Atenção básica e apoio aos municípios
Reimplantar a Planificação Estadual da Atenção Básica e das redes de cuidado, pactuada na CIB e nas CIRs, com apoio institucional e educação permanente. Instituir programa estadual de apoio técnico, cofinanciamento e qualificação da atenção básica municipal, reduzindo perdas de recursos do SUS.
Diagnóstico e laboratórios Ampliar a capacidade de serviços de diagnóstico e imagem na rede estadual. Modernizar o LACEN e ampliar sua capacidade diagnóstica. Modernizar o LACEN-PI, fortalecer o controle de qualidade, ampliar a vigilância genômica e criar rede macrorregional de apoio para coleta, triagem e exames.
Estruturar rede regional de diagnóstico por imagem, patologia e análises clínicas com financiamento permanente e oferta programada em todas as microrregiões. Descentralizar a capacidade laboratorial em rede hierarquizada, com polos macrorregionais e laboratórios apoiadores vinculados ao LACEN.
Consolidar as Centrais de Exames nas 28 microrregiões.
Filas, regulação e acesso a especialidades Reduzir o tempo de espera na regulação para consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. Meta no programa espera consultas e exames: 10 dias; cirurgias eletivas 20 dias Reduzir faltas e absenteísmo em consultas, exames e procedimentos agendados por meio de confirmação automática, lembretes e gestão ativa de faltas. Ampliar a oferta regional de atendimento ambulatorial especializado próximo à residência do usuário. Ampliar a regionalização da assistência especializada, com Centrais de Exames nas 28 microrregiões e tempo médio de espera de 10 dias por consultas especializadas.
Implantar fila única transparente em sistema digital, com regulação clínica por classificação de risco, protocolos auditáveis e informação de posição e previsão ao usuário. Implantar rede estadual de 12 policlínicas territoriais integradas, em cooperação com União e municípios. Manter estratégia permanente de cirurgias eletivas com segurança, rastreabilidade e custo controlado.
Fixar meta de 10 dias de espera média para consultas especializadas e exames e de 20 dias para cirurgias eletivas em todas as unidades de gestão estadual.
Linhas de cuidado e atenção especializada Fortalecer a atenção à saúde da pessoa idosa e às condições crônicas. Ampliar a atenção especializada à saúde da criança e ao desenvolvimento infantil. Ampliar a rede de Centros Especializados em Reabilitação e implantar centros de atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista nas macrorregiões de saúde. Reorganizar a política estadual de reabilitação, integrando CETEA, CER e salas de estimulação precoce em uma rede estadual regionalizada, com regulação, apoio matricial, teleatendimento e apoio às famílias.
Implantar linha estadual materno-infantil voltada à redução da mortalidade materna, fetal e neonatal. Requalificar maternidades de referência, com vaga certa e apoio à gestante de alto risco. Estruturar rede estadual de saúde da mulher com rastreamento organizado e aceleração de diagnóstico e tratamento. Consolidar a rede estadual de oncologia com referências regionais articuladas aos centros macrorregionais. Assegurar primeira consulta oncológica em até 30 dias, diagnóstico no prazo legal e início oportuno do tratamento. Implantar linha estadual de urgência cardiovascular e AVC, com salas de hemodinâmica em funcionamento 24 horas em Floriano, Picos e Parnaíba. Implantar protocolo intermunicipal de trombólise e transferência cardiovascular segura, credenciando hospitais de pequeno porte e UPAs como pontos de reperfusão. Ampliar o acesso a órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, com fila estadual, oficinas e unidades móveis. Implantar rede municipal pactuada de salas de estimulação precoce com cofinanciamento estadual e supervisão regional. Implantar cuidados paliativos e atenção domiciliar continuada regionais, com protocolos de transição do cuidado. Reestruturar a atenção nefrológica com descentralização da hemodiálise, acompanhamento pré-dialítico e acesso ao transplante renal. Ampliar a identificação precoce de desnutrição, anemia, insegurança alimentar e obesidade infantil, com fluxos entre saúde, escolas e assistência social. Executar projeto-piloto de apoio nutricional integrado a gestantes e puérperas em maior vulnerabilidade, com avaliação de resultados antes de ampliar.
Realizar atendimentos especializados a crianças por meio de ações itinerantes de saúde infantil.
Organização e gestão da rede estadual Reorganizar a rede estadual de saúde, ampliando sua capacidade de atendimento e a resolutividade dos serviços. Ampliar a regionalização da assistência. Ampliar a regionalização da assistência à saúde, modernizar os hospitais estaduais e fortalecer a vigilância em saúde.
Auditar integralmente os contratos de gestão com Organizações Sociais de Saúde e encerrar esse modelo, retomando a gestão pública das unidades com transição planejada. Requalificar as Regionais de Saúde como estruturas de coordenação territorial e apoio técnico aos municípios. Instituir pactos macrorregionais de acesso e resultado, com compromissos verificáveis de qualidade e redução de desigualdades territoriais. Estruturar política estadual de transporte sanitário e logística do cuidado, com deslocamento programado e seguro dos pacientes. Implantar interoperabilidade de dados, prontuário integrado e sala estadual de situação da saúde. Ampliar o provimento, a fixação e a formação regionalizada de profissionais de saúde nos serviços prioritários.
Consolidar a Macrorregião de Saúde do Extremo Sul, ampliando serviços especializados, leitos e exames na região.
Rede hospitalar e urgência Modernizar, ampliar e equipar os hospitais estaduais estratégicos.
Implantar quatro Centros Hospitalares de Referência Macrorregional em Parnaíba, Piripiri, Picos e Floriano, com carteira comum de serviços e plano diretor assistencial. Atualizar a política hospitalar estadual e instituir sistema estadual de classificação hospitalar por porte e capacidade resolutiva. Requalificar os hospitais regionais de porte IV com carteira mínima de clínica médica, cirurgia, ortopedia, obstetrícia, pediatria, diagnóstico e urgência regional. Reorganizar os hospitais estaduais de porte III definindo perfil assistencial e referência para níveis superiores. Expandir de forma faseada os leitos de terapia intensiva e a retaguarda crítica, recuperando antes leitos inativos viáveis e condicionando cada lote a equipe, habilitação e custeio. Revisar o modelo estadual de cofinanciamento hospitalar, vinculando repasses adicionais a contrato assistencial, produção auditada e resultados. Requalificar o Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar como hospital estadual de referência ortopédica, integrado à regulação e à fila única. Reestruturar as Unidades de Pronto Atendimento como centros resolutivos e regionalmente integrados de urgência e emergência. Fortalecer o Hospital Lucídio Portella como referência pediátrica estadual, com urgência, internação, UTI, cirurgia pediátrica e especialidades infantis, em implantação faseada.
Saúde mental Fortalecer e regionalizar a Rede de Atenção Psicossocial, integrando-a à atenção primária e ao restante da rede. Ampliar o acesso a atendimento psicológico e psiquiátrico a distância (telepsicologia e telepsiquiatria reguladas). Implantar política de saúde mental no âmbito da rede estadual de educação. Implantar política de saúde mental com equipes multidisciplinares nas 21 Gerências Regionais de Educação. Reduzir internações psiquiátricas e hospitalizações evitáveis por meio do cuidado psicossocial territorial e contínuo.
Implantar estratégia estadual de prevenção do suicídio, com vigilância de tentativas, contato ativo após alta e seguimento pós-crise. Estruturar atenção integral a álcool e outras drogas, integrando CAPS AD e serviços contratados sob critérios técnicos, fiscalização e avaliação de resultados. Definir portas regionais de crise e implantar ou habilitar leitos de saúde mental em hospitais gerais, com plano de alta e seguimento. Apoiar a habilitação e o cofinanciamento de CAPS nos municípios conforme critérios populacionais e assistenciais, mapeando vazios assistenciais.
Implantar equipes multiprofissionais de saúde mental em todas as microrregiões e territórios, apoiadas por telemedicina. Implementar a política estadual de saúde mental e atenção psicossocial em todo o território.
Telessaúde Ampliar o uso da telessaúde para levar atendimento especializado. Requalificar o teleatendimento digital, ofertando novas especialidades, integrando o prontuário e tornando o atendimento mais resolutivo. Consolidar o Piauí Saúde Digital como política permanente de telessaúde, com meta de 10 dias de espera média por consultas especializadas.
Requalificar o teleatendimento digital com novas especialidades, prontuário integrado e substituição do pagamento per capita por pagamento por produção.
Consolidar o programa Piauí Saúde Digital como política permanente do Estado.
Vigilância em saúde Fortalecer a vigilância em saúde, integrando prevenção, monitoramento e resposta a riscos sanitários em todos os territórios.
Implantar centro estadual de inteligência epidemiológica e vigilância integrada, com sala de situação, mapas de risco e alertas precoces. Estruturar resposta integrada da saúde a arboviroses, secas, enchentes e demais eventos climáticos. Ampliar a vigilância genômica e o controle externo de qualidade da rede laboratorial.
Ampliar e regionalizar o Serviço Estadual de Verificação de Óbitos, melhorando a identificação das causas de morte. Ampliar e regionalizar a atuação do CEREST na prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Manter cobertura vacinal infantil superior a 90% para as vacinas prioritárias em todos os 224 municípios.