Omar Aziz — texto do programa sobre Economia, emprego e agro — parte 3 de 12 (Governador — AM, 2026)

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[b4831] (agro) • Fortalecer e organizar o ecossistema de PD&I para enfrentar os desafios tecnológicos da aquicultura; → economia-agro/p87

[b4832] (agro) • Ampliar a capacidade produtiva da aquicultura no estado; → economia-agro/p15

[b4833] (agro) • Promover a atividade aquícola em âmbito nacional e internacional. → economia-agro/p88

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[b4837] (agro) Estratégia: como vamos chegar lá

[b4838] (agro) O alcance desses objetivos depende do uso estratégico das forças existentes, da mitigação das fragilidades identificadas, do aproveitamento das oportunidades e da gestão dos riscos associados ao setor.  Aproveitamento das forças:

[b4839] (agro) O aproveitamento das forças existentes é fundamental para o avanço da aquicultura no Amazonas. O estado reúne vantagens estruturais inegáveis, que vão das condições naturais do território ao ecossistema de pesquisa já instalado, passando pela tradição local de consumo de pescado. São esses ativos que orientam as diretrizes propostas para o fortalecimento do setor. Diante desse conjunto de forças, devemos nos aproveitar:  Das vantagens que a abundância hídrica do Amazonas proporciona (rios, lagos e igarapés), bem como das condições climáticas favoráveis e da diversidade de espécies propícias à domesticação pela aquicultura;  Do amplo ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Amazonas das tecnologias adaptáveis à realidade amazônica (nos acervos técnicos de instituições como Embrapa, INPA, CBA, UEA, UFAM e ICTs privadas) e dos saberes tradicionais que podem ser aproveitados para desenvolvimento tecnológico da atividade;  Das políticas governamentais existentes, a exemplo da possibilidade de operacionalizar os pressupostos da Lei Estadual nº 4.581/2018, voltada à oferta e ao consumo de alimentos saudáveis e ao uso sustentável dos recursos naturais;  Da existência de tradição cultural local para o consumo de proteína proveniente da aquicultura, garantindo demanda para a consolidação dos empreendimentos.

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[b4844] (agro) As vulnerabilidades identificadas, de natureza institucional, regulatória, logística e produtiva, não se resolvem de forma isolada. Elas exigem um conjunto articulado de ações capazes de destravar investimentos, reduzir entraves operacionais e fortalecer a base produtiva no interior do estado. Nesse sentido, as vulnerabilidades serão neutralizadas a partir das seguintes ações necessárias:  Através da reformulação da complexa legislação de licenciamento e da regulação fundiária, de forma a encorajar o empreendedor local e os investidores externos a ampliarem os negócios do estado;  Do alinhamento institucional de órgãos de Estado com o setor, de forma a reduzir a burocracia para o licenciamento, regularização fundiária e oferta de fomento;  Da elaboração de formas de enfrentamento aos impeditivos estruturais para a produção no interior: ausência de infraestrutura (energia, beneficiamento e armazenamento); questões ligadas aos fretes; dependência de insumos externos; dificuldade de acesso ao crédito; informalidade e desorganização da cadeia de suprimentos;  Da aceleração de transferência das tecnologias, de forma a permitir o aumento da produtividade, o que somente se dará com fornecimento dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) ao pequeno produtor, com qualificação da mão de obra e inclusão de jovens e mulheres na atividade;  Do monitoramento da produção, dos métodos e da comercialização, para criar indicadores de eficiência, a fim de enfrentar os problemas, além de dados a serem compilados para otimizar a política de Estado voltada à produção. → economia-agro/p89

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[b4848] (agro) Ao mesmo tempo em que se planeja a exploração de oportunidades, é indispensável monitorar os riscos associados à atividade. São variáveis que, em grande parte, escapam ao controle direto do planejador e do executor das políticas públicas. Por isso, torna-se necessário reconhecê-las, compreendê-las e explicitá-las, a fim de antecipar respostas e reduzir impactos. A seguir, apresentam-se os principais riscos identificados:  Sanidade e PD&I: ocorrência de doenças e riscos à biossegurança dos cultivos aquáticos, associados à contaminação das lâminas d’água naturais por atividades degradantes, como o garimpo ilegal, e por fatores biológicos. Neste caso, é necessário viabilizar laboratórios regionais de diagnóstico, protocolos de biosseguridade e de vigilância;  Aumento de custos dos insumos não produzidos no Amazonas, dos quais a atividade é dependente;  Perda de mão de obra já capacitada para a aquicultura diante da queda do valor de remuneração na atividade;  Concorrência dos produtos dos estados mais avançados, em termos de tecnologia e facilidade na obtenção de insumos de produção, o que pode tornar o produto amazonense pouco competitivo no mercado;  Atual dependência tecnológica externa;  Conflitos pelo uso da água e do solo;  Mudanças climáticas.

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[b4857] (agro) Revisar a legislação estadual de licenciamento ambiental, de forma a flexibilizar o ingresso de empreendedores no setor. → economia-agro/p90

[b4861] (agro) 1. Criação de Grupo de Trabalho para revisão da legislação que regula a atividade aquícola no estado do Amazonas; → economia-agro/p91

[b4867] (agro) Mapear as áreas propícias à execução da atividade aquícola para viabilizar a regularização fundiária, Licenciamento e concessão de águas para a implantação de projetos de produção sustentável. → economia-agro/p86

[b4871] (agro) 1. Criação de Grupo de Trabalho para construção de mapa de áreas propícias, ou vocacionadas, a produção aquícola, conforme a modalidade da atividade de produção: → economia-agro/p92

[b4872] (agro) a) Piscicultura; b) Ornamenticultura; c) Carcinicultura; → economia-agro/p92

[b4873] (agro) d) Ostreicultura; e) Quelonicultura; f) Jacaricultura; e g) Algicultura. → economia-agro/p92

[b4879] (agro) Fortalecer e organizar o ecossistema de PD&I para a realização de projetos voltados à enfrentar os desafios tecnológicos da aquicultura → economia-agro/p87

[b4883] (agro) 1. Capacitar, até o fim do ano de 2027, pelo menos 20 produtores em cada município, nas técnicas de produção e empreendedorismo na aquicultura; → economia-agro/p93

[b4885] (agro) IDAM, envolvendo professores ligados aos ICTs locais que atuam na área.

[b4886] (agro) 2. Criar o Observatório Estadual da Aquicultura - OEA; → economia-agro/p38, economia-agro/p397

[b4889] (agro) 3. Criar, junto ao Programa Prioritário de Bioeconomia - → economia-agro/p61, economia-agro/p94

[b4890] (agro) PPBIO, a linha de pesquisa da Aquicultura; → economia-agro/p94

[b4893] (agro) 4. Criar, junto à FAPEAM, Edital para Projetos de Pesquisa em Aquicultura; → economia-agro/p61, economia-agro/p95, economia-agro/p402

[b4896] (agro) 5. Financiar, como projeto de desenvolvimento, uma → economia-agro/p17, economia-agro/p61

[b4897] (agro) Planta Piloto de Produção Sustentável de Ração Alternativa (3PSRA) → economia-agro/p17

[b4899] (agro) UEA, com grupo interdisciplinar envolvendo UFAM, Embrapa, IDAM, INPA e CBA.

[b4903] (agro) Ampliar a capacidade produtiva da Aquicultura → economia-agro/p15

[b4907] (agro) 1. Criar a linha de Crédito para fomento da Aquicultura e outras atividades produtivas → economia-agro/p2, economia-agro/p358

[b4910] (agro) 2. Construir a Cartilha de Fomento à Atividade Aquícola → economia-agro/p96

[b4913] (agro) 3. Auxiliar a criação e operacionalização de 10 (dez) Cooperativas de Produção Aquícola → economia-agro/p22

[b4916] (agro) 4. Auxiliar a construção de 10 (dez) Agroindústrias da → economia-agro/p26

[b4917] (agro) Aquicultura, com infraestrutura de armazenamento e transporte da produção, bem como sua operacionalização junto ao mercado. → economia-agro/p97

[b4919] (agro) SEPROR (Contratação da Obra de Engenharia e demais) e ADAF (Assessoramento Técnico para as exigências técnicas para a Agroindústria

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[b4922] (agro) 5. Auxiliar a construção de 10 (dez) Laboratórios dedicados à produção de alevinos e matrizes em larga escala. → economia-agro/p98

[b4924] (agro) SEPROR (Contratação da Obra de Engenharia e demais) e ADAF (Assessoramento Técnico para as exigências técnicas para a Agroindústria

[b4925] (agro) 6. Dobrar o valor investido no Programa de Regionalização da Merenda Escolar. → economia-agro/p62, economia-agro/p99, economia-agro/p405

[b4928] (agro) 7. Criar a Política de incentivos estaduais, para a agregação de valor à fruticultura (produção, beneficiamento, certificação, comercialização e rastreabilidade). → economia-agro/p100

[b4930] (agro) SEFAZ, com a participação da ADAF,

[b4935] (agro) Promover a Atividade Aquícola em âmbito Nacional e Internacional → economia-agro/p88

[b4939] (agro) 1. Criar o programa de certificação e rastreabilidade da → economia-agro/p101

[b4943] (agro) 2. Construir o Hub da Aquicultura: → economia-agro/p102

[b4946] (agro) 3. Construir a Indicação Geográfica da Aquicultura → economia-agro/p103

[b4950] (agro) 4. Realizar a Feira Internacional da Gastronomia Amazonense, com foco em Produtos → economia-agro/p104

[b4953] (agro) 5. Promover, anualmente, 1 (uma) Missão Empresarial de Promoção de Produtos Amazônicos em Âmbito → economia-agro/p105

[b4955] (agro) A primeira Missão deve ser realizada no ano de 2028

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[b4961] (agro) O monitoramento e a avaliação constituem etapas estratégicas para garantir a eficácia das ações voltadas ao fortalecimento da aquicultura amazonense. Nesta lógica, e buscando perseguir o objetivo de duplicar, até 2030, a oferta de proteína animal proveniente da aquicultura para os mercados local e nacional, propomos as sub-ações a serem realizadas para o alcance dos resultados de cada ação. → economia-agro/p106

[b4964] (agro) b) As métricas a serem monitoradas;

[b4966] (agro) d) A frequência percentual de alcance da ação;

[b4967] (agro) e) O percentual executado da ação;

[b4968] (agro) f) O Método de coleta de dados para mensuração;

[b4969] (agro) g) Os respectivos responsáveis por liderar e prestar informações por cada uma das ações.

[b4970] (agro) Os cinco objetivos específicos resultaram em 19 ações estruturantes a serem operacionalizadas pelos órgãos da estrutura administrativa do Governo do Estado do Amazonas. E, por sua vez, as ações serão desmembradas em 102 sub-ações a serem executadas entre os meses de janeiro de 2027 e dezembro de 2030.

[b4971] (agro) A partir do monitoramento, é possível medir o alcance da política de desenvolvimento da aquicultura no Amazonas. Associado ao acompanhamento de cada empreendimento apoiado e capacitado pela estrutura de governança do Estado, esse processo permite realizar correções pontuais sempre que necessário, assegurando uma produção mais eficiente e competitiva.

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[b4975] (agro) Foi possível identificar obstáculos, com base nos riscos listados em Principais Fatores PESTEL x SWOT. A saber:

[b4976] (agro) • Instabilidade de políticas públicas voltadas para a aquicultura.

[b4978] (agro) • Aumento de custos logísticos/insumos por fatores externos;

[b4979] (agro) • Concorrência regional com estados que produzem de forma mais competitiva por possuírem acesso facilitado aos insumos e tecnologias de produção;

[b4980] (agro) • Oscilações no custo de ração e insumos importados;

[b4981] (agro) • Baixa capacidade de investimentos por parte de produtores familiares.

[b4983] (agro) • Êxodo rural, com perda de mão de obra para setores que ofertam

[b4986] (agro) • Resistência cultural à adoção de novas tecnologias alimentares;

[b4987] (agro) • Resistência das comunidades à organização em cooperativas e associações.

[b4989] (agro) • Dependência de modelos tecnológicos externos;

[b4990] (agro) • Dificuldade de transferência de tecnologia da Academia para o campo.

[b4992] (agro) • Eventos climáticos extremos (cheias/secas intensas), que afetam áreas de cultivo;

[b4993] (agro) • Vulnerabilidade da produção de várzea, colocando em riscos as culturas praticadas;

[b4994] (agro) • Avanço de pragas e doenças por mudanças climáticas;

[b4996] (agro) • Expansão desordenada da fronteira agrícola e desmatamento.

[b4998] (agro) • Insegurança jurídica (ambiental e fundiária): burocracia e custos elevados;

[b4999] (agro) • Falta de regulamentação específica para produtos da sociobiodiversidade.

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[b5002] (agro) Parte 03. Plano estratégico de desenvolvimento  Plano de mitigação de riscos

[b5003] (agro) O Plano de Mitigação está orientado a partir da análise PESTEL X SWOT, podendo assim ser resumida:  Na dimensão política:

[b5004] (agro) Há instabilidade nas políticas públicas voltadas à aquicultura. Para mitigar, propõe-se a elaboração de um mapa de áreas vocacionadas à produção, conforme a modalidade de atividade;  Na dimensão econômica: → economia-agro/p107

[b5005] (agro) O setor enfrenta aumento de custos logísticos e de insumos, além da concorrência regional mais competitiva. As ações propostas incluem o financiamento de uma planta piloto de produção sustentável de ração alternativa; apoio à criação de cooperativas de produção aquícola; construção de agroindústrias e laboratórios de alevinos e matrizes; ampliação do investimento no Programa de Regionalização da Merenda Escolar; criação da política estadual de incentivos para produção, beneficiamento e comercialização; e implantação do hub da aquicultura e da Indicação Geográfica da Aquicultura Amazonense;  Na dimensão sociocultural:

[b5006] (agro) O êxodo rural reduz a disponibilidade de mão de obra. Para enfrentar o problema, propõe-se o apoio às cooperativas de produção aquícola; a ampliação do investimento no Programa de Regionalização da Merenda Escolar; e a capacitação de produtores em municípios estratégicos;

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[b5008] (agro) Parte 03. Plano estratégico de desenvolvimento  Na dimensão tecnológica:

[b5009] (agro) Há dependência de modelos externos e dificuldade de transferência de tecnologia. As medidas sugeridas são a criação do Observatório Estadual da Aquicultura (OEA); a inclusão da aquicultura no Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBIO); o lançamento de editais de Pesquisa pela FAPEAM; e a implementação da Política Estadual de Incentivos; → economia-agro/p108

[b5012] (agro) Os principais entraves são conflitos de uso da água e do solo, doenças nos cultivos e vulnerabilidade às mudanças climáticas. As soluções propostas incluem o programa de certificação, monitoramento e rastreabilidade da aquicultura; a adoção de tanques escavados como alternativa de cultivo; e o apoio às cooperativas de produção;  Na dimensão legal: → economia-agro/p109

[b5013] (agro) Os desafios envolvem licenciamento moroso, exigências sanitárias rigorosas, judicialização de conflitos e insegurança jurídica. As ações propostas passam pela revisão da legislação estadual da aquicultura; o programa de certificação, monitoramento e rastreabilidade; a simplificação de exigências legais para pequenos produtores; e a regulamentação de ingredientes alternativos. → economia-agro/p110

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[b5018] (agro) O objetivo central — duplicar, até 2030, a oferta de proteína animal proveniente da aquicultura para os mercados local e nacional —, dialoga diretamente com as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), que enfatiza a descentralização de atividades econômicas para além dos grandes centros urbanos, e também com a Agenda 2030 da ONU, em especial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável; ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico; e ODS 10 – Redução das Desigualdades.

[b5019] (economia) Complementarmente, a partir da Emenda Constitucional nº 132, de 2023 (Art. 92-B), regulamentada pela Lei Complementar nº 214, de 2025, o Amazonas deverá, a partir do ano de 2027, iniciar um processo de indução às atividades produtivas no interior, diante da finitude dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus no ano de 2073. E, corroborando com esta nova condição, a Emenda Constitucional 132 estabeleceu, no Art. 92-B, §§ 2º e

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[b5022] (economia) 6º, a criação de dois Fundos Constitucionais voltados à diversificação econômica, desenvolvimento e sustentabilidade para o Amazonas. Portanto, a melhor estratégia de utilização desses recursos, que serão regulamentados, é levar atividade econômica para o interior.

[b5023] (agro) Essa interiorização deverá ser operacionalizada por meio de instrumentos normativos e de fomento, tais como: a revisão da legislação estadual aplicável (ambiental, fiscal e de incentivo à produção aquícola), a criação de linhas de crédito diferenciadas para produtores familiares e médios empreendedores e o incentivo à formação de cooperativas regionais, em consonância com políticas já delineadas no âmbito da Lei nº 3.785/2012, que institui a Política Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável do Amazonas. Essas ações buscam promover sintonia entre o setor produtivo e as políticas de Estado → economia-agro/p111

[b5024] (agro) Complementarmente, o Plano Estratégico de Desenvolvimento prevê a consolidação de polos regionais de aquicultura, sustentados por infraestrutura logística necessária, capacitação técnica e mecanismos de monitoramento de risco, alinhados às orientações do Plano Plurianual (PPA) estadual e às recomendações de ordenamento territorial da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (Decreto nº 6.040/2007). Essa configuração contribui para reduzir a concentração da atividade econômica em Manaus, garantindo maior capilarização das cadeias de valor e fortalecendo os municípios do interior como protagonistas do processo produtivo. → economia-agro/p112

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[b5061] (agro) Cadeias de produtos florestais madeireiros e não madeireiros

[b5062] (agro) Depois de analisar a fruticultura e a aquicultura, este capítulo avança sobre outro eixo central do setor primário no Amazonas: os produtos florestais. Ou seja, os bens originados dos ecossistemas florestais, que vão da madeira em tora e seus derivados até óleos, resinas, fibras e frutos. A produção florestal envolve tanto atividades extrativistas quanto a exploração de florestas plantadas e o cultivo planejado de espécies nativas por meio da silvicultura.

[b5063] (agro) Esses produtos classificam-se em duas categorias principais: madeireiros e não madeireiros, ambas com valor econômico, ecológico e social. Os Produtos Florestais Madeireiros (PFM) derivam da madeira e são utilizados principalmente na construção civil, na fabricação de móveis, na produção de papel e na geração de energia. O Amazonas concentra uma das maiores reservas de madeira tropical do mundo, com destaque para espécies de alto valor comercial e elevada resistência, como cumaru, ipê, jatobá, angelim e pau-marfim. Entre suas principais aplicações estão a madeira serrada, as toras destinadas ao beneficiamento industrial, além da produção de carvão vegetal e lenha.

[b5064] (agro) Já os Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM) são aqueles que podem ser explorados sem a derrubada das árvores, o que contribui para a conservação ao mesmo tempo em que gera renda para populações locais. No Amazonas, segundo dados do IBGE (2024), esse grupo inclui produtos como açaí, Castanha-do-Brasil, cacau, pequi,

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[b5067] (agro) Parte 03. Plano estratégico de desenvolvimento látex coagulado, ceras, fibras (buriti, piaçava, juta e malva), urucum, óleo de copaíba, amêndoas de cumaru e diversas oleaginosas. Tais itens apresentam ampla aplicação nos setores alimentar, medicinal e industrial.

[b5070] (agro) Apesar do potencial, os resultados são modestos: entre 2020 e 2024, o Brasil produziu mais de 175 milhões de toneladas de Produtos Florestais Madeireiros e Não Madeireiros (PFMs e PFNMs), com faturamento total de R$ 97,4 bilhões, uma média anual de R$ 19,4 bilhões. Nesse período, o Amazonas respondeu por apenas 4,45% da produção nacional e 2,69% do faturamento, o equivalente a cerca de 1,5 milhão toneladas por ano e R$ 523 milhões/ano.

[b5071] (agro) De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (2024), o setor florestal gerou cerca de 800 mil postos formais em 2022, em atividades como produção florestal, papel e celulose, fabricação de móveis e outros derivados da madeira. Diante da extensão de suas possibilidades, o fortalecimento das atividades madeireiras e não madeireiras no Amazonas representa uma oportunidade concreta de ampliar a geração de emprego e renda, com maior aproveitamento econômico do território.

[b5073] (agro) Atividades que compõem o setor florestal

[b5074] (agro) De acordo com o Serviço Nacional de Informações Florestais (SNIF), as atividades vinculadas ao setor florestal, abrangem os seguintes segmentos: apoio à produção florestal (serviços de abate e derrubada, transporte de toras, avaliação de madeira, dendrometria, descarregamento e serviços associados à silvicultura e à extração vegetal); papel e celulose (fabricação de celulose e de produtos de papel, além de atividades de impressão e da produção de papel, cartolina e papel-cartão); móveis, estruturas e artefatos de madeira (fabricação de móveis com predominância de madeira, bem como a produção de assoalhos, pisos, dormentes, tábuas, forros, tacos, postes de madeira e o beneficiamento da madeira serrada); produção florestal em florestas nativas (extração, derrubada, coleta, produção de carvão vegetal e beneficiamento da produção) e produção florestal em florestas plantadas (inclui o cultivo florestal, a produção de mudas, cascas, folhas e resinas, além das atividades de extração, derrubada e reflorestamento com abate de árvores.

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[b5079] (agro) Diagnóstico: definição da amostra

[b5080] (agro) Esta seção apresenta o diagnóstico que fundamenta a análise e a formulação de políticas públicas para o setor florestal no Amazonas. A caracterização da área florestal foi construída a partir de bases oficiais: o Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF), o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC) e o Painel de Terras Indígenas da Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

[b5081] (agro) A análise da produção e do faturamento de Produtos Florestais Madeireiros (PFM) e Não Madeireiros (PFNM), no Amazonas, na região Norte e no Brasil, baseia-se nos dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) e da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), ambas do IBGE. O recorte temporal abrange o período de 2020 a 2024, considerando volume e valor da produção, tanto de origem extrativista quanto de cultivo.

[b5082] (agro) Ao reunir evidências sobre volumes, valores e destinos da produção, o estudo oferece subsídios objetivos para orientar políticas públicas e definir prioridades estratégicas.

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[b5085] (agro) O diagnóstico do mercado externo foi elaborado a partir das estatísticas do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), acessadas pela plataforma Comex Stat, com foco nas exportações de produtos florestais.

[b5086] (agro) A partir desse conjunto de dados, a análise permite compreender a evolução da produção, do faturamento e da inserção dos produtos florestais nos mercados interno e externo.

[b5087] (agro) O mapeamento evidencia os potenciais econômicos e sociais da bioeconomia amazônica, ao mesmo tempo em que explicita desafios como a exploração ilegal, a baixa agregação de valor local e as oportunidades de diversificação produtiva associadas aos PFNM. 

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[b5275] (economia) 3. Análise das amostras (produção e faturamento):  Amostra da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) para Produtos Florestais Madeireiros (PFM)

[b5276] (economia) A Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) reúne informações sobre a produção municipal e o valor da produção resultante da exploração de recursos florestais nativos, por meio do extrativismo vegetal, e de florestas plantadas, no âmbito da silvicultura.

[b5277] (economia) A partir dessa base de dados, para os Produtos Florestais Madeireiros (PFM), só houve produção informada entre 2020 e 2024 para os seguintes itens: carvão vegetal, madeira em tora e lenha.

[b5278] (economia) a) Carvão vegetal: descompasso entre região e Amazonas

[b5279] (economia) Entre 2020 e 2024, o Brasil produziu 2,1 milhões de toneladas de carvão vegetal, sendo a Região Norte responsável por 27,38% desse volume. Apesar dessa participação expressiva no contexto nacional, o Amazonas apresentou desempenho reduzido, respondendo por apenas 0,22% da produção brasileira e 0,81% da produção regional. A análise do faturamento no mesmo período confirma esse descompasso. O setor movimentou cerca de R$ 2,3 bilhões no país, com a Região Norte concentrando 25,87% desse total (R$ 604,2 milhões). O Amazonas respondeu por apenas R$ 10,7 milhões, o equivalente a 0,46% do faturamento nacional e 1,78% do faturamento regional do carvão vegetal.

[b5280] (economia) Produção de carvão vegetal (2020–2024)

[b5281] (economia) Brasil: 2,17 milhões de toneladas

[b5282] (economia) Região Norte: 594,4 mil toneladas (27,38% do total nacional)

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[b5289] (economia) Faturamento do carvão vegetal (2020–2024)

[b5291] (economia) Região Norte: R$ 604,2 milhões (25,9% do total nacional)

[b5293] (economia) • 0,46% do faturamento nacional

[b5294] (economia) • 1,78% do faturamento regional

[b5297] (economia) Ao analisar conjuntamente as variáveis de produção e faturamento do carvão vegetal no estado do Amazonas, a partir da distribuição por sub-regiões, observa-se que o Médio Amazonas se destaca como o principal polo produtor, concentrando mais de 28% da produção estadual e respondendo por 33,5% do faturamento do produto. Na sequência,

[b5299] (economia) aparecem as sub-regiões do Rio Negro e Solimões e do Madeira, que representam, respectivamente, 25,3% e 21,5% da produção estadual, com faturamento de R$ 3,1 milhões e R$ 1,5 milhões. Em conjunto, essas três sub-regiões concentram mais de 75% da produção de carvão vegetal do Amazonas e mais de 77% do faturamento associado ao produto.

[b5300] (economia) Considerando os valores acumulados entre 2020 e 2024, o carvão vegetal produzido no Amazonas foi comercializado a um preço médio de R$ 2.226,67/ton.

[b5302] (economia) Quadro 10 – Produção e faturamento de carvão vegetal (2020 a 2024) por sub-região

[p. 244]

[b5441] (economia) Quadro 11 – Ranking de Produção do Carvão Vegetal (2020 a 2024) por município

[b5519] (economia) b) Lenha: peso produtivo e baixa captura de valor

[b5520] (economia) Entre 2020 e 2024, o Brasil produziu 98,1 milhões de metros cúbicos (m³) de lenha, sendo a Região Norte responsável por 18,46% desse volume. Nesse contexto, a participação do Amazonas foi limitada, correspondendo a 2,75% da produção nacional e a 14,91% da produção regional. No entanto, ao se observar o faturamento no mesmo período, a participação do estado apresenta leve melhora nos recortes nacional e regional. Enquanto o faturamento total da lenha no Brasil alcançou cerca de R$ 3,3 bilhões, a Região Norte respondeu por 14,75% desse montante (R$ 493,8 milhões). O Amazonas, por sua vez, participou com R$ 45,7 milhões, o equivalente a 1,37% do faturamento nacional e 9,26% do faturamento regional.

[b5521] (economia) Produção de lenha em números (2020–2024)

[b5523] (economia) Região Norte: 18,1 milhões de m³ (18,46% da produção nacional)

[b5525] (economia) • 2,75% da produção brasileira

[p. 245]

[b5530] (economia) Faturamento da lenha em números (2020–2024)

[b5532] (economia) Região Norte: R$ 493,8 milhões (14,75% do faturamento nacional)

[b5534] (economia) • 1,37% do faturamento nacional

[b5535] (economia) • 9,26% do faturamento da Região Norte

[b5537] (economia) Ao analisar conjuntamente as variáveis de produção e faturamento da lenha no Amazonas, a partir da classificação por sub-regiões, observa-se que a sub-região do Madeira se destaca como a principal produtora, concentrando quase 27% da produção estadual e 24,5% do faturamento do produto. Na sequência, aparecem as sub-regiões do Purus e do Triângulo (Jutaí/Solimões/Juruá), que respondem, respectivamente, por 20,4% e 19,55% da produção. Em conjunto, essas três sub-regiões concentram mais de 66% da produção de lenha do estado e mais de 48% do faturamento associado ao produto. Considerados os valores acumulados entre 2020 e 2024, a lenha produzida no Amazonas foi comercializada a um preço médio de R$ 16,93 por metro cúbico (m³).

[b5538] (economia) Quadro 14 – Produção e faturamento de lenha (2020 a 2024) por sub-região

[p. 246]

[b5606] (economia) Explodindo a Amostra dos maiores produtores de lenha do Amazonas, teremos: Tapauá, Manicoré, Tefé, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves, Borba, Uarini, Itacoatiara e Parintins, que, em conjunto, responderam por 31,01% da produção estadual. Esses dez municípios foram responsáveis por mais de 75% de toda a produção de lenha do Amazonas, com faturamento total de R$ 33,2 milhões no período analisado.

[b5607] (economia) Quadro 15 – Ranking de produção de lenha (2020 a 2024) por município

[p. 247]

[b5685] (economia) Entre 2020 e 2024, o Brasil produziu 61,9 milhões de metros cúbicos (m³) de madeira em tora, sendo a Região Norte responsável por 63,71% desta produção. A participação do Amazonas corresponde a menos de 7% da produção nacional e 10,97% da produção regional. Quando convertemos a análise para termos de faturamento, no mesmo período, o Amazonas piora sua relação tanto regionalmente quanto nacionalmente, pois o Brasil teve um resultado de faturamento da ordem de R$ 13,7 bilhões, com a participação do Norte com 67,33% (R$ 9,2 bilhões) contra pouco mais de 5% do estado do Amazonas (R$ 687,7 milhões). Em outras palavras, o Amazonas em termos regionais participou com apenas 7,45% do faturamento de Madeira em Tora da região Norte (Quadros 16 e 17).

[b5687] (economia) Produção de madeira em tora (2020–2024)

[b5688] (economia) Brasil: 61,9 milhões de m³ produzidos no período

[b5689] (economia) Região Norte: 39,4 milhões de m³ (63,71% da produção nacional)

[b5691] (economia) • 6,99% da produção brasileira

[b5695] (economia) Faturamento de madeira em tora (2020–2024)

[b5696] (economia) Brasil: R$ 13,7 bilhões faturados no período

[b5697] (economia) Região Norte: R$ 9,2 bilhões (67,33% do faturamento nacional)

[b5699] (economia) • 5,01% do faturamento brasileiro

[b5703] (economia) Quando se analisam conjuntamente as variáveis de produção e faturamento da madeira em tora no Amazonas, a partir da classificação por sub-regiões, observa-se que o Médio Amazonas se consolida como a principal área (39% da produção estadual e 49,6% do faturamento). Em seguida, destacam-se as sub-regiões do Madeira (28,85% da produção) e do Purus (24%). No faturamento, essas sub-regiões alcançam R$ 108 milhões e R$ 190,9 milhões, respectivamente. Em conjunto, as três sub-regiões concentram mais de 91% da produção estadual e mais de 93% do faturamento da madeira em tora, evidenciando uma forte concentração territorial da atividade. Os dados acumulados entre 2020 e 2024 indicam que o preço médio da madeira em tora do Amazonas gira em torno de R$ 159,89/m³.

[b5709] (economia) c) Madeira em tora: concentração territorial da produção

[p. 248]

[b5779] (economia) No ranking amazonense dos maiores produtores de madeira em tora constam os municípios de Itapiranga, Manicoré, Lábrea, Silves, Itacoatiara, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Humaitá, Rio Preto da Eva e Apuí.

[p. 249]

[b5862] (economia) d) Considerações sobre a produção faturada pelas sub-regiões

[b5863] (economia) Dos 62 municípios amazonenses, 48 desenvolvem alguma atividade de exploração madeireira: 34 exploram o carvão vegetal, 40 produzem lenha e 37 extraem madeira em toras. Entre os 10 maiores produtores de cada um dos bens destacados, figuram 21 municípios (distribuídos nas três categorias de produtos). Ou seja, mais de 1/3 dos municípios amazonenses exploram de forma significativa para suas economias algum tipo de atividade madeireira. No período de 2020 a 2024, esses empreendimentos computaram um faturamento da ordem de R$ 744,2 milhões. Compilando os dados de produção e faturamento da PEVs, o faturamento dos 21 municípios representou 88,74% de todo o resultado, tendo a sub-região do Médio Amazonas como o principal produtor, seguido pela sub-região do Purus e da sub-região do Madeira.

[p. 250]

[b5929] (agro) Amostra da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) e da Produção Agrícola Municipal

[b5930] (agro) (PAM), para Produtos Florestais Não Madeireiros

[b5931] (agro) Da base de dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), interessam, neste estudo, as informações relativas aos produtos florestais não madeireiros silvestres, isto é, aqueles oriundos do extrativismo e não resultantes de cultivo. Para o período de 2020 a 2024, a amostra da PEVS identifica os seguintes produtos: açaí, Castanha-do-Brasil, pequi, outros frutos, látex coagulado, ceras diversas, fibra de buriti, piaçava, outras fibras, óleo de copaíba, amêndoas de cumaru, amêndoas de tucum e outras oleaginosas5.

[b5932] (agro) No caso da Produção Agrícola Municipal (PAM), interessam, neste estudo, os produtos florestais não madeireiros cultivados. Para o período de 2020 a 2024, a amostra da PAM contempla os seguintes produtos: açaí, cacau, látex coagulado, juta, malva e urucum. Dessa forma, a amostra consolidada analisada é composta por 22 itens, sendo 15 oriundos da PEVS e sete da PAM. Cabe destacar que o açaí e o látex coagulado apresentam registros de produção em ambas as bases de dados. Nesses casos, os volumes foram somados para fins de diagnóstico agregado, sem prejuízo da análise comparativa entre produção extrativa e produção cultivada.

[b5933] (agro) 1. Noções preliminares da amostra

[b5934] (agro) O Brasil, entre 2020 e 2024, produziu 13,5 milhões de toneladas de Produtos Florestais Não Madeireiros referentes aos 22 itens da amostra. A região Norte participou desta produção com 75,3% (10,2 milhões de toneladas), mas o estado do Amazonas teve baixa participação na produção nacional, com apenas 5,8% (796,1 mil toneladas). Quando passamos a analisar a participação do Amazonas na produção regional, esta se eleva para apenas 7,78%.

[b5936] (agro) Produção Florestal Não Madeireira (2020–2024)

[b5937] (agro) Brasil: 13,6 milhões de toneladas produzidas no período

[b5938] (agro) Região Norte: 10,2 milhões de toneladas (75,31% da produção nacional)

[b5940] (agro) • 5,86% da produção brasileira

[p. 251]

[b5945] (agro) Ao analisar a amostra ano a ano, entre 2020 e 2024, nota-se uma tendência de “estabilidade” quanto à participação do Amazonas na produção nacional e regional. Dito em outras palavras: a participação do estado cresceu 0,35% nacionalmente e 0,51% em termos regionais.

[b5949] (agro) No tocante ao faturamento, o cenário não é distinto. A rigor, apresenta-se pior que o cenário de produção. Entre 2020 e 2024, o Brasil faturou R$ 78 bilhões em Produtos Florestais Não Madeireiros, considerando os 22 itens da amostra. A Região Norte respondeu por quase 68% desse faturamento, o equivalente a R$ 53 bilhões. Já o Amazonas participou com cerca de R$ 1,8 bilhão, o que representa apenas 2,4% do faturamento nacional desses produtos. Quando observado o peso relativo do Amazonas no contexto regional, sua participação corresponde a 3,53% do faturamento da Região Norte, evidenciando a baixa apropriação de valor pelo estado, apesar de sua relevância produtiva.

[p. 252]

[b5950] (agro) Brasil: R$ 78,1 bilhões faturados no período.

[b5951] (agro) Região Norte: R$ 53,0 bilhões (67,93% do faturamento nacional)

[b5953] (agro) • 2,40% do faturamento brasileiro

[b5957] (agro) A análise da amostra ano a ano, de 2020 a 2024, entre 2020 e 2024, indica uma tendência de redução na participação do Amazonas tanto no faturamento nacional quanto regional. No período, a participação do estado recuou cerca de 0,82 ponto percentual no contexto nacional e 0,87 ponto percentual no contexto regional. Para um estado que já apresenta baixa participação na economia desses produtos, a perda recente é ainda mais expressiva. Na comparação entre 2023 e 2024, o Amazonas registrou uma redução de quase 35% de sua participação no faturamento nacional e de pouco mais de 28% no faturamento da Região Norte, evidenciando um processo acelerado de perda de espaço relativo no mercado.

[b5968] (agro) Faturamento da Produção Florestal Não Madeireira (2020–2024)

[p. 253]

[b5972] (agro) A análise comparativa da produção e do faturamento dos Produtos Florestais Não

[b5973] (agro) Madeireiros (PFNM) no Amazonas, na Região Norte e no Brasil revela a existência de um mercado amplamente subexplorado pelo estado, inclusive no contexto regional. Esse cenário demanda ações urgentes por parte do Governo do Estado, tanto para estancar a perda de participação quanto para fomentar a produção distribuída pelo território, de acordo com as potencialidades municipais que serão detalhadas a seguir. Em muitos casos, a produção existe, mas a ausência de acompanhamento técnico e de registro sistemático resulta em subnotificação, tornando parte relevante da produção do Amazonas invisível nas estatísticas oficiais nacionais.

[b5974] (agro) 2. Pauta de produção e faturamento amazonense (PFNM)

[b5975] (agro) A produção florestal não madeireira do estado do Amazonas, no período de 2020 a 2024, totalizou 796,1 mil toneladas, com faturamento da ordem de R$ 1,8 bilhão. Para fins de diagnóstico, essa amostra foi preliminarmente classificada em seis categorias de produtos: frutos, látex, ceras, fibras, especiarias e oleaginosas. A partir dessa classificação, constata-se que a PFNM do Amazonas é fortemente concentrada na produção de frutos, que respondem por 95,5% do volume produzido e por 91,4% do faturamento. Em seguida, destacam-se as fibras, com 3,8% da produção e 5,4% do faturamento. As demais categorias — oleaginosas, látex, ceras e especiarias — apresentam produção incipiente ou em trajetória de declínio no período analisado.

[b5981] (agro) Faturamento (em R$ 1.000,00) %

[b6019] (agro) É importante registrar uma observação específica em relação a quatro grupos de produtos — oleaginosas, ceras, fibras e látex — quando se compara sua participação no volume produzido e no faturamento. Em todos esses casos, a participação no faturamento é proporcionalmente superior à participação na produção. A título de exemplo, as oleaginosas responderam por apenas 0,2% da produção, mas representaram cerca de 2% do faturamento. Esse comportamento indica um processo de valorização relativa desses produtos na pauta de comercialização, ainda que sua base produtiva permaneça limitada.

[p. 254]

[b6022] (agro) Quando passamos a analisar a amostra de forma pormenorizada, a partir de cada um dos frutos, constata-se que o açaí cultivado é o principal item da pauta de PFNM, com 55,7% de toda a produção e 46,07% do faturamento, seguido pelo açaí de extração e pela Castanha-do-Brasil. Juntos, esses três produtos respondem por 93,4% de toda a produção amazonense e 87,14% do faturamento no período analisado.

[b6027] (agro) Total Faturamento (em R$ 1.000) %

[p. 255]

[b6132] (agro) A comparação entre o açaí extrativo e o açaí de cultivo revela diferenças importantes na estrutura produtiva. Considerados em conjunto, constituem a produção mais significativa do setor, respondendo por 85,8% do volume produzido e por 76% do faturamento total.

[b6133] (agro) Ao longo do período analisado, a produção total cresceu 22,70%, com desempenho mais acentuado no cultivo (24,21%), frente a uma expansão de 20,15% da produção extrativa. Em termos de faturamento, o crescimento alcançou 71,84%, sendo que a produção extrativa apresentou desempenho superior, com aumento de 89,96% no faturamento, enquanto o cultivo registrou crescimento de 61%. Em síntese, o açaí de cultivo responde por 64,87% da produção total do fruto e por 60,65% do faturamento, ao passo que o açaí extrativo representa 35,13% da produção e 39,35% do faturamento.

[p. 256]

[b6140] (agro) O diagnóstico em relação aos demais produtos merece uma metodologia de análise distinta, a partir das participações do Amazonas pautas nacional e regional. Há produtos com baixa relevância relativa na pauta estadual, mas que ganham importância nacional, pelo fato de o Amazonas figurar entre os poucos produtores. Dinâmica semelhante pode ser observada no contexto regional. Inserem-se nesse grupo produtos como juta, malva, óleo de copaíba, fibras diversas, piaçava, Castanha-do-Brasil, látex, frutos, cumaru e outras oleaginosas, que, no período de 2020 a 2024, responderam por participações que variam de aproximadamente 20% a quase 100% da produção e do faturamento nacional e regional.

[p. 259]

[b7126] (economia) 3. Produção municipal e sub-regiões de PFNM

[b7127] (economia) A análise da Produção Florestal Não Madeireira (PFNM) sob a ótica das sub-regiões evidencia forte concentração territorial da atividade. No período de 2020 a 2024, a sub-região do Rio Negro e Solimões destacou-se como a principal produtora, com 481,4 mil toneladas (60,48% da produção estadual) e faturamento de R$ 998,2 milhões (53,27% do total). Em seguida, vêm as sub-regiões do Madeira e do Purus. Em conjunto, essas três sub-regiões concentram 81,96% da produção e 75,86% do faturamento da PFNM no estado.

[b7194] (economia) Embora as demais sub-regiões não liderem os rankings de produção e faturamento, elas apresentam valores médios de comercialização mais elevados. As sub-regiões com maior volume produzido não são, necessariamente, aquelas que obtêm os melhores preços por tonelada comercializada. Nesse aspecto, o maior valor médio por tonelada é registrado na sub-região do Médio Amazonas, com R$ 3.833,10 por tonelada, seguida pelo Alto Rio Negro e pelo Alto Solimões. Estratificando a amostra ao nível municipal, Codajás apresenta-se como o maior destaque, com 46,35% da produção e 37,6% do faturamento. Em seguida aparecem Humaitá e Coari. Juntos, esses municípios concentram 59,6% da produção

[b7195] (economia) (474,4 mil toneladas) e 49,7% do faturamento (R$ 931,2 milhões).

[p. 260]

[b7276] (economia) Apesar de Codajás liderar o ranking de produção, o município apresenta o menor preço médio por tonelada entre os analisados. Esse resultado está diretamente associado à predominância do açaí em sua pauta produtiva, produto que, por operar em grande escala, tende a ser comercializado a preços unitários mais baixos. É importante destacar que esse comportamento decorre do peso do açaí, tanto de extração quanto de cultivo, que representa mais de 85% da amostra analisada. Quando o açaí é retirado da estatística de produção, o cenário se altera de forma significativa.

[p. 261]

[b7345] (economia) Neste cenário a sub-região do Rio Negro e Solimões continua como a maior produtora entre 2020 e 2024, com 32 mil toneladas produzidas (28,38% da produção do estado) e R$ 121,9 milhões faturados (27,11% do faturamento da produção). A sub-região do Madeira se mantém em segundo lugar, seguida pelo Alto Rio Negro. Juntas, essas sub-regiões contemplaram 64,4% da produção e 60,1% do faturamento. E, no que se refere ao preço médio/tonelada, desconsiderando a produção de açaí, ocorre uma supervalorização em quase todas as sub-regiões, exceto no Alto Rio Negro, conforme demonstrado a seguir.

[b7346] (economia) Isso evidencia que os demais produtos da pauta têm preços maiores na comercialização por tonelada.

[p. 262]

[b7537] (economia) No ranking municipal, a retirada da produção de açaí altera de forma significativa a posição dos principais produtores. Codajás passa da 1ª para a 6ª colocação, enquanto Coari recua da 2ª para a 5ª posição. Em sentido oposto, Humaitá avança do 2º para o 1º lugar. Nesse novo cenário, os municípios de Humaitá, Barcelos e Manacapuru passam a liderar o ranking de produção, concentrando, em conjunto, 34% do volume produzido e 25,4% do faturamento, o que corresponde a 38,5 mil toneladas e R$ 114,2 milhões, respectivamente. Esse resultado evidencia que o açaí exerce forte efeito de concentração sobre a amostra analisada, enquanto a produção dos demais produtos florestais não madeireiros se distribui de forma mais dispersa pelo território do Amazonas.

[p. 263]

[b7621] (economia) O Mercado de Produtos Florestais Madeireiros

[b7622] (economia) A produção de bens derivados da madeira está concentrada na indústria de transformação, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), especificamente na Seção C – Indústrias de Transformação, Divisão 16 – Fabricação de produtos de madeira. Essa divisão abrange dois grupos principais: o desdobramento de madeira (16.1) e a fabricação de produtos de madeira, cortiça e materiais trançados, exceto móveis (16.2).

[b7623] (economia) A identificação dessas atividades resultou em 25 códigos CNAE, que serviram de base para o levantamento de informações estatísticas e econômicas do setor. A partir desse recorte produtivo, realizou-se também o cruzamento com as Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCM), contemplando tanto os produtos madeireiros comercializados como commodities em estado bruto quanto aqueles que passam por algum nível de beneficiamento ou industrialização, ou seja, processos de agregação de valor.

[b7624] (economia) Esse cruzamento possibilitou acompanhar o fluxo comercial internacional dos produtos madeireiros. A partir dessa análise, foram identificados 183 tipos de produtos e/ou serviços associados à monetização da madeira e de seus derivados, tanto no mercado interno quanto no externo. Como complemento, levantaram-se os dados de importação e exportação brasileiras, por Unidade da Federação (UF), bem como as informações específicas de comércio de produtos de madeira e seus derivados, no período de 2022 a 2024. A corrente de negócios do Brasil com o mercado internacional nesse segmento envolveu 53 países, movimentando US$ 55,8 milhões em exportações e US$ 5,9 milhões em importações. O resultado foi um saldo positivo da balança comercial para o setor, da ordem de US$ 49,8 milhões.

[p. 264]

[b7627] (economia) No cômputo geral, no período analisado, os produtos de madeira e derivados possuem baixa participação na corrente de negócios brasileira, frente aos demais itens da pauta comercial. Enquanto a exportação de madeira representou em média 0,0055% das vendas nacionais, as importações do produto representaram em média 0,0008% das compras nacionais.

[b7649] (economia) 26.101.167 % Amazonas na Exportação e Importação

[b7652] (economia) 5,2006% -21,5742% % Madeiras e Derivados na Exportação e Importação Nacional

[b7676] (economia) 16.554.662 % Amazonas na Exportação e Importação

[b7680] (economia) - 11,8329% % Madeiras e Derivados na Exportação e Importação Nacional

[b7704] (economia) 7.198.259 % Amazonas na Exportação e Importação

[b7708] (economia) - 20,4440% % Madeiras e Derivados na Exportação e Importação Nacional

[b7712] (economia) Média da Exportação de Madeira e Derivados - - 0,0055%

[b7713] (economia) Média da Importação de Madeira e Derivados - - 0,0008%

[p. 265]

[b7717] (economia) Num esforço para identificar os principais destinos dos produtos derivados da madeira brasileira e as origens dos principais produtos adquiridos pelo país, apresenta-se a seguir um panorama do comércio internacional de produtos madeireiros, destacando origens e destinos nas trocas do Brasil com o mundo, no período de 2022 a 2024.

[b7736] (economia) Serragens, desperdícios e resíduos de madeira

[b7740] (economia) Desperdícios de papel/cartão para reciclagem

[b7744] (economia) Papéis/cartões não revestidos ≤10% fibras mecânicas

[b7746] (economia) Papéis/cartões não revestidos (>10% fibras mecânicas)

[b7748] (economia) Papel/cartão kraftliner não revestido

[b7750] (economia) Papéis/cartões kraft não revestidos ≤150 g/m²

[b7752] (economia) Papel testliner reciclado ≤150 g/m²

[b7754] (economia) Papel testliner reciclado >150 g/m²

[b7756] (economia) Selos postais, papel-moeda e títulos

[p. 266]

[b7766] (economia) Maior comprador, especialmente de madeira serrada tropical.

[b7771] (economia) Forte comprador de madeira bruta e perfilada.

[b7775] (economia) Parceiro constante para madeira tropical.

[b7779] (economia) Importador regular de madeira serrada e perfilada.

[b7799] (economia) Participação crescente, especialmente em 2022–2023.

[b7807] (economia) Para onde vai a madeira brasileira

[b7808] (economia) No período analisado, as exportações brasileiras de produtos derivados da madeira concentraram-se em mercados tradicionais da América do Norte e da Europa, com destaque para os Estados Unidos, principal destino da madeira serrada tropical. Países como Países Baixos, Bélgica e Portugal mantêm participação consistente, especialmente na compra de madeira bruta, perfilada e serrada. Na Ásia, Tailândia e Vietnã aparecem como compradores relevantes de madeira tropical serrada, enquanto Alemanha e Reino Unido se destacam na demanda por madeira perfilada. O Canadá apresentou participação crescente, sobretudo entre 2022 e 2023, ampliando a diversificação dos destinos internacionais.

[b7811] (economia) Sobre as importação, destacam-se os papéis industriais (testliner, kraftliner, papel filtro, papéis para embalagem, cartolina) e materiais gráficos (selos, impressos, decalcomanias), aparecem como um grande grupo de produtos importados pelo Brasil. Há um pequeno volume de madeira e derivados industriais no âmbito do comércio importador; e o setor importa principalmente insumos complementares para a cadeia de papel, gráfica e embalagens.

[p. 267]

[b7825] (economia) Testliner, papel reciclado, industriais, Serragem e resíduos de madeira

[b7827] (economia) Papéis especiais e decalcomanias.

[b7829] (economia) Papéis, testliner e outras bases industriais.

[b7839] (economia) Papel, obras de cestaria e outros insumos.

[b7841] (economia) A partir da análise dos números nacionais, considerando a incipiente participação do Brasil no mercado exportador de produtos madeireiros e derivados da madeira, bem como considerando o potencial do Amazonas, pode-se afirmar que este é um mercado promissor para a economia amazonense, visto que:

[b7842] (economia) • O mercado de exportação é fortemente concentrado em madeira tropical serrada e perfilada, ou seja, madeira in natura, com destaque para os Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental;

[b7843] (economia) • As importações são pontuais, voltadas para papéis reciclados, decalcomanias e materiais gráficos, com destaque para Itália, Portugal e França;

[b7844] (economia) • O saldo comercial é altamente superavitário, com exportações quase três vezes maiores que as importações.

[b7845] (economia) Considerando a oferta interna estadual de madeira bruta em toras, pode-se afirmar que o Amazonas apresenta potencial para ingressar no mercado exportador de produtos madeireiros. A produção estadual, estimada em 4,3 milhões de m³ e R$ 687,7 milhões, concentra-se em 91,69% nas sub-regiões do Médio Amazonas, Madeira e Purus. Os principais produtores são Itapiranga, Manicoré, Lábrea, Silves, Itacoatiara, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Humaitá, Rio Preto da Eva e Apuí, que, juntos, respondem por 88,1% da produção acumulada entre 2020 e 2024.

[p. 269]

[b7864] (economia) Objetivos: geral e específicos

[b7866] (economia) • Ampliar a produção florestal madeireira e não madeireira no estado do Amazonas a partir de estratégias de concessão florestal, industrialização, intensidade tecnológica e ganhos de escala, integrando o Amazonas, como protagonista, na agenda da bioeconomia amazônica. → economia-agro/p57

[b7868] (economia) • Identificar áreas propícias à exploração florestal madeireira e não madeireira, incluindo áreas degradadas; → economia-agro/p57

[b7871] (economia) • Fortalecer as comunidades tradicionais envolvidas nas atividades florestais madeireiras e não madeireiras; → economia-agro/p113

[b7872] (economia) • Criar a Agenda Forte do Amazonas para o setor florestal madeireiro e não madeireiro, com o objetivo de promover os produtos florestais amazonenses em âmbito nacional e internacional e atrair investidores para o setor; → economia-agro/p114

[b7876] (economia) O alcance dos objetivos definidos exige uma estratégia capaz de potencializar as forças existentes, enfrentar fragilidades estruturais, aproveitar oportunidades e reduzir riscos.

[b7877] (economia) Esses elementos foram identificados a partir da análise integrada das matrizes PESTEL e SWOT, que orientam as escolhas estratégicas apresentadas a seguir. 

[b7879] (economia) O estado do Amazonas reúne um conjunto expressivo de forças que sustentam o desenvolvimento do setor florestal, tanto na vertente madeireira quanto não madeireira. Essas forças estão distribuídas entre ativos naturais, institucionais, socioculturais e tecnológicos, formando a base da bioeconomia regional.

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[b7883] (economia) Há demanda crescente por madeira certificada e produtos da sociobiodiversidade. A manutenção da floresta em pé apresenta baixo custo de oportunidade e abre espaço para mecanismos como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), créditos de carbono e bioinsumos. Atualmente, existem linhas de financiamento para concessões, sistemas agroflorestais (SAF)s, energia renovável e inovação, via BASA, BNDES e AFEAM.  Estrutura sociocultural e comunitária:

[b7884] (economia) Há uma forte presença de comunidades tradicionais com conhecimento associado ao manejo florestal e à produção de PFNM, além de cadeias produtivas historicamente vinculadas à inclusão social, como extrativismo e agricultura familiar.  Capacidade institucional e tecnológica:

[b7889] (economia) Em síntese, o Amazonas possui uma infraestrutura natural, institucional e comunitária altamente favorável ao desenvolvimento da produção florestal sustentável. A combinação entre estoques florestais, saberes tradicionais, capacidade científica e ambiente legal estruturado fortalece o setor e abre caminho para uma bioeconomia inclusiva, inovadora e competitiva.

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