas existentes via concessão privada estruturada pela nova Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), integração de roteiros terrestres e marítimos e criação de marco regulatório estadual para charter náutico, simplificando licenças e atraindo operadores internacionais. → economia-agro/p28

[b1872] (economia) A referência é o modelo croata, que transformou um arquipélago de ilhas adriáticas em uma das maiores indústrias de turismo náutico do mundo, e o de Açores, que captura turistas europeus de alto poder aquisitivo com produto marítimo bem estruturado. → economia-agro/p28

[b1873] (economia) O Via Náutica é programa de turismo — marinas, charter, passeio. Não se confunde com o Plano de Transporte Aquaviário de Passageiros, do capítulo Infraestrutura, que atende deslocamento cotidiano de moradores entre os municípios da BTS. Os dois programas compartilham geografia e podem compartilhar terminais, mas atendem públicos e finalidades distintas.

[p. 113]

[b1879] (economia) BAHIA 365 — ROTEIROS TURÍSTICOS

[b1881] (economia) A política Bahia 365 deve transformar as vocações de cada território em roteiros estruturados, conectando atrativos, municípios, hospedagem, gastronomia, transporte, eventos e promoção. O turista não visita um ponto isolado: percorre uma experiência completa, permanece mais tempo e movimenta diferentes cadeias econômicas. → economia-agro/p27

[b1882] (economia) Cada roteiro será desenvolvido com governança regional, participação dos municípios, comunidades locais e iniciativa privada. O Estado apoiará a estruturação dos produtos, sinalização, qualificação, segurança, acessibilidade, comercialização, promoção digital e conexão com operadoras e companhias aéreas. Serão criados circuitos estaduais como Salvador e Região Metropolitana, Baía de Todos os Santos, Chapada Diamantina, Costa do Descobrimento, Litoral Sul, Sertão e Vale do São Francisco, Oeste, Sudoeste e Caminhos da Fé. Cada um deles, com várias possibilidades de roteiros – rota do vinho, rota do Diamante, rota do Sabores, entre outros. → economia-agro/p27

[b1883] (economia) O roteiro só vira produto quando o turista consegue encontrar, comprar, chegar, permanecer, circular e viver a experiência com qualidade — um roteiro por vocação, com nome, percurso, duração, calendário e mercado consumidor definidos. → economia-agro/p115

[p. 114]

[b1896] (economia) A Sala de Inteligência Bahia 365 vai monitorar em tempo real o que hoje ninguém no governo sabe: quantos turistas passaram por cada destino, quanto gastaram, de onde vieram, por que não voltaram. → economia-agro/p33

[b1897] (economia) Plataformas de inteligência artificial serão integradas ao atendimento ao turista e à previsão de gargalos operacionais em alta temporada. O setor de turismo no mundo inteiro já usa isso. A Bahia ainda opera no escuro. → economia-agro/p33

[b1900] (economia) Por 20 anos, o turismo baiano foi gerido sem saber o custo por turista captado, o retorno fiscal de cada evento apoiado ou o impacto da violência urbana nas decisões de viagem. Apoio a evento virou moeda política. O Novo Governo governará com dados e publicará os resultados a cada seis meses. → economia-agro/p32

[b1901] (economia) Todo evento que pedir apoio estadual passará pelo Score Bahia 365: objetivo turístico-econômico mensurável, perfil de público e permanência esperada, retorno fiscal estimado e contrapartidas com potencial de mídia. Evento sem esses dados não receberá apoio. Evento que recebe e não entrega perde prioridade na edição seguinte. O gestor que aprova sem esses critérios responde por isso. → economia-agro/p32

[b1902] (economia) FINANCIAMENTO: FTB, FUNDETUR E PPPS → economia-agro/p34

[b1903] (economia) No financiamento, o Fundo de Turismo da Bahia será capitalizado com dotações orçamentárias do Estado, receitas oriundas de convênios, receitas oriundas de taxas estaduais criadas para este fim específico, receitas dos parques estaduais, vinculados à Secretaria do Turismo, receitas financeiras → economia-agro/p34

[p. 115]

[b1909] (economia) decorrentes da aplicação dos seus recursos, além de contribuições, doações, financiamentos e recursos oriundos de entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras. E, para que o orçamento não dependa da prioridade de cada governador. → economia-agro/p34

[b1910] (economia) O Fundetur federal será disputado ativamente: a Bahia capta menos que Pernambuco e Ceará por falta de projetos estruturados, não por falta de elegibilidade. As infraestruturas turísticas (Centro de Convenções, marinas, terminais náuticos, trilhas certificadas) serão modeladas pela Secretaria de Parcerias em Investimentos como PPPs, liberando o Tesouro para outras prioridades. → economia-agro/p34

[p. 117]

[b1929] (economia) A Bahia tem 14,8 milhões de habitantes, é a 7ª economia do Brasil com PIB de R$ 536,7 bilhões (SEI/ Bahia, 2026), e ocupa a 22ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados (CLP/Tendências, 2025). O mercado de trabalho traduz essa contradição com precisão: o estado gera empregos mal remunerados, concentrados na capital e Região Metropolitana, em funções de baixíssima qualificação e dependentes de setores que não tracionam cadeia produtiva nenhuma.

[b1930] (economia) O grupo político que governa o estado desde 2006 nunca resolveu esse nó. Em 2022, na própria campanha eleitoral do candidato que hoje lidera o governo, o diagnóstico já era severo: Bahia campeã nacional de desemprego, 17,6% de taxa de desocupação no primeiro trimestre daquele ano, 1,25 milhão de baianos sem trabalho. Quatro anos depois, o problema mudou de forma, mas não de substância.

[b1933] (economia) O rendimento médio real do trabalhador baiano chegou a R$ 2.165,00 em 2024 (PNAD-C/IBGE, 2026).

[b1934] (economia) O PIB per capita do estado é de R$ 30.476,54 — apenas 20º do Brasil e 56,5% da média nacional de R$ 53.886,67. A diferença de gênero persiste: homens recebem R$ 2.273,00 e mulheres R$ 2.015,00. No setor formal, o trabalhador baiano com carteira assinada recebe, em média, R$ 3.647,44 — R$ 786,94 abaixo da média nacional de R$ 4.434,38 (RAIS 2025, Painel MTE). Isso não é acaso — é o resultado de uma economia travada em setores de baixa produtividade.

[b1935] (economia) DADO CRÍTICO: A Bahia possui o terceiro menor rendimento médio do país, atrás apenas do Maranhão e do Ceará, com cerca de 48% da massa salarial concentrada entre 1 e 1,5 salário mínimo (RAIS/CAGED).

[b1936] (economia) A Bahia tem déficit de vagas que pagam bem.

[b1937] (economia) EMPREGOS DE BAIXA QUALIFICAÇÃO

[b1939] (economia) O Boletim Anual do CAGED 2025 (SEI/MTE, 2026) revela a estrutura dos 94.380 postos formais criados no estado: Serviços respondeu por 54.459 vagas, Indústria por 14.829, Comércio por 12.748, Construção por 10.055 e Agropecuária por apenas 2.295. Por grupo de ocupação, trabalhadores de serviços e vendedores do comércio lideraram com 36.547 novas vagas — funções típicas de baixa remuneração e alta rotatividade.

[b1940] (economia) A escolaridade confirma: o ensino médio completo respondeu por cerca de 241,5 mil postos entre 2023 e 2025. A leitura honesta não é de que o mercado está exigindo mais escolaridade — é que o estado

[p. 118]

[b1946] (economia) não oferece vagas que exijam muito além do ensino médio. Nem mesmo os trabalhadores com ensino superior encontram oportunidades à altura da sua formação, o que alimenta o êxodo de talentos para outros estados.

[b1950] (economia) GERIDA PELA OPOSIÇÃO AO GOVERNO

[b1952] (economia) Salvador respondeu sozinha por 30.441 das 94.380 vagas criadas na Bahia em 2025 — 32% do total, gerado por uma única cidade administrada pela oposição ao governo do estado (CAGED/SEI, 2026).

[b1953] (economia) O Velho Chico fechou o ano no negativo (-199 postos). Ibotirama, Gentio do Ouro e Utinga lideraram o ranking das maiores perdas municipais.

[b1954] (economia) Capitais tendem a concentrar vagas em qualquer estado, mas o dado merece atenção porque o diferencial de desempenho entre Salvador e o interior baiano é mais pronunciado do que o observado em estados comparáveis. Uma hipótese plausível, sustentada pela comparação com a gestão municipal da capital, é que desburocratização, previsibilidade regulatória e atração ativa de investimentos produzem resultados mensuráveis no mercado de trabalho. É exatamente o modelo que este plano propõe replicar no âmbito estadual.

[b1956] (economia) Em janeiro de 2026, a produção física industrial da Bahia recuou 10,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, desempenho inferior tanto à média nacional (+0,2%) quanto ao Nordeste (-0,4%) (Informe Indústria, SUAD/DIADE, março 2026). O segmento de derivados de petróleo caiu 19,2%. A indústria de transformação, que deveria ser o motor da geração de empregos qualificados e bem remunerados, está em contração.

[b1957] (economia) O estado é 9º produtor nacional de alimentos, 6º em produtos químicos, 4º em papel e celulose — mas esses setores estão localizados em polos específicos (Camaçari, Mucuri, Eunápolis) e não irradiam emprego para o restante do território (Info Bahia, SEI, 2026). A industrialização baiana ficou presa numa estrutura de enclave: grandes plantas com poucos vínculos locais.

[b1958] (economia) O caso mais emblemático é o próprio polo de Camaçari: opera há quase cinquenta anos, movimenta faturamento anual estimado em US$ 15 bilhões e responde por cerca de 22% do PIB da indústria

[p. 119]

[b1964] (economia) de transformação baiana (COFIC, 2026) — mas gera aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos ao todo, uma fração pequena diante do porte econômico do complexo, e sem ter formado, ao seu redor, uma cadeia de fornecedores baianos de escala comparável.

[b1965] (economia) Os dados divulgados pelo próprio governo estadual ilustram o problema. No triênio 2023–2025, foram efetivamente implantados 254 empreendimentos, representando R$ 38 bilhões investidos e 13.700 empregos diretos gerados (SECOM/SDE, fev/2026). A conta dá R$ 2,77 milhões por emprego direto criado — índice típico de indústria de alta capitalização e baixa densidade de mão de obra.

[b1966] (economia) O marco mais citado desse ciclo pelo próprio governo é a chegada da montadora BYD ao Polo de Camaçari — R$ 5,5 bilhões em investimentos anunciados para cerca de 2,5 mil empregos diretos (SECOM/SDE, fev/2026) —, o que resulta em R$ 2,2 milhões investidos por emprego direto: o mesmo padrão de capital intensivo e baixa densidade de mão de obra que caracteriza o restante do ciclo.

[b1967] (economia) Paralelamente, os 118 mil empregos anunciados no setor de energia renovável incluem o pico da construção das usinas — fase temporária por definição. Quando a usina fica pronta, o quadro permanente de operação e manutenção é uma fração do efetivo da obra. São projetos relevantes economicamente, mas que não resolvem o problema estrutural de emprego em escala.

[b1970] (economia) O Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP/Tendências) coloca a Bahia em 22º lugar geral.

[b1971] (economia) Os pontos negativos revelam o que produz o atual modelo de emprego: inserção econômica da população ocupada em último lugar (27º), défice de formação técnica que o próprio estado não ofereceu, IDEB em 25º, desigualdade de renda elevada, mortalidade precoce em 26º. O único ponto positivo relevante em Capital Humano é o indicador de custo de mão de obra, em que a Bahia ocupa a 3ª posição nacional — a métrica premia justamente os estados com os salários mais baixos do país.

[b1972] (economia) Não é uma vantagem competitiva conquistada: é o reflexo direto de uma estrutura salarial deprimida.

[b1973] (economia) O IPS BRASIL 2025 CONFIRMA: BAHIA EM

[b1974] (economia) 22º LUGAR EM PROGRESSÃO SOCIAL

[b1975] (economia) O Índice de Progresso Social Brasil 2026 (Imazon/Social Progress Imperative), que mede resultados sociais e ambientais independentemente do PIB, coloca a Bahia em 22º lugar entre os 27 estados, com nota 58,72 numa escala de 0 a 100. O resultado é significativamente inferior à média nacional de 63,40 e muito distante dos estados de referência: São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraíba (62,39) e Ceará (61,22). Apenas Rondônia, Amapá, Acre, Maranhão e Pará ficam abaixo da Bahia — todos estados da Amazônia Legal, com desafios estruturais incomparavelmente maiores.

[b1976] (economia) Os componentes do IPS identificam onde o fracasso é mais agudo e diretamente vinculado ao mercado de trabalho. Em Acesso ao Conhecimento Básico, que mede abandono escolar, evasão no

[p. 120]

[b1983] (economia) Em Fundamentos do Bem-estar, o IPS cita explicitamente a Bahia como um dos estados com maior concentração de municípios críticos, ao lado de Piauí e Mato Grosso do Sul.

FIM — 184 blocos neste arquivo — parte 2 de 3.