Omar Aziz — texto do programa sobre Economia, emprego e agro — parte 4 de 12 (Governador — AM, 2026)

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[b7896] (economia) A capacidade local de processamento das matérias-primas regionais é limitada, com predomínio da comercialização de produtos in natura e do beneficiamento realizado fora do estado. O parque madeireiro é obsoleto e carece de modernização tecnológica, o que resulta em perdas relevantes de PFNM no pós-colheita. A informalidade na atividade é elevada, marcada pela comercialização sem nota fiscal, baixa rastreabilidade e frágil organização produtiva, o que reduz a arrecadação estadual e municipal. A irregularidade fundiária impõe, como consequência direta, barreiras ao acesso ao crédito. No campo logístico, o transporte fluvial e rodoviário é limitado e pouco adaptado às cadeias de PFM e PFNM, elevando custos e comprometendo a competitividade.  Capital humano e social:

[b7897] (agro) Há baixa qualificação técnica no interior, especialmente voltada a mercados escaláveis, além de ausência de assistência técnica continuada para comunidades e pequenos produtores.

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[b7911] (economia) A criação de polos de bioeconomia e beneficiamento de PFM e PFNM no interior é uma urgência para o Amazonas. Certificação e rastreabilidade para acessar mercados premium, não podem deixar de existir num novo cenário para o setor. A ampliação das linhas de financiamento (BASA, BNDES, Fundo Verde, BID, Fundo Amazônia) será importante. Outra medida para ativar o mercado consiste nas compras públicas verdes. A expansão de mercados globais para créditos de carbono, PSA e produtos certificados atrairá naturalmente investidores para o Amazonas.  Sociocultural: → economia-agro/p115

[b7912] (economia) A dinamização das cadeias florestais municipais com concessões e SAFs, gerando emprego e renda local, é uma oportunidade factível. A Organização de Arranjos Produtivos Locais (APLs) permitirá ganhos de escala. A valorização cultural e comercial da marca “Amazônia”, agregará valor aos produtos florestais. Porém, é necessário fortalecer as estruturas de produção por meio de capacitação e fomento às cooperativas, com foco em comunidades tradicionais, mulheres e jovens. → economia-agro/p116

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[b7927] (economia) A volatilidade dos preços internacionais da madeira e dos PFNM, somada à dependência de poucos mercados (EUA e União Europeia), expõe o setor a choques externos. Além disso, o alto custo energético no interior e a competição com produtos mais baratos de outras regiões reduzem a competitividade local. Há também o risco de concentração de valor fora do estado, limitando os benefícios internos.  Sociais:

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[b8021] (economia) 4. Acesso a crédito, fomento e compras públicas: a) Criar linhas de crédito de baixo custo (AFEAM/BASA/BNDES) para equipamentos de manejo, beneficiamento e logística comunitária; b) Disponibilizar editais para microprojetos (qualidade, certificações, rastreabilidade, design de produto); c) Implementar contratos de compras públicas verdes (alimentação escolar, saúde) com prioridade a produtos comunitários certificados. → economia-agro/p10, economia-agro/p62, economia-agro/p405

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[b8038] (economia) Criar a “Agenda Forte” do Amazonas para o setor florestal madeireiro e não madeireiro, de forma a promover os Produtos Florestais Madeireiros e Não Madeireiros amazonenses em Âmbito Nacional e Internacional, visando a atração de investidores florestais → economia-agro/p57

[b8042] (economia) 1. Promoção e valorização da marca “Amazônia”: a) Criar a marca “Agenda Forte Amazônia” para produtos florestais certificados; b) Desenvolver campanhas de comunicação nacional e internacional; → economia-agro/p117

[b8045] (economia) 2. Financiamento Internacional: a) Firmar convênios com fundos internacionais (Fundo Amazônia, BID, Fundo → economia-agro/p118

[b8046] (economia) Verde); b) Criar garantias de risco para atrair investidores privados internacionais; c) Promover o programa junto a investidores nacionais e internacionais; d) Oferecer incentivos e linhas de financiamento para empresas que participem das concessões florestais. → economia-agro/p118

[b8048] (economia) 4. Promover os Produtos Florestais Madeireiros e Não → economia-agro/p119

[b8049] (economia) Madeireiros amazonenses em Âmbito Nacional e Internacional, por meio de participação em: a) Feiras e Eventos → economia-agro/p119

[b8050] (economia) Nacionais e Internacionais; b) Missões Institucionais da APEX; c) Interação com as Embaixadas dos países interessados na matéria. → economia-agro/p119

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[b8083] (economia) • Volatilidade de preços internacionais para Madeira e PFNM por conta da sazonalidade;

[b8084] (economia) • Dependência de poucos destinos (EUA/União Européia);

[b8085] (economia) • Choques regulatórios que afetam exportações (Tarifaço);

[b8086] (economia) • Custo energético no interior (por vezes ausência energética), que impacta competitividade e previsibilidade dos investimentos;

[b8087] (economia) • Competição com produtos mais baratos de outras regiões do Brasil e de outros países;

[b8088] (economia) • Concentração de valor fora do estado;

[b8089] (economia) • Competição do uso territorial com agropecuária.

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[b8139] (economia) Ações Mitigadoras (Conforme Plano de Ação)

[b8140] (economia) 1. Volatilidade de preços internacionais para Madeira e

[b8141] (economia) PFNM por conta da sazonalidade;

[b8142] (economia) 5.1 Promoção da marca Amazônia + 5.4 Participação em feiras e missões internacionais

[b8143] (economia) 2. Dependência de poucos destinos (EUA/União Européia);

[b8144] (economia) 5.4 Promoção internacional + 5.2 Financiamento internacional (diversificação de mercados)

[b8145] (economia) 3. Choques regulatórios que afetam exportações (Tarifaço);

[b8146] (economia) 5.1 Agenda Forte + 5.4 Missões institucionais da APEX

[b8149] (economia) 5. Competição com produtos mais baratos de outras regiões do Brasil e de outros países;

[b8150] (economia) 5.1 Marca Amazônia + 4.8 Certificação e rastreabilidade

[b8151] (economia) 6. Concentração de valor fora do estado;

[b8152] (economia) 4.4 Compras públicas verdes + 4.8 Marketplace estadual → economia-agro/p120

[b8159] (economia) 4.3 Capacitação e inclusão de jovens + 4.4 Crédito e fomento

[b8167] (economia) 5. Exclusão de comunidades de benefícios econômicos;

[b8168] (economia) 4.3 Inclusão social + 4.4 Compras públicas verdes

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[b8184] (economia) 5. Atrasos na modernização industrial tornam produtos locais não competitivos.

[b8212] (economia) 4.3 Capacitação técnica + 4.8 Certificação e rastreabilidade

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[b8225] (economia) • apoio à produção florestal (abate, transporte, silvicultura),

[b8227] (economia) • móveis e artefatos de madeira,

[b8228] (economia) • produção em florestas nativas e plantadas.

[b8229] (economia) Isso significa fixar a população no território, reduzindo o êxodo rural e fortalecendo economias locais.

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[b8238] (economia) Em síntese, o Plano Estratégico de Desenvolvimento demonstra que o progresso do setor florestal no estado é, por natureza, interiorizado. Ao estruturar cadeias produtivas de PFM e PFNM, fortalecer comunidades tradicionais, ampliar concessões florestais e promover a agregação de valor local, o Plano cria condições para a geração de emprego e renda no interior, a fixação da população em atividades sustentáveis, a redução da informalidade e dos conflitos fundiários, a atração de investimentos responsáveis e o posicionamento do Amazonas como referência global em bioeconomia.

[b8239] (economia) A renda promovida por PFM e PFNM é estratégica para famílias rurais de baixa renda, e experiências em estados vizinhos já demonstraram que arranjos produtivos de base comunitária podem gerar centenas de milhares de empregos. No Amazonas, o fortalecimento dessas cadeias representa uma oportunidade concreta de interiorizar o desenvolvimento, reduzir desigualdades e assegurar a permanência da população em atividades sustentáveis.

[b8240] (economia) Dessa forma, a floresta em pé deixa de ser apenas fornecedora de matéria-prima e passa a ser motor de uma nova dinâmica social e econômica, capaz de consolidar o interior como eixo estruturante do desenvolvimento sustentável do estado.

[b8241] (economia) O que se espera na consecução deste Plano é que o Amazonas amplie sua participação nos mercados globais, transformando municípios em polos produtivos e competitivos.

[b8242] (economia) Para que isso ocorra de forma inclusiva e duradoura, o fortalecimento comunitário deve ser prioridade, garantindo renda e oportunidades às populações locais. A integração entre ciência, tecnologia e governança assegurará que o crescimento seja sustentável e competitivo, posicionando o Amazonas como protagonista mundial da bioeconomia florestal e da valorização da sociobiodiversidade.

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[b8287] (economia) Setores estratégicos para a economia

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[b8300] (economia) Indústria e competitividade no Amazonas

[b8301] (economia) O Amazonas está diante de um ponto de inflexão histórico. O modelo que garantiu industrialização, emprego e conservação já não é suficiente, sozinho, para assegurar o futuro fiscal, social e ambiental do estado. A Reforma Tributária altera o tabuleiro das finanças públicas, deslocando a base da arrecadação para o consumo e exigindo uma economia mais distribuída, com emprego e renda em todo o território. Além disso, a emergência climática global coloca o Amazonas no centro de debates planetários sobre floresta, água e biodiversidade. Pensar a indústria dentro desse cenário envolve, necessariamente, considerar fatores que lhe são correlatos e a impactam intensamente.

[b8302] (economia) Pode-se dizer que os principais elementos da nova era da indústria amazonense são:

[b8303] (economia) • Reconfiguração do modelo industrial diante da Reforma Tributária, com impactos na competitividade da Zona Franca de Manaus e na transição do foco arrecadatório direto para um modelo baseado em emprego, renda e consumo.

[b8304] (economia) • Integração do interior do estado ao processo produtivo industrial, como estratégia para reduzir desigualdades territoriais, ampliar a base de consumidores e fortalecer, de forma indireta, a arrecadação estadual.

[b8305] (economia) • Alinhamento ao novo paradigma global de baixo carbono, que valoriza biodiversidade e serviços ecossistêmicos, um campo em que o Amazonas possui vantagens comparativas únicas.

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[b8309] (economia) Nos próximos 15 anos, a inovação de produtos será moldada por cinco forças integradas: a aplicação generalizada da inteligência artificial ao design e à produção; a descarbonização associada à economia circular; o avanço da bioeconomia e da bioindustrialização; a digitalização profunda da manufatura, com o uso de gêmeos digitais (ou digital twins), internet das coisas (ou IoT) e automação colaborativa; e a crescente hiperpersonalização de produtos e serviços. Essas transformações se articulam a mudanças regulatórias e às novas preferências dos consumidores, como sustentabilidade, saúde e rastreabilidade, abrindo janelas de oportunidade para novos modelos de negócio, como o Product-as-a-Service (produtos como serviço) e o fortalecimento de cadeias locais de valor.

[b8310] (economia) Seguindo esta linha de raciocínio, a economia do Amazonas apresenta uma configuração singular no cenário nacional, resultado direto da combinação entre sua localização estratégica, a presença de vastos recursos naturais e o modelo de desenvolvimento instituído pela Zona Franca de Manaus. Nesse contexto, a indústria assume papel central: representa mais de 40% da atividade econômica estadual e, dentro dela, a indústria de transformação se destaca como o principal vetor de geração de valor agregado, inovação, emprego e competitividade.

[b8311] (economia) Assim, optar pela ampliação e diversificação do setor secundário significa que a estratégia deve ser de expandir e diversificar os subsetores da Zona Franca de Manaus, criar novos vetores de agregação de valor relacionados a fitofármacos, fitoterápicos, produtos madeireiros e não madeireiros, criando conexão das atividades econômicas da bioeconomia, essencialmente estabelecidas no interior, dentro da estrutura industrial do Amazonas.  → economia-agro/p13

[b8313] (economia) A estrutura industrial amazonense é composta por quatro grandes grupos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e utilidades públicas (eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos). No entanto, é a indústria de transformação que confere ao Amazonas posição de liderança no país, com o maior percentual de participação do setor no Valor Adicionado Bruto (VAB) entre todas as unidades da federação.

[b8314] (economia) O Polo Industrial de Manaus consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como o núcleo desse processo, com forte especialização nos segmentos eletroeletrônico, bens de informática, duas rodas, químicos, metalúrgicos e termoplásticos. Em um contexto de crescente convergência tecnológica, o segmento de bens de informática vem assumindo maior protagonismo, acompanhando as transformações globais associadas à digitalização da economia. Apesar desse avanço, a produção permanece concentrada em um número restrito de produtos e classificações NCM1, o que evidencia a necessidade de ampliar e diversificar a base produtiva.

[b8315] (economia) Paralelamente, o Amazonas reúne condições excepcionais para desenvolver uma nova fronteira industrial baseada na socio-biodiversidade. A abundância de espécies vegetais,

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[b8318] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento o conhecimento tradicional, os centros de pesquisa já instalados e o ambiente regulatório aprimorado pela Reforma Tributária criam condições favoráveis para a expansão da bioindústria, especialmente nos segmentos de fitofármacos e fitoterápicos, que podem agregar muito valor adicionado a partir da produção de insumos farmacêuticos ativos vegetais (IFAVs) e bioativos em geral.

[b8319] (economia) A adaptação do Polo Industrial de Manaus (PIM) à modernização dos processos produtivos, com aumento de produtividade e redução de custos operacionais, deverá ocorrer por meio de ações como a implementação de programas de digital twins nos setores eletroeletrônico, de duas rodas e químico, bem como a incorporação da robótica colaborativa (cobots) nas linhas de montagem manual de bens eletroeletrônicos e motocicletas, intensivas em mão de obra. Essas iniciativas criam as condições para o estabelecimento de uma certificação adicional de PIM Conectado. → economia-agro/p13

[b8320] (economia) Outra linha prioritária de observação diz respeito à necessidade de diversificação produtiva e de ampliação das cadeias de valor da matriz econômica, por meio do desenvolvimento de novos segmentos industriais estratégicos, como energias renováveis, microeletrônica embarcada, veículos leves elétricos e seus componentes, dispositivos médicos e equipamentos de logística. Para viabilizar ações nessa frente de diversificação, torna-se imperioso o aprimoramento dos Processos Produtivos Básicos (PPBs), de modo a atrair novos produtos.

[b8321] (economia) O trabalho daqui por diante é para que o Amazonas avance rumo a um modelo industrial moderno, sustentável, tecnologicamente dinâmico e territorialmente mais integrado, capaz de gerar valor, preservar a floresta e promover desenvolvimento socioeconômico de forma duradoura por toda a expansão territorial do estado.

[b8323] (economia) Herdeiro da trajetória da Zona

[b8324] (economia) Franca de Manaus e do Polo Industrial de Manaus, o Amazonas precisa, ao mesmo tempo, proteger os ganhos acumulados do modelo incentivado e superar a dependência excessiva de um único arranjo produtivo concentrado na capital, que hoje responde por parcela expressiva do ICMS, mas que perderá a relevância no fator arrecadação com a transição tributária.

[b8325] (economia) No âmbito do eixo dedicado à industrialização, estabeleceu-se como diretriz estruturante a modernização, a diversificação e o fortalecimento do Polo Industrial de Manaus e da Zona Franca de Manaus. O objetivo é preparar o modelo não apenas para os impactos da Reforma Tributária, mas também → economia-agro/p11

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[b8328] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento para as transformações globais da manufatura e o salto disruptivo associado à adoção da inteligência artificial. Essa estratégia busca fortalecer os elos com pesquisa, inovação e formação de talentos, promover o adensamento das cadeias produtivas e, ao mesmo tempo, incorporar à indústria incentivada novos vetores produtivos para o estado.

[b8330] (economia) É fundamental ter uma visão de longo prazo que não se limite a projetos pontuais ou um ciclo de governo, mas organize políticas, fundos e investimentos em torno de vetores consistentes: modernização da indústria incentivada da ZFM, fortalecimento da indústria de recursos naturais e da bioeconomia e consolidação das indústrias estruturantes autônomas, especialmente aquelas voltadas ao consumo local e regional.

[b8331] (economia) No curto prazo, com horizonte de até cinco anos, o Plano Estratégico de Desenvolvimento busca blindar e reconfigurar o modelo ZFM/PIM frente à Reforma Tributária, iniciar a modernização tecnológica do parque industrial, construir o arcabouço institucional da interiorização e ativar programas estruturantes em setores-chave como construção civil, indústria naval, agroindústria regional e serviços industriais associados. → economia-agro/p11

[b8332] (economia) Para o horizonte de dez anos, a proposta organiza metas de adensamento das cadeias produtivas existentes, consolidação de polos industriais e bioindustriais em microrregiões estratégicas, estruturação de cadeias de serviços ambientais e crédito de carbono e fortalecimento da infraestrutura física e digital que conecta Manaus e interior, de modo a distribuir melhor a capacidade de gerar emprego e renda. → economia-agro/p121

[b8333] (economia) Pontos de consulta para a construção do diagnóstico:

[b8334] (economia) • Perfil geral da indústria no Amazonas;

[b8335] (economia) • Perfil específico da indústria de transformação;

[b8336] (economia) • Impactos da redução do IPI a zero para produtos da indústria de transformação da ZFM a partir de 01/01/2027;

[b8337] (economia) • Vetor 1 – A modernização do PIM como ponto de inflexão para a indústria de transformação e os Processos Produtivos Básicos na ZFM;

[b8338] (economia) • Vetor 2 – A oportunidade e a necessidade de uma industrialização baseada na biodiversidade amazônica (bioeconomia);

[b8339] (economia) • Vetor 3 – Indústrias estruturantes historicamente negligenciadas: transformação, agregação de valor ao setor madeireiro e aos produtos florestais não madeireiros.

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[b8342] (economia) Garantir estabilidade fiscal, previsibilidade regulatória e segurança jurídica é condição para que investimentos privados de longo prazo se consolidem. Por isso, deve-se dedicar uma linha de ação específica à governança, ao marco legal e à gestão estratégica dos fundos de desenvolvimento ligados à Zona Franca e à Reforma Tributária, incluindo mecanismos de compensação e de indução de investimentos em novos setores e territórios. → economia-agro/p122

[b8343] (economia) Unir os mecanismos do Polo Industrial de Manaus à indústria de base regional e às indústrias estruturantes autônomas, sob uma mesma visão de política industrial, significa reconhecer que o desenvolvimento do estado depende de arranjos produtivos diversos, conectados por infraestrutura, conhecimento, planejamento territorial e instrumentos financeiros capazes de estimular emprego formal e inovação em todo o território.

[b8344] (economia) Estruturar a bioeconomia e a indústria florestal em novos patamares é superar as práticas de exploração e criar instrumentos regulatórios. Unir ciência, tecnologia e inovação à política industrial é um eixo central, com articulação entre universidades, institutos, setor privado e governo. Reforçar a governança e a transparência na alocação de incentivos fiscais e recursos de fundos é passo decisivo para transformar renúncias e benefícios em resultados concretos de desenvolvimento. → economia-agro/p33, economia-agro/p392

[b8345] (economia) Assim, esta agenda se propõe como um roteiro político e técnico para os próximos cinco, dez e quinze anos, oferecendo ao Amazonas um caminho para se tornar referência em indústria de baixo carbono, bioeconomia e serviços ambientais, com um interior mais dinâmico, um PIM modernizado, uma base de indústrias estruturantes fortalecida e uma estratégia de desenvolvimento ancorada no respeito às pessoas e à floresta.

[b8346] (economia) Os três vetores que organizarão a base industrial:

[b8347] (economia) • A indústria incentivada localizada no polígono da Zona Franca, voltada à ampliação e à atualização tecnológica.

[b8348] (economia) • A indústria baseada em recursos naturais e na bioeconomia, fundada no uso sustentável da floresta, da água, do solo e da biodiversidade.

[b8349] (economia) • O conjunto de indústrias estruturantes autônomas, não diretamente vinculadas ao Polo Industrial da ZFM, voltadas ao abastecimento do mercado interno e à retenção local de valor e arrecadação.

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[b8352] (economia) Perfil da indústria no Amazonas

[b8353] (economia) A indústria engloba atividades que transformam matérias-primas, extraem recursos naturais, produzem energia e executam obras de construção. É um setor importante para a agregação de valor, e está estruturada em quatro grandes grupos.

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[b8356] (economia) De acordo com o IBGE (2023), a indústria no Amazonas é formada pelos segmentos: extrativista (99 estabelecimentos); transformação (4.673); eletricidade e gás (56); água, esgoto, atividade de gestão de resíduos e descontaminação (304); e construção (4.931),totalizando 10.063 indústrias. desenvolvimento de

[b8358] (economia) Quadro 1 – Indústrias Brasil e Amazonas (2023), segundo CNAE 2.0 estratégico Classificação Nacional de Atividades Econômicas Plano Brasil Amazonas (CNAE 2.0) 04.

[b8360] (economia) A. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 573.885 579

[b8361] (economia) B. Indústrias extrativas 19.295 99

[b8362] (economia) C. Indústrias de transformação 603.595 4.673

[b8363] (economia) D. Eletricidade e gás 12.640 56

[b8364] (economia) E. Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação 23.913 304

[b8366] (economia) G. Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas 2.839.780 36.429

[b8367] (economia) H. Transporte, armazenagem e correio 354.974 3.418

[b8368] (economia) I. Alojamento e alimentação 452.407 4.038

[b8369] (economia) J. Informação e comunicação 342.354 2.653

[b8370] (economia) K. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados 299.930 1.816

[b8371] (economia) L. Atividades imobiliárias 262.659 1.285

[b8372] (economia) M. Atividades profissionais, científicas e técnicas 871.892 8.772

[b8373] (economia) N. Atividades administrativas e serviços complementares 995.126 7.119

[b8374] (economia) O. Administração pública, defesa e seguridade social 48.241 706

[b8376] (economia) Q. Saúde humana e serviços sociais 613.384 6.047

[b8377] (economia) R. Artes, cultura, esporte e recreação 163.118 1.353

[b8378] (economia) S. Outras atividades de serviços 659.060 8.701

[b8380] (economia) U. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais 556 10

[b8384] (economia) Já o Sistema de Indicadores da Suframa, que traz o total de empresas industriais “suframadas” (www.gov.br/suframa/pt-br/centrais-de-conteudo/indicadores), indica um total de 536 indústrias, distribuídas em 24 subsetores industriais.

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[b8391] (economia) Quadro 2 – Segmentos Industriais Incentivados na ZFM

[b8393] (economia) Subsetor Total Termoplástico 146 desenvolvimento Eletroeletrônico 104 de Metalúrgico 62

[b8394] (economia) Químico 45 estratégico Duas rodas 37 Plano Mecânico 21

[b8396] (economia) Produtos Alimentícios 19 Parte Editorial e gráfico 16 Mineral não metálico 12 Bebidas 8

[b8397] (economia) Relojoeiro 8 Mobiliário 7 Naval 7

[b8398] (economia) Isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis 6

[b8400] (economia) Vestuário e calçados 3 Brinquedos 2

[b8401] (economia) Madeireiro 2 Beneficiamento de borracha 1 Couros e similares 1 Material de limpeza e velas 1 Ótico 1

[b8405] (economia) Essa diferença decorre do fato de que nem todas as empresas industriais instaladas no Amazonas usufruem dos incentivos da Zona Franca de Manaus. Em outras palavras, parte das indústrias não está habilitada ao regime de incentivos fiscais. Assim, embora o conjunto da indústria de transformação no estado some 4.673 estabelecimentos, a dinâmica de maior agregação de valor é liderada pelas indústrias cadastradas na Suframa, que operam linhas de produção mais complexas e intensivas em tecnologia. Nesse universo, cerca de 536 estabelecimentos exercem papel indutor mais relevante na agregação de valor.

[b8407] (economia) Dito isso, a atividade econômica do Amazonas é composta pelos segmentos agropecuário (5,4%), industrial (40,1%) e de serviços (54,5%). No interior do segmento industrial, destaca-se a indústria de transformação, com participação de 32,6%. Entre todos os estados brasileiros, o Amazonas detém a maior participação do Valor Adicionado Bruto (VAB) da

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[b8413] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento indústria de transformação. Mesmo em uma hipótese comparativa em que o Brasil fosse uma unidade federativa, o Amazonas ainda se destacaria pela maior expressividade em termos de agregação de valor nesse segmento.

[b8414] (economia) Quadro 3 – Valor Agregado Bruto na Transformação Industrial – Brasil Vs UF

[b8474] (economia) Outra forma de observar a relevância da indústria de transformação amazonense consiste na comparação entre as regiões. A Região Norte é a segunda maior região em termos de agregação de valor na economia, ficando atrás, apenas, da Região Sudeste.

[p. 301]

[b8477] (economia) Quadro 3 – Valor Agregado Bruto na Transformação Industrial – Brasil Vs UF

[b8491] (economia) Retrato da indústria de transformação

[b8492] (economia) A indústria de transformação é um dos pilares centrais da economia do Amazonas e representa o conjunto de atividades responsáveis por criar novos produtos a partir de matérias-primas oriundas da natureza ou de processos industriais anteriores. É nesse estágio produtivo que se realizam os principais processos físicos, químicos ou biológicos capazes de modificar substancialmente os materiais originais, dando origem a bens destinados ao consumo final ou ao uso como insumos em outras cadeias produtivas. São essas etapas de industrialização que promovem a agregação de valor, sendo que quanto maior a intensidade tecnológica incorporada aos processos, maior tende a ser o valor adicionado.

[b8493] (economia) No Brasil, de acordo com a classificação utilizada pelo IBGE, a indústria de transformação engloba um amplo conjunto de segmentos: alimentos e bebidas, têxteis, vestuário, produtos químicos, metalurgia, papel e celulose, fabricação de máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, automóveis, entre muitos outros. Tamanha diversidade reflete a importância estratégica dessa indústria para o desenvolvimento econômico, pois cada setor possui cadeias de fornecedores, mercados específicos e alto potencial de geração de emprego e renda. Na ZFM, esse segmento está distribuído em 24 subsetores.

[b8494] (economia) Ao transformar insumos básicos em produtos complexos, essa indústria contribui para elevar o nível de sofisticação da economia e fortalecer a competitividade nacional, criando caminho e espaço para ativar outros setores da economia, como comércio e serviços. Por fim, é também uma atividade sujeita a desafios contemporâneos, como a necessidade

[b8495] (economia) O papel da indústria de transformação vai além da simples produção de bens. Ela impulsiona o desenvolvimento tecnológico, promove inovação, qualificação profissional e estimula investimentos em pesquisa e infraestrutura.

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[b8497] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento de adaptação à Indústria 4.0, à transição energética, à economia circular e às exigências ambientais cada vez mais presentes. Modernizar processos, reduzir impactos ambientais e ampliar a produtividade são movimentos essenciais para que esse segmento continue sendo motor de desenvolvimento econômico e social.

[b8498] (economia) A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) dá conta que a indústria no Amazonas agregou valor nos seguintes segmentos industriais: bebidas; coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; produtos químicos; produtos de borracha e de material plástico; produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos; equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores; e produtos diversos.

[b8499] (economia) A indústria geral do Amazonas apresentou forte contração nos primeiros anos do período analisado (dezembro de 2015 a dezembro de 2024), registrando -17,2% em dez/15 e -11% em dez/16. Houve um período de recuperação entre dez/17 e dez/19, com taxas positivas que atingiram 4,5%. Após uma nova queda em dez/20 (-5,4%), a produção geral se manteve em crescimento, finalizando em set/25 com 2% de variação acumulada.

[b8500] (economia) Quadro 4 – Produção Física Industrial (Variável Acumulada em 12 meses)

[b8501] (economia) Seções e atividades industriais

[b8505] (economia) Indústrias de transformação dez/15 -17,2 -0,8 -18 dez/16 -11 -5 -11,4 dez/17

[b8515] (economia) 4,8 dez/20 -5,4 -12,6 -5 dez/21

[b8530] (economia) No que se refere à indústria de transformação da ZFM, representada pelos subsetores do PIM, é inegável o grande avanço na produção de “bens de informática”, que passou a figurar como o principal segmento em termos de faturamento, superando o eletroeletrônico e o setor de duas rodas a partir de 2020. No ano de 2025, com dados compilados até o mês de agosto, esses segmentos, juntos, representaram quase 58% do faturamento do PIM, tendência esta que se manterá, seja pela convergência digital, seja pela demanda por produtos com alta intensidade tecnológica.

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[b8535] (economia) Sob a ótica da produção, a Zona Franca de Manaus produziu em 2024 o total de 1.836 produtos, referentes a 690 NCMs (Nomenclatura Comum Mercosul). Essa produção esteve concentrada em 18 NCMs ou 75 tipos de produtos, com faturamento equivalente a R$ 133 bilhões/ano.

[b8536] (economia) Quadro 5 – Faturamento do PIM considerando as NCMs e tipos de produtos (2024)

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[b8620] (economia) O quadro apresentado revela informações relevantes para a política de industrialização no Amazonas ao evidenciar o elevado grau de concentração produtiva do PIM. Em 2024, considerando um faturamento de R$ 204,7 bilhões, apenas 18 NCMs e 75 tipos de produtos responderam por 65,2% do faturamento. Embora a Zona Franca de Manaus conte com 458 Portarias Interministeriais que autorizam a produção de 7.153 tipos de produtos, a produção efetiva limita-se a 75 itens, o que corresponde a apenas 1,05% do potencial produtivo previsto nos PPBs fixados.

[b8621] (economia) A elevada concentração da indústria de transformação incentivada em um número reduzido de produtos da ZFM constitui uma variável que precisa ser examinada para orientar as estratégias futuras da política de incentivos. A baixa diversificação produtiva pode estar relacionada à convergência digital para novos tipos de produtos, à obsolescência acelerada de determinados bens, à inaplicabilidade do PPB, cujas etapas de produção podem ser inviáveis em termos de investimento, entre outros fatores. 

[b8623] (economia) A Reforma Tributária aprovada no Brasil representa a mudança mais ampla no sistema de tributos desde a Constituição de 1988. Seu propósito central é simplificar a estrutura de impostos, reduzir a complexidade para empresas e cidadãos, melhorar o ambiente de negócios e tornar o sistema mais transparente e eficiente. A Reforma unificou tributos sobre consumo, criando um modelo mais próximo dos padrões internacionais, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Os principais impostos serão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS).

[b8624] (economia) A Reforma Tributária se baseia em pilares amplamente adotados em modelos internacionais, como a não cumulatividade plena, que garante crédito integral em todas as etapas da cadeia produtiva; a cobrança no destino, quando os tributos passam a ser arrecadados onde ocorre o consumo; a base ampla e neutra, da qual todos os setores participam, com alíquotas uniformes; e, pôr fim, a transparência ao consumidor, visto que a nota fiscal mostrará exatamente quanto de imposto está embutido no preço final do produto a ser consumido.

[b8625] (economia) Os mecanismos da reforma mantiveram e criaram regimes diferenciados para setores sensíveis, como é o caso das Áreas de Livre Comércio (ALC) e da Zona Franca de Manaus (ZFM). No caso da Zona Franca, a Emenda Constitucional nº 132, 2023 garantiu o diferencial competitivo (Art. 92-B, ADCT) via instrumentos fiscais, econômicos ou financeiros, além da hipótese de criação do Fundo de Sustentabilidade e Diversificação Econômica do Estado do Amazonas e do Fundo de Desenvolvimento Sustentável dos Estados da Amazônia Ocidental e do Amapá.

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[b8628] (economia) Entretanto, entre as tantas medidas a serem implementadas, preocupa a redução a zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a partir do ano de 2027, regulamentado pela Lei Complementar nº 214, de 2025 no Art. 454:

[b8629] (economia) Art. 454. A partir de 1º de janeiro de 2027, as alíquotas do IPI ficam reduzidas a zero para produtos sujeitos a alíquota inferior a 6,5% (seis inteiros e cinco décimos por cento) prevista na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - Tipi vigente em 31 de dezembro de 2023 e que tenham:

[b8630] (economia) I - sido industrializados na Zona Franca de Manaus no ano de 2024; ou II - projeto técnico-econômico aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa (CAS) entre 1º de janeiro de 2022 e a data de publicação desta Lei

[b8631] (economia) No ano de 2024, o PIM produziu 1.659 NCMs com IPI abaixo de 6,5%. O subsetor com maior reflexo será o de bebidas não alcoólicas com 45 NCMs reduzidas, mas com maior impacto em termos de faturamento.

[b8632] (economia) Quadro 6 – NCMs por subsetor do PIM que terão redução a zero da alíquota do IPI

[b8660] (economia) Transporte (exceto duas rodas)

[b8708] (economia) Vestuário, Calçados, Artigos de tecidos e Artigos de viagem

[b8725] (economia) Considerando que em 2024 o faturamento do PIM foi da ordem de R$ 204 bilhões, podemos afirmar que o faturamento dos produtos cujas alíquotas de IPI serão reduzidas a zero em 2027 representa 19,75% do faturamento total do PIM. Contudo, é importante salientar que esses produtos terão direito a um crédito presumido de CBS de 6%, para garantir sua competitividade frente aos produtos similares que deixarão de recolher o IPI fora da ZFM.

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[b8728] (economia) Vetor 1: O PIM se moderniza para outra história começar

[b8729] (economia) A indústria de transformação e o PPB na Zona Franca

[b8730] (economia) A Lei nº 8.387, de 1991, instituiu o Processo Produtivo Básico (PPB) como requisito para a concessão dos incentivos fiscais aplicáveis à industrialização de produtos na Zona Franca de Manaus (ZFM). Conforme a legislação vigente, o PPB corresponde ao “conjunto mínimo de operações, realizadas no estabelecimento fabril, que caracteriza a industrialização efetiva de determinado produto”. A Lei Complementar nº 214, de 2025, em seu artigo 442, reafirmou e incorporou o PPB previsto no Decreto-Lei nº 288, de 1967, conferindo-lhe o status de principal instrumento de política pública para a produção industrial vinculada à ZFM.

[b8731] (economia) O estabelecimento de um PPB deve ocorrer no prazo de até 120 dias, contado da data da solicitação fundamentada apresentada pela parte interessada, e sua formalização se dá por meio de Portaria Interministerial dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Atualmente, é a Portaria Interministerial MDIC/MCTI nº 56, de 2024 que define as regras para funcionamento do Grupo Técnico Interministerial de Análise de Processos Produtivos Básicos (GT-PPB) e estabelece o fluxo procedimental para solicitação, análise, consulta pública e decisão final sobre PPBs.

[b8732] (economia) A portaria estrutura o GT-PPB com composição tripartite — MDIC, que exerce a coordenação e a secretaria-executiva; MCTI, com participação segmentada por área tecnológica; e Suframa, com participação obrigatória, reforçando seu papel institucional —, definindo-o como o órgão técnico responsável por analisar, emitir parecer e propor a fixação ou a alteração dos PPBs. As reuniões do Grupo ocorrem, em regra, de forma ordinária e mensal, podendo ser realizadas de modo híbrido quando necessário, com deliberação por votação simples quanto ao deferimento ou indeferimento dos processos.

[b8733] (economia) Esse desenho normativo fortalece a governança do PPB ao padronizar competências, procedimentos e prazos, ampliando a previsibilidade para empresas, entidades representativas e demais instâncias envolvidas.

[b8734] (economia) A referida portaria estabelece como critérios para a aceitação das propostas de PPB a agregação de valor à produção, a incorporação tecnológica, a produtividade, a competitividade e a formação e capacitação de recursos humanos. Adicionalmente, prevê critérios complementares, como a vedação ao deslocamento industrial entre regiões do país, a contribuição para metas de políticas públicas de desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos na região. No entanto, o critério de evitar o deslocamento industrial tem caráter mais subjetivo e, na prática, tem sido utilizado como mecanismo de barreira, operando como fator restritivo à instalação de novas empresas na Zona Franca de Manaus.

[b8735] (economia) A norma prevê a realização de visitas técnicas, consultas públicas e a observância de prazos, com o objetivo de assegurar o fluxo o mais transparente possível para a emissão do parecer técnico. Concluída a decisão técnica, o processo segue para a análise jurídica do MDIC e do MCTI, que subsidia a decisão final quanto ao deferimento ou indeferimento pelos respectivos Ministros.

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[b8738] (economia) No que se refere ao fato de o PPB, ao longo das últimas três décadas, ter servido, por vezes, como instrumento para impedir que indústrias se instalem na ZFM, a Reforma Tributária acabou por consolidar essa ferramenta na medida em que todos os benefícios fiscais (federais, estaduais e municipais) deverão cumprir o PPB e serão validados pelo Conselho de Administração da Suframa. Isso significa que o município de Manaus e o estado do Amazonas perderam a autonomia na política de indução de investimentos a partir de incentivos fiscais e que as decisões estarão condicionadas à vontade do MDIC, MCTI e Suframa.

[b8739] (economia) Como a Suframa, quase sempre, é vencida na votação nominal dos PPBs junto ao GT-PPB, caberá um gerenciamento político desta crise para que o estado do Amazonas e o município de Manaus (que albergam o PIM), para ter assento no grupo técnico com o fito de decidir o futuro estratégico da indústria na ZFM.  → economia-agro/p11

[b8740] (economia) Estratégias para a modernização e diversificação do PIM/ZFM

[b8741] (economia) A modernização e a diversificação do PIM/ZFM exigem um conjunto articulado de políticas capazes de responder simultaneamente aos desafios tecnológicos, ambientais e competitivos que moldam a nova economia industrial. Diante da redução da capacidade estatal do Amazonas em induzir a atração de investimentos por meio da gestão dos incentivos fiscais, utilizando para isso sua estratégia própria, torna-se essencial estruturar instrumentos não tributários que fortaleçam a produtividade, ampliem a base setorial e integrem o polo a cadeias globais de valor.

[b8742] (economia) As estratégias apresentadas a seguir delineiam um novo modelo de desenvolvimento industrial para o PIM/ZFM, mais inovador, sustentável e conectado às oportunidades tecnológicas e de mercado. Todos os programas serão detalhados no Plano de Ação, com indicação de prazos para a implementação e os respectivos responsáveis.

[b8743] (economia) • Programa PIM 4.0 e Indústria de Baixo Carbono: transformação do PIM em plataforma de Indústria 4.0 e de baixa intensidade de carbono. → economia-agro/p13

[b8744] (economia) • Programa de Diversificação Setorial do PIM: atração e consolidação de novos segmentos industriais. → economia-agro/p13

[b8745] (economia) • Programa Exporta PIM: redução da dependência exclusiva do mercado interno nacional. → economia-agro/p123

[b8746] (economia) • Fundo de Encadeamento Produtivo PIM-Interior: incremento do instrumento financeiro e técnico disponível (FTI – AFEAM) para aumentar os encadeamentos entre o PIM e fornecedores localizados no interior do Estados. → economia-agro/p12

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[b8749] (economia) Vetor 2: A oportunidade e a necessidade da industrialização baseada na biodiversidade amazônica (bioeconomia)

[b8750] (economia) A interiorização do desenvolvimento e a consolidação da bioeconomia amazônica constituem um dos vetores mais estratégicos para um novo modelo de crescimento no estado, capaz de articular dinamização econômica, inclusão social e conservação ambiental. Nesse contexto, a produção baseada nas vocações locais e na valorização da biodiversidade representa uma oportunidade concreta de estruturar cadeias de valor sustentáveis, gerar emprego qualificado no interior e fortalecer a autonomia econômica de comunidades e municípios.

[b8751] (economia) A produção de fitofármacos, fitoterápicos e outros derivados da sociobiodiversidade integra diretamente essa agenda. A proposta apresentada busca estruturar uma estratégia para transformar o Amazonas em um polo nacional de bioindústria, com foco em fitofármacos, fitoterápicos, fitocosméticos, insumos farmacêuticos ativos vegetais (IFAVs) e uma ampla gama de produtos da flora e fauna amazônica com alto potencial de agregação de valor. → economia-agro/p124

[b8752] (economia) É hora de implantar um ciclo virtuoso de desenvolvimento baseado na biodiversidade, no conhecimento tradicional acumulado e na presença de centros de pesquisa consolidada. Persistem desafios relevantes como a burocracia regulatória para acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios; os riscos ambientais e as pressões internacionais relacionadas ao desmatamento; a baixa agregação de valor aos insumos regionais; a limitada participação dos municípios do interior nas cadeias produtivas; e a dependência de insumos externos para a industrialização local.

[b8753] (economia) O diagnóstico produtivo indica que há potencial consolidado para produtos vegetais com propriedades terapêuticas, cosméticas e farmacológicas, mas ainda com reduzida agregação de valor na origem. No campo regulatório, torna-se necessária a atualização de normas da ZFM para viabilizar a atração de investimentos voltados à industrialização desses produtos (Decreto-Lei 288/1967, Lei 8.387/1991, Portarias Interministeriais 8.805/2022 e 300/1996, e Resoluções CAS 01/2016 e 02/2021).

[b8754] (economia) Industrializar com matéria-prima regional significa integrar efetivamente o interior do Amazonas aos processos produtivos, articulando-se inclusive com projetos de hidrovias e portos previstos no eixo de Infraestrutura e Logística deste Plano. Esse novo cenário reforça a centralidade da diversificação econômica e da interiorização do desenvolvimento. Se a base tributária passa a ser o consumo — e o consumo depende de emprego e renda distribuídos no território —, o desafio estratégico do Estado deixa de ser apenas “defender”

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[b8757] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento o PIM e passa a incluir a necessidade de ampliar a capacidade de gerar trabalho e renda para além do polígono da Zona Franca.

[b8758] (economia) Embora o interior apresente baixa densidade industrial, pouca diversificação produtiva e alta vulnerabilidade social, possui abundância de recursos biológicos, pesqueiros, agroflorestais e minerais, com grande potencial para bioindústria, agroindústria e serviços ambientais.

[b8761] (economia) A proposta é transformar a floresta e sua biodiversidade em fundamentos do crescimento, e não em obstáculos ao desenvolvimento. Nesse sentido, alimentos nutracêuticos, fruticultura, piscicultura e essências para os setores farmacêutico e cosmético oferecem oportunidades reais para impulsionar uma industrialização local mais robusta, com forte potencial de inserção internacional.

[b8762] (economia) Interessante sublinhar que antes mesmo da criação da Zona Franca, a economia do Amazonas já se articulava ao mercado mundial por meio de cadeias extrativistas de base florestal. Além do ciclo da borracha, produtos como castanha-do-brasil, balata, sorva, pau-rosa, copaíba, andiroba, puxuri e cacau desempenharam papel decisivo na formação socioeconômica da região. Ao longo da primeira metade do século XX, essas cadeias movimentaram comércio, crédito, logística fluvial e unidades de beneficiamento, garantindo renda a populações ribeirinhas e centros urbanos regionais.

[b8763] (economia) Esses exemplos demonstram que, muito antes do PIM, o Amazonas já conhecia formas de industrialização ancoradas na floresta — ainda que marcadas por desigualdades e com baixo valor agregado. Havia, portanto, experiências de organização produtiva vinculadas aos recursos florestais.

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[b8766] (economia) As iniciativas a seguir delineiam uma estratégia integrada para transformar a floresta, os territórios e seus habitantes em protagonistas de um desenvolvimento inovador, competitivo e ambientalmente responsável. Todos os programas serão detalhados no Plano de Ação, com indicação de prazos para a implementação e os respectivos responsáveis.

[b8767] (economia) • Programa Rede de Polos Industriais Regionais: implantação de uma rede de polos produtivos no interior, cada um baseado em combinações de vocações locais; → economia-agro/p5

[b8768] (economia) • Programa de Requalificação do Trabalho Extrativista: requalificação e reposicionamento do extrativista e do agricultor familiar como atores centrais da bioeconomia. → economia-agro/p125

[b8769] (economia) • Programa Bioindústrias Amazônicas: apoio à implantação e à modernização de unidades de beneficiamento de produtos da floresta e da agroindústria regional; → economia-agro/p126

[b8771] (economia) Vetor 3: As outras indústrias estruturantes

[b8774] (economia) Ao longo dos anos de protagonismo do PIM, diversas atividades industriais foram tratadas como meros acessórios da produção incentivada. Com a Reforma Tributária, porém, esses segmentos voltam a ocupar posição de destaque. São as chamadas indústrias estruturantes autônomas, setores presentes em praticamente todos os estados, mas que, no Amazonas, foram ofuscados pela centralidade do PIM. Estamos falando da construção civil, indústria naval fluvial, materiais de construção, metalmecânica e manutenção industrial, gráfica e editorial, embalagens, reciclagem e reaproveitamento de resíduos, entre outros.

[b8775] (economia) Essas atividades são fundamentais para sustentar a infraestrutura física, urbana e logística do estado. Embora frequentemente percebidas como simples serviços ou atividades de apoio, constituem verdadeiros complexos industriais urbanos, capazes de converter investimentos em obras, manutenção, moradia, alimentação e serviços em massa salarial e consumo no território. Dessa forma, ampliam de maneira estrutural a base de arrecadação própria do Estado e dos municípios.

[b8776] (economia) A construção civil e o saneamento ilustram bem esse papel: organizam cadeias produtivas que envolvem cimento, aço, cerâmica, tintas, móveis, esquadrias e serviços técnicos especializados, além de responderem por um volume expressivo de empregos formais urbanos. Já a indústria alimentícia, voltada ao abastecimento da população e à transformação de produtos agropecuários regionais, conecta campo e cidade e pode incorporar crescente conteúdo local da bioeconomia — frutas, pescado, óleos e grãos regionais. Da mesma forma, os setores de embalagens, gráfica e editorial agregam valor, identidade e

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[b8778] (economia) Parte 04. Plano estratégico de desenvolvimento rastreabilidade às cadeias produtivas, inclusive às bioindústrias. Por sua vez, a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos articulam o PIM, as cadeias urbanas e o interior em uma lógica de economia circular.

[b8779] (economia) A indústria naval fluvial constitui um caso particular dentro dessa classificação. Ela é, ao mesmo tempo, uma indústria estruturante urbana — que envolve engenharia, estaleiros e a cadeia metalmecânica — e uma infraestrutura crítica de integração territorial, responsável pelo transporte de cargas e passageiros nos rios amazônicos e com potencial para fornecer embarcações, partes e peças ao mercado nacional e internacional.

[b8780] (economia) Diante de eventos climáticos extremos e de gargalos logísticos crescentes, a capacidade local de projetar, construir, adaptar e manter embarcações adequadas às condições amazônicas torna-se um ativo estratégico do Estado. Do ponto de vista da política pública, seria desejável que essa indústria se desenvolvesse em clusters no interior, fortalecendo a interiorização produtiva. Contudo, para o empreendedor privado, a lógica de benefícios do PIM tende a ser mais atrativa.

[b8781] (economia) Isso ocorre porque, embora uma indústria instalada fora da área legal da Zona Franca esteja isenta dos tributos criados pela Reforma Tributária ao vender para empresas localizadas no estado, ela depende de componentes críticos importados. Esses insumos, quando destinados ao PIM, ingressam sem incidência tributária; entretanto, quando direcionados ao interior, passam a sofrer a incidência de IPI, o que reduz a competitividade da produção realizada fora da ZFM.

[b8782] (economia) O setor de Produtos Florestais Madeireiros (PFM) e Não Madeireiros (PFNM) também desempenha papel central na economia do interior, uma vez que o estado abriga a maior extensão contínua de floresta tropical do planeta, com 142,9 milhões de hectares de cobertura florestal. Embora essa imensidão corresponda a mais de 90% do território do Amazonas, os resultados econômicos do segmento florestal, especialmente em termos de faturamento, ainda são pouco expressivos.

[b8783] (economia) O setor integra a divisão de indústrias de transformação, na qual o Brasil manteve relações comerciais com 53 países entre 2022 e 2024, com saldo positivo de US$ 55,8 milhões em exportações. Para transformar esse potencial em maior agregação de valor e fortalecer a industrialização baseada em recursos florestais é necessário combater a exploração ilegal de produtos do segmento, estruturar o manejo e ampliar as concessões florestais, incorporar tecnologia e sistemas de rastreabilidade da produção, além de ofertar linhas de financiamento e capacitação compatíveis com as especificidades de cada sub-região do estado.

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[b8786] (economia) Um conjunto de ações são necessárias para consolidar essas indústrias estruturantes na retomada da dinâmica econômica do Amazonas, em complemento ao PIM, integrando o interior na cadeia de valor e de produção. Os programas serão detalhados no Plano de Ação, com indicação de prazos para a implementação e os respectivos responsáveis.

[b8787] (economia) • Programa Indústria Naval e Logística Fluvial do Amazonas: consolidação de uma plataforma industrial naval e de serviços logísticos fluviais capazes de sustentar a integração territorial do Estado, aumentar a segurança e eficiência do transporte fluvial e apoiar o escoamento da produção industrial e da bioeconomia. → economia-agro/p52

[b8788] (economia) • Programa de Construção e Retrofit Verde: alinhamento da indústria da construção civil e dos segmentos correlatos à agenda de baixo carbono e à resiliência climática. → economia-agro/p127

[b8789] (economia) • Programa Cidade Amazônica Sustentável: estruturação de um fluxo contínuo e previsível de investimentos em construção civil, habitação, saneamento e infraestrutura urbana, transformando a demanda pública e privada em plataforma de desenvolvimento industrial, geração de emprego e ampliação da base de consumo local. → economia-agro/p128

[b8790] (economia) • Programa Economia Circular Urbana: transformação de Manaus e dos principais centros urbanos em plataformas de economia circular, articulando indústrias de materiais, embalagens, gráfica/editorial e reciclagem, com redução de resíduos, geração de emprego e ampliação da base tributária associada a novas cadeias produtivas. → economia-agro/p129

[b8791] (economia) • Programa Serviços Industriais e Metalmecânicos da Amazônia: fortalecimento de um complexo regional de serviços industriais e metalmecânicos (manutenção, montagem, automação, caldeiraria e retrofit) capaz de atender ao PIM, à infraestrutura estadual e aos polos produtivos do interior, reduzindo dependência de fornecedores externos e gerando empregos qualificados. → economia-agro/p130

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[b8795] (economia) Para o sucesso da implementação dos programas, é estratégico, preliminarmente, estabelecer estruturas e produtos de governança como suporte, organizando a execução da agenda. Recomenda-se a criação do Comitê de Implementação da Agenda de Desenvolvimento Industrial Sustentável, uma instância político-técnica cujas competências serão detalhadas no Plano de Ação. A formulação e definição das prioridades resultantes desse comitê deve resultar nos seguintes produtos: → economia-agro/p131

[b8797] (economia) O desafio de uma nova gestão para o estado do Amazonas reside na capacidade de formular políticas que superem a lógica restrita do benefício fiscal. Trata-se de repensar o papel do Estado, superando o modelo mental e conceitual adotado ao longo dos últimos anos, que o reduziu à condição de mero concedente e gestor de incentivos fiscais. Esse reposicionamento é válido para o conjunto de indústrias identificadas nos Vetores 1, 2 e 3.

[b8798] (economia) Nesse sentido, torna-se fundamental aprofundar um exercício de formulação de políticas que incorpore o Estado também como planejador, regulador, comprador, indutor e organizador de mercados:

[b8799] (economia) • Como planejador urbano e territorial, articular planos diretores, códigos de obras, normas de uso e ocupação do solo e políticas de habitação, saneamento e mobilidade em uma carteira previsível de investimentos, capaz de oferecer horizonte e segurança à indústria da construção, da infraestrutura e da metalmecânica. → economia-agro/p132

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