Bioeconomia e repartição de benefícios Condicionar projetos de bioeconomia à autorização legal de acesso (SisGen), ao consentimento das comunidades e à repartição de benefícios com quebradeiras, indígenas, quilombolas e extrativistas
Conectividade e inclusão digital Ampliar a conectividade e o acesso à internet no estado Levar internet de qualidade a escolas, universidades e polos do interior, em parceria com a rede acadêmica e programas federais. Garantir internet de qualidade nas escolas. Agregar a demanda de conectividade de escolas, unidades de saúde, delegacias e demais pontos públicos em lotes regionais, usando o poder de compra do Estado e exigindo qualidade medida por SLA. Articular a expansão da conectividade com redes acadêmicas e redes federais. Implantar programas de inclusão digital que combinem acesso, equipamentos e formação para uso das ferramentas digitais
Atingir 100% das escolas estaduais com conectividade de qualidade medida por SLA até 2028, com publicação do desempenho por escola Elaborar, no primeiro ano, inventário georreferenciado da conectividade pública com tecnologia, velocidade, latência, custo e necessidade projetada Agregar a demanda pública de telecomunicações em lotes regionais, permitindo adesão de municípios e estimulando concorrência entre operadoras e provedores regionais Contratar conectividade com acordos de nível de serviço, medição automatizada, penalidades e pagamento vinculado à qualidade entregue Transformar escolas, unidades de saúde, praças e sedes de associações em pontos públicos ou assistidos de acesso à internet fora do horário regular Instalar ponto público de conexão de qualidade em 217 sedes municipais até 2028, com medição pública de qualidade em 2029-2030 Usar soluções satelitais ou outras tecnologias como alternativa transitória de última milha onde não houver viabilidade de infraestrutura terrestre Incorporar ao planejamento de conectividade os requisitos de corredores produtivos, polos logísticos e da Rede Maranhense de ZPEs, com redundância e segurança
Dados, inteligência artificial e governo digital Integrar bases de dados públicas e abrir dados para apoiar políticas públicas e pesquisas sobre o território. Criar uma infraestrutura de dados voltada à estratégia industrial, reunindo informações sobre empresas instaladas e prospectadas, fornecedores, demanda por mão de obra, infraestrutura, energia, logística, áreas industriais, projetos municipais e oportunidades de investimento. Instituir política estadual de governança de dados com adequação à LGPD, controle de acesso e rastreabilidade. Adotar política de dados abertos e seguros e de inteligência artificial responsável, mantendo a decisão final humana. Adotar política estadual de inteligência artificial responsável, em que a máquina apoia decisões públicas mas não decide sozinha Estruturar a governança das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação, com definição de prioridades estratégicas do estado
Estruturar capacidade permanente de segurança cibernética, com auditorias externas periódicas de sistemas críticos e formação local em parceria com universidades e o IEMA Criar sala de dados integrada para apoiar decisões de localização e acompanhamento da implantação dos polos industriais
Fomento à pesquisa Territorializar o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, levando pesquisa e fomento ao interior produtivo Alinhar o fomento à pesquisa às prioridades estratégicas do planejamento estadual e aos problemas concretos do estado Fortalecer a Fundação de Amparo à Pesquisa e o sistema estadual de ciência e tecnologia como instrumento de fomento à pesquisa Orientar parte do fomento por missões públicas prioritárias (saúde, bioeconomia, água, clima e agricultura), com chamadas por estágio de maturidade e seleção por mérito Direcionar pesquisa aos maiores problemas do SUS estadual (hanseníase, tuberculose e sífilis), com prioridades definidas junto à Secretaria de Saúde Garantir integridade científica e transparência plena do fomento, informando qual projeto recebeu, quanto, por quê e o que produziu
Formação e fixação de talentos Ampliar bolsas, apoiar programas de pós-graduação no interior e criar linhas de fixação e atração de pesquisadores Implantar iniciação científica nas escolas estaduais, com formação de professores, feiras, olimpíadas e bolsas, priorizando interior e escolas rurais
Infraestrutura científica e tecnológica Levantar e mapear a infraestrutura científica e laboratorial existente antes de novos investimentos Criar rede de laboratórios compartilhados com plataforma de reserva, manutenção e regras de uso, priorizando o interior
Implantar centros tecnológicos, parques tecnológicos e infraestrutura de pesquisa aplicada ligados às vocações econômicas do estado Criar Centro de Excelência em Tecnologias Aeroespaciais, articulando UEMA, IFMA e parceiros acadêmicos nacionais
Startups e empreendedorismo inovador Estimular o desenvolvimento de startups e ambientes de inovação em parceria com universidades e iniciativa privada, com foco nas vocações econômicas regionais Apoiar startups com uma trilha contínua da ideação ao mercado, hubs regionais e compra pública de inovação, além de incubadoras e programas de empreendedorismo científico. Mobilizar laboratórios, incubadoras e ambientes de inovação em áreas como logística, energia, automação, agroindústria, turismo, economia criativa e serviços digitais, transformando demandas das empresas em desafios de inovação para estudantes, pesquisadores e startups. Usar o poder de compra do Estado para contratar inovação, com encomenda tecnológica e contrato de solução inovadora Criar trilha contínua da ideação ao mercado com hubs regionais de inovação Fortalecer núcleos de inovação das universidades e a transferência de tecnologia, com regras de titularidade e repartição e ambiente sigiloso de aproximação com empresas
Conectar escolas técnicas, universidades e estruturas de inovação aos polos produtivos, transformando problemas das empresas em desafios de inovação